segunda-feira, 29 de julho de 2019

André Luiz explica o Cérebro 2


Da obra: "No Mundo Maior", de André Luiz, psicografada por Chico Xavier, há que, no sistema nervoso, temos:
I - o cérebro inicial, repositório dos movimentos instintivos e sede das atividades subconscientes, o porão da individualidade, onde se encontram arquivados todas as experiências e registrados os menores fatos da vida.
II - Na zona intermediária entre lobos frontais e nervos, a região do córtex motor, há o cérebro desenvolvido, relacionado às zonas motoras.
III - Nos lobos frontais há a parte mais nobre do nosso organismo divino em evolução.

Temos um cérebro que se divide em três. Algo como um castelo de três andares, onde:

I - no primeiro, encontram-se os impulsos automáticos, o hábito e o automatismo (o subsconsciente);
II -  no segundo, as conquistas atuais, ou seja, a consolidação das nossas nobres qualidades em edificação advindos do esforço e da vontade (o consciente);
III - no terceiro, as noções superiores, indicando as eminências que nos cumpre atingir (o superconsciente).

O cérebro é um aparelho elétrico de complicada estrutura em que nosso "eu" reflete a vida. É através dele que sentimos os fenômenos exteriores segundo a nossa capacidade receptiva, determinada pela experiência, variando, portanto, de criatura para criatura, de acordo com o grau evolutivo de cada um. Dessa forma, o cérebro de um santo emite ondas que se distinguem das que despende a fonte mental de um cientista.

É um organismo, o cérebro, que modela as manifestações do campo físico. As células nervosas (neurônios) são entidades de natureza elétrica. E possuem diversos fins, porquanto, há neurônios sensitivos, motores, intermediários e reflexos; há também os que recebem as sensações exteriores e os que recolhem as impressões da consciência. Em todo cosmo celular, há elementos de emissão e de recepção, sendo a mente (que é diferente de cérebro) a orientadora desse universo microscópico.

É da mente que emana as correntes da vontade que empenha, em decorrência, várias séries de estímulos, atendendo às sugestões das zonas interiores, bem como reage às exigências da paisagem externa. Nessa feita, a mente é colocada entre o objetivo e o subjetivo, impondo-se a obrigatoriedade do aprendizado, escolha, aceitação, recolhimento, iluminação... Do plano objetivo, recebe-lhe os atritos e as influências da luta direta; já na esfera subjetiva, absorve-lhe a inspiração das inteligências desencarnadas ou encarnadas que lhe são afins e o resultado das criações mentais que lhe são peculiares. Assim, a mente prossegue o seu caminho sem recuos.

"O espírito mais sábio não se animaria a localizar, com afirmações dogmáticas, o ponto onde termina a matéria e começa o espírito."

No cérebro se inicia o império da química espiritual, onde os elementos celulares são dificilmente substituíveis, diferentemente de outros órgãos do corpo em que a células se modificam infinitamente, surgem e desaparecem aos milhares, em todos os domínios da química orgânica propriamente dita.

Isso porque o trabalho da alma no corpo encarnado requer fixação, aproveitamento e continuidade, uma vez que o cérebro, por ser um órgão de expressão mental, diferentemente dos outros órgãos, como o estômago, reclama personalidades químicas de tipo sublimado já que se alimenta de experiências que devem ser registradas, arquivadas e lembradas sempre que oportuno e necessário.

Os nervos (impulsos), o córtex motor (experiências) e lobos frontais (noções elevadas) constituem apenas regulares pontos de contato entre a organização perispiritual e o aparelho físico, porque são indispensáveis ao trabalho de enriquecimento e de crescimento do ser eterno. Dentro da luta humana é indispensável que os neurônios se utilizem de envoltórios mais ou menos espessos para evitar que recordações não venham a moderar os esforços de edificação da alma encarnada. A mente,  senhor do corpo, age no perispírito, moldando a matéria que, em razão dos vícios e imperfeições  da mente, molda o corpo físico, expondo-o a doenças e/ou outros males.

"A criatura estacionária na região dos impulsos (nervos), perde-se em um labirinto de causas e efeitos, desperdiçando tempo e energia. Quem se entrega, de modo absoluto ao esforço maquinal, ..., mecaniza a existência, destituindo-a de luz edificante. Os que se refugiam exclusivamente no templo das noções superiores, sofrem o perigo da contemplação sem obras, da meditação sem trabalho, da renúncia sem proveito. Para que a nossa mente prossiga na direção do alto, é indispensável se equilibre."

Para se equilibrar, o indivíduo precisa se valer das conquistas passadas a fim de orientar os serviços presentes, ao mesmo tempo em que precisa se valer da esperança que flui, cristalina e bela, da fonte superior de idealismo elevado. Porque, por meio dessa fonte, pode-se captar as energias restauradoras do plano divino, construindo, assim, um futuro santificante. O desequilíbrio, por outro modo, ocorre quando o indivíduo se fixa mental e demasiadamente em um dos mencionados setores.

A mente fixada na região dos instintos primários, por exemplo, após emitir várias vibrações de pensamentos em fuga da recordação e do remorso, pode arruinar o córtex motor, desorganizando, por conseguinte, o sistema endócrino e perturbando os órgãos vitais. Isso porque, converter todas as energias ou a maior parte delas para alimentar uma ideia fixa, como a vingança, afeta, cinclusive, a organização celular e/ou metabólica. De outro modo, esquecer as falhas e reconstruir-se pelo trabalho e pelo entendimento fraternal, no santuário do perdão, é a atitude equilibrada necessária para que o corpo e mente se desenvolvam beneficamente. Por isso, quando Jesus nos pede para perdoar e amar inclusive os inimigos, não se trata de mera virtude moral, é também princípio científico de libertação do ser, de progresso da alma, de evolução espiritual, porque é nos pensamentos que residem as causas.

"Se o conhecimento auxilia por fora, só o amor socorre por dentro."

Encher a sua consciência de esclarecimentos elevados quando aliados viva experiência em prol dos mesmos, revela a experiência da gratidão e do amor a Deus, a si e ao próximo, momento em que sabedoria começa a valer, a existir!

Kênia Rios de Lima
Fortaleza, 29 de julho de 2019

segunda-feira, 15 de julho de 2019

André Luiz explica o cérebro humano

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Nesta publicação do blog: http://casadocaminhofortalezace.blogspot.com/search?updated-max=2019-03-12T06:04:00-07:00&max-results=1&start=15&by-date=false foi exposta a explicação do cérebro tríduo. Uma descoberta do cientista, um médico e neurocientista estadunidense, Paul D. MacLean na década de 70, com sua obra “The Triune Brain in evolution: Role in paleocerebral functions”, comprovou a biologia cerebral trina em face de sua teoria evolutiva que propunha que o cérebro humano era realmente três cérebros em um, três sistemas neurais interconectados, com suas próprias funções específicas e inteligência particular. Nesse sentido, afirmou o estudioso: "Esses três cérebros equivalem a três computadores biológicos interconectados, cada um com sua própria inteligência, sua própria subjetividade individual, sua própria noção de tempo e espaço e sua própria memória, além de outras funções".

O interessante é que na obra de André Luiz, psicografada por Chico Xavier, chamada "No Mundo Maior", publicada pela primeira vez em 1947, ou seja, muito antes da hoje tão famosa teoria do cérebro triuno, essa mesma teoria foi explicada quase com as mesmas palavras, veja-se: 

"não podemos dizer que possuímos três cérebros simultaneamente. Temos apenas um que, porém, se divide em três regiões distintas. Tomemo-lo como se fora um castelo de três andares: primeiro situamos a residência de nossos impulsos automáticos, simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados; no segundo localizamos o domicílio das conquistas atuais, onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando; no terceiro, temos a casa das noções superiores, indicando as eminências que nos cumpre atingir. Num deles moram o hábito e o automatismo; noutro residem o esforço e a vontade; e no último demoram o ideal e a meta superior a ser alcançada. Distribuímos, deste modo, nos três andares, o subconsciente, o consciente e superconsciente".

Desse modo, bem se nota a qualidade dos livros psicografadas pelo renomado Médium. São verdadeiras enciclopédias que podem conter conhecimentos que sequer encontrados na internet por outras fontes, porque o seu conteúdo está muito à frente do tempo do conhecimento procurado e constatado pelos cientistas da Crosta. Eis a importância da leitura das obras notoriamente reconhecidas e confiáveis! Nesse sentido, eis a importância da Codificação que inaugurou o movimento espírita, publicada ainda no século XIX, pois, passados já várias décadas, muito mais de um século, ainda há ensinamentos contidos em tais obras que a Ciência da Terra na dimensão material ainda demorará mais algumas tantas décadas para descobrir. Analisemos com olhar científico, ou seja, um olhar investigativo e plausivelmente curioso, crítico, apurador, metódico, mantendo-nos alinhados com constância à recomendação do memorável Codificador, Allan Kardec: "Espíritas, instruí-vos".

“Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensinamento. Instruí-vos, eis o segundo. 
Todas as verdades são encontradas no Cristianismo; os erros que nele criaram raiz são de origem humana. 
E eis que, além do túmulo, em que acreditáveis o nada, vozes vêm clamar-vos: Irmãos! Nada perece
Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade!” 
(Espírito de Verdade. Paris, 1860.) Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VI, item 5.