sexta-feira, 31 de maio de 2019

Sobre valores

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Estamos em uma revolução: construção e destruição de valores em uma sociedade muito rápida e cheia de informações! Por pressão social, pessoal ou interpessoal, mais se exige um aprimoramento dos nossos papéis/funções/intervenções em busca de uma excelência satisfatória que mantenha a estabilidade das nossas relações. Estamos envoltos por uma enchente de ideias novas sendo lançadas muito rapidamente, a cada momento por meios muito eficientes de comunicação, sendo, portanto, disseminadas em massa e, por conseguinte, quebrando, confrontando ou reforçando com muito impacto os valores construídos de outrora. Há sempre uma descoberta nova, uma arte nova, uma notícia nova... para nos influir, requisitando-nos a atenção e, por conseguinte, emoção, reação, análise, providência, resposta... Saber quem somos nesse furacão de inumeráveis possibilidades e manifestações, conhecer os nossos valores, ou seja, o que nos faz bem, o que nos importa realmente, e ao mesmo tempo ter um juízo de consciência para perceber se o que nos importa é importante não só para nós, mas também para o mundo e como o que o mundo valoriza nos afeta e vice versa, são condições essenciais para podermos viver com equilíbrio e sã consciência eficaz para nos fazermos de fato melhores.

Whats app, televisão, youtube, instagram, sites, blogs, facebook, twiter e outros fazem parte da grande quantidade de meios de comunicação que compõem o nosso cotidiano hodiernamente. Há 50 anos, os meios de comunicação mais importantes eram a TV, o rádio e o jornal impresso. Quão evoluiu os nossos espaços de comunicação!! Nesse mesmo passo, as informações se tornaram também mais rápidas, celulares com câmeras (uau!) registram cada evento que já se torna uma notícia no mínimo entre amigos e ainda pode se disseminar de tal modo que já há um termo para quando isso acontece: "viralizou". Ou seja, um tombo, um beijo irreverente, um gesto ousado, um cabelo espalhafatoso... qualquer coisa pode virar "meme", por exemplo, e já influenciar multidões que reagirão ao mesmo assunto, emanando pensamentos, sentimentos, emoções em massa sobre o mesmo fato. E segundos depois aparece um novo conteúdo que repercute por seu forte apelo emocional na atmosfera psicológica de muitos outros tantos e assim por diante.

Sabemos que vivemos em sociedade, organizada e planejada intuitivamente para o desenvolvimento. Assim, os valores são os elementos que a norteiam ou a devem nortear. Por tal, é crucial o conhecimento dos mesmos. Sabemos também que as emoções muitas vezes nos põem a sentir prazeres que com o tempo se revelam prejudiciais uma vez que desencadeiam consequências negativas, como a escolha de assistir TV no lugar de estudar para passar de ano na perspectiva de um estudante de colégio. Portanto, a consciência é fundamental para os indivíduos e as emoções, porque inseparáveis dos mesmos, precisam ser escolhidas por meio de valores que as façam seguir um direcionamento afetivo mais próspero para as massas!

Infelizmente não é isso que encontramos com os noticiários, enchendo-nos de notícias sobre assaltos, violências, corrupção... ambos são notícias, mas o quanto as notícias boas são desvalorizadas ou não percebidas? Temos por valor tudo o que nos faz sentir bem em meio a uma sistematização. Nesse sentido, a generosidade é um valor, o respeito é um valor, a paciência, a honestidade, o esforço, o trabalho e etc, porque todas essas características são estruturais para manter os bons sentimentos nos indivíduos e a estabilidade construtiva em suas relações. A Wikipédia define valor como tudo que denota o grau de importância de alguma coisa ou ação, com o objetivo de determinar quais são as melhores ações a serem tomadas ou qual a melhor maneira de viver, ou para determinar a importância de diferentes ações. Logo, são critérios de conduta. Ocorre que muito comumente as informações divulgadas em massa, como a cena de uma novela, desperta-nos no sentido de atiçar muito fortemente emoções que nos creditam pouca reflexão e exteriorizam faculdades pouco assertivas sobre o impacto que provocam em nós mesmos e nos outros. Isso, progressivamente, na medida em que ocorre, vai formando uma sociedade com valores deturpáveis e provocadores de acidentes culturais irremediáveis e incomensuráveis.

Não obstantemente, os valores tendem a ter um caráter universal, algo que faz bem a todos os seres humanos, como a liberdade, a solidariedade, o respeito... E, inevitavelmente, todos esses valores convivem entre si, ou seja, coabitam o mesmo corpo social ou individual, podendo-se mostrarem harmônicos (reforçadores, complementares ou suplementares uns dos outros) ou dissonantes, de princípio, pelo menos . É o caso da liberdade de expressão, que, apesar de ser um valor em si, pode se confrontar, em um primeiro momento, com o valor do respeito, quando as nossas palavras ofendem o próximo. São inúmeras as possibilidades! O interessante é termos reflexões assíduas sobre isso, porque, imersos na avalanche de informações e estímulos, somos, muitas vezes, gravemente expostos a sensações que nos depreciam e criam uma cultura desastrosa de menos valia, de atropelamento de valores morais básicos que, conseguintemente, nos perturba a capacidade de convivermos condignamente.

Para o neurocientista Jorge Moll, líder da pesquisa que tenta desvendar como o cérebro processa valores e diretor, em 2015, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), os valores são produto da interação entre cultura, criação e genética e estão apenas parcialmente associados à personalidade. Completa, afirmando que o ser humano tem grande capacidade de apego, isto é: na prática, apega-se a pessoas e valores com os quais compartilha afinidades e orientam a vida. Diz ainda que embora o apego seja importante para a construção da moral humana, quando excessivo e sem discernimento pode levar a atitudes irracionais. Por fim, termina dizendo que uma sociedade sem valores ou que vê seus valores ameaçados e violados é facilmente manipulável e que em momentos de crise moral, as instituições são importantíssimas, porque representam um sistema de valores, concluindo que é isso que dá à civilização a sua força.

Logo, é fácil percebermos que uma pessoa sem valores ou que os tenha em conflito não é capaz de se posicionar satisfatoriamente ante às situações desafiadoras da vida (ou mesmo as mais simples), porque perde o seu poder de escolha consciente, tornando-se volúvel às manifestações dos outros que a empurra para parecer ser ou para fazer isso ou aquilo em uma deturpação clara de sua integridade humana, dignidade de "filha" de Deus ou, de outro modo, em um desrespeito explícito da centelha divina que a habita, como nos for melhor entender... Nestes momentos conflituosos, a família (pessoas que se amam e convivem entre si; portanto, aqui o conceito é bem amplo, mas irredutivelmente vinculado ao amor...) é a instituição básica sustentadora e traspassadora de todas as dificuldades que afligem o ser humano que almeja se encontrar, quer dizer, encontrar o seu próprio valor, conhecer a sua integridade, a sua moral, a sua importância, a sua dignidade, a sua capacidade e por aí vai. Lembrando-nos de que temos também uma família espiritual, sempre a nos amparar. E temos também Deus e outros espíritos nobres, mais esclarecidos, que O auxiliam a nos guiar e apoiar!

De qualquer modo, o interessante é que entendamos que é o autoconhecimento o elemento que nos pode firmar no atual e grande redemoinho midiático que nos atinge e, não dificilmente, desperta-nos angústias, dúvidas e distrações pueris... Nesse aspecto, é imprescindível sabermos do que gostamos e o que nos afeta positivamente. Para isso, reparemos no que estamos fazendo quando nos sentimos felizes; por que nos sentimos felizes nesses momentos; quando e por que nos sentimos orgulhosos; quem geralmente nos acompanha nos momentos em que nos sentimos bem; quais desejos nossos foram satisfeitos e que nos deixaram realizados; quais são os nossos desejos atuais e por que os desejamos; por que algo nos traz um grande significado e etc. Todas essas questões revelam quais valores nos são os mais importantes, os que, vividos, fizeram-nos ter esses bons momentos. Que tal, exercitando as presentes reflexões agora, listarmos quatro ou cinco valores que mais nos definem?!

Isso tudo, porque, conscientes dos nossos valores, navegamos pela vida com mais segurança, sabendo aproveitar melhor as oportunidades e tornando-nos mais espertos para não nos desviarmos por maus caminhos, inóspitos ou pouco agregadores à nossa qualidade de vida! Lembremos que devemos exercer o nosso discernimento e esperar o melhor da vida com o auxílio da razão e num esforço contínuo de autoapaziguamento pelo brilho de uma consciência desperta, assertiva, expressando a nossa melhor versão dentro dos nossos limites justamente reconhecidos e trabalhados por nós mesmos para sermos finalmente e alegremente tudo o que podemos ser enquanto seres humanos, prósperos, lúcidos, felizes e filhos de Deus! 

Kênia Rios de Lima,
Fortaleza, 31 de maio de 2019

Fontes bibliográficas:
<pt.wikipedia.org>

sábado, 25 de maio de 2019

Valores e Juízos de Valor

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Axiologia (do grego, estudo ou tratado do valor, da dignidade) é o ramo da Filosofia que estuda os valores e os juízos valorativos, sobretudo os de natureza moral, tendo como complemento a Ética e Estética.

Em termos históricos, a Axiologia foi iniciada por Platão (428 ou 427 a.C – 347 a.C) ao estudar ideias subordinadas à manifestação do Bem. Posteriormente, foi desenvolvida por Aristóteles, pelos filósofos estoicos* e epicuristas, investigadores do summum bonum (supremo bem). Na filosofia escolástica (Idade Média), o Summum Bonum é definitivamente considerando como sinônimo de Deus. A partir do século XIX, em razão da influência da Economia, da Sociologia e da Psicologia surgem diversas doutrinas que tratam da relatividade dos valores. Amplia-se, então, o campo de atuação da Axiologia que, além de analisar as manifestações dos valores, dos juízos de valor, da ética e da estética, estuda também o direito, a política e a escatologia*.

Ao considerar os conflitos existentes no mundo atual, nitidamente marcado por significativa insegurança dos relacionamentos, individual e coletivo, entre pessoas e povos, nos parece importante destacar alguns significados da Axiologia, a fim de que, talvez, seja possível fazer o leitor refletir a respeito da forma como tem conduzido a sua existência.

  • Valores: são condições decorrentes do caráter e da personalidade humanas. Indicam o conjunto de características presentes em uma pessoa ou comunidade (organização), como os indivíduos se comportam e se interagem, entre si e com o meio ambiente.1 Os valores morais e éticos são elementos formadores e educadores do comportamento humano, necessários para o estabelecimento de uma convivência pacífica, justa e respeitosa.
  • Moral: palavra derivada do termo latino mores; significa o que é relativo aos costumes, isto é, a forma como os costumes e hábitos se expressam, em nível indivídual e coletivo. Moral é tudo aquilo que promove o homem no sentido mais amplo e, ao mesmo tempo, é capaz de mantê-lo ajustado à realidade da vida e do meio onde está inserido.

A vivência moral tem o poder de conduzir a pessoa à plena realização (física, emocional, psíquica, afetiva etc) porque, integrada ou ajustada à realidade em que vive, desenvolve a capacidade de se ver como um indivíduo, portador de direitos e deveres, e, também, de perceber o outro, concluindo que ambos são como elementos úteis ao todo social.

  • Ética: (do latim, ethica), refere-se ao estudo da natureza do que é considerado adequado e moralmente correto. Ética é uma doutrina filosófica que tem por objeto a moral, vista no tempo e no espaço, e está voltada para o estudo dos juízos de valor ou da apreciação da conduta humana.

A Ética não possui um caráter normativo, condição exclusiva da Moral, porém parte do princípio de que o comportamento só considerado ético se é bom, se há manifestação da bondade. Daí os antigos afirmarem que o que é bom para a leoa, não pode ser bom à gazela. Jesus, por sua vez, ao revelar profunda sabedoria e conhecimento da natureza humana, define a regra de ouro do relacionamento humano: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a lei e os profetas.”( Mateus 7:12)

Os estudos éticos permitem identificar dificuldades e benefícios absorvidos por grupos ou comunidades, propondo soluções de problemas. Contudo, certas posições sociais, manifestadas na forma de poder e/ou de aquisições materiais, podem “subir à cabeça” de lideres que, ao violarem valores éticos, desencadeam conflitos de liderança e de confiabilidade, reduzindo princípios ético-morais universais à “ética situacional”, essencialmente voltada para os interesses próprios e circunstanciais.

  • Juízo de valor: é um julgamento/avaliação que alguém faz quanto à correção e incorreção de atitudes e comportamentos de outra pessoa, fundamentando-se no sistema de crenças e cultura próprios, do grupo ou da coletividade. Há, porém, juízos de valor que são passíveis de mudanças, às vezes diametralmente opostas, por estarem relacionados às convenções sociais ou dos grupos de pressão.

Os juízos sobre a validade e a normatividade das ações são juízos de valor que fundamentam as normas e os deveres. Pronunciar um juízo, assim como categorizar uma pessoa, pronunciar uma sentença, elogiar ou injuriar alguém, dar uma ordem, constitui um ato. Pelo juízo, o indivíduo é capaz de decidir do bem e do mal, do belo e do feio, do justo e do injusto.2

A validade dos juízos de valor consideram os princípios a eles relacionados, tais como os fundamentos da Ciência, da Moral, da Ética, da Arte, da Estética, da política, da Religião, assim como o contexto onde são emitidos. É por isto que certas orientações determinadas pela tradição podem ser sujeitadas às pressões da racionalização e/ou da moral/ética. Acerta-se sempre quando os juízos emitidos seguem a Moral e a Ética.

Em notável palestra realizada no 4° Congresso Espírita Mundial, realizado em Paris, França, no dia 3 de outubro de 2004, Altivo Ferreira, então vice presidente da FEB, esclarece:

Foi Jesus que apresentou o amor como fundamental para a vida, dando início ao primado do dever e da moral como essenciais à felicidade humana. Antes d’Ele, os princípios da ética moral eram graves […].Desde a Pena de Talião, que Ele substituiu pela do perdão, mediante o qual é concedido ao infrator a reabilitação, não ficando isento da responsabilidade do erro e das suas consequências, mas facultando-lhe possibilidades de retribuir à sociedade em bens os males que praticou.” Surge, assim, a ética cristã, fundamentada nos ensinos do Mestre Nazareno. Pedro e seus companheiros vivenciam o amor e praticam a caridade na Casa do Caminho. Paulo de Tarso dá-lhe consistência, traçando diretrizes de ordem comportamental aos gentios em suas memoráveis Epístolas, das quais destacamos estes preceitos: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos, 12:21); “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam” (I Coríntios, 10:23); e reforça com seu exemplo: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gálatas, 2:19-20).

O espírita esclarecido compreende que se faz necessário a vivência leis morais orientadoras da conduta ética humana. Conduta que está inequivocadamente sintetizada no item O Homem de Bem, de O Evangelho segundo o Espiritismo que, entre outros, enfatiza a excelência da prática da lei de justiça, amor e caridade.

Referências
1. http://www.significados.com.br/valores/. Acesso em 23/01/2015.
2. http://www.infopedia.pt/$juizo-de-valor Acesso em 23/01/2015.
3. FERREIRA, Altivo. A ética espírita. Estudo originalmente publicado na Revista Internacional de Epiritismo, Ano LXXX, N° 02, Matão, Março 2005. ( Reproduzido com autorização do autor).

*Filósofos estóicos (Estoicismo)= Os estoicos ensinavam que as emoções destrutivas resultam de erros de julgamento, e que um sábio, ou pessoa com “perfeição moral e intelectual”, não sofreria dessas emoções. Filósofos epicuristas (Epicurismo)= pregavam a busca pelos prazeres moderados para atingir um estado de tranquilidade e de libertação do medo, com a ausência de sofrimento corporal pelo conhecimento do funcionamento do mundo e da limitação dos desejos. Afirmavam que quando os desejos são exacerbados podem ser fonte de perturbações constantes, dificultando o encontro da felicidade que é manter a saúde do corpo e a serenidade do Espírito. Escatologia= é uma parte da teologia e filosofia que trata dos últimos eventos na história do mundo ou do destino final do gênero humano, comumente denominado como fim do mundo.

sábado, 18 de maio de 2019

Como ajudar um espírito suicida?


Um espírito suicida nós não podemos de forma alguma, julgá-lo ou tentar entender o motivo que fez com que ele cometesse tal ato, não cabe a nós a compressão e o julgamento .

Mas sim, a oração. Nosso dever como espíritas e cidadãos da humanidade e como temos o desejo do progresso, temos que estar em constante prece, para que haja perdão e amor no mundo.

Porque nosso único dever perante um suicida é orar por aquele espírito, que ele encontre paz, amor, paciência e equilíbrio onde estiver.

Divaldo Franco, nos relata ainda que quando é chegado uma boa vibração para aquele espírito ele sente e afeta o seu equilíbrio espiritual, ajudando assim na sua melhora e evolução.

Mentalize agora os mentores espirituais e faça essa oração para todos os suicidas:

Porque nós sabemos, ó meu Deus, o destino reservado àqueles que violam as tuas leis abreviando voluntariamente os seus dias.

Mas também sabemos que a tua misericórdia é infinita.

Então permita estendê-la sobre os suicida.E que a tua comiseração amenize a amargura dos sofrimentos que eles enfrentam por não ter dito a coragem de esperar pelo fim de suas provas.

Contudo bons Espíritos, cuja missão é assistir os infelizes, tomai-o sob a vossa proteção.

Assim inspirai-lhe o arrependimento da falta cometida e que a vossa assistência lhe dê força para suportar com mais resignação as novas provas que deverá enfrentar pela reparação do seu ato.

Afastai dele os maus espíritos que podem novamente levá-lo ao mal e prolongar os seus sofrimentos, ao fazê-lo perder o fruto de suas provas futuras.

Porque a ti, cuja infelicidade é o motivo de nossas preces, possa a nossa comiseração amenizar-lhe a amargura e fazer nascer em ti a esperança de um futuro melhor!

Então eu confia na bondade de Deus, cujo seio está aberto a todos os arrependidos e só é servo aos corações endurecidos.

(Fonte: Evangelho Segundo O Espiritismo)

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Matéria, Ciência e Espírito


A busca por cálculos que elucidassem a razão e o movimento das coisas fez a física investigar a causa da matéria, chegando a encontrar e, por conseguinte, classificar, unidades de quantidades físicas mínimas, como a energia de um elétron contido em um átomo em repouso, batizando-as de quanta, que são, em outras palavras, pacotes de energia.

Toda energia é irradiada e absorvida na forma de elementos discretos (descontínuos), os chamados: quanta. Na Física, a energia está associada à capacidade de qualquer corpo de produzir trabalho, ação ou movimento. Então observado no experimento nomeado: "efeito fotoelétrico" o comportamento da luz fora dos padrões da física clássica (porque a entendia como onda e distinguia, em absoluto, os sistemas de partículas e ondas), percebeu-se, após desvendado o enigma pelo famoso cientista, Albert Einstien, em 1905, que a luz estava a se comportar como partícula. O então Cientista, ganhador do prêmio Nobel da Física de 1921, concluiu e demonstrou que os quanta eram objetos localizáveis, eram partículas de luz, e os chamou de fótons.

No entanto, os fótons só podem se comportar como partícula quando a energia que eles representam for grande o bastante; do contrário, comportam-se como onda. Dessa forma, os quanta se expressam como unidades que categorizam uma aplicação variável (dual) das regras da física para o fenômeno analisado; uma vez que a Física Clássica (de Newton, Hamilton, Lagrange...) continua válida - a depender do comportamento do fóton (se onda ou partícula). Algo que ficou mais claro e aprofundado com a "Teoria da Dualidade Onda-Corpúsculo", postulada pelo físico que ajudou na construção da nova mecânica quântica, De Broglie, ganhador do Nobel da Física de 1929, porque, avançando à Eistein e outros, conseguiu descrever como os fótons eram relacionados à onda, estendendo, nesse viés, o conceito da dualidade para toda a matéria.

96347f845e895dcf306a2258010dd572.jpg (320×294)Após várias descobertas e estudos ainda em curso, em meio aos esforços para o apaziguamento cognitivo a respeito da origem da matéria e do entendimento de suas características, nasce a denominada "Física das Partículas", estudada pela mecânica quântica (parte da Física Moderna), que busca o nível mais básico da matéria e da Natureza; fortalecendo a observação humana no cenário que compreende que todo o nosso mundo visível se fundamenta nesse nível invisível das partículas elementares, como os elétrons, os fótons, os quarks e outras. 

Logo, o caminho da ciência, porque se aprofunda no abstrativismo, em breve chegará nos rumos de uma ciência espiritual; quiçá, chamada: "Física Espiritual". Inobstantemente a isso, o codificador do Espiritismo, Allan Kardec, brilhante cientista renomado já ao seu tempo, por seu nome da batismo: Hippolyte Léon Denizard Rivail, engajara-se no esclarecimento de grandes dilemas, obtendo respostas claras e diretas dos espíritos por meio das revelações mediúnicas. 

Nesse sentido, em destaque, abaixo, o trecho da obra O Livro dos Espíritos, veja-se:

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II – Espírito e Matéria
21. A matéria existe desde toda a eternidade, como Deus, ou foi criada por ele num certo momento?
— Só Deus o sabe. Há, entretanto, uma coisa que a vossa razão vos deve indicar: é que Deus, modelo de amor e de caridade, jamais esteve inativo.
Qualquer que seja a distância a que possais imaginar o início da sua ação, podereis compreendê-lo um segundo na ociosidade?
22. Define-se geralmente a matéria como aquilo que tem extensão, pode impressionar os sentidos e é impenetrável. Essa definição é exata?
— Do vosso ponto de vista, sim, porque só falais daquilo que conheceis. Mas a matéria existe em estados que não percebeis. Ela pode ser, por exemplo tão etérea e sutil que não produza nenhuma impressão nos vossos sentidos: entretanto, será sempre matéria, embora não o seja para vós.
22 -a) Que definição podeis dar da matéria?
— A matéria é o liame que escraviza o espírito; é o instrumento que ele usa, e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce a sua ação.
Comentário de Kardec: De acordo com isto, pode-se dizer que a matéria é o agente, o intermediário com a ajuda do qual e sobre o qual o espírito atua.
23. Que é espírito?
— O princípio inteligente do universo.
23 – a)Qual é a sua natureza íntima?
— Não é fácil analisar o espírito na vossa linguagem. Para vós, ele não é nada, porque não é coisa palpável; mas. para nós, é alguma coisa. Ficai sabendo: nenhuma coisa é o nada e o nada não existe.
24. Espírito é sinônimo de inteligência?
—A inteligência é um atributo essencial do espírito; mas um e outro se confundem num princípio comum, de maneira que, para vós, são uma e a mesma coisa.
25. O espírito é independente da matéria, ou não é mais do que uma propriedade desta, como as cores são propriedades da luz e o som uma propriedade do ar?
— São distintos, mas é necessária a união do espírito e da matéria para dar inteligência a esta.
25 – a) Esta união é igualmente necessária para a manifestação do espírito. (Por espírito entendemos aqui o princípio da inteligência, abstração feita das individualidades designadas por esse nome.)
— É necessária para vós. porque não estais organizados para perceber o espírito sem a matéria; vossos sentidos não foram feitos para isso.
26. Pode-se conhecer o espírito sem a matéria e a matéria sem o espírito?
— Pode-se, sem dúvida, pelo pensamento.
27. Haveria, assim, dois elementos gerais do Universo: a matéria e o espírito?
— Sim e acima de ambos, Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Essas três coisas são o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material é necessário ajuntara fluido universal, que exerce o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, demasiado grosseira para que o espírito possa exercer alguma ação sobre ela Embora, de certo ponto de vista, se pudesse considerá-lo como elemento material, ele se distingue por propriedades especiais. Se fosse simplesmente matéria não haveria razão para que o espírito não o fosse também. Ele esta colocado entre o espírito e a matéria; é fluido, como a matéria e matéria; suscetível em suas inumeráveis combinações com esta, e sob a ação do espírito de produzir infinita variedade de coisas, das quais não conheceis mais do que uma ínfima parte. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar,sendo o agente de que o espírito se serve, é o princípio sem o qual a matéria permaneceria em perpétuo estado de dispersão, e não adquiriria Jamais as propriedades que a gravidade lhe dá.
27 – a) Seria esse fluido o que designamos por eletricidade?
— Dissemos que ele é suscetível de inumeráveis combinações. O que chamais fluido elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, que é, propriamente falando, uma matéria mais perfeita, mais sutil, que se pode considerar como independente.
28. Sendo o espírito, em si mesmo, alguma coisa, não seria mais exato, e menos sujeito a confusões, designar esses dois elementos gerais pelas expressões: matéria inerte e matéria inteligente?
As palavras pouco nos importam. Cabe a vós formular a vossa linguagem, de maneira a vos entenderdes. Vossas disputas provêm, quase sempre, de não vos entenderdes sobre as palavras. Porque a vossa linguagem é incompleta para as cosias que não vos tocam os sentidos.
Comentário de Kardec: Um fato patente domina todas as hipóteses: vemos matéria sem inteligência e um princípio inteligente independente da matéria. A origem e a conexão dessas duas coisas nos são desconhecidas. Que elas tenham ou não uma fonte comum e os pontos de contato necessários; que a inteligência tenha existência própria, ou que seja uma propriedade, um efeito; que seja, mesmo, segundo a opinião de alguns, uma emanação da Divindade, — é o que ignoramos. Elas nos aparecem distintas, e é por isso que a consideramos formando dois princípios constituintes do Universo. Vemos, acima de tudo isso, uma inteligência que domina todas as outras, que as governa, que delas se distingue por atributos essenciais: é a esta inteligência suprema que chamamos Deus.

Kênia Rios de Lima,

Fortaleza, 04 de maio de 2019

Fontes:

https://www.fisica.net/mecanica-quantica


domingo, 5 de maio de 2019

Alegria de viver: brilha o meu coração

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Deus, nosso Pai de infinita justiça e bondade:

Como é bom agradecer pela vida, por esta oportunidade sem igual de fazer parte de Teu Universo resplandecente.

Brilha meu coração quando, ao observar o cântico da Tua natureza, percebe que tudo é feliz e cumpre seu papel resignadamente.

Brilha meu coração quando compreendo Tuas leis perfeitas a reger o cosmo; das leis que equilibram os corpos no espaço às leis morais que harmonizam as relações humanas.

Brilha meu coração ao saber que todos rumamos para a felicidade e que, embora acampemos agora em campos de aflição e dúvida, o passar das eras está construindo em nós as bases de dias felizes.

Brilha meu coração, hoje, agora, enquanto me dou conta de Ti, de mim, de meu próximo e percebo que estamos todos entrelaçados, e que a felicidade depende de como cuido de Ti, de mim e de meu próximo.

Brilha meu coração que é Teu, Pai amado. E a luz que ele emite é a gratidão da criatura para com o Seu Criador.

É um despertar decisivo para a verdadeira vida, agora, aqui, na imensidão de minha alma encantada ao descobrir-Te, gradual e definitivamente.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 17, 
do livro Alegria de viver, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Alegria de viver: viver AGORA!

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Este é o teu momento de viver intensamente a realidade da vida. 

Desnecessário recordar que, agora, o teu momento presente é relevante para a aquisição dos bens inestimáveis para o Espírito eterno.

Há muito desperdício de tempo, que se aplica nas considerações do passado como em torno das ansiedades do futuro.

A tomada de consciência é um trabalho de atualidade, de valorização das horas, de realização constante.

A vida é para ser vivida agora.

Postergar experiências significa prejuízo em crescimento na economia da vida.

Antecipar ocorrências representa precipitação de fatos que, talvez, não sucederão, conforme agora tomam curso.

As emoções canalizadas em relação ao passado ou ao futuro dissipam ou gastam a energia vital, que deve ser utilizada na ação do momento.

*   *   *

Se vives recordando o passado ou ansiando pelo futuro perdes a contribuição do presente, praticamente nada reservando para hoje.

O momento atual é a vida, que resulta das atividades pretéritas e elabora o programa do porvir.

Encoraja-te a viver hoje, sentindo cada instante e valorizando-o mediante a consciência das bênçãos que se encontram à tua disposição.

A vida é um sublime dom de Deus.

Naturalmente, quando recebes um presente de alguém sentes o desejo irrefreável de agradecer, de louvar, de bendizer.

Desse modo, agradece a Deus o sublime legado, que é a tua vida, por Ele concedido.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 17, 
do livro Alegria de viver, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

Fonte: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=4732&let=&stat=0