quinta-feira, 28 de março de 2019

Poder e Autoridade



Na dinâmica da vida social o poder exerce forte fascínio sobre as criaturas. Muitas pessoas desejam ocupar cargos que lhes conceda poder sobre outros indivíduos, mas poucas sabem exercer esse encargo com autoridade. Ter poder não é o mesmo que ter autoridade. 

O poder "é a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer." A autoridade é "a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que quer, por causa de sua influência pessoal". Para exercer o poder não é necessário ter coragem nem inteligência avantajada. Crianças menores de dois anos são mestras em dar ordens a seus pais. A história da humanidade registrou os feitos de muitos governantes déspotas e insensatos. Mas, para ter autoridade sobre pessoas é preciso um conjunto de habilidades especiais.

Uma pessoa pode exercer autoridade mesmo não estando num cargo de poder, enquanto outra pode estar no poder e não ter autoridade alguma sobre seus subordinados. Em uma sociedade injusta, o poder pode ser vendido e comprado, dado e tomado. As pessoas podem ser colocadas no poder porque são parentes ou amigas de alguém, porque têm dinheiro, uma posição social de destaque ou outra conveniência qualquer. Mas com a autoridade isso não ocorre. 

A autoridade não pode ser comprada nem vendida, nem dada ou tomada. Diz respeito a quem você é como pessoa, ao seu caráter e à influência que exerce sobre terceiros. Para estabelecer autoridade, o líder precisa ser honesto, confiável, responsável, respeitoso, entusiasta, afável, justo, dar bom exemplo, ser bom ouvinte. Quem não tem autoridade pensa só nas tarefas e exige que suas ordens sejam cumpridas. Quem tem autoridade pensa nas tarefas, mas cuida também dos relacionamentos. 

No processo administrativo há sempre essas duas dinâmicas em jogo: a tarefa e o relacionamento. Atender uma, em detrimento da outra, é caminho curto para o fracasso. E conseguir o equilíbrio entre ambas é uma característica de quem exerce liderança com autoridade. Assim sendo, se você é um líder e precisa lembrar isto às pessoas, é porque você não é. Mas se você não está no poder e mesmo assim as pessoas buscam suas orientações, é porque você tem autoridade.

Pense nisso, e lembre-se: liderar é executar as tarefas que estão sob sua responsabilidade ao tempo em que constrói bons e duradouros relacionamentos. Pense nisso! O líder ideal é aquele que, pela sua autoridade intelecto-moral, inspira os seus colaboradores e os eleva à condição de amigos. Quem tem autoridade efetiva não teme perdê-la ao se aproximar dos outros e tratá-los exatamente como gostaria que os outros o tratassem.

Assim, se você é responsável pela condução de outros seres, medite quanto à responsabilidade que lhe cabe sobre os destinos dessas pessoas e procure ser alguém com autoridade, e jamais apenas alguém que detém o poder. Pense nisso, e procure ouvir os que convivem com você mais de perto. 

Texto da Equipe de Redação do "Momento Espírita", com base no cap. 1, do livro O Monge e o Executivo
, de James C. Hanter, ed. Sextante.

segunda-feira, 25 de março de 2019

GRATIDÃO

Resultado de imagem para você acredita em magia?

O que fazer quando você não acredita mais em sua própria capacidade?

Você está satisfeito com a sua situação financeira? E com a saúde?

Sabe aquele momento que você desanima porque percebe que por mais que se esforce a sua vida não sai do lugar?

Acontece que as coisas simplesmente não precisam ser assim.

Existe uma ferramenta poderosa capaz de mudar os resultados que você vem alcançando em sua saúde, relacionamentos, vida financeira e até em relação a sua autoestima, o nome dela é GRATIDÃO.

A GRATIDÃO desbloqueia energias condensadas para o alcance da PLENITUDE da vida.

Ela transforma o que temos em suficiente e mais! 

Ela transforma negação em aceitação, caos em ORDEM, confusão em CLAREZA.

Ela pode transformar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo.

Viver com GRATIDÃO é manter-se na ABUNDÂNCIA infinita; porque tudo é baseado no PENSAMENTO e na PERCEPÇÃO.

Precisamos ACREDITAR no imenso poder que tem os nossos pensamentos, “o que focamos cresce”, esta é uma lei do Universo.

Quando vivemos nossas vidas com GRATIDÃO pelo que temos e recebemos, nós ocupamos nossa mente com otimismo, gerando a frequência necessária para atrairmos o que desejarmos.

Quando focamos naquilo que nos falta, nossa mente se enche de negatividade, aparecem os pensamentos de amargura, inveja e ressentimento, e entramos na frequência para atração desses sentimentos.

A nossa mente ATRAI aquilo que PENSAMOS e ACREDITAMOS como verdadeiro pelo nosso CORAÇÃO, “positivo” ou “negativo”; isso é estudado e confirmado pela neurociência.

Viver uma vida de GRATIDÃO é o que traz ABUNDÂNCIA e LUZ em nossas vidas.

Quanto mais formos GRATOS por TUDO o que nós temos e por TODAS as oportunidades de crescimento que recebemos em nosso dia a dia, mais LUZ será gerada e mais ABUNDÂNCIA atrairá.

Ter GRATIDÃO significa ser grato pelos muitos DONS e BÊNÇÃOS que temos e recebemos.

Todos nós temos a capacidade de mudar o pensamento.

Podemos pegar qualquer situação incômoda que a vida nos apresenta e encontrar algo de bom nela, apesar dos desafios que nos são impostos, estes são PERFEITOS para a nossa EVOLUÇÃO, devemos ter SABEDORIA e GRATIDÃO pela OPORTUNIDADE que nos está sendo oferecida, pelo crescimento EVOLUTIVO que estamos alcançando.

Coisas boas e más acontecem na vida todos os dias. A perspectiva que optamos por FOCAR é inteiramente nossa.

FOQUE CORRETAMENTE, POIS O RESULTADO FINAL É INFALÍVEL.

Quando nos preocupamos ou resistimos, atraímos aquilo que tememos.

Estudos da física quântica confirmam que a MATÉRIA e a REALIDADE podem ser alteradas pelos pensamentos. Tudo é ENERGIA, o que muda é a sua DENSIDADE.

Expressando com SIMPLICIDADE, ATRAÍMOS aquilo que colocamos para fora. O Universo não é tendencioso, ele não determina se um pensamento é bom ou ruim. Ele só RESPONDE às frequências que colocamos para fora.

Quando vivemos a vida com GRATIDÃO e apreço, mudamos a nossa frequência e atraímos até mais do que desejamos. O que PENSAMOS é o que RECEBEMOS e a GRATIDÃO é a chave.

Somos MESTRES COCRIADORES, estamos na fase de reconhecimento de quem realmente SOMOS...

Ser GRATO é ter SABEDORIA e aceitar. Este princípio pode ser fácil de entender, mas tem que ser aplicado mesmo quando as circunstâncias não são exatamente aquelas que desejamos.

Ter GRATIDÃO não significa negar que existam problemas. As experiências e os desafios que enfrentamos no decorrer de nossas vidas são muitos; precisamos encarar cada um deles como uma OPORTUNIDADE ímpar de EVOLUÇÃO; fazer isso é ter SABEDORIA e AMOR para transmutar TODOS os obstáculos em OPORTUNIDADES, o que torna mais fácil aceitar essas experiências.

O Universo é PERFEITO.

Compreender esse conceito é saber que nada no Universo jamais dá errado. Há uma ordem maior para tudo o que É, FOI e SEMPRE SERÁ.

A prática da GRATIDÃO requer muito pouco esforço da nossa parte e os ganhos são enormes.

Se isso faz sentido e lhe traz o desejo de elevar às suas VIBRAÇÕES, você provavelmente está se perguntando: “Como posso mudar a minha maneira de pensar?”

Você pode fazer isso, prestando ATENÇÃO nos seus PENSAMENTOS e INTERAÇÕES, tornando uma prática de simplesmente dizer “OBRIGADO” pelas pequenas coisas, como presentes ou gestos amáveis que graciosamente surgem em seu caminho e para aqueles que os trazem.

Foque no POSITIVO, LEIA E POSTE coisas POSITIVAS.

Tenhamos SABEDORIA; vamos mudar a maneira de pensar, assumir a RESPONSABILIDADE por nossa parte e reconhecer algo de POSITIVO em TODAS as situações em que nos encontramos e sejamos GRATOS por elas.

A GRATIDÃO baseada na FÉ é a forma mais PODEROSA de TODAS as ferramentas.

Seja o COCRIADOR da sua realidade. ACREDITE, você pode SER e TER o que desejar.

Quando mostramos GRATIDÃO à vida, a vida mostra GRATIDÃO à nós.

Quando somos GRATOS pelo que temos, temos MAIS para sermos GRATOS.

É simplesmente a “Lei da Atração”.

Uma das mensagens mais importantes a tirar de tudo isso é que o Universo tem um sincronismo PERFEITO.

TUDO acontece quando é para acontecer e não porque queremos que aconteça.

Desenvolva uma atitude POSITIVA e de GRATIDÃO, dê graças por TUDO o que acontece com você, este é o caminho para SER Melhor e elevar as frequências para a ascensão à 5D.

Façamos deste um MUNDO MELHOR.

Texto de França Barbudo, publicada em maio/2018 e atualizada em março/ 2019.

sexta-feira, 22 de março de 2019

AMOR UNIVERSAL


Pensamentos aglutinados pela mesma vibração, ou seja, aqueles direcionados à mesma intenção, aqueles que marcam sentimentos comuns, formam uma egrégora (entidade formada pelas energias dos elementos de uma assembleia). Quanto mais unissóna e antiga esta, mais intensa, mais forte ela se torna, formando um padrão resistente, firme. No entanto, ainda assim, incapaz de captar, pelo caráter sempre pontual, a realidade em sua plenitude. 

As pessoas para pertencerem extintivamente a uma força que lhes assegure, procuram sintonizar com a egrégora que mais lhe atrai, conforme o seu grau de esclarecimento e vontade. Então procuram adaptar as suas crenças aos padrões encontrados na referida, sofrendo sempre o choque ao se deparar com sintonias divergentes. Disso se pode ocasionar conflitos, ou construtivos ou negativos, advindos de uma resistência inicial inata, superável facilmente, ou não.

As crenças vão ocorrendo então com base nessa busca que cada ser humano tem de se encaixar num padrão para se sentir melhor, a priori, de se resguardar desses conflitos ou de vencê-los com certa facilidade, o que oportuniza o apego. 

A ilusão surge da crença em noções limitadas, ocorridas pelo enquadramento do pensamento individual aos padrões da egrégora com a qual se quer vincular para se sentir bem, com a qual melhor se sintonize, acreditando serem verdadeiros quase absolutamente os entendimentos conferidos na mesma. Assim, numa estratégia de sobrevivência da realidade reconhecida e almejada, há a rejeição, comumente agressiva, violenta, de qualquer pensamento dissonante dessa aglutinação de vibração.

Em épocas longíquas, quando o ser humano ainda enfrentava as adversidades naturais como maior óbice à sobrevivência, tinha como requisito essencial ao sucesso de permanecer vivo o pertencimento a um grupo, onde um protegia o outro do frio ou de espécies predadoras, bem como empenhavam esforços estratégicos à caça, dentre outras atitudes. E nesse passo, como bem disse Joana de Ângelis em sua obra, "Amor Imbatível Amor": "As experiências positivas desenvolvem os sentimentos de afetividade e de carinho, as desagradáveis propõem uma postura de reserva ou que se faz cautelosa, quando não se apresenta negativa".

Por isso, dessa forma, nasceram as primeiras experiências familiares e da vida em sociedade para a humanidade. Nesse diapasão, toda a estrutura que faz a pessoa se sentir agregada numa esfera de pensamentos convergentes e de afetividade, deixa-a segura, ainda que temporariamente, ou ilusoriamente, porque lhe provoca sentimentos de conforto, o que faz surgir raízes profundas em torno do ego que reverbera os efeitos ditos. 

O erro está em se apegar ao ego ou à egrégora. Porque isso significa limitar as possibilidades da vida, que são infinitas, a um determinado padrão que se deseja ser absoluto pelo único fim, egoísta, de fazer permanecer a energia que promove as boas sensações jamais estáveis, ainda que numa perspectiva de longo prazo, porquanto fruto de uma ilusão, de uma falsa realidade. 

Logo, por ser muito mais ampla a esfera divina, qualquer outra esfera que a ignore ou a mitigue, ou seja, que promova e incentive crenças menores, ainda vinculadas ao ego, segue uma proposta ilusória e, pelo apego, capaz de gerar grandes catástrofes emocionais na memória individual e coletiva.

Diante de tudo isso, muito faz sentido o teor do primeiro mandamento dos dez, trazido nas escrituras de Moisés: “Ama a Deus sobre todas as coisas.” Isso significa desvencilhar-se de apegos tolos e considerar uma obra-prima apreciável todos os produtos da Criação, qualquer que seja; significa "olhar com carinho para o cachorro 'vira-latas', abandonado, sarnento, como se estivesse vendo uma flor" (como disse Saara Nousiainen, escritora espírita); significa desconsiderar uma realidade pontual para considerar uma realidade que abrange tudo o que é, o “Eu sou”, o amor universal, o estado pleno de bem-estar permanente. Pois, como escreveu Paulo de Tarso, na Bíblia: "tudo é permitido, mas nem tudo é oportuno. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica... E só o amor conhece o que é verdade".

Resta-nos conhecer o amor apenas!

Kênia Rios de Lima
Fortaleza, 14 de novembro de 2012

sábado, 16 de março de 2019

QUANTO MAIS SE AMA, MAIS AMOR SE DÁ

"Amarás o teu próximo como a ti mesmo!" (Levítico 19,17-18)

Tudo começa com a autorresponsabilidade, porque somos os responsáveis, os causadores, ainda que inconscientemente, de TUDO o que vivemos, de tudo o que sentimos.

A compreensão parcial ou inicial disso pode gerar logo em seguida, por consequência, um peso trazido por uma culpa da qual advirá um sofrimento que se tornará insuportável, fazendo com que, para o superarmos, frente a um processo de compreensão do reconhecimento do próprio desburilamento moral, busquemos conhecimento, descobrindo, ao fim, que: mais importante do que a (auto)punição, que é o resultado da culpa; é o (auto)amor e, por conseguinte, a (auto)aceitação e também o (auto)perdão.

Com base nisso, vemos o outro e tudo ao redor com esse olhar de aceitação, de perdão, de amor..., reconhecendo em nós mesmos um ser em evolução, digno de tolerância e, naturalmente, tolerando o outro, porque digno de compreensão (assim como nós mesmos) e compreendendo o outro, porque digno de amor (assim como nós mesmos); ou seja: passando a amor o outro como a nós mesmos!

Disso, conclui-se que quanto mais se ama, mais amor se dá. Talvez seja por isso que chamamos a fonte universal e infinita de amor de "Deus".

Ante a abundância do amor que nos envolve (Deus), para O sentirmos, depende do quanto O permitimos fluir em nós, motivo pelo que jamais o nosso maior agressor poderá ser o outro e, sim, a nossa própria ignorância...



Kênia Rios de Lima, 13 de junho de 2013

terça-feira, 12 de março de 2019

‘O Livro dos Espíritos’: elementos gerais do universo

Grande parte das pessoas começa os estudos da doutrina espírita com “O Livro dos Espíritos”, escrito pelo codificador da filosofia, Allan Kardec. 

Lançado pela primeira vez em 1857, “O Livro dos Espíritos” foi organizado em cerca de 20 meses por Kardec, que coordenou longas reuniões com médiuns, fazendo perguntas a eles e colhendo as respostas dos espíritos de luz.

Pensando nisso, este artigo tem o objetivo de mostrar alguns conceitos desta edificante obra de forma simples e didática.

Capítulo 2: elementos gerais do universo 

Diante do mistério da vida e do universo, os espíritos de luz deram todas as respostas que a humanidade precisa saber e até onde pode conhecer. “O Livro dos Espíritos” nos diz que o conhecimento de toda a criação só Deus quem sabe. A razão disto é que pelo fato de sermos uma humanidade atrasada, que não possui certas faculdades para entender a complexidade do universo. Por causa desta limitação do homem, a espiritualidade responde que não é permitido a nós conhercemos todos os princípios das coisas. 
No entanto, o ser humano pode descobrir alguns dos mistérios planetários, de forma gradual. Os espíritos apontaram que “o véu se ergue na medida em que ele se depura”. Ou seja, pelo fato sermos uma extensão espiritual progressiva, pode ser que, um dia, teremos a oportunidade de tirar esse “véu” que cobre o conhecimento supremo, chamado de ciência universal. (ver questões 17 a 19 do Livro dos Espíritos)
Notamos o quanto somos uma civilização atrasada quando estudamos o caso da matéria escura. A ciência ainda não consegue desvendar os segredos deste elemento. A substância compõe cerca de 93% do universo e os astrônomos sabem apenas que ela existe pelo fato de ser uma matéria medida através da força gravitacional que ela exerce. Mas os estudiosos ainda não conhecem do que ela é feita. Se o elemento não existisse, as galáxias sairiam flutuando pelo espaço, pois a gravidade não teria capacidade de segurá-las juntas. 

Vemos, desta forma, o quanto somos limitados de informação. Na questão 20, Kardec questiona sobre o que homem pode receber, fora das investigações da ciência, comunicações de uma ordem mais elevada sobre aquilo que escapa ao testemunho dos sentidos. A resposta diz que isso é possível, desde que o Criador permita a homens que tratarão este conhecimento em prol do bem da humanidade. “Sim. Se Deus o julgar útil, pode revelar-lhe aquilo que a Ciência não consegue apreender”. 
O físico, Albert Einstein, por exemplo, usou de sua mediunidade intuitiva para fazer a brilhante Teoria da Relatividade. Ele confidenciou a um amigo que teve visões que o inspiraram a produzir a façanha. “É através dessas comunicações que o homem recebe, dentro de certos limites o conhecimento de seu passado e do seu destino futuro”, complementa o comentário de Kardec.

Fonte: https://radioboanova.com.br/evangelho_e_reforma/estudando-o-livro-dos-espiritos-elementos-gerais-universo/

quarta-feira, 6 de março de 2019

Neurociência e autoconhecimento

Na jornada do autoconhecimento, é aconselhável entendermos a máquina física com a qual a nossa mente interage diretamente, chamada "corpo", formado por vários órgãos, células, moléculas, átomos, dna... muita coisa; bastante complexo! Por isso, vamos nos reter somente ao cérebro, por ora, e sua relação com nosso comportamento.

O cérebro funciona como uma central de controle e comando, formado por milhões de células nervosas, que gastam de 300 a 320 calorias por dia, em média, com bilhões de ligações sinápticas indutoras de comportamentos, ações e reações...

Para entender melhor sobre tal órgão, leia, por favor, o trecho abaixo:
O cérebro humano representa, aproximadamente, 2% do peso corporal, e consome 20% do oxigênio e da glicose do organismo”, diz Javier DeFelipe, professor de pesquisa do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC). “Em estado basal, o cérebro pode consumir 350 calorias em 24 horas, isso é, 20% do que costumamos gastar por dia”, afirma Ignacio Morón, professor da Universidade de Granada e pesquisador do Centro de Pesquisa Mente, Cérebro e Comportamento (CIMCYC), um gasto calórico que é comparável ao das atividades físicas citadas anteriormente, de acordo com as tabelas da Universidade de Harvard.

Todos os processos fisiológicos precisam de energia, mas “o cérebro é o órgão que mais consome energia”, diz DeFelipe, e além disso está continuamente funcionando, mesmo durante a noite, o que justifica seu grande gasto energético. No cérebro, “se presume que a massa cinzenta [onde estão os núcleos neuronais] consome mais energia do que a massa branca [cuja função principal é a de transmitir a informação]”, afirma Morón, “e isso se deve, entre outros fatores, à grande quantidade de sinapses e mitocôndrias da massa cinzenta, junto com o fato de que a massa branca é, pela maneira como está constituída, mais eficiente e econômica”.


Mas o consumo energético é variável. “Quando está em modo normal, como quando caminhamos pela rua pensando em nossas coisas, talvez o consumo seja menor, no sentido de que nenhuma área do cérebro está mais ativa do que outras”, afirma o cientista do CSIC. Mas se de repente começamos a resolver um problema, uma determinada região é ativada e passa a gastar mais combustível. É como um carro que está ao relento e quando começa a andar dispara o consumo de combustível. O gasto energético do cérebro é medido pela quantidade de irrigação sanguínea cerebral (oxigênio no sangue) e utilizando ressonância magnética funcional e espectroscopia por ressonância magnética.


Então, nem todos os trabalhos deveriam queimar as mesmas calorias cerebrais. Um pesquisador que está imerso na procura de erros genéticos que causam uma doença rara (para dar um exemplo de observação de uma grande quantidade de dados) gasta mais do que um funcionário administrativo dedicado à expedição do Número de Identificação Fiscal (uma tarefa, a priori, mas rotineira)? O professor da UGR suaviza a comparação e esclarece que “é a tarefa intelectual, mais do que o ofício e trabalho em si, o que determina o gasto energético, e pode acontecer de um funcionário ter mais gasto energético”.


O que Ignacio Morón admite é que "uma hora de intenso trabalho intelectual consome praticamente a mesma energia que uma hora de trabalho físico intenso", e se a atividade intelectual também é prolongada ao longo do tempo, e com o acréscimo de estresse –"a famosa pressão do chefe para terminar a tarefa já!, exemplifica–, gasta mais energia. (https://brasil.elpais.com/brasil/2018/11/23/ciencia/1542992049_375998.html)

Assim, podemos partir para uma outra análise, a divisão estrutural do cérebro que se popularizou nos últimos anos: o cérebro trino (ou os três cerébros), dividido em: reptiliano, límbico e neocórtex, conforme é mostrado na figura abaixo:






Paul D. MacLean foi o cientista que, na década de 70, com sua obra “The Triune Brain in evolution: Role in paleocerebral functions”, comprovou a biologia cerebral trina em face de sua teoria evolutiva que propunha que o cérebro humano era realmente três cérebros em um, três sistemas neurais interconectados, com suas próprias funções específicas e inteligência particular. Nesse sentido, afirmou que: "Esses três cérebros equivalem a três computadores biológicos interconectados, cada um com sua própria inteligência, sua própria subjetividade individual, sua própria noção de tempo e espaço e sua própria memória, além de outras funções".

O Cérebro Reptiliano (ou cérebro basal ou R-complex) é o primeiro nível de organização cerebral e é capaz apenas de promover reflexos simples, como ocorre em répteis, por isso o nome, conhecido também como "Cérebro Instintivo", porque tem como característica a sobrevivência, responsável pelas sensações primárias como: fome, sede e, dentre outros, pelos impulsos automatizados de ataque e fuga.

Já o Cérebro Límbico (ou Cérebro Emocional, ou "Paleommamalian Brain") é o segundo nível funcional do sistema nervoso. Conta com elementos do Sistema Límbico (hipocampo e parahipocampo) responsáveis por controlar o comportamento emocional dos indivíduos, daí o nome de Cérebro Emocional. É também chamado de Cérebro dos Mamíferos Inferiores, porque esse nível de organização corresponde ao cérebro da maioria dos mamíferos.

Por último,  o terceiro nível de organização cerebral, o Cérebro Racional (ou o Neocórtex) é o Cérebro que diferencia o ser humano dos demais animais, pois, nele, é que se consegue desenvolver o pensamento abstrato e, por conseguinte, a capacidade de gerar invenções e de perceber o mundo de uma forma muito mais complexa.

Dada a complexidade do cérebro, quão responsável e amplo ou simplório é o nosso pensamento no dia a dia? O quanto acionamos o nosso potencial superior nas nossas escolhas, buscas, relações, etc? O quanto simplificamos quando não deveríamos ou complicamos desnecessariamente? Ou seja, o quanto, em nossas ações predominantes estamos deixando atuar mais o cérebro réptil, límbico ou neocortical?


Isso porque o Cérebro Réptil, mais ligado ao nosso senso de autopreservação, o mais primitivo, nos levou no decorrer de inúmeras gerações a desenvolver várias habilidades, como o instinto de enfrentamento ou fuga frente a uma situação de risco, já que no tempo em que as condições ambientais eram extremamente selvagens, o raciocínio ponderado, do Cérebro Neocortical, estava extremamente minimizado, porque o tempo para processar e pensar sobre uma situação arriscada não era razoável à condição sobrevivencial imposta à nossa espécie na época.


Uma outra dessas habilidades é a convivência em grupo e, por conseguinte, a empatia (capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação) que traz ao ser humano o reconhecimento e a interpretação das emoções nos outros por meio de expressões que podem até passar despercebidas por nossa consciência desperta, mas que, com certeza, nosso subconsciente as capta e as interpreta instantaneamente. Estamos falando de automatismos, funções que não exigem um gasto de energia muito grande para ser exercido (uma estratégia de sobrevivência: economizar energia) e que já foram configuradas anteriormente, às vezes, por milhões de anos atrás, como o já comentado instinto de luta ou fuga; ou desde à infância, comportamento que fomos reproduzindo por espelhamento do convívio com outros humanos; ou, por exemplo, há 21 dias atrás, o tempo mínimo necessário para reprogramar o cérebro, para criar um novo hábito (para saber mais sobre isto, acesse: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Comportamento/noticia/2014/09/quanto-tempo-leva-ate-algo-se-transformar-em-um-habito.html).


Estamos também falando de estratégias usadas pelo cérebro como alterações de memórias; estímulos subjetivos a nos manter  em situações de conforto quando os efeitos não imediatos são devastadores; a ativação do medo frente a situações desconhecidas ou possivelmente vexatórias; a capacidade alterada de autopercepção; dentre outros. Um exemplo disso, é quando não reconhecemos, achamos estranha a nossa voz ou imagem no momento em que a ouvimos ou a vemos gravada; nos surpreendemos com nosso tom de voz, nossos gestos, nossas expressões faciais... deixando claro, dessa maneira, que a nossa mente evolutiva primária compreendeu que perceber o outro é muito mais importante, gerando mais sinápses cerebrais destinadas a identificar um possível amigo ou inimigo. 


Também o nosso cérebro entendeu que alterar a nossa cognição para nos interpretar como estando mais certos em uma discussão de ideias e/ou valores nos faria entrar menos em conflitos internos e, por conseguinte, a economizar energia, promovendo ou facilitando a liberação de hormônios mais saudáveis ao organismo e ocasionando um ânimo maior, mais encorajado, para a interação e pertencimento a um grupo, condição inseparável à autopreservação, à sobrevivência.


Por outro lado, tais funções agem com maior ou menor predominância ante a cada indivíduo, porque há o que se chama de plasticidade cerebral, que é a denominação das capacidades adaptativas do cérebro, em outras palavras, a habilidade para modificar a sua organização estrutural e seu funcionamento. Claramente isso se constata quando tomamos decisões mais conscientes diante da compreensão de um comportamento destrutivo, por mais automatizado que já esteja, como alguém que decide parar de fumar depois de anos o fazendo logo depois do almoço.


Experimentos científicos vários já demonstram com segurança essa capacidade plástica do nosso cérebro. A exemplo dos exames feitos nos cérebros de monges possuidores da capacidade de resistir a condições que levariam qualquer ser humano comum, não treinado, a sentir dor extrema, notando os cientistas que a zona correspondente ao 
Neocórtex nesses monges são acionadas com mais constância. Veja: https://www.youtube.com/watch?v=hzPM8hAgmpA.

Dessa maneira, cabe à nossa vontade influir em nosso comportamento, por mais que haja mecanismos físicos que, por vezes, representam empecilhos à nossa autodeliberação. O importante é saber que esses mecanismos são superáveis - ainda mais quando os conhecemos melhor - por algo determinante à nossa vivência: a consciência.

Assim, conhecedores um pouco mais do nosso cérebro, dessa máquina que comporta os nossos pensamentos, coordena as nossas emoções e ativa as nossas reações; cabe-nos observar qual o nosso padrão: o que pensamos, como agimos, o que sentimos... com frequência? Eis uma tarefa desafiadora, no entanto, essencial e muito menos complicada do que poderia ser. 

Isso porque, para nos observar, basta boa vontade e coragem de nos ver como realmente somos, sem "jeitinhos", interpretações que reforcem ou justifiquem indevidamente os nossos vícios (automatismos negativos). É um trabalho que exige atenção plena e principalmente persistência e, por que não?, ajuda do "alto", de uma consciência superior chamada: "Deus". Daí o ensinamento de Jesus tão difundido e tão pouco compreendido e muito menos praticado como deveria: "orai e vigiai".


Tudo isso pertence ao nosso autoconhecimento e somos capazes, por meio dele, advindo do estudo e da experiência, de promovermos concepções mais aprofundadas sobre a nossa existência, o que vai ao encontro da autorresponsabilidade para escolhermos, usando o nosso cérebro mais evoluído, o Neocórtex, os nossos pensamentos e os nossos sentimentos, ampliando a nossa inteligência e nosso impacto positivo no mundo e em nós mesmos!


Kênia Rios de Lima, Fortaleza, 05 de março de 2019.

sexta-feira, 1 de março de 2019

Sobre novos paradigmas

"A educação na Terra passa por grandes transformações. Penetramos a era da curisiosidade, queremos entender a vida". (Ermance Dufaux)

Já paramos para pensar o quanto o Planeta vem mudando de fato? Muito se diz sobre a fase de transição para um planeta de regeneração, saindo de um de expiação*. O quanto estamos atentos e integralizando essa mudança? De conceitos, percepções, paradigmas...? 

Muitos conhecimentos, antes obscuros e/ou ocultos ou extremamente materialistas, pareciam antagônicos, uns mais ligados a crendices e outros negadores em absoluto de tudo o que não se podia ver, tocar ou se comprovar materialmente. Passos significativos na Ciência foram dados e a convergência/integração de assuntos anteriormente opostos, passam a conversar entre si e se explicarem, complementando-se e reforçando-se.

Muitas são as obras nesse sentido, como o "Tao da Física" de Fritjof Capra, o "Homem Integral" de Divaldo Franco, o "O Segredo" de Rhonda Byrne, para citar somente três. Desse modo, toda a nova concepção da Humanidade está se voltando para entender a lei causal com mais propriedade e com menos confusões. Resta, no entanto, abrir-nos para o novo, desapegar-nos de concepções que muito vibraram como verdade e que agora se mitigam ao ponto de quase desaparecer, a exemplo da atribuição de causas unicamente físicas às doenças.

Dentro disso, podemos caminhar para uma abertura muito mais segura da ideia de terapias, hoje ditas: alternativas, ainda que indissoluvelmente banhados do aspecto racional e, não menos essencial, do hominídeo, sobretudo para compreender** os mecanismos influenciadores das nossas vivências e as repercussões, para o mundo e para nós mesmos, da nossa consciência.

**= "A fé necessita de uma base que é a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer. E, para crer, não basta ver; é preciso, sobretudo, compreender." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cáp. 19, item 7)