segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Nosso eu real


Um dos focos primordiais do Espiritismo: a reforma íntima, é abordado com maestria no livro de mesmo nome, pelo médium Wanderley Oliveira. Nele há um norteamento simplificado e aprofundado sobre o que significa, na prática, essa tarefa tão valiosa para o indivíduo. Lições importantes para serem incorporadas no nosso dia a dia. 

Então, abaixo, encontra-se transcrito uma parte pequena do livro "Reforma Íntima Sem Martírio", de Emance Dufaux, extraído do capítulo 25: "Fé e Singularidade", para efeito elucidativo, frente à abordagem completa em poucas palavras de vários temas muito relevantes e muito bem intercambiados em um só trecho do livro, veja-se: 

 "'A fé necessita de uma base que é a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer. E, para crer, não basta ver; é preciso, sobretudo, compreender'." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cáp. 19, item 7) 

(...) A educação na Terra passa por grandes transformações. Penetramos a era da curisiosidade, queremos entender a vida. Queremos saber quem somos nós... A maior conquista da etapa hominal é a capacidade de raciocinar, no entanto, se essa habilidade não for usada para aquisição gradativa da consciência de si mesmo, estagnaremos no patamar de colecionadores de certezas que nos foram transmitidas, esbanjando muita informação e carentes de transformação. A boa nova espírita tem de saltar da ilha da inteligência e integrar o reino do coração. É necessário abolir as fantasias do que deveríamos ser e nos aplicar a sentir o que somos de fato, laborar com nosso eu real. (...)"

Dica, veja quem foi a autora espiritual desta obra: https://casadocaminhofortalezace.blogspot.com/2012/03/um-pouco-sobre-ermanence-dufoux.html

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Feliz Aniversário!



Em 17 de fevereiro de 1957, nasceu a Casa do Caminho na cidade de Fortaleza-CE!!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Felicidade Integrativa: "quem somos nós?"


Quem somos nós?! Eis a pergunta Universal, já propagada nos muitos idos anos antes de Cristo, e, ao tempo de Sócrates, em sua primorosa máxima: "Conhece-te a ti mesmo". Isso mostra como é longa a jornada da humanidade pelo autoconhecimento!

Podemos pensar: "Falar é fácil: 'conhece-te a ti mesmo' "...; mas, em seguida, vem a dúvida: "Como encontrar esse conhecimento?". Buda, enquanto Siddhartha Gautama, já viveu essa trajetória, revelando-se como um grande avatar da humanidade. Sentou-se sob a copa de uma árvore, silenciou, respirou e meditou, focado em sua determinação de compreender o mundo... Elucidou-se com a proposta de que "o equílibrio está no meio". Então onde encontrar o "meio"?

A despeito do compartilhamento pelos grandes mestres das suas verdades, conceitos e/ou insigths , somos eternos buscadores de nós mesmos: ainda! Pois, independentemente das grandes lições filosóficas, as respostas só podem ser encontradas dentro de nós. Estamos em busca de nós mesmos e só nós mesmos podemos encontrar a conclusão do "quem somos nós?" em nós...

Parece confuso, e é. Sim, porque ampliar o conhecimento significa desconstruir um pouco do que já se conhece para encaixar o novo conhecimento de forma adaptada no lugar; implica, portanto, em certa feita, desconstruir para construir e, nesse processo, é comum que os pensamentos fiquem meio confusos ou embaralhados, mas vale a pena o esforço!

A grande sacada nesse intento é percebermos que não estamos sós e que o outro nos reflete. Em que sentido? O outro se manifesta de maneira diferente, mas tem os mesmos elementos e anseios essenciais e, nisso, descobrimos que a relação que temos com o outro é o reflexo da relação que temos com a vida, em outras palavras, com a nossa vida, ou seja: com nós mesmos.

Isso porque (escrevo agora em primeira pessoa para que possamos pensar de forma individualista, para melhor compreensão do conteúdo que ora pretendo transmitir): tudo que entrego é parte de mim (no sentido de pertencer a mim) e parte de mim (no sentido de sair, advir de mim). Se não, vejamos: o meu pensamento? parte de mim; o meu sentimento? parte de mim; o meu propósito? parte de mim; o meu conhecimento? parte de mim...

Nesse prisma, o que "parte de mim" pode ou não afetar o outro, ou seja, chegar ao encontro do ou de encontro ao outro (abrir o link na nota de rodapé). Mas, na medida que o afeta, de algum modo, dele também parte (do outro) algo que pode ou não me afetar e, na medida que me afeta (eis então o relacionamento criado), reflete-se, nesse momento, a emanação do que partiu de mim e que volta a mim atingida, permeada pelo afeto do outro ("parte do outro"), reverberando-se em um resultado atmosferial positivo ou negativo..., funcionando, em conclusão, o outro, para mim, como um espelho. Isso traça portanto uma troca que evidencia o que estamos emanando, isto é, o que está partindo de nós.

Compreendendo isso, a máxima de Sócrates, comentada acima, ganha um mapa, pistas de como podemos nos buscar, sabendo que nossas relações interpessoais são um reflexo de quem nós somos: do que emitimos e do que nos afeta. Um primeiro passo fundamental para encontrarmos o equilíbrio do "meio" e alcançarmos tantas outras conquistas, como a compreensão de que cuidar de si com responsabilidade é também cuidar do outro, pois o afetamos e por ele somos afetados, criando os laços afetivos que nos revelam e nos ajudam a entender quem somos nós.

Kênia Rios de Lima,

Fortaleza, 15 de fevereiro de 2019.

Nota de rodapé: https://exame.abril.com.br/carreira/ao-encontro-de-ou-de-encontro-a-qual-e-o-certo/

Nota da autora: isso é uma reflexão minha, construída em consequência dos anos em que frequento a Casa do Caminho, um lugar de aprendizados, não só com livros, mas com as histórias de todos que também a frequentam. Um lugar de encontro com os valores mais basais da proposta de Cristo, onde a motivação de O seguir e melhor compreender as Suas ideias acontece a passos curtos ou largos, mas no sentido certo, no sentido do amor universal e da caridade para com todos, abraçando as nossas imperfeições durante esse caminho de autoaperfeiçoamento, de reforma íntima!