segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Sobre o chakra frontal e sua afetação glandular no corpo físico pela pituitária

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Chakra Frontal ou Cerebral
- Localização: entre as sobrancelhas
- Cor: Anil
- Função: vitaliza a região dos olhos, visão e nariz. Desenvolve a clarividência. Este é o chakra do conhecimento, responsável pela atenção, força de vontade, poder de raciocínio, síntese e interesse pelo novo. Quando em equilíbrio, a pessoa sente-se encaixada no aqui e agora e tem a intelectualidade equilibrada. Quando em desequilíbrio, causa intelectualismo frio, ego exagerado, apego aos estudos etc. Pode causar problemas de rinite e visão
- Glândula: Pituitária (ou Hipófise)

A glândula pituitária é muito pequena. A biologia afirma que esta glândula é do tamanho de uma ervilha e pende da base do cérebro, descansando harmoniosamente sobre o osso esfenóide. 

A glândula pituitária é constituída de três partes: dois lóbulos e uma parte média (a hipófise anterior ou adeno-hipófise, hipófise intermediaria e hipófise posterior.), perfazendo um triângulo, cujo símbolo traduz a força da criação. 

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O lóbulo frontal desta glândula está encarregado de fiscalizar o tamanho da estrutura da comunidade celular. Devemos saber que no ato de fiscalizar existe também regularização e controle. Assim, podemos explicar que a vida seria impossível sem o lóbulo anterior da glândula pituitária.

A função do lóbulo posterior da glândula pituitária é também tonificar maravilhosamente os músculos involuntários do organismo. A secreção da pituitária afeta também a excreção de água dos rins.  

A hipófise armazena e secreta hormônios que, por sua vez, estimulam o funcionamento das demais glândulas do corpo. Mais precisamente, a glândula pituitária produz oito tipos de hormônio — o do crescimento, o estimulante da tireóide, o adrenocorticotrófico, o luteinizante, o folículo-estimulante, a prolactina, o antidiurético e a oxitocina — e entra em ação cada vez que outras glândulas deixam de funcionar como deveriam. Dos oito hormônios produzidos pela adeno-hipófise, quatro exercem sua ação por
intermédio de uma outra glândula endócrina.

2.1 A ADENO-HIPÓFISE OU HIPÓFISE ANTERIOR

A adeno-hipófise produz hormônios essenciais ao crescimento, ao metabolismo geral e à reprodução, garantindo a sobrevivência da espécie. Ela produz pelo menos seis hormônios. Três deles, as gonadotrofinas, são sexuais.

2.2 OS HORMÔNIOS SEXUAIS - AS GONADOTROFINAS

Estas substâncias estimulam as gônadas [testículos e ovários] a produzirem células reprodutoras.

2.3 O HORMÔNIO TIREOTRÓFICO

O hormônio tireotrófico [TSH] estimula a glândula tireóide e participa no metabolismo orgânico, no aproveitamento da água, do iodo, do cálcio, do fósforo, dos açúcares, das gorduras, das proteínas e das vitaminas.

2.4 O HORMÔNIO ADRENOCORTICOTRÓFICO

O hormônio adrenocorticotrófico [ACTH] é o ativador da parte externa da glândula supra-renal, vital no controle da água, sais e outros elementos.


2.5 O HORMÔNIO SOMATOTRÓFICO

O sexto hormônio, o somatotrófico, ou hormônio do crescimento, estimula o crescimento de todos os tecidos do corpo e também tem grande importância no aparecimento do diabetes.

2.6 A HIPÓFISE INTERMEDIÁRIA E O HORMÔNIO MELANOTRÓFICO

A parte intermediária da hipófise secreta o hormônio melanotrófico ou melatrofina que em peixes e anfíbios induz à dispersão dos grânulos de melanina dos melanócitos, levando ao escurecimento da pele. Esse processo é de fundamental importância para a proteção desses animais diante da ação dos predadores.

2.7 A HIPÓFISE POSTERIOR E A VASOPRESSINA, O HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO E A
OXITOCINA

A hipófise posterior ou neuro-hipófise, localiza-se no lobo posterior, sendo constituída por fibras nervosas desprovidas de mielina (desmielinizadas) e por células da neurologia. Os hormônios neuro-hipofisários são: a vasopressina ou hormônio antidiurético (ADH), ambos produzidos no hipotálamo e armazenados no lobo posterior da hipófise, que controla o equilíbrio hídrico do organismo.

A oxitocina age na musculatura lisa da parede do útero, facilitando a expulsão do feto e da placenta.

Uma característica peculiar da neuro-hipófise é a sua circulação, curiosamente feita quase que totalmente de sangue venoso, isto é, carregado de gás carbônico e com baixas taxas de oxigênio. 

As secreções da “glândula mestra” obedecem a um conjunto de estímulos de ordem hormonal e nervosa. Assim, pode-se concluir que exista uma relação direta entre estado psíquico e hormônios.

A ocitocina ou oxitocinona é um hormônio produzido pelo hipotálamo e armazenado na p90-hipófise posterior (Neurohipófise) tendo como função: promover as contrações musculares uterinas; reduzir o sangramento durante o parto; estimular a libertação do leite materno; desenvolver apego e empatia entre pessoas; produzir parte do prazer do orgasmo; e modular a sensibilidade ao medo (do desconhecido).

2.8 CENTROS DE REGULAÇÃO DO COMPORTAMENTO E DA EMOÇÃO

Durante muito tempo acreditou-se que a regulação do comportamento e em especial o comportamento emocional estaria na dependência de todo o cérebro. Coube principalmente a Hess, demonstrar a existência de centros de regulação do comportamento. Sabe-se que as áreas relacionadas com o comportamento emocional ocupam territórios bastante grandes.

Por exemplo, no tronco encefálico estão localizados vários núcleos de nervos cranianos, viscerais e somáticos. Ativando-se essas estruturas ocorrem estados emocionais, resultando diversas manifestações como: o choro, alterações fisionômicas, sudorese, salivação, aumento do ritmo cardíaco.

Além de sua participação nos fenômenos emocionais, estas áreas relacionam-se também com comportamentos ligados às necessidades básicas do organismo tais como a sede, a fome e o sexo, importantes para a preservação do indivíduo e da espécie. O fato de que as áreas encefálicas que regulam o comportamento emocional também regulam o sistema nervoso autônomo torna-se mais significativo se considerarmos que as emoções se expressam através de manifestações viscerais [choro, aumento de salivação, eriçar de pelos em um gato com raiva] e são acompanhadas de alterações da pressão arterial, do ritmo cardíaco e respiratório.

De uma maneira geral, a atividade das células hipofisárias e a emissão de seus hormônios no sangue estão sob o controle de centros nervosos situados na base do cérebro, na região denominada hipotálamo. As relações entre as duas estruturas se faz por intermédio de substâncias químicas: os fatores de liberação, ou “releasing factors”, secretados por alongamentos de células especializadas do hipotálamo.

Funciona mais ou menos assim: quando alguma glândula para de produzir ou liberar hormônios e os níveis dessas substâncias ficam baixos demais, mensagens de aviso chegam até o cérebro que, por sua vez, passa o recado para a hipófise. Ela, então, começa a secretar hormônios que caem na corrente sanguínea, percorrem todo o caminho até a glândula problemática e a estimulam a voltar a trabalhar — e o mesmo processo ocorre quando há uma produção excessiva de determinado hormônio.

Ademais, é relevante salientar, que a exemplo do doutor Krumm-Heller, professor de Medicina da Universidade de Berlim, demonstrou-se que entre as glândulas pineal e pituitária existe um canal, ou capilar, muito sutil, já desaparecido nos cadáveres. Assim, pois, essas duas glândulas se encontram conectadas por esse fino canal. Desse modo, pode-se dizer poeticamente que a glândula pituitária é o "pajem" e "porta-luz" da glândula pineal. Inobstantemente, não existe dúvida alguma sobre a eletrobiologia e sobre as forças bioeletromagnéticas que impele a ciência a aceitar um intercâmbio bioeletromagnético entre as glândulas pituitária e pineal.

Nesse sentido, ante o biologia do corpo sutil, podemos dispor da expressão "chakras" perante a qual o Espiritismo já esboçou categoricamente teor ratificador, a destacar-se na obra de André Luis em que se fala mais esmiuçadamente sobre os mesmos, denominando-se, ainda assim, por seu viés, o chakra frontal de "Centro Cerebral".

É destaque do seu livro "Entre o Céu e a Terra" a interrelação essencial presente entre os chakras coronários (pineal) e cerebral (hipófise), veja-se:
Desses centros secundários, entrelaçados no psicossoma, e, conseqüentemente, no corpo físico, por redes plexiformes, destacamos o centro cerebral contíguo ao coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endocrínicas e administrando o sistema nervoso em toda a sua organização. (…) ordena as percepções de variada espécie, percepções essas que, na vestimenta carnal, constituem a visão, a audição, o tato e a vasta rede de processos da inteligência que dizem respeito à Palavra, à Cultura, à Arte, ao Saber. É no centro cerebral que possuímos o comando do núcleo endocrínico, referente aos poderes psíquicos” (Entre a Terra e o Céu, p. 165, 25ª Edição).

No corpo físico, tal chakra fica próximo ao ponto central da testa, pouco acima e entre os olhos, poopularmente conhecido como "terceiro olho", podendo também ser chamado de Plexo Carotídeo e Plexo Cavernoso. Ele, por meio da sua intervenção física glandular através da pituitária faz parte do sistema simpático periférico.

Esmiuçadamente, refere-se a ligação nervosa direta existente entre a hipófise e o olho, ouvido e nariz; mas, de fato, porque governa o cérebro e glândulas endócrinas, comanda os 5 sentidos: visão, audição, paladar, olfato, tato. Trata-se em suma de um distribuidor de sensações, diante das vibrações recebidas pelo chakra Frontal. Relaciona-se com os fenômenos mediúnicos da vidência, audiência e odor astral. 

Este chakra é responsável pela vidência no plano astral que pode ser:

• Clarividência à distância: tubo fluídico. Luneta: quadros fluídicos (no espaço/tempo).
• Vidência mental: cenas revividas pela memória e novamente plasmadas. Imagens
criadas pela imaginação. Com o desenvolvimento este chakra, passa -se a ter segurança na interpretação do que vemos mentalmente.

Audiência:

• Astral: a voz do Espírito é ouvida dentro da caixa craniana.
• Clariaudiência à distância: tubo acústico fluídico, ouve-se vozes e sons que vibram à distância.
• Mental: uma voz no cérebro (uma voz sem som).

Curiosidades: 
Os yogues do Hindustão dizem que da glândula pituitária nasce a flor de lótus de duas pétalas. Essa flor de lótus situa-se no corpo astral exatamente entre as duas sobrancelhas. É o chacra pituitário que nos faz clarividentes. Na terra sagrada dos Vedas existem muitas práticas secretas para se desenvolver a clarividência. Dizem os hindustanes que o chacra frontal tem 8 poderes maiores e 36 menores. O clarividente percebe a 4ª dimensão.

O chakra Frontal é responsável, ainda, pela clareza de raciocínio e pela percepção intelectual, que será tanto mais aguda e rápida, quanto mais for desenvolvido o chakra. Outra função deste chakra é poder, segundo a vontade do homem, emitir raios dirigidos às pessoas e com diversos objetivos (calma, força, conforto e alívio, equilíbrio), ou seja, tem a função correspondente à mentalização. De acordo, com a necessidade estas irradiações poderão ser coloridas dependendo da freqüência vibratória emanadas.

No seu aspecto moral, corresponde a responsabilidade por si mesmo, à ampliação da consciência. Portanto, é essencial para a obtenção da visão e equilíbrio, que traz a clareza, mas que, em desarmonia, traz confusão mental. Algumas doenças físicas estão a ele associados, como miopia, hipermetropia, astigmatismo, estrabismo, glaucoma, pontos negros, catarata, olhos vermelhos e secos, enxaquecas, dores de cabeça, tonturas, vertigens e Mal de Meniére.

Kênia Rios de Lima
Fortaleza, 18 de novembro de 2019

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Sobre o chakra coronário e sua afetação glandular no corpo físico pela pineal

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Chakra Coronário
- Localização: na moleira, no alto da cabeça. Situa-se no centro da cabeça e contêm 12 pás no centro e 960 pás na periferia. É chamado por isso de “Lótus de mil pétalas”. 
- Cor: Violeta, mas sua cor e brilho variam de acordo com o desenvolvimento da criatura.
- Função: controladora do mundo emotivo, além do que, é uma das mais importantes por vitalizar o cérebro, que consome muita energia "alimentando" os neurônios. Rege a troca de energia com o universo, consciência cósmica, espiritualidade, integração cósmica e consciência pura. 
- Glândula: Pineal (ou Epífese). A glândula pineal fica localizada na parte central do cérebro, entre as duas metades do cérebro, e ao nível da sobrancelha.

O chakra coronário traz sabedoria e conexão com o mundo. Quando em equilíbrio, este chakra faz com que você seja completamente ciente do mundo e de si mesmo. Quando lento, traz rigidez de pensamento e alienação espiritual. Quando em excesso, você intelectualiza coisas demais e pode ser viciado em temas espirituais, ignorando suas necessidades corporais.

A glândula pineal, a ele relacionada, também conhecida como conarium, epífise cerebral ou simplesmente pineal, é uma pequena glândula endócrina no cérebro dos vertebrados. A pineal é muito vascularizada e seu fluxo sangüíneo é superado apenas pelo rim. Sabe-se que ela é fundamental ao contribuir para vários ciclos considerados vitais no organismo, como o ciclo do sono e a regulação dos esforços sexuais e de reprodução. A glândula pineal produz melatonina, um hormônio derivado da serotonina que modula os padrões de sono nos ciclos circadianos e sazonais. A forma da glândula se assemelha a uma pinha, daí o seu nome. A glândula pineal está localizada no epitálamo, perto do centro do cérebro, entre os dois hemisférios, escondida em um sulco onde as duas metades do tálamo se unem.[1][2]

A glândula Pineal é relacionada à produção de alguns hormônios, como a melatonina, que produz ao corpo humano a manifestação, associada a outros hormônios, do controle da pressão sanguínea, ciclo menstrual, se não, vejamos:

Pressão sanguínea
Alguns estudos recentes analisaram a conexão existente entre o hormônio melatonina e a saúde cardiovascular. Foram descobertas evidências que apontam para o fato de a melatonina causar um impacto positivo no coração e, consequentemente, nos níveis de pressão sanguínea, podendo ser utilizada para o tratamento de doenças do coração.

Saúde da mulher
Como a melatonina é um hormônio que atua como regulador dos ciclos vitais, é natural que ele ajude também na regulação do ciclo menstrual feminino.

Isso significa que, quanto menor for a produção de melatonina, geralmente nas mulheres que dormem menos e estão mais expostas à luz, maiores serão as chances de desenvolver algum tipo de irregularidade no ciclo menstrual.

Logo, a produção de melanina por parte da glândula pineal é estimulada pela exposição sensível à luz, dentre outros fatores. Basicamente, a glândula produz serotonina quando precisamos acordar e “ativar” nosso organismo para o dia a dia de atividades; e produz melatonina quando estamos nos preparando para dormir e descansar.

A glândula pineal não produz apenas melatonina. Ela também é responsável pela secreção da serotonina, popularmente conhecida como o hormônio do prazer e um dos hormônios da felicidade, na verdade, um neurotransmissor responsável por estabelecer a comunicação entre os neurônios, atuando na regulação do humor, do sono, do apetite, do sistema digestivo, da temperatura do organismo, entre outros.

A serotonina é um hormônio oposto à melatonina. Ou seja, quando o dia clareia, a glândula pineal para de produzir melatonina e começa a produzir serotonina, preparando o corpo humano para o dia de atividades que se inicia.

Uma baixa concentração de serotonina pode levar a diversos sintomas, como:

mau humor no período da manhã;
sono durante o dia;
baixa libido;
aumento da vontade de ingerir doces;
fome constante;
dificuldade de aprendizado;
distúrbios na capacidade de se concentrar e problemas de memória;
irritabilidade.

A serotonina é diretamente sintetizada a partir do aminoácido triptofano, encontrado principalmente em banana, feijão-preto e oleaginosas. Para que essa reação seja eficiente, são necessários os seguintes nutrientes:

Ácido fólico: encontrado em vegetais folhosos verde-escuros, gema de ovo;
Vitamina B12: encontrada em produtos de origem animal;
Vitamina B6: disponível em cereais integrais, oleaginosas, aveia;
Magnésio: presente em vegetais folhosos verde-escuros, oleaginosas, cereais integrais.

Assim, a serotonina flui quando você se sente importante, sendo o sentimento de solidão e até mesmo a depressão respostas químicas à sua ausência. É recomendável, portanto, olhar fotos antigas ou conversar com um ou alguns amigos ou, ainda, tomar sol, receber massagens e praticar exercícios aeróbicos, como corrida e ciclismo, ou, simplesmente praticar a gratidão, como escrever um diário de gratidão.

O Espírito André Luiz, no entanto, no seu livro “Missionários da Luz”, traduzindo a palavra do Instrutor Alexandre, trouxe preciossísimas informações a respeito da Epífise:

 “...Enquanto o nosso companheiro se aproveitava da organização mediúnica, vali-me das forças magnéticas que o instrutor me fornecera, para fixar a máxima atenção no médium. Quanto mais lhe notava as singularidades do cérebro, mais admirava a luz crescente que a epífise deixava perceber. A glândula minúscula transformara-se em núcleo radiante e, em derredor, seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes...
“...Sobre o núcleo, semelhante agora a flor resplandecente, caíam luzes suaves, de Mais Alto, reconhecendo eu que ali se encontrava em jogo de vibrações delicadíssimas, imperceptíveis para mim...” 

Comentários: Destaque para luz, da epífese (ou pineal) como emissora de luz. Destaque também para alusão ao formato de pétalas, porque condiz com a expressão do chakra coronário a que a gládula pineal corresponde. Finalmente, ele revela um "jogo de vibrações" complexas, que até a ele era difícil entender, mas que podia reconhecer a manifestação e a importância, impressionado pelos raios de luz que promanava.

“Segundo os orientadores clássicos, circunscreviam-se suas atribuições ao controle sexual do período infantil. Não passava de velador (1. adj. Que vela; que está vigilante; que faz velar. – velar: 1. v. tr. dir. Vigiar; passar sem dormir, em vigília. (fig.) dispensar cuidados a; interessar-se muito por; proteger; patrocinar (Do lat. vigilare.)) dos instintos, até que as rodas da experiência sexual pudessem deslizar com regularidade, pelos caminhos da vida humana. Depois, decrescia em força, relaxava-se quase desaparecia, para que as glândulas genitais a sucedessem no campo da energia plena...”  

Comentários: Destaque para as funções orgânicas elencadas, como o controle sexual do período infantil, ocupando uma representação maior em tenra idade até que as glândulas genitais pudessem operar em sua plenitude.

“Não se trata de órgão morto, segundo velhas suposições – prosseguiu Alexandre. É a glândula da vida mental. Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre...”  

Comentários: O destaque desta vez vai para enfatizar suscintamente a sua (Pineal) representação maior como correspondente à atividade mental, acordando as forças ciradoras dos seres humanos a partir da puberdade.

Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na seqüência de lutas, pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida."

Comentários: Enaltece-se que os fenômenos emocionais são por ela (Pineal) capitaneados e que também nela se encontra a quebra parcialmente, perante a encarnação atual, a correspondência consciente com outras encarnações; por fim, viabiliza a manifestação plena das faculdades criadoras do indivíduo.

“... As glândulas genitais segregam os hormônios do sexo, mas glândula Pineal, se me posso exprimir assim, segrega “hormônios psíquicos” ou “unidades-forças” que vão atuar, de maneira positiva, nas energias geradoras...”  
“... Segregando delicadas energias psíquicas – prosseguiu ele – a glândula Pineal conserva ascendência em todo o sistema endocrínico. Ligado à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência comum ainda não pode identificar, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade... Na qualidade de controladora do mundo emotivo, sua posição na experiência sexual é básica e absoluta.” 
Comentários: Mais uma vez ratifica a relação íntima da Pineal com a capacidade psíquica do ser humano e expõe a expressão "unidades-força", que pode ser interpretado como o fluxo do fluido cósmico universal que perpassa toda a matéria chameado pelo princípio vital ativo no indivíduo, o que se ratifica no segundo parágrafo quando comenta que a Pienal está ligada à mente por princípios eletromagnéticos do campo vital. Destaque considerável é que ela comanda as forças do subconsciente e a relevância maior aparece quando André Luis diz que isso se dá por determinação direta da vontade. Logo, está conssonante com as pesquisas no mundo tradicional da Ciência atual que põe no cérebro chamado triuno o embate de forças instintivas perante a vontade racional e refletida do cérebro mais evoluído, o neocortical, aquele em que a vontade se estabelece lapidada por valores, pela consciência. Sendo, portanto, a vontade qualificada pela depuração do espírito que a manifesta o comandante das forças subconscienciais.

“...No exercício mediúnico de qualquer modalidade, a epífise desempenha o papel mais importante. Através de suas forças equilibradas, a mente humana intensifica o poder de emissão e recepção de raios peculiares à nossa esfera. É nela, na epífise, que reside o sentido novo dos homens; entretanto, na grande maioria deles a potência divina dorme embrionária”. (Missionário da Luz – André Luiz – Cap. I e II).

Comentários: Aqui o Autor revela que em atividades mediúnicas tem papel fulcral e ademais que é nela onde estão os aspectos a serem desenvolvidos dentro do caminho evolutivo do ser humano, onde se guarda o potencial de sua essência ainda latente.

São várias as características e funções da Pineal, indubitável a sua importância e é importante esclarecer ainda que, apesar de não mencionado de forma explícita por Andre Luís, em sua obra MIssionário da Luz, é ainda na seara do chakra coronário e da glãndula Pineal que se convertem ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos, o que já é comprovado pela ciência tradicional, mais precisamente, provado pelos cientistas Vollrath e Semm, que têm artigos publicados na revista científica Nature, de 1988.

[1]    «Human pineal physiology and functional significance of melatonin». Front Neuroendocrinol. 25. PMID 15589268. doi:10.1016/j.yfrne.2004.08.001
[2] «Melatonin as a chronobiotic». Sleep Med Rev. 9. PMID 15649736. doi:10.1016/j.smrv.2004.05.002

Fortaleza, Kênia Rios de Lima
26.09.2019 e revisada em 23.10.2019.

Dica de leitura: "Aspectos históricos e culturais da glândula pineal: comparação entre teorias fornecidas pelo Espiritismo na década de 1940 e a evidência científica atual." https://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/06/Artigo-Cient%C3%ADfico-Aspectos-historicos-Pineal.pdf

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

O poder do coração

69. Por que é que uma lesão do coração mais depressa causa a morte do que as de outros órgãos?
O coração é máquina de vida, não é, porém, o único órgão cuja lesão ocasiona a morte. Ele não passa de uma das peças essenciais.

Comentário do Espírito Miramez:

MÁQUINA DIVINA
O coração é uma máquina divina, que corresponde às exigências dos dois planos da vida. Ele é um músculo cuja sensibilidade ultrapassa todas as deduções da ciência humana, porque atinge a ciência espiritual. Todos os órgãos são sensíveis ao carinho. Esse fato foi comprovado por muitas experiências; no entanto, o coração é muito mais que todos eles, acudindo ao pedido da mente com imediata presteza, principalmente quando se fala a ele com afeto, porque o amor faz mudar o seu próprio ritmo.

O centro de força cardíaco é responsável pela vida desse órgão sublimado, onde o Espírito repousa parte de suas forças, as quais são transformadas em sentimentos, que o Cristo tenta educar na Sua profunda sabedoria. A vida é engenhosa, na engenhosidade do amor de Deus que nos cerca e nós somos eternos alunos na escola universal do nosso Pai que está nos céus. Certamente que o coração não é o único órgão vital, pois ele faz parte de um conjunto para que a vida humana se expresse, servindo ao Espírito para que este cresça diante do Senhor. No entanto, pode se dizer, em se tratando das coisas materiais, que o coração é a sede do amor, de sorte a se manifestar para todo o corpo. Todos os órgãos vivem em harmonia, sustentados por fios invisíveis do amor que parte desse fulcro de luz.

A ciência oficial na Terra tem muito a aprender sobre esse assunto, e os terapeutas do mundo deveriam procurar se instruir na filosofia do amor, como coadjuvante divino, para a cura de todos os enfermos. Mesmo os animais irracionais, como tudo o que existe, respondem ao carinho com trocas indescritíveis, no regime dessa virtude incomparável.

O coração do feto começa a bater no ritmo do universo, com apenas quase três semanas de vida, pelo impulso da força vital que acorda o micro-homem para uma vida na dimensão física. É a luz que se acende nas entranhas da mãe, peio amor de Deus, usando os recursos do chacra em movimento. Devemos, de vez em quando, conversar com o nosso coração, da maneira que Jesus ensinou quando instruía Seus discípulos, para orarem sem parecer escândalo diante dos outros. Ele sente o que falamos mas, antes, eduquemos a voz e aprendamos a conversar com amor. Devemos entender que os nossos atos de cada dia são preces ao coração, como a todos os nossos órgãos, todo o nosso corpo, que nos atendem no momento ou depois. Jesus foi e é o educador por excelência, de quem herdamos as maiores lições para que possamos viver em paz com nós mesmos, respeitando aos outros nossos irmãos em caminho.

A ciência chegou ao ponto de trocar órgãos. Louvamos com carinho esse esforço dos homens, todavia, o futuro nos irá ensinar que devemos trocar o modo de vida anti-natural que o homem civilizado engendrou na ilusão de longevidade. A sabedoria somente nos traz felicidade quando acompanhada da educação. O corpo humano é um complexo que só fica bem quando está em harmonia com a criação universal, e o Evangelho nos ensina a retomar às coisas naturais, distribuindo para todos nós um conjunto de virtudes, filhas do amor, como caminhos para a felicidade e para a saúde do corpo e da alma.

Ninguém foi feito para viver doente; nada foi feito para viver desajustado; tudo está pronto para que aprendamos; a nossa felicidade agora depende de nós, porque Deus e Cristo já fizeram a maior parte em nosso favor. A escola e o Mestre andam conosco, onde quer que andemos, a luz está acesa desde o princípio, esperando que abramos os olhos para iluminar a máquina divina que trabalha em nosso peito, que é o coração.



O resultado da ressonância, feita em uma mãe e seu bebê, mostra a reação química e o prazer dentro dos cérebros dos dois durante a cena de carinho.

Esses pontos vermelhos e amarelos que você vê na foto acima, revelam uma explosão de oxitocina – conhecida popularmente como o hormônio do amor – que desperta sentimentos de carinho e apego. O beijo também ativa o sistema de recompensa do cérebro e libera:

Dopamina, o que nos faz sentir bem
Vasopressina que liga as mães com bebês e parceiros românticos uns aos outros e
Serotonina, o hormônio do prazer, que ajuda a regular o nosso humor


terça-feira, 10 de setembro de 2019

Sobre os Chakras

A palavra chakra vem do sânscrito e significa roda, disco, centro ou plexo. Os chakras são vórtices (redemoinhos) de energia vital, espirais girando em alta velocidade, vibrando em pontos vitais de nosso corpo. Cada chakra possui significado, cor, mantra e elemento específicos, que estimulam seu movimento. Estão associados às glândulas e funcionam como centros de captação e distribuição de energia.

Os sete principais chakras localizam-se da base da coluna vertebral até o alto da cabeça e cada um corresponde a uma das sete principais glândulas do corpo humano. Em um corpo saudável, todos giram em grande velocidade ininterruptamente, permitindo que a energia vital flua através do sistema endócrino. Mas se um desses centros começa a diminuir a velocidade de rotação, o fluxo de energia fica inibido ou bloqueado, resultando em envelhecimento ou doença.

Esses chakras são sensíveis às movimentações mentais, que, sendo afetados, liberam os hormônios relacionados que, por suas vezes afetam o funcinamento dos órgãos, terminando a afetar a sua saúde quando estimulados recorrentemente, ajustada ou desajustadamente.

domingo, 11 de agosto de 2019

Do pensamento ao comportamento e à psicosfera


Resultado de imagem para campo eletromagnetico do cerebro
O cérebro é o receptor de todas as sensações – tanto internas, do corpo físico, como externas, do meio. Todos esses estímulos são transformados pelo sistema nervoso em impulsos elétricos, que desencadeiam estímulos químicos, os quais são armazenados em áreas específicas do cérebro, como a memória, para posteriores assimilação, comparação e resposta a outros estímulos.

O cérebro é como um enorme computador cujos condutores principais são de origem química e elétrica, lembrando que toda eletricidade gera ao seu redor magnetismo. Dessa forma, quando recebemos um estímulo, seja de modo consciente ou inconsciente, formulamos uma resposta através do pensamento, automática ou refletida.

Nesse sentido, explica a Dra. Mônica de Medeiros que o Sistema límbico funciona como um computador emocional na cabeça cuja reação (automatismo) está programada pelo condicionamento, ao passo que a área frontal do cérebro funciona como a interface ética, estratégica, empática, racional cuja resposta (refletida/consciente) ganha os recursos para agirmos com responsabilidade.

Assim, resume a Dra., para o mecanismo da elaboração da fala, do pensamento ao movimento mecânico-corporal, o seguinte trajeto dos estímulos internos:

A alma pensa, gerando energia elétrica que vai para o corpo mental que manda a onda do pensamento para a Pineal que faz bater os cristais de apatita e transforma a onda do pensamento em uma frequência capaz de o cérebro ler fazendo com que as redes neuronais ativem o computador neurolinguístico, chamado Núcleo de Wernicke, que computa o dado vibracional e leva o impulso para o cérebro no lóbulo frontal que volta e molda o sistema motor para constituir o movimento corporal. 


Nesse passo, o pensamento gera, então, uma força de resposta elétrica, mas também química, provocando no corpo, ante o estímulo recebido, mudanças fisiológicas internas que afetam bioquímica corporal pela liberação de hormônios e, por consequência, afetam a frequência cardíaca e a respiratória, o tônus muscular e outras alterações; em face do que: apresentamos determinado comportamento no meio onde estamos naquele momento (raiva, agressão, fuga, alegria, riso, choro e outros).

Logo, a mente, por meio desses mecanismos de estímulos e respostas, gera energia de característica elétrica, magnética e química o que evidencia que o pensamento é o condutor das energias cósmicas, universais que fluem por nós. No livro Evolução em dois mundos, André Luiz batizou essa energia de “fluido mental”. Por sua vez, o espírito Áureo, no livro Universo e vida, nomeou-a de “fluido mentomagnético” e explicou que sua exteriorização ocorre por ondas eletromagnéticas.
Toda onda tem uma frequência e uma amplitude, que lhe permitem certa sintonia – lembrando que sintonias afins tendem a se unir. Desse modo, ocorre afinidade entre duas faixas de mesma frequência e mesma amplitude. Portanto, nós nos unimos a outros pensamentos similares aos nossos por meio dessa energia, ou seja, recebemos o que emitimos.
Por orientação dos espíritos que participaram da codificação do espiritismo, sabemos que Deus criou o fluido cósmico, que a tudo permeia, de modo que a substância primordial ou éter é moldável ou plástica, podendo ser transformada em inúmeras outras estruturas, materializando-se em átomos, moléculas, elementos químicos e aí em diante. Essa característica plástica faz com que o éter se modifique de acordo com as energias atuantes, afetas pela mente.
O pensamento, então, poderá causar uma impressão sobre o éter cósmico cuja energia resultante, de acordo com sua intensidade vibratória, poderá formar partículas, mais ou menos densas, dependendo da proximidade ou distanciamento da harmonia que o pensamento gera.
O agrupamento dessas partículas por afinidade vibracional formará, no plano extrafísico, o que se denomina: “formas-pensamento” (ou “egrégoras”). Estas poderão ganhar mais força e dimensão quanto mais forem alimentadas epla condução energética de pensamentos afins, podendo cobrir toda uma região ou até todo um planeta, formando a chamada psicosfera ou correntes mentais de pensamento. Esse processo também cria ao nosso redor uma psicosfera própria, que alguns chamam de aura. Esta é considerada a verdadeira impressão da nossa identidade moral e pode ser visualizada pelo plano espiritual.


Paráfrase e adaptação por Kênia Rios de Lima,
Fortaleza, 11 de agosto de 2019

Fontes:
Gregg Bradon na entrevista:  https://www.youtube.com/watch?v=J26bCDanHRU.
Dra. Mônica de Medeiros, na palestra: https://www.youtube.com/watch?v=MKD4zR2Nfw8&t=12s.
Dr. Alexandre Serafim, presidente da Associação Médico-Espírita do Vale do Paraíba, é parceiro do Colegiado e ministra o curso Medicina da Alma para os afiliados ao Colegiado de Guardiões da Humanidade, no artigo https://guardioesdahumanidade.org/blog/pensamento-o-fluido-mental.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

André Luiz explica o Cérebro 2


Da obra: "No Mundo Maior", de André Luiz, psicografada por Chico Xavier, há que, no sistema nervoso, temos:
I - o cérebro inicial, repositório dos movimentos instintivos e sede das atividades subconscientes, o porão da individualidade, onde se encontram arquivados todas as experiências e registrados os menores fatos da vida.
II - Na zona intermediária entre lobos frontais e nervos, a região do córtex motor, há o cérebro desenvolvido, relacionado às zonas motoras.
III - Nos lobos frontais há a parte mais nobre do nosso organismo divino em evolução.

Temos um cérebro que se divide em três. Algo como um castelo de três andares, onde:

I - no primeiro, encontram-se os impulsos automáticos, o hábito e o automatismo (o subsconsciente);
II -  no segundo, as conquistas atuais, ou seja, a consolidação das nossas nobres qualidades em edificação advindos do esforço e da vontade (o consciente);
III - no terceiro, as noções superiores, indicando as eminências que nos cumpre atingir (o superconsciente).

O cérebro é um aparelho elétrico de complicada estrutura em que nosso "eu" reflete a vida. É através dele que sentimos os fenômenos exteriores segundo a nossa capacidade receptiva, determinada pela experiência, variando, portanto, de criatura para criatura, de acordo com o grau evolutivo de cada um. Dessa forma, o cérebro de um santo emite ondas que se distinguem das que despende a fonte mental de um cientista.

É um organismo, o cérebro, que modela as manifestações do campo físico. As células nervosas (neurônios) são entidades de natureza elétrica. E possuem diversos fins, porquanto, há neurônios sensitivos, motores, intermediários e reflexos; há também os que recebem as sensações exteriores e os que recolhem as impressões da consciência. Em todo cosmo celular, há elementos de emissão e de recepção, sendo a mente (que é diferente de cérebro) a orientadora desse universo microscópico.

É da mente que emana as correntes da vontade que empenha, em decorrência, várias séries de estímulos, atendendo às sugestões das zonas interiores, bem como reage às exigências da paisagem externa. Nessa feita, a mente é colocada entre o objetivo e o subjetivo, impondo-se a obrigatoriedade do aprendizado, escolha, aceitação, recolhimento, iluminação... Do plano objetivo, recebe-lhe os atritos e as influências da luta direta; já na esfera subjetiva, absorve-lhe a inspiração das inteligências desencarnadas ou encarnadas que lhe são afins e o resultado das criações mentais que lhe são peculiares. Assim, a mente prossegue o seu caminho sem recuos.

"O espírito mais sábio não se animaria a localizar, com afirmações dogmáticas, o ponto onde termina a matéria e começa o espírito."

No cérebro se inicia o império da química espiritual, onde os elementos celulares são dificilmente substituíveis, diferentemente de outros órgãos do corpo em que a células se modificam infinitamente, surgem e desaparecem aos milhares, em todos os domínios da química orgânica propriamente dita.

Isso porque o trabalho da alma no corpo encarnado requer fixação, aproveitamento e continuidade, uma vez que o cérebro, por ser um órgão de expressão mental, diferentemente dos outros órgãos, como o estômago, reclama personalidades químicas de tipo sublimado já que se alimenta de experiências que devem ser registradas, arquivadas e lembradas sempre que oportuno e necessário.

Os nervos (impulsos), o córtex motor (experiências) e lobos frontais (noções elevadas) constituem apenas regulares pontos de contato entre a organização perispiritual e o aparelho físico, porque são indispensáveis ao trabalho de enriquecimento e de crescimento do ser eterno. Dentro da luta humana é indispensável que os neurônios se utilizem de envoltórios mais ou menos espessos para evitar que recordações não venham a moderar os esforços de edificação da alma encarnada. A mente,  senhor do corpo, age no perispírito, moldando a matéria que, em razão dos vícios e imperfeições  da mente, molda o corpo físico, expondo-o a doenças e/ou outros males.

"A criatura estacionária na região dos impulsos (nervos), perde-se em um labirinto de causas e efeitos, desperdiçando tempo e energia. Quem se entrega, de modo absoluto ao esforço maquinal, ..., mecaniza a existência, destituindo-a de luz edificante. Os que se refugiam exclusivamente no templo das noções superiores, sofrem o perigo da contemplação sem obras, da meditação sem trabalho, da renúncia sem proveito. Para que a nossa mente prossiga na direção do alto, é indispensável se equilibre."

Para se equilibrar, o indivíduo precisa se valer das conquistas passadas a fim de orientar os serviços presentes, ao mesmo tempo em que precisa se valer da esperança que flui, cristalina e bela, da fonte superior de idealismo elevado. Porque, por meio dessa fonte, pode-se captar as energias restauradoras do plano divino, construindo, assim, um futuro santificante. O desequilíbrio, por outro modo, ocorre quando o indivíduo se fixa mental e demasiadamente em um dos mencionados setores.

A mente fixada na região dos instintos primários, por exemplo, após emitir várias vibrações de pensamentos em fuga da recordação e do remorso, pode arruinar o córtex motor, desorganizando, por conseguinte, o sistema endócrino e perturbando os órgãos vitais. Isso porque, converter todas as energias ou a maior parte delas para alimentar uma ideia fixa, como a vingança, afeta, cinclusive, a organização celular e/ou metabólica. De outro modo, esquecer as falhas e reconstruir-se pelo trabalho e pelo entendimento fraternal, no santuário do perdão, é a atitude equilibrada necessária para que o corpo e mente se desenvolvam beneficamente. Por isso, quando Jesus nos pede para perdoar e amar inclusive os inimigos, não se trata de mera virtude moral, é também princípio científico de libertação do ser, de progresso da alma, de evolução espiritual, porque é nos pensamentos que residem as causas.

"Se o conhecimento auxilia por fora, só o amor socorre por dentro."

Encher a sua consciência de esclarecimentos elevados quando aliados viva experiência em prol dos mesmos, revela a experiência da gratidão e do amor a Deus, a si e ao próximo, momento em que sabedoria começa a valer, a existir!

Kênia Rios de Lima
Fortaleza, 29 de julho de 2019

segunda-feira, 15 de julho de 2019

André Luiz explica o cérebro humano

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Nesta publicação do blog: http://casadocaminhofortalezace.blogspot.com/search?updated-max=2019-03-12T06:04:00-07:00&max-results=1&start=15&by-date=false foi exposta a explicação do cérebro tríduo. Uma descoberta do cientista, um médico e neurocientista estadunidense, Paul D. MacLean na década de 70, com sua obra “The Triune Brain in evolution: Role in paleocerebral functions”, comprovou a biologia cerebral trina em face de sua teoria evolutiva que propunha que o cérebro humano era realmente três cérebros em um, três sistemas neurais interconectados, com suas próprias funções específicas e inteligência particular. Nesse sentido, afirmou o estudioso: "Esses três cérebros equivalem a três computadores biológicos interconectados, cada um com sua própria inteligência, sua própria subjetividade individual, sua própria noção de tempo e espaço e sua própria memória, além de outras funções".

O interessante é que na obra de André Luiz, psicografada por Chico Xavier, chamada "No Mundo Maior", publicada pela primeira vez em 1947, ou seja, muito antes da hoje tão famosa teoria do cérebro triuno, essa mesma teoria foi explicada quase com as mesmas palavras, veja-se: 

"não podemos dizer que possuímos três cérebros simultaneamente. Temos apenas um que, porém, se divide em três regiões distintas. Tomemo-lo como se fora um castelo de três andares: primeiro situamos a residência de nossos impulsos automáticos, simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados; no segundo localizamos o domicílio das conquistas atuais, onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando; no terceiro, temos a casa das noções superiores, indicando as eminências que nos cumpre atingir. Num deles moram o hábito e o automatismo; noutro residem o esforço e a vontade; e no último demoram o ideal e a meta superior a ser alcançada. Distribuímos, deste modo, nos três andares, o subconsciente, o consciente e superconsciente".

Desse modo, bem se nota a qualidade dos livros psicografadas pelo renomado Médium. São verdadeiras enciclopédias que podem conter conhecimentos que sequer encontrados na internet por outras fontes, porque o seu conteúdo está muito à frente do tempo do conhecimento procurado e constatado pelos cientistas da Crosta. Eis a importância da leitura das obras notoriamente reconhecidas e confiáveis! Nesse sentido, eis a importância da Codificação que inaugurou o movimento espírita, publicada ainda no século XIX, pois, passados já várias décadas, muito mais de um século, ainda há ensinamentos contidos em tais obras que a Ciência da Terra na dimensão material ainda demorará mais algumas tantas décadas para descobrir. Analisemos com olhar científico, ou seja, um olhar investigativo e plausivelmente curioso, crítico, apurador, metódico, mantendo-nos alinhados com constância à recomendação do memorável Codificador, Allan Kardec: "Espíritas, instruí-vos".

“Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensinamento. Instruí-vos, eis o segundo. 
Todas as verdades são encontradas no Cristianismo; os erros que nele criaram raiz são de origem humana. 
E eis que, além do túmulo, em que acreditáveis o nada, vozes vêm clamar-vos: Irmãos! Nada perece
Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade!” 
(Espírito de Verdade. Paris, 1860.) Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VI, item 5.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

*Mantra da Gratidão*


*Gratidão*
à vida que me inspira, me renova e me dá chances de evoluir diariamente.

*Gratidão*
pelo lugar onde estou aqui e agora, pois esse lugar precisa de mim e eu dele.

*Gratidão*
Pela perfeição e funcionamento harmonico de todos os órgãos e sistemas físicos e emocionais do meu corpo.

*Gratidão*
pela casa onde moro, que me serve de refúgio e descanso, emanando energias maravilhosas.

*Gratidão*
pelas oportunidades de trabalho, conquistas, sucesso e evolução que se manifestam diariamente para mim.

*Gratidão*
à cada dívida paga porque dessa forma honro meu nome, honro meus compromissos e minhas possibilidades se multiplicam.

*Gratidão*
à tudo aquilo que eu consigo e que me é necessário, na colheita frutífera do meu trabalho.

*Gratidão*
pelo Amor Incondicional que permeia Todas as minhas relações.

*Gratidão*
às pessoas que me desafiaram de forma desarmônica, porque assim desenvolvi força e coragem para seguir sempre adiante.

*Gratidão*
pelas pessoas que me proporcionaram alegrias porque assim me senti muito amada e abençoada.

*Gratidão*
à todas as oportunidades de sucesso financeiro e pessoal que recebo, identifico e aceito.

*Gratidão*
à mim mesma que encontro a gratidão em toda forma de Vida que me cerca e que eu sou, em todas as coisas e fatos.

*Gratidão*
ao Universo que conspira a meu favor, por isso vigio cada pensamento meu, e escolho com cuidado tudo aquilo que falo ou desejo.

*Gratidão*
ao Deus que habita em mim, sou parte de Sua Divindade e por isso emano Luz, Amor e Paz onde quer que eu esteja.

*Gratidão! Gratidão!*
*Gratidão!*

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Sobre necessidades



Abraham Maslow (1908-1970) foi um psicólogo norte-americano, conhecido pela Teoria da Hierarquia das Necessidades Humanas ou a Pirâmide de Maslow. Nasceu no Brooklyn, Estados Unidos, no dia 01 de abril de 1908 e morreu em 1970. Descendente de russos e judeus viveu uma infância bastante infeliz e miserável e, para fugir da situação, Maslow refugiava-se em bibliotecas. Estudou Direito no City College of New York (CCNY), mas interessou-se pela psicologia, curso que faria mais tarde na Universidade de Wisconsin, onde também fez mestrado e doutorado. Estudou diversas correntes da psicologia como a psicanálise, Gestalt e a humanista.

Dentre vários trabalhos que se dedicou na área da psicologia, a sua teoria mais famosa é a da "hierarquia das necessidades", segundo a qual, as necessidades fisiológicas estavam na base de outras: segurança, afetividade, estima e realização pessoal. Nessa ordem, segundo ele, uma necessidade só poderia ser satisfeita se a anterior fosse concretizada.

Nessa feita, a base da pirâmide contém as necessidades mais básicas do indivíduo, ascendendo para atingir, no topo da pirâmide, as suas necessidades mais transcendentais, ligadas à cultura, educação, espiritualidade... A Pirâmide possui cinco camadas. A primeira, a que sustenta todas as demais, é a camada das necessidades fisiológicas, como a necessidade de sexo, repouso, alimentação, hidratação... tudo o que o organismo físico precisa minimamente para continuar vivo, para sobreviver; a segunda camada é a da segurança, ou seja, a que representa a necessidade de incolumidade física e psicológica, saúde ambiental, liberdade de locomoção e de trocas comerciais...; a terceira camada está associada às relações sociais do indivíduo: família, amigos, grupos sociais e comunidade, ao ser socialmente integrado; a quarta camada diz respeito à estima, à necessidade de ser aprovado e reconhecido por sua unicidade perante os seres que convive; a última camada, por fim, é a necessidade de evolução, de desenvolvimento consciencial, é a necessidade de cognição e expressão artística, intelectual, espiritual, em outras palavras é a necessidade de autorealização.

Consiste isso em um lastro lógico bem pertinente sobre o qual várias questões essenciais se sobrepõem e que ganham um caminho para serem respondidas com eficiência. Em especial, isso assume elevada utilidade em meio à sociedade em que estamos inseridos cujos valores são traçados por gigantes corporativos em uma evidência pululante e manifesta da ambição humana de alcançar o melhor viver ao custo muitas vezes da ética e de outros valores mais nobres e responsáveis perante todos os níveis de necessidades humanas em um aspecto coletivo. Estamos falando em um consumismo exagerado e desenfreado que está a minar os recursos naturais do planeta e está a desfuncionalizar o interrelacionamento entre humanos para operar o relacionamento destes com as máquinas, com as tecnologias e inteligências artificiais. São indiscutíveis os benefícios alcançados pelo capitalismo, consumismo e tecnologia, porque representam por si o avanço da humanidade que parte da Era Paleolítica e chega na Era Tecnológica, isto é, uma era em que a sobrevivência da espécie não é mais a principal necessidade a ser atingida, apesar do descompasso dos seus avanços nos ameaçar em um caminho de autodestruição, não apaga as conquistas vividas pelo conhecimento que possibilita hoje a distribuição de água encanada por várias e largas regiões, por exemplo.

A despeito da realidade de cada um, não é difícil perceber que a natureza e seus fenômenos não nos atemorizam mais tanto como antes, pois desenvolvemos vários mecanismos de defesas ou superação das suas intempéries rotineiras. Também os relacionamentos sociais são uma realidade bastante evidente, principalmente com o processo de urbanização que cresce em curva geométrica ascendente desde a segunda metade do século XX. No entanto, a estima e a autorrealização são camadas de necessidades dentro da coletividade ampla que ainda parecem carentes de superação. O aumento do convívio nos traz novos desafios que colidem diametralmente. Hodiernamente, o acolhimento que enseja o reconhecimento amoroso e construtivo dá espaço para a competição que enseja o reconhecimento invejoso e destrutivo. Os valores ainda marcadamente materiais implicam necessidades irrefletidas, difundidas por conceitos frívolos, por vezes, até mesmo sequestradores da consciência ou hipnotizantes.

Dadas essas características, é sabido que os conflitos geram dor que implica o anseio por harmonia que só é alcançada pelo que não é descartável. Nesse prisma, tudo o que é falso se revela como tal com o passar do tempo, tornando-se inexpressivo. Assim, valores legítimos¹ se mostram como elementos e conceitos essenciais. Isso porque se revelam como aquilo que não se apaga, aquilo que gera influência ano após ano, século após século, milênio após milênio...,  aquilo que edifica, que constrói, que faz o bem com permanência... O percurso até chegar nesse patamar e se sediar nele perpassa por todas as camadas mais básicas das necessidades humanas e se funda na consciência sobre quem somos e o que realmente nos constrói, o que nos faz bem.

Se não, vejamos, na falta de qualquer circunstância essencial à sobrevivência, como o oxigênio, já não podemos mais sequer pensar, tudo fica voltado para suprir a necessidade premente de respirar! O mesmo acontece quando nos falta a sensação de segurança ou quando estamos aprisionados fisicamente numa cela, a nossa mente fica naturalmente impregnada pelo pavor. No mesmo sentido, quando ficamos isolados por uma condição externa, nos vem o sentimento de solidão e tristeza ou até mesmo a demência. A ausência de estima também nos prejudica por nos acometer sentimentos de rejeição, amargura, violência e etc. Por fim, a ausência de conhecimento e compreensão sobre o mundo e sobre quem somos, torna-nos irresponsáveis, descomedidos. Ao passo que a disposição, a paz, o pertencimento, o acolhimento e a compreensão formam o cenário para a elevação do espírito, isto é para a transcendência das menores dificuldades, para a atuação da sinergia amorosa, lúcida e plena.

Trata-se de um processo cíclico e repetitivo em que o embate de todas as sensações provocadas pelas diversas espécies de necessidades atendidas ou desatendidas vão se interagindo e se modificando chegando à libertação da consciência pelo encontro com a verdade, como Jesus nos disse, de acordo com a Bíblia em João capítulo 8, versículo 32, veja-se: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. É cediço que a ignorância nos cobre e ainda nos impede de nos livrarmos das dores do mundo. Desse modo, é o conhecimento e o autoconhecimento a chave para nos firmar no grande redemoinho de estímulos que nos sequestram as emoções individuais ainda não orquestradas por uma consciência desperta.

Nesse aspecto, é imprescindível sabermos do que gostamos e o que nos afeta positivamente. Para isso, reparemos no que estamos fazendo quando nos sentimos felizes; por que nos sentimos felizes nesses momentos; quando e por que nos sentimos orgulhosos; quem geralmente nos acompanha nos momentos em que nos sentimos bem; quais desejos nossos foram satisfeitos e que nos deixaram realizados; quais são os nossos desejos atuais e por que os desejamos; por que algo nos traz um grande significado e etc. Todas essas questões revelam quais valores nos são os mais importantes, os que, vividos, fizeram-nos ter esses bons momentos.

Maslow, portanto, foi um cientista humanista que compreendeu os vários aspectos das necessidades humanas, ajudando-nos a entender como podemos interagir melhor com os outros e com nós mesmos, criando um símbolo didático, bastante lúdico e compreensível, que pode ser usado hoje por todos para refletirem sobre o que na vida realmente importa, para evitarmos sermos assaltados por ideias que nos impõe necessidades não legítimas.


Kênia Rios de Lima
Fortaleza, 10.06.2019

"A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral. Tendo, no entanto, essas leis o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se fossem a negação uma da outra, uma necessariamente estaria em erro e a outra com a verdade, porquanto Deus não pode pretender a destruição de sua própria obra."
(Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo,Capítulo I, item 8)
Nota de rodapé:
¹ Sobre o conteúdo do texto ora publicado, mais precisamente sobre o que são valores legítimos, interessante destacar um trecho do livro Os Mensageiros de André Luis por Chico Xavier, porque conversa com o assunto aqui ministrado, página 213 da 33ª edição, vejamos: "...enquanto os homens, herdeiros de Deus, cultivarem o campo inferior da vida, haverá também criações inferiores, em número bastante para a batalha sem trégua em que devem ganhar os valores legítimos da evolução". Ou seja, enquanto não ascendermos para assimilação das luzes despertadoras da consciência, nossos valores (entenda-se: o que damos importância) serão ainda ilusórios e não legítimos.