quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O Livro dos Espíritos: Cap. 6 – VIDA ESPÍRITA/I – Espíritos Errantes


223. A alma se reencarna imediatamente após a separação do corpo?

— Às vezes, imediatamente, mas, na maioria das vezes, depois de intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores a reencarnação é quase sempre [mediata. A matéria corpórea sendo menos grosseira, o Espírito encarnado goza de quase todas as faculdades do Espírito. Seu estado normal é o dos vossos sonâmbulos lúcidos.

224. O que é a alma, nos intervalos das encarnações?

— Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera.

224 – a) Qual poderá ser a duração desses intervalos?

— De algumas horas a alguns milhares de séculos. De resto, não existe,propriamente falando, limite extremo determinado para o estado errante, que pode prolongar-se por muito tempo, mas que nunca é perpétuo. O Espírito tem sempre a oportunidade, cedo ou tarde, de recomeçar uma existência que sirva à purificação das anteriores.

224 – b) Essa duração está subordinada à vontade do Espírito, ou pode lhe ser imposta como expiação?

— É uma conseqüência do livre-arbítrio. Os Espíritos sabem perfeitamente o que fazem, mas para alguns é também uma punição infligida por Deus. Outros pedem o seu prolongamento para prosseguir estudos que não podem ser feitos com proveito a não ser no estado de Espírito.

225. A erraticidade é, por si mesma, um sinal de inferioridade entre os Espíritos?

— Não, pois há Espíritos errantes de todos os graus. A encarnação é um estado transitório, já o dissemos. No seu estado normal, o Espírito é livre da matéria.

226. Pode-se dizer que todos os Espíritos não-encarnados são errantes?

— Os que devem reencarnar-se sim; mas os Espíritos puros, que chegam à perfeição, não são errantes: seu estado é definitivo.

Comentário de Kardec: No tocante à suas qualidades intimas, os Espíritos pertencem a diferentes ordens ou graus, pelos quais passam sucessivamente, à medida que se purificam. No tocante ao estado, podem ser encarnados, que quer dizer ligados a um corpo; errantes, ou desligados do corpo material e esperando uma nova encarnação para se melhorarem; Espíritos puros ou perfeitos e não tendo mais necessidade de encarnação.

227. De que maneira se instruem os Espíritos errantes; pois certamente não of azem da maneira que nós?

— Estudam o seu passado e procuram o meio de se elevarem. Vêem, observam o que se passa nos lugares que percorrem; escutam os discursos dos homens esclarecidos e os conselhos dos Espíritos mais elevados que eles, e isso lhes proporciona idéias que não possuíam.

228. Os Espíritos conservam algumas das paixões humanas?

— Os espíritos elevados, ao perderem o seu invólucro, deixam as más paixões e só guardam a do bem; mas os Espíritos inferiores as conservam, pois de outra maneira pertenceriam à primeira ordem.

229. Por que os Espíritos, ao deixar a Terra, não abandonam as suas más paixões, desde que vêem os seus inconvenientes?

— Tens nesse mundo pessoas que são excessivamente vaidosas. Acreditais que, ao deixa-lo, perderão este defeito? Após a partida da Terra, sobretudo para aqueles que tiveram paixões bem vivas, resta uma espécie de atmosfera que os envolve guardando todas essas coisas más, pois o Espírito não está inteiramente desprendido. É apenas por momentos que ele se entrevê a verdade, como para mostrar-lhe o bom caminho .

230. O Espírito progride no estado errante?

— Pode melhorar-se bastante, sempre de acordo com a sua vontade e oseu desejo; mas é na existência corpórea que ele põe em prática as novasidéias adquiridas.

231. Os Espíritos errantes são felizes ou infelizes?

— Mais ou menos, segundo os seus méritos. Sofrem as paixões cujosgermes conservaram, ou são felizes, segundo a sua maior ou menordesmaterialização. No estado errante, o Espírito entrevê o que lhe falta paraser feliz. É assim que ele busca os meios de o atingir; mas nem sempre lhe épermitido reencarnar à vontade, e isso é uma punição.

232. No estado errante, os Espíritos podem ir a todos os mundos?

— Conforme. Quando o Espírito deixou o corpo, ainda não estácompletamente desligado da matéria e pertence ao mundo em que viveu ou a um mundo do mesmo grau; a menos que, durante sua vida, se tenha elevado.Esse é o objetivo a que deve voltar-se, pois sem isso jamais se aperfeiçoaria.Ele pode, entretanto, ir a alguns mundos superiores, passando por eles comoestrangeiro. Nada mais faz do que os entrever, e é isso que lhe dá o desejo dese melhorar para ser digno da felicidade que neles se desfruta e poder habitá-los.

233. Os Espíritos já purificados vêm aos mundos inferiores?

— Vêm freqüentemente, afim de os ajudar a progredir. Sem isso, essesmundos estariam entregues a si mesmos, sem guias para os orientar.

domingo, 26 de janeiro de 2014

O Céu e o Inferno: CAPÍTULO IV/Os Limbos — 8


8 — É verdade que a Igreja admite para certos casos particulares uma situação especial. As crianças mortas em tenra idade, não tendo praticado o mal, não podem ser condenadas ao fogo eterno. De outro lado, não tendo praticado o bem, não possuem nenhum direito à felicidade suprema. São então, diz ela, enviadas aos limbos, situação mista e jamais definida, na qual, embora não sofrendo não gozam também da felicidade perfeita. Mas desde que a sua sorte já está irrevogavelmente fixada, elas estão privadas da felicidade por toda a eternidade.

Essa privação, desde que não dependeu delas, equivale a um suplício eterno imerecido. Acontece o mesmo com o selvagem, que não tendo recebido a graça do batismo e as luzes da religião, pecam por ignorância, abandonando-se aos instintos naturais e não podem ter culpa nem mérito como os que agem em conhecimento de causa.

A simples lógica repele semelhante doutrina em nome da justiça de Deus. Porque esta justiça encontra-se toda nestas palavras do Cristo: "A cada qual segundo suas obras". Mas é necessário entender por isso as boas ou más obras que se praticam livremente, voluntariamente, pois são as únicas que acarretam responsabilidade. Não é esse o caso da criança, nem do selvagem ou qualquer outro cujo esclarecimento não tenha dependido da sua própria vontade.

sábado, 25 de janeiro de 2014

O Livro dos Espíritos: INTRODUÇÃO/IX – Monopolizadores do Bom Senso

O movimento de objetos é um fato comprovado; resta saber se nesse movimento há ou não manifestação inteligente e, em caso afirmativo, qual a sua origem.

Não falamos do movimento inteligente de certos objetos, nem das comunicações verbais ou das que são escritas diretamente pelos médiuns. Esse gênero de manifestações, tão evidente para aqueles que viram e aprofundaram o assunto, não é, à primeira vista, bastante independente da vontade para convencer um observador novato. Não trataremos, portanto, senão da escrita obtida com a ajuda de um objeto munido de lápis, com a cesta, a prancheta etc. A maneira por que os dedos do médium são postos sobre o objeto desafia, como já dissemos, a mais consumada destreza em participar de qualquer forma da formação de letras. Mas admitamos ainda que, por uma habilidade maravilhosa, possa ele enganar os olhos mais atentos. Como explicar-se a natureza das respostas, quando elas superam as idéias e os conhecimentos do médium? E note-se que não se trata de respostas monossilábicas, mas quase sempre de muitas páginas escritas com admirável rapidez, seja espontaneamente ou sobre assunto determinado. Pela mão do médium menos versado em literatura, surgem poesias de uma sublimidade e de uma pureza impecáveis, que não desmereceriam os melhores poetas humanos. E o que aumenta ainda a estranheza desses fatos é que eles se produzem e que os médiuns se multiplicam ao infinito. Esses fatos são reais ou não? A esta pergunta só podemos responder: vede e observai; não vos faltarão oportunidades; mas, sobretudo, observai com consciência, por longo tempo e obedecendo às condições necessárias.

À evidência, o que respondem os antagonistas? Sois vítimas do charlatanismo, dizem eles, ou joguetes de uma ilusão. Responderemos, de início, que é preciso afastar a palavra charlatanismo de onde não existem lucros, pois os charlatães não agem gratuitamente. Seria, quando muito, uma mistificação. Mas por que estranha coincidência os mistificadores se teriam entendido, de um extremo ao outro do mundo, para agir da mesma maneira, produzir os mesmos efeitos e dar, sobre os mesmos assuntos e nas diversas línguas, respostas idênticas, senão quanto às palavras, pelo menos quanto ao sentido? Como é que pessoas sérias, honradas e instruídas se prestariam a semelhantes manobras, e com que objetivo? Como teriam encontrado entre as crianças a paciência e a habilidade necessárias? Porque, se os médiuns não forem instrumentos passivos, é claro que necessitam de habilidade e de conhecimentos incompatíveis com certas idades e posições sociais.

Então acrescentam que, se não há embuste, dos dois lados podem estar embaídos por uma ilusão. Em boa lógica, a qualidade das testemunhas tem um certo peso; ora, é o caso de perguntar se a doutrina espírita, que conta hoje milhões de adeptos, só os recruta entre os ignorantes. Os fenômenos em que ela se apóia são tão extraordinários que concebemos a dúvida, mas não se pode admitir a pretensão de alguns incrédulos ao monopólio de bom senso, ou que, sem respeito às conveniências e ao valor moral dos adversários, tachem de ineptos a todos os que não concordam com as suas opiniões. Aos olhos de toda pessoa judiciosa, a opinião dos homens esclarecidos que viram determinado fato por longo tempo e o estudaram e meditaram será sempre uma prova ou, pelo menos, uma presunção favorável, por ter podido prender a atenção de homens sérios, que não tinham nenhum interesse em propagar erros nem tempo a perder com futilidades.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O Homem Integral: SEGUNDA PARTE - ESTRANHOS RUMOS, SEGUROS ROTEIROSO: 8. Fobia Social



Pressionado pelas constrições de vária ordem, exceção feita aos fenômenos patológicos, na área da personalidade, o indivíduo tímido, desistindo de reagir, assume comportamentos fóbicos. 

Neuroses e psicoses se lhe manifestam, atormentando-­o e gerando-­lhe um clima de pesadelo onde quer que se encontre. A liberdade, que lhe é de fundamental importância para a vida, perde o seu significado externo, face às prisões sem paredes que são erguidas, nelas encarcerando-­se. 

Da melancolia profunda ele passa à ansiedade, com alternâncias de insatisfação e tentativas de autodestruição, e da desconfiança sistemática tomba, por falta de resistências morais, diante dos insucessos banais da existência. Nem mesmo o êxito nos negócios, na vida social e familiar, consegue minimizar­-lhe o desequilíbrio que, muitas vezes, aumenta, em razão de já não lhe sendo necessário fazer maiores esforços para conseguir, considera-­se sem finalidade que justifique prosseguir. 

Os estados fóbicos desgastam-­lhe os nervos e conduzem­-no às depressões profundas. São vários estes fenômenos no comportamento humano. 

Surge, porém, no momento, um que se generaliza, a pouco e pouco, o denominado como fobia social, graças ao qual, o indivíduo começa a detestar o convívio com as demais pessoas, retraindo­-se, isolando­-se. 

A princípio, apresenta­-se como forma de mal­-estar, depois, como insegurança, quando o homem é conduzido a enfrentar um grupo social ou o público que lhe aguarda a presença, a palavra. 

O grau de ansiedade foge-­lhe ao controle, estabelecendo conflitos psicológicos perturbadores. 

A ansiedade comedida é fenômeno perfeitamente natural, resultante da expectativa ante o inusitado, face ao trabalho a ser desenvolvido, diante da ação que deve ser aplicada como investimento de conquista, sem que isto provoque desarmonia interior com reflexos físicos negativos. 

Quando, então, se revela, desencadeada por problemas de somenos importância, produzindo taquicardias, sudorese álgida, tremores contínuos, estão ultrapassados os limites do equilíbrio, tornando­-se patológica.

A fobia social impede uma leitura em voz alta, uma assinatura diante de alguém que acompanhe o gesto, segurar um talher para uma refeição, pegar um vaso com líquido sem o entornar... O paciente, nesses casos, tem a impressão de que está sob severa observação e análise dos outros, passando a detestar as presenças estranhas até os familiares e amigos mais íntimos. 

Em algumas circunstâncias, quando o processo se encontra em instalação, a concentração e o esforço para superar o impedimento auxiliam­-no, facultando­-o somente relaxar-­se e adquirir naturalidade após constatar que ninguém o observa, perdendo, assim, o prazer do diálogo, face à tensão gerada pelo problema. 

A tendência natural do portador de fobia social é fugir, ocultar-­se malbaratando o dom da existência, vitimado pela ansiedade e pelo medo. 

 O homem é o único animal ético existente. 

Para adquirir a condição de uma consciência ética é convidado a desafios contínuos, graças aos quais discerne o bem do mal, o belo do feio, o lógico do absurdo, imprimindo-­se um comportamento que corresponda ao seu grau de compreensão existencial. 

Aprofundando­-se no exame dos valores, distingue-­os, passando a viver conforme os padrões que estabelece como indispensáveis às metas que persegue, porquanto pretende constituir-­lhe a felicidade. 

A fim de lograr o domínio desses legítimos valores, aplica outra das suas características essenciais, que é o de ser um animal biossocial. 

A vida de relação com os demais indivíduos é-­lhe essencial ao progresso ético. (g.n.)

Isolado, asselvaja-­se ou entrega­-se a uma submissão indiferente, perniciosa. As imposições do relacionamento social exterior, sem profundidade emocional, respondem por esta explosão fóbica, face à ausência de segurança afetiva entre os indivíduos e à competição que grassa, desenfreada, fazendo que se veja sempre, no atual amigo, o potencial usurpador da sua função, o possível inimigo de amanhã. 

Tal desconfiança arma as pessoas de suspeição, levando-­as a uma conduta artificial, mediante a qual se devem apresentar como bem estruturadas emocionalmente, superiores às vicissitudes, capazes de enfrentar riscos, indiferentes às agressões do meio, porque seguras das suas reservas de forças morais. 

Gerando instabilidade entre o que demonstram e aquilo que são realmente, surge o pavor de serem vencidas, deixadas à margem, desconsideradas. O mecanismo de fuga da luta sem quartel apresenta­-se-­lhes como alternativa saudável, por poupar­-lhes esforços que lhes parecem inúteis, desde que não se sentem inclinadas a usar dos mesmos métodos de que se crêem vítimas. 

Simultaneamente, as atividades trepidantes e as festas ruidosas mais afastam os amigos, que dizem não dispor de tempo para o intercâmbio fraternal, a assistência cordial, receosos, por sua vez, de igualmente tombarem, vitimados pelo mesmo mal que os ronda, implacável. 

Nestas circunstâncias, mentes desencarnadas, deprimentes, se associam aos pacientes, complicando-­lhes o quadro e empurrando-­os para as psicoses profundas, irreversíveis. 

A desumanização do homem, que se submete aos caprichos do momento dourado das ilusões, conspira contra ele próprio e o seu próximo, tornando esta a geração do medo, a sociedade sem destino.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Evangelho Segundo o Espiritismo: CAPÍTULO III – HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI/Diferentes Estados da Alma na Erraticidade


1 – Não se turbe o vosso coração. Crede em Deus, crede também em mim. – Há muitas moradas na casa de meu pai. Se assim não fosse, eu vo-lo teria dito; pois vou preparar-vos o lugar. E depois que eu me for, e vos aparelhar o lugar, virei outra vez e tomar-vos-ei para mim, para que lá onde estiver, estejais vós também. (João, XIV:1-3).

2 – A Casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito, oferecendo aos Espíritos desencarnados estações apropriadas ao seu adiantamento.

Independentemente da diversidade dos mundos, essas palavras podem também ser interpretadas pelo estado feliz dos Espíritos na erraticidade. Conforme for ele mais ou menos puro e liberto das atrações materiais, o meio em que estiver, o aspecto das coisas, as sensações que experimentar, as percepções que possuir, tudo isso varia ao infinito. Enquanto uns, por exemplo, não podem afastar-se do meio em que viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos. Enquanto certos Espíritos culpados erram nas trevas, os felizes gozam de uma luz resplandecente e do sublime espetáculo do infinito. Enquanto, enfim, o malvado, cheio de remorsos e pesares, freqüentemente só, sem consolações, separado dos objetos da sua afeição, geme sob a opressão dos sofrimentos morais, o justo, junto aos que ama, goza de uma indizível felicidade. Essas também são, portanto, diferentes moradas, embora não localizadas nem circunscritas.

Ouça "Diferentes Estados da Alma na Erraticidade" (ESE, Cáp. III, 1 e 2): http://luzdoespiritismo.com/wp-content/uploads/2013/06/cap03-a01-ha-muitas-moradas-na-casa-do-meu-pai.mp3

domingo, 19 de janeiro de 2014

O Céu e o Inferno: CAPÍTULO IV/O Inferno Cristão Imita o Pagão — 3 a 7



3 — O inferno dos pagãos, descrito e dramatizado pelos poetas, é o modelo mais grandioso do gênero e se perpetuou, projetando-se como o dos cristãos, que teve também os seus poetas. Comparando-os podemos encontrar, salvo os nomes e algumas variações de detalhes, numerosas analogias entre eles. Num e noutro o fogo material é o elemento básico das torturas porque simboliza os mais cruéis sofrimentos. Mas, coisa estranha, os cristãos conseguiram, em diversos sentidos, exagerar o inferno dos pagãos. Se estes últimos tinham no seu o tonel das Donaides, a roda de Íxion, o rochedo de Sísifo, esses eram suplícios individuais. O inferno cristão tem por toda parte caldeiras ferventes, cujas tampas os anjos erguem para verem as contorções dos condenados. Deus ouve sem piedade os gemidos desses últimos pela eternidade. Jamais os pagãos figuraram aos habitantes dos Campos Elísios inspecionando os suplícios do Tártaro.

4 — À semelhança dos pagãos, os cristãos têm o seu rei dos infernos que é Satanás, com a diferença de que Plutão se limitava a governar o império sombrio que havia recebido, mas sem praticar maldades. Ele retinha nesse império os que haviam praticado o mal, porque essa era a sua missão, mas não procurava induzir os homens ao mal pelo prazer de os submeter ao sofrimento. Satanás entretanto recruta as suas vítimas por toda parte e se alegra de fazê-las atormentar por legiões de demônios armados de tridentes para revolvê-los nas chamas. Tem-se mesmo discutido seriamente sobre a natureza desse fogo que queima sem cessar os condenados, sem jamais os consumir, chegando-se a perguntar se seria um fogo de betume. O inferno cristão não permite, pois, que o inferno pagão o exceda em nada.

5 — As mesmas razões que fizeram os antigos localizar a morada da felicidade, determinaram também que se localizasse a dos suplícios. Tendo localizado a primeira nas regiões superiores, era natural que colocassem a segunda nos inferiores, no centro da Terra, para o qual, segundo se acredita, certas cavernas sombrias e de aspecto assustador serviam de entrada.

Foi assim também que os cristãos, durante longo tempo localizaram o lugar dos condenados. Notemos ainda a esse respeito, outra analogia.

O inferno dos pagãos tinha de um lado os Campos Elísios e de outro o Tártaro. O Olimpo, morada dos deuses, dos homens divinizados, ficava nas regiões superiores. Segundo a letra do Evangelho, Jesus desceu aos infernos, ou seja, nos lugares baixos para tirar dali as almas dos justos que esperavam a sua vinda. Os infernos não eram, portanto, apenas um lugar de suplício. À semelhança do que acontecia entre os pagãos eles estavam também nas regiões inferiores. Assim como o Olimpo, a morada dos anjos e dos santos estava nas regiões elevadas, colocada para lá do céu das estrelas, que se considerava limitado.

6 — Essa mistura das idéias pagãs com as cristãs nada tem que nos deva surpreender. Jesus não podia destruir de repente as crenças enraizadas. Os homens não dispunham dos conhecimentos necessários para conceber o espaço como infinito e povoado de mundos em número infinito. A Terra era para eles o centro do universo. Não conheciam a sua forma nem a sua estrutura interior. Tudo lhes parecia limitado segundo a sua compreensão: as noções referentes ao futuro não poderiam exceder os limites dos seus conhecimentos.

Jesus se encontrava, pois, na impossibilidade de iniciá-los no verdadeiro conhecimento da realidade. Mas, de outro lado, não querendo sancionar com a sua autoridade os prejuízos dominantes, preferiu abster-se, deixando ao tempo o trabalho de retificar as idéias errôneas. Limitou-se a falar vagamente da vida de bem-aventurança e dos castigos que esperavam os culpados. Mas em parte alguma, nos seus ensinos, encontra-se o quadro dos suplícios corporais que os cristãos transformaram em artigo de fé.

Eis como a idéia do inferno pagão perpetuou-se até os nossos dias. Era necessária a difusão dos conhecimentos nos tempos modernos e o desenvolvimento geral da inteligência humana para lhe dar a justa medida. Mas como nada de positivo pode ser colocado em lugar dessas velhas concepções, ao longo período dominado por uma crença cega sucedeu, como fase de transição, o período da incredulidade ao qual a nova revelação vem pôr um fim. Era necessário demolir para depois reconstruir, porque é mais fácil fazer aceitar as idéias justas pelos que em nada acreditam, em virtude de sentirem que apesar disso alguma coisa lhes falta, do que aos que já possuem uma fé robusta, embora absurda.

7 — Pela localização do céu e do inferno as seitas cristãs foram levadas a admitir que só existiam para as almas duas situações extremas: a perfeita felicidade e o sofrimento absoluto. O purgatório é apenas uma posição intermediária e passageira, da qual elas passam sem transição para a região dos bem-aventurados. Nem poderia ser de outra maneira, dada a crença no destino definitivo da alma após a morte. Havendo apenas duas regiões, a dos eleitos e a dos condenados, não se pode admitir variedade de graus em cada uma delas sem aceitar a possibilidade de as franquear, o que levaria como conseqüência ao progresso. Ora, se houvesse progresso não haveria sorte definitiva. Havendo sorte definitiva não há progresso. Jesus resolveu a questão quando disse: "Há muitas moradas na casa de meu Pai".

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O Evangelho Segundo o Espiritismo: CAPÍTULO XIV – HONRA A TEU PAI E A TUA MÃE/Parentesco Corporal e Espiritual


8 – Os laços de sangue não estabelecem necessariamente os laços espirituais. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porque este existia antes da formação do corpo. O pai não gera o Espírito do filho: fornece-lhe apenas o envoltório corporal. Mas deve ajudar seu desenvolvimento intelectual e moral, para o fazer progredir.

Os Espíritos que se encarnam numa mesma família, sobretudo como parentes próximos, são os mais freqüentemente Espíritos simpáticos, ligados por relações anteriores, que se traduzem pela afeição durante a vida terrena. Mas pode ainda acontecer que esses Espíritos sejam completamente estranhos uns para os outros, separados por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem também por seu antagonismo na Terra, a fim de lhes servir de prova. Os verdadeiros laços de família não são, portanto, os da consangüinidade, mas os da simpatia e da comunhão de pensamentos, que unem os Espíritos, antes, durante e após a encarnação. Donde se segue que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem, pois, atrair-se, procurar-se, tornarem-se amigos, enquanto dois irmãos consangüíneos podem repelir-se, como vemos todos os dias. Problema moral, que só o Espiritismo podia resolver, pela pluralidade das existências. (Ver cap. IV, nº 13)

Há, portanto, duas espécies de famílias: as famílias por laços espirituais e as famílias por laços corporais. As primeiras, duradouras, fortificam-se pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das diversas migrações da alma. As segundas, frágeis como a própria matéria, extinguem-se com o tempo, e quase sempre se dissolvem moralmente desde a vida atual. Foi o que Jesus quis fazer compreender, dizendo aos discípulos: “Eis minha mãe e meus irmãos”, ou seja, a minha família pelos laços espirituais, pois “quem quer que faça a vontade de meu Pai, que está nos céus, é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

A hostilidade de seus irmãos está claramente expressa no relato de São Marcos, desde que, segundo este, eles se propunham a apoderar-se dele, sob o pretexto de que perdera o juízo. Avisado de que haviam chegado, e conhecendo o sentimento deles a seu respeito, era natural que dissesse, referindo-se aos discípulos, em sentido espiritual: “Eis os meus verdadeiros irmãos”. Sua mãe os acompanhava, e Jesus generalizou o ensino, o que absolutamente não implica que ele pretendesse que sua mãe segundo o sangue nada lhe fosse segundo o Espírito, só merecendo a sua indiferença. Sua conduta, em outras circunstâncias, provou suficientemente o contrário.

Ouça "Parentesco Corporal e Espiritual" (ESE, Cáp. XIV/8):  http://luzdoespiritismo.com/wp-content/uploads/2013/06/CAP14-A03.-Parentescos-Corporal-e-Espiritual.mp3 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Educação dos Sentimentos

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Os sentimentos, intimamente ligados à moral, estão entre as áreas psíquicas que podem e devem sofrer aperfeiçoamento, fazendo aflorar as virtudes morais.

Aperfeiçoar os sentimentos é educá-los. É vencer os instintos, em proveito dos sentimentos. E a educação dos sentimentos tem como objetivo chegar ao caminho das virtudes.

Por que o Perdão? Como espíritos imperfeitos que somos, todos nós erramos. É necessário, pois, perdoar sempre e a todos: familiares, amigos, colegas, conhecidos e inimigos; perdoar, inclusive, a nós mesmos, evitando culpas, mágoas e desequilíbrios. Perdoar sem restrições, sinceramente, olhando com bondade e benevolência as imperfeições de nossos irmãos, eis o verdadeiro sentido dessa virtude.

Por que a Caridade? Definida como "benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas” a caridade é um valor moral imprescindível para a conquista da felicidade. Benevolência significa boa vontade, bondade e complacência para com todos; a indulgência manifesta-se através da tolerância e clemência para com os erros alheios; e o perdão é uma forma de libertação, onde o maior beneficiado é o que perdoa, esquecendo a ofensa.

Por que a Humildade? A humildade, conforme assevera Emmanuel, é a fonte de todas as virtudes, de todo o progresso e de toda a elevação moral e intelectual. Embora o orgulho, muitas vezes, sufoque a humildade, ela se manifesta através da simplicidade, da modéstia, do respeito e da submissão às leis de Deus.

Por que a Bondade? A bondade é um sentimento superior da alma, uma virtude dinâmica de ação no bem, sendo considerada o amor em ação. A bondade, exteriorizada por pensamentos, palavras e atitudes é uma força capaz de harmonizar ambientes, iluminar corações, minorar sofrimentos, construir equilíbrio, remover obstáculos e conduzir o indivíduo pelos caminhos da evolução.

Por que o Amor? O amor transforma a alma, através do pensar, do sentir e do agir no bem. O Espírito de Verdade afirmou: "Espíritas, amai-vos, este é o primeiro mandamento", lembrando o que foi ensinado por Jesus: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". Para entender e vivenciar verdadeiramente o amor é necessário conhecer, estudar, observar, comparar, sentir, refletir, intuir, aprender essa sublime virtude.

A paz interior e a felicidade, através da educação dos sentimentos, devem fazer parte de nossos objetivos primordiais nesta encarnação.

Mas como fazer? Optar pelos caminhos regidos pelas Leis de Deus: amor, perdão, indulgência, caridade, compaixão, humildade, bondade, virtudes que elevam o ser humano de um simples animal racional para a condição de espírito sublimado.

O meio prático e eficaz para o homem se melhorar e resistir ao mal é o autoconhecimento, isto é, ele se conhecer profundamente, saber quem ele é e quais suas obrigações consigo mesmo e com a sociedade em que labora. Ele necessita estudar mais para saber a respeito de suas emoções e sentimentos, a respeito de seu psiquismo e de como realizar as transformações necessárias em sua vida.

Referência: CAMARGO, Jason. Educação dos Sentimentos. Porto Alegre: Letras de Luz, 2001
<http://www.auxiliofraternidade.com.br/artigovw.php?cod=32>





Jason de Camargo é um experiente dirigente espírita, ex-presidente da FERS - Federação Espírita do Rio Grande do Sul, autor do livro "Educação dos Sentimentos", tece algumas considerações a respeito desse tema e suas consequências para os homens e, em especial, para os espíritas.


Palestra do Jason de Camargo para Ude Glória na Sociedade Espírita Mont' Alverne;
Tema: Educação dos Sentimentos - Caminho das Virtudes;

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O Homem Integral: SEGUNDA PARTE - ESTRANHOS RUMOS, SEGUROS ROTEIROSO: 7. Homens-­aparência

A falta de uma consciência idealista, na qual predomina o bem geral sem os impulsos egoístas que trabalham em favor do imediatismo, torna difícil a realização da liberdade. 

Para lográ-­la até a plenitude, faz­-se mister um seguro conhecimento interior do homem, das suas aspirações e metas, bem como os instrumentos de trabalho com os quais pretende movimentar­-se. 

Ignorando as reações pessoais sempre imprevisíveis, facilmente ele tomba nas ciladas da violência ou entrega-­se à depressão, quando surgem dificuldades e as respostas ao seu esforço não correspondem ao anelado. 

Incapaz de controlar­-se, mantendo uma atitude criativa e otimista, mesmo em face dos dissabores, a liberdade se lhe transforma em uma conquista vazia, cuja finalidade é permitir-­lhe extravasar os impulsos primitivos e as paixões agressivas, em atentado cruel contra aquilo que pretende: o anseio de ser livre. 

O homem livre, sonha e trabalha, confia e persevera, semeando, em tempo próprio, a feliz colheita porvindoura.

Não se pode conseguir de um para outro momento a liberdade, nem a herdar das gerações passadas. Cada indivíduo a conquista lentamente, acumulando experiências que amadurecem o discernimento e a razão de que se utiliza no momento de vivenciá-­la. 

Ela começa na escolha de si próprio, conforme o enunciado cristão do “amar ao próximo como a si mesmo” se ama, por quanto não existindo este sentimento pessoal de respeito à própria individualidade, que propõe os limites dos direitos na medida dos deveres executados, não se pode esperar consideração aos valores alheios, com a conseqüente liberdade dos outros indivíduos. 

Esse amor a si mesmo ergue o homem aos patamares superiores da vida que a sua consciência idealista descortina e o seu esforço produz. Meta a meta, ele ascende, fazendo opções mais audaciosas no campo do belo, do útil, do humano, deixando pegadas indicadoras para os indecisos da retaguarda. Sua personalidade se ilumina de esperança e a sua conduta se permeia de paz. 

Lentamente, são retiradas as aparências do conveniente social, do agradável estatuído, do conforme desejado, para que a legítima identidade apareça e o homem se torne o que realmente é. (grifo nosso)

É claro que nos referimos às expressões de engrandecimento que, normalmente, permanecem enclausuradas no íntimo sem oportunidade de exteriorizar-­se, soterradas, às vezes, sob sucessivas camadas de medo, de indiferença, de acomodação.

Muitos homens temem ser conhecidos nos seus sentimentos éticos, nos seus esforços de saudável idealismo, tachados, esses valores, pelos pigmeus morais, encarcerados no exclusivismo das suas paixões, como sentimentalismos, pieguices, fraquezas de caráter. 

Confundem coragem com impulsividade e força com expressões do poder, da dominação. 

Porque vivem sem liberdade, desdenham os homens livres. 

Na consciência profunda está ínsita a verdadeira liberdade, que deve ser buscada mediante o mergulho no âmago do ser e a reflexão demorada, propiciadora do autoconhecimento. Em realidade o homem é livre e nasceu para preservar este estado. Não tem limites a conquista da liberdade, porquanto ele pode, embora não deva, optar por preservar ou não o corpo, através do suicídio espetacular ou escamoteado, na recusa consciente ou não de continuar a viver. 

Não se decidindo, porém, em preservar esse atributo, sustentando ou melhorando as estruturas psicológicas, sofre os efeitos do relacionamento social pressionador, e tomba nos meandros da turbulência dos dias que vive. 

Esvaziados de objetivos elevados, os movimentos dos grupos sociais como dos indivíduos proporcionam a anarquia, que se mascara de liberdade, destacando-­se a violência de um lado e o conformismo de outro, sem um relacionamento saudável entre as criaturas. Dissimulam­-se os sentimentos para se apresentarem bem, conforme o figurino vigente, detestando-­se fraternalmente e vivendo a competição frenética e desgastante para cada qual alcançar a supremacia no grupo, agradando o ego atormentado. Apesar de acumularem haveres pregando o existencialismo comportamental, esses vitoriosos permanecem vazios, sem ideal, sem consciência ética, mumificados nas ambições e presos aos desejos que nunca satisfazem. 

Desencadeia­-se um distúrbio no conjunto social, que afeta o homem, por sua vez perturbando mais o grupo, em círculo vicioso, no qual a causa, gerando efeitos, estes se tornam novas causas de tribulação. Reverter o sistema injusto e desgastante, no qual se mede e valoriza o homem pelo que tem, e não pelo que é, em razão do que pode, não do que faz, é o compromisso de todo aquele que é livre. 

A desordenada preocupação por adquirir, a qualquer preço, equipamentos, veículos, objetos da propaganda alucinada; a ansiedade para ser bem-­visto e acatado no meio social; o tormento para vestir-­se de acordo com a moda exigente; a inquietação para estar bem informado sobre os temas sem profundidade de cada momento transtornam o equilíbrio emocional da criatura, arrojando-­a aos abismos da perda da identidade, à desestruturação pessoal, à confusão de valores.  (grifo nosso)

Homens-­aparência, tornam-­se quase todos. Calmos ou não, fortes ou fracos, ricos ou pobres enxameiam num contexto confuso, sem liberdade, no entanto, em regime político e social de liberdade, atulhados de ferramentas de trabalho como de lazer, desmotivados e automatistas, sem rumo. Prosseguem, avançando — ou caminhando em círculo? — desnorteados na grande horizontal das conquistas de fora, temendo a verticalidade da interiorização realmente libertadora.

<http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/l49.pdf>

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O Evangelho Segundo o Espiritismo: CAPÍTULO II – MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO/A Realeza de Jesus


4 – O reino de Jesus não é deste mundo. Isso todos compreendem. Mas sobre a Terra ele não terá também uma realeza? O título de rei nem sempre exige o exercício do poder temporal. Ele é dado, por consenso unânime, aos que, por seu gênio, se colocam em primeiro lugar em alguma atividade, dominando o seu século e influindo sobre o progresso da humanidade. É nesse sentido que se diz: o rei ou o príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, que nasce do mérito pessoal, consagrada pela posterioridade, não tem muitas vezes maior preponderância que a dos reis coroados? Ela é imperecível, enquanto a outra depende das circunstâncias; ela é sempre abençoada pelas gerações futuras, enquanto a outra é, às vezes, amaldiçoada. A realeza terrena acaba com a vida, mas a realeza moral continua a imperar, sobretudo, depois da morte. Sob esse aspecto, Jesus não é um rei mais poderoso que muitos potentados? Foi com razão, portanto, que ele disse a Pilatos: Eu sou rei, mas o meu reino não é deste mundo.

Ouça "A Realeza de Jesus" (ESE, Cáp. II/4): http://luzdoespiritismo.com/wp-content/uploads/2013/06/cap02-a02-a-realeza-de-jesus.mp3

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Palestra hoje com Nonato Albuquerque

A galera da Mocidade conseguiu com exclusividade uma entrevista com o apresentador Nonato Albuquerque, que com muito carinho nos recebeu para falar sobre o "Bem e o Mal" e sua relação com a atual sociedade.
Parte 1

Parte 2

Parte 3

Raimundo Nonato Bezerra de Albuquerque (Acopiara, CE, 2 de janeiro de 1950), mais conhecido como Nonato Albuquerque, é um radialista,jornalista e apresentador de televisão brasileiro.

Atualmente é âncora do programa Barra Pesada, na TV Jangadeiro e colunista do Portal Tribuna do Ceará. Além disso, Nonato também é âncora do programa Tribuna Band News 1a. Edição, da rádio Tribuna Band News FM 101,7, de Fortaleza. Antes, trabalhou durante décadas na Rádio O POVO. O currículo do jornalista inclui ainda passagens pela Rádio Iracema de Iguatu, Iracema de Fortaleza, FM DO POVO (atual O POVO CBN 95.5), FM 93 e Dragão do Mar AM. No impresso, atuou nos jornais O POVO (escrevendo para o caderno Vida&Arte) e Diário do Nordeste, onde integrou a equipe do 3º Caderno. (Wikipédia)

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O Homem Integral: PRIMEIRA PARTE - FATORES DE PERTURBAÇÃO: 6. Liberdade

As pressões constantes geradoras de medo, não raro extrapolam em forma de violência propondo a liberdade. Sentindo-­se coarctado nos movimentos, o animal reage à prisão e debate-­se até à exaustão, na tentativa de libertar-­se. Da mesma forma, o homem, sofrendo limites, aspira pela amplidão de horizontes e luta pela sua independência.

Isto, porém, não é a liberdade, no seu sentido profundo. São conquistas de natureza diferente, nas áreas das necessidades dos grupos e aglomerados humanos, longe de ser a meta de plenitude, talvez constituindo um meio que faculte a realização do próximo passo, que é o do auto-descobrimento.

A violência retém, porém não doa, já que sempre abre perspectivas para futuros embates sob a ação de maiores crueldades. As guerras, que se sucedem, apoiam-­se nos tratados de paz mal formulados, quando a violência selou, com sujeição, o destino da nação ou do povo submetido... 

O instinto de rebeldia faz parte da psique humana. A criança que se obstina usando a negativa, afirma a sua identidade, exteriorizando o anseio inconsciente de ser livre.

Porque carece de responsabilidade, não pode entender o que tal significa. Somente mediante a responsabilidade, o homem se liberta, sem tornar-­se libertino ou insensato. A sociedade, que fala em nome das pessoas de sucesso, estabelece que a liberdade é o direito de fazer o que a cada qual apraz, sem dar­-se conta de que essa liberação da vontade, termina por interditar o direito dos outros, fomentando as lutas individuais, dos que se sentem impedidos, espocando nas violências de grupos e classes, cujos direitos se encontram dilapidados. Se cada indivíduo agir conforme achar melhor, considerando-­se liberado, essa atitude trabalha em favor da anarquia, responsável por desmandos sem limites.

Em nome da liberdade, atuam desonestamente os vendedores das paixões ignóbeis, que espalham o bafio criminoso das mercadorias do prazer e da loucura. A denominada liberação sexual, sem a correspondente maturidade emocional e dignidade espiritual, rebaixou as fontes genésicas a paul venenoso, no qual, as expressões aberrantes assumem cidadania, inspirando os comportamentos alienados e favorecendo a contaminação das enfermidades degenerativas e destruidoras da existência corporal. Ao mesmo tempo, faculta o aborto delituoso, a promiscuidade moral, reconduzindo o homem a um estágio de primarismo dantes não vivenciado. A liberdade de expressão, aos emocionalmente desajustados, tem permitido que a morbidez e o choque se revelem com mais naturalidade do que a cultura e a educação, por enxamearem mais os aventureiros, com as exceções compreensíveis, do que os indivíduos conscientes e responsáveis.

A liberdade é um direito que se consolida, na razão direta em que o homem se auto-descobre e se conscientiza, podendo identificar os próprios valores, que deve aplicar de forma edificante, respeitando a natureza e tudo quanto nela existe. A agressão ecológica, em forma de violência cruel contra as forças mantenedoras da vida, demonstra que o homem, em nome da sua liberdade, destrói, mutila, mata e mata­-se, por fim, por não saber usá-­la conforme seria de desejar.

A liberdade começa no pensamento, como forma de aspiração do bom, do belo, do ideal que são tudo quanto fomenta a vida e a sustenta, dá vida e a mantém. Qualquer comportamento que coage, reprimes viola é adversário da liberdade. Examinando o magno problema da liberdade, Jesus sintetizou os meios de consegui-­la, na busca da verdade, única opção para tornar o homem realmente livre.

A verdade, em síntese, que é Deus — e não a verdade conveniente de cada um, que é a forma doentia de projetar a própria sombra, de impor a sua imagem, de submeter à sua, a vontade alheia — constitui meta prioritária. Deus, porém, está dentro de todos nós, e é necessário imergir na Sua busca, de modo que O exteriorizemos sobranceiro e tranquilizador.

As conquistas externas atulham as casas e os cofres de coisas, sem torná­-los lares nem recipientes de luz, destituídos de significado, quando nos momentos magnos das grandes dores, dos fortes dissabores, da morte, que chegam a todos... A liberdade, que se encerra no túmulo, é utópica, mentirosa. Livre, é o Espírito que se domina e se conquista, movimentando-­se com sabedoria por toda parte, idealista e amoroso, superando as injunções pressionadoras e amesquinhantes.  Gandhi fez­-se o protótipo da liberdade, mesmo quando nas várias vezes em que esteve encarcerado, informando que “não tinha mensagem a dar. A minha mensagem é a minha vida.” Antes dele, Sócrates permaneceu em liberdade, embora na prisão e na morte que lhe adveio depois. E Cristo, cuja mensagem é o amor que liberta, prossegue ensinando a eficiente maneira de conquistar a liberdade. Nenhuma pressão de fora pode levar à falta de liberdade, quando se conseguir ser lúcido e responsável interiormente, portanto, livre.

Não se justifica, deste modo, o medo da liberdade, como efeito dos fatores extrínsecos, que as situações políticas, sociais e econômicas estabelecem como forma espúria de fazer que sobrevivam as suas instituições, subjugando aqueles que vencem. O homem que as edifica, dá­-se conta, um dia, que dominando povos, grupos, classes ou pessoas também não é livre, escravo, ele próprio, daqueles que submete aos seus caprichos, mas lhe roubam a opção de viver em liberdade. Não há liberdade quando se mente, engana, impõe e atraiçoa. A liberdade é uma atitude perante a vida. Assim, portanto, só há liberdade quando se ama conscientemente.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O Evangelho Segundo o Espiritismo: CAPÍTULO I – NÃO VIM DESTRUIR A LEI/As Três Revelações: Moisés, Cristo e o Espiritismo


1 – Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruí-los, mas para dar-lhes cumprimento. Porque em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, até que não se cumpra tudo quanto está na lei, até o último jota e o último ponto. (Mateus, V: 17- 18)


MOISÉS

2 – Há duas partes Distintas na lei mosaica: a de Deus, promulgada sobre o Monte Sinal, e a lei civil ou disciplinar, estabelecida por Moisés. Uma é invariável, a outra é apropriada aos costumes e ao caráter do povo, e se modifica com o tempo.

A lei de Deus está formulada nos dez mandamentos seguintes:

I – Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás deuses estrangeiros diante de mim. Não farás para ti imagens de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima no céu, e do que há embaixo na terra, nem de coisa que haja nas águas debaixo da terra. Não adorarás nem lhes darás culto.

II – Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.

III – Lembra-te de santificar o dia de sábado.

IV – Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a terra que o Senhor teu Deus te há de dar.

V – Não matarás.

VI – Não cometerás adultério.

VII – Não furtarás.

VIII – Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

IX – Não desejarás a mulher do próximo.

X – Não cobiçarás a casa do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem outra coisa alguma que lhe pertença.

Esta lei é de todos os tempos e de todos os países, e tem, por isso mesmo, um caráter divino. Todas as demais são leis estabelecidas por Moisés, obrigado a manter pelo temor um povo naturalmente turbulento e indisciplinado, no qual tinha de combater abusos arraigados e preconceitos adquiridos durante a servidão do Egito. Para dar autoridade às leis, ele teve de lhes atribuir uma origem divina, como o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos. A Autoridade do homem devia apoiar-se sobre a autoridade de Deus. Mas só a idéia de um Deus terrível podia impressionar homens ignorantes, em que o senso moral e o sentimento de uma estranha justiça estavam ainda pouco desenvolvidos. É evidente que aquele que havia estabelecido em seus mandamentos: “não matarás” e “não farás mal ao teu próximo”, não poderia contradizer-se, ao fazer do extermínio um dever. As leis mosaicas, propriamente ditas, tinham, portanto, um caráter essencialmente transitório.


CRISTO

3 – Jesus não veio destruir a lei, o que quer dizer: a lei de Deus. Ele veio cumpri-la, ou seja: desenvolvê-la, dar-lhe o seu verdadeiro sentido e apropriá-la ao grau de adiantamento dos homens. Eis porque encontramos nessa lei o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, que constitui a base de sua doutrina. Quanto às leis de Moisés propriamente ditas, ele, pelo contrário, as modificou profundamente, no fundo e na forma. Combateu constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, e não podia fazê-las passar por uma reforma mais radical do que as reduzindo a estas palavras: “Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”, e ao acrescentar: “Esta é toda a lei e os profetas”.

Por estas palavras: “O céu e a terra não passarão, enquanto não se cumprir até o último jota”, Jesus quis dizer que era necessário que a lei de Deus fosse cumprida, ou seja, que fosse praticada sobre toda a terra, em toda a sua pureza, com todos os seus desenvolvimentos e todas as suas conseqüências. Pois de que serviria estabelecer essa lei, se ela tivesse de ficar como privilégio de alguns homens ou mesmo de um só povo? Todos os homens, sendo filhos de Deus, são, sem distinções, objetos da mesma solicitude.

4 – Mas o papel de Jesus não foi simplesmente o de um legislador moralista, sem outra autoridade que a sua palavra. Ele veio cumprir as profecias que haviam anunciado o seu advento. Sua autoridade decorria da natureza excepcional do seu Espírito e da natureza divina da sua missão. Ele veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não está na Terra, mas no Reino dos Céus, ensinar-lhes o caminho que os conduz até lá, os meios de se reconciliarem com Deus, e os advertir sobre a marcha das coisas futuras, para o cumprimento dos destinos humanos. Não obstante, ele não disse tudo, e sobre muitos pontos limitou-se a lançar o germe de verdades que ele mesmo declarou não poderem ser então compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos claros, de maneira que, para entender o sentido oculto de certas palavras, era preciso que novas idéias e novos conhecimentos viessem dar-nos a chave. Essas idéias não podiam surgir antes de um certo grau de amadurecimento do espírito humano. A ciência devia contribuir poderosamente para o aparecimento e o desenvolvimento dessas idéias. Era preciso, pois, dar tempo à ciência para progredir.


O ESPIRITISMO

5 – O Espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material. Ele nos mostra esse mundo, não mais como sobrenatural, mas, pelo contrário, como uma das forças vivas e incessantemente atuantes da natureza, como a fonte de uma infinidade de fenômenos até então incompreendidos, e por essa razão rejeitados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo se refere em muitas circunstâncias, e é por isso que muitas coisas que ele disse ficaram ininteligíveis ou foram falsamente interpretadas. O Espiritismo é a chave que nos ajuda a tudo explicar com facilidade.

6 – A lei do Antigo Testamento está personificada em Moisés, a do Novo Testamento, no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus. Mas não está personificado em ninguém, porque ele é o produto do ensinamento dado, não por um homem, mas pelos Espíritos, que são as vozes do céu, em todas as partes da Terra e por inumerável multidão de intermediários. Trata-se, de qualquer maneira, de uns seres coletivos, compreendendo o conjunto dos seres do mundo espiritual, cada qual trazendo aos homens o tributo de suas luzes, para fazê-los conhecer esse mundo e a sorte que nele os espera.

7 – Da mesma maneira que disse o Cristo: “Eu não venho destruir a lei, mas dar-lhe cumprimento”. Também diz o Espiritismo: “Eu não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe cumprimento”. Ele nada ensina contrário ao ensinamento do Cristo, mas o desenvolve, completa e explica, em termos claros para todos, o que foi dito sob forma alegórica. Ele vem cumprir, na época predita, o que o Cristo anunciou, e preparar o cumprimento das coisas futuras. Ele é, portanto, obra do Cristo, que o preside, assim como preside ao que igualmente anunciou: a regeneração que se opera e que prepara o Reino de Deus sobre a Terra.

Ouça o Capítulo I – NÃO VIM DESTRUIR A LEI - Não vim destruir a Leihttp://luzdoespiritismo.com/wp-content/uploads/2013/06/cap01-a01-nao-vim-destruir-a-lei-moises.mp3

domingo, 5 de janeiro de 2014

Filme, on line: Joelma 23º andar

Antes até dos filmes espiritualistas de Hollywood como Além da Eternidade, Ghost, O Sexto Sentido, Além da Vida. O Brasil lançou Joelma 23º Andar , filme baseado no livro Os Seis, psicografado por Chico Xavier. O filme de Clery Cunha ganhou versão especial em DVD recentemente e tem alguns pontos positivos, mas no geral, se tornou uma obra datada, com clichês e recursos que soam tolos atualmente.

O acidente do Edifício Joelma marcou a cidade de São Paulo. Foram 183 mortos em um incêndio com imagens assustadoras de desespero, pessoas se jogando do alto do prédio, outras correndo no terraço e uma multidão de curiosos a observar. Seis anos depois, Cunha leva a história às telas com roteiro de Dulce Santucci concentrando a trama na figura da jovem Lucimar (nome fictício para a vítima) e sua família. Tímida, generosa e trabalhadora, a garota trabalha o dia inteiro e faz cursinho a noite por pretender prestar vestibular para Letras. Seu irmão, Alfredo lhe consegue um emprego melhor no mesmo edifício onde trabalha: O Joelma e tudo parece bem na vida da família, exceto pelos sonhos e premonições de Lucimar, que tem estudado a doutrina espírita e parece ter um sexto sentido eficiente.

sábado, 4 de janeiro de 2014

O Livro dos Espíritos: INTRODUÇÃO/ VIII- Perseverança e Seriedade

Acrescentemos que o estudo de uma doutrina como a espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova e grande, não pode ser feito proveitosamente, senão por homens sérios, perseverantes, isentos de prevenções e animados de uma firme e sincera vontade de chegar a um resultado. Não podemos classificar assim aos que julgam a priori, levianamente, sem terem visto tudo; que não imprimem aos seus estudos nem a continuidade, nem a regularidade e o recolhimento necessários; e menos ainda aos que, para não diminuírem a sua reputação de homens de espírito, esforçam-se por encontrar um lado burlesco nas coisas mais verdadeiras ou assim consideradas por pessoas cujo saber, caráter e convicções, merecem a consideração dos que se prezam de urbanidade. Que se abstenham, portanto, os que não julgam os fatos dignos de sua atenção; ninguém pretende violentar-lhes a crença — mas que eles também saibam respeitar as dos outros.

O que caracteriza um estudo sério é a continuidade. Devemos admirar-nos de não obter respostas sensatas a perguntas naturalmente sérias, quando as fazemos ao acaso e de maneira brusca, em meio a perguntas ridículas? Uma questão complexa requer para ser esclarecida, perguntas preliminares ou complementares. Quem quer adquirir uma ciência deve estudá-la de maneira metódica começando pelo começo e seguindo o seu encadeamento de idéias. Aquele que propõe a um sábio, ao acaso, uma questão sobre ciência de que ignora os rudimentos, obterá algum proveito? O próprio sábio poderá com a maior boa vontade, dar-lhe uma resposta satisfatória? Essa resposta isolada será forçosamente incompleta e, por isso mesmo, quase será ininteligível, ou poderá parecer absurda e contraditória. Acontece o mesmo em nossas relações com os Espíritos. Se desejamos aprender com eles, temos de seguir-lhes o curso; mas, como entre nós, é necessário escolher os professores e trabalhar com assiduidade.

Dissemos que os Espíritos superiores só comparecem às reuniões sérias, àquelas, sobretudo, em que reina perfeita comunhão de pensamentos e bons sentimentos. A leviandade e as perguntas ociosas os afastam como, entre os homens afastam as criaturas ponderadas; o campo fica então livre à turba de Espíritos mentirosos e frívolos, sempre à espreita de oportunidades para zombarem de nós e se divertirem à nossa custa. No que se transformaria uma pergunta séria, numa reunião dessas? Teria resposta? De quem? Seria o mesmo que lançarmos, numa reunião de gaiatos, estas perguntas: o que é a alma? O que é a morte? E outras coisas assim divertidas.

Se quereis respostas sérias, sede sérios vós mesmos, em toda a extensão do termo, e mantende-vos nas condições necessárias: somente então obtereis grandes coisas. Sede, além disso, laboriosos e perseverantes em vossos estudos, para que os Espíritos superiores não vos abandonem, como faz um professor com os alunos negligentes.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Para ouvir O Evangelho Segundo o Espiritismo:


Audio book do livro Evangelho Segundo Espiritismo, de Allan Kardec.

Dividido em 14 partes.

Sinopse: "O Evangelho segundo o Espiritismo" é um dos cinco livros que constituem o corpo doutrinário do Espiritismo. "O Evangelho segundo o Espiritismo" é o ensino moral do Cristo Jesus para os cristãos de qualquer crença, desenvolvido pelos Espíritos de Luz em comunicações mediúnicas recolhidas, organizadas, comentadas e trazidas a público pelo Codificador Allan Kardec. Se o leitor é cristão, ouça com atenção o ensino moral do Mestre Jesus para a Humanidade sofredora e dê-se conta de conteúdos que talvez nunca antes tenha percebido, ou compreendido plenamente. Se não é cristão, mas um espírito indagador, ouça com respeito a orientação desse Espírito divino, dada há dois mil anos e sempre atual, em seu caráter educativo, motivador e consolador.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ano Novo




Publicado em 31/12/2013
Ano Novo Ideias Novas - palestra de Sérgio Avelhaneda realizada na noite de 16/01/2012 na Comunidade Espírita Jesus de Nazaré da cidade de Auriflama/SP.