segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Mente Distraída é Mente infeliz, segundo psicólogos de Harvard

Dois psicólogos da Universidade de Harvard, Matthew A. Killingsworth e Daniel T. Gilbert, concluíram que a distração mental é o melhor medidor de infelicidade em nós humanos — depois de fazer uma pesquisa com 5.000 pessoas usando um aplicativo de iPhone que mede a quantidade de vezes que uma pessoa encontra-se distraída durante o dia. “Esse estudo mostra que nossas vidas mentais são permeadas, em um nível impressionante, pelo não-presente”, diz Killingsworth, um dos psicólogos autores do estudo. Um resumo da pesquisa pode ser lido no site da Universidade de Harvard, aqui (pdf, em inglês).

Alguém poderia imaginar que a maior parte dessas pessoas que estavam distraídas assim estavam porque suas tarefas eram desinteressantes. Mas a pesquisa nega claramente essa possibilidade com dois resultados curiosos: 1) “a natureza das atividades que as pessoas estavam fazendo tinha pouco impacto na motivação para suas mentes divagarem”; e 2) “a natureza das atividades das pessoas tinham quase nenhum impacto no prazer dos assuntos pelos quais as mentes dessas pessoas se sentiam atraídas para divagar”.
Ou seja, em termos grosseiro, poderíamos dizer que qualquer que seja a atividade que você está realizando, se sua mente se distrai e vai para outro lugar, as chances de você estar mais infeliz nessa divagação são maiores – independente se sua mente está pensando em algo melhor (“uma pessoa bonita”) ou pior (“pagar as contas”) do que você está fazendo. Mas é claro que preferimos pensar em algo mais prazeroso: “Apesar das mentes terem mais probabilidade de divagar para assuntos prazerosos (42.5% das amostras) do que para os assuntos não-prazerosos (26.5%) ou neutros (31%), as pessoasnão estavam mais felizes pensando nos assuntos mais prazerosos do que em suas atividades atuais“, diz a pesquisa.
“Na verdade, a frequência com que nossas mentes abandonam o presente e o lugar para onde elas tendem a ir pode indicar mais sobre nossa felicidade do que as atividades que nós estamos fazendo”
Essa pesquisa é uma espécie de ‘ponta do iceberg’ de constatações que tradições como o Yoga e o Budismo se baseiam desde a criação de seus principais cânones, datados de vários séculos (em alguns casos, milênios). Num nível mais profundo, o problema da divagação mental lembra os Yoga Sutras do sábio Patanjali Maharishi, que possuem no aforismo “Yoga chitta vritti nirodha“, cuja tradução mais comum é a “restrição das flutuações da mente”, uma de suas máximas mais importantes.

domingo, 25 de agosto de 2013

SÍNDROME DO PÂNICO NA VISÃO ESPÍRITA - Divaldo Franco

Outro distúrbio que tem atingido níveis alarmantes é a síndrome do pânico. Qual a explicação que o Espiritismo oferece para esse transtorno?

Divaldo Franco: (...) O nome pânico vem do deus Pan, que na tradição grega apresenta-se com metade do corpo com forma humana e a outra com modulagem caprina. O deus Pan era guardador das montanhas da Arcádia e, quando alguém adentrava nos seus domínios, ele aparecia, produzindo no visitante o estado de pânico, palavra essa derivada do seu nome. Portanto, é um distúrbio muito antigo.

Invariavelmente a psicogênese do ponto de vista espírita encontra-se na consciência de culpa do paciente por atos perturbadores praticados na atual existência ou em existências pretéritas, o que proporciona um comportamento inseguro, desconfiado.

Trata-se de alguém que busca esconder-se no corpo para fugir dos problemas que foram praticados anteriormente. Quando irrompe a síndrome do pânico, a sensação é terrível, porque é semelhante à da morte.

É eminentemente um distúrbio feminino, embora atinja também, segundo os especialistas, o sexo masculino.

Segundo estou informado, faltando, naturalmente, confirmação científica, a síndrome do pânico nunca matou ninguém durante o surto, entretanto, aquela sensação horrorosa é praticamente igual à de morte.

Que fazer? Orar. 

Ter a certeza de que ela é de breve curso, procurar respirar profundamente, acalmar-se, vincular-se a Deus, rogar a proteção dos Espíritos nobres. 

Assim, lentamente, dá-se uma descarga de adrenalina, procedente das glândulas supra-renais, e o indivíduo refaz-se, passando aquele período mais doloroso, fazendo simultaneamente a terapêutica com um psiquiatra e, de acordo com a psicogênese, um psicólogo ou psicanalista. 

Nada obstante, eu sugeriria pessoalmente que a pessoa procurasse também as terapêuticas espíritas, quais as das boas palavras, das reuniões doutrinárias, do conhecimento de si mesmo, dos passes ou bioenergia, da água magnetizada e, por extensão, do socorro que os bons Espíritos propiciam através das reuniões mediúnicas de desobsessão, que dispensam a presença dos pacientes.

Sugere-se procurar também profissionais da saúde que são os responsáveis por acompanhar os pacientes no tratamento, sendo eles os psicólogos e psiquiatras. No entanto, o único que pode prescrever medicamentos é o psiquiatra. Já os tratamentos da psicoterapia podem ser realizados tanto por psiquiatras como psicólogos.

http://www.redeamigoespirita.com.br/profiles/blog/show?id=2920723%3ABlogPost%3A1133390

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Resiliência: o quê, porquê e como


terça-feira, 20 agosto, 2013 - 18:27

“Mais do que educação, mais do que experiência, mais do que treinamentos, o nível de resiliência de um indivíduo determinará quem terá sucesso e quem se perderá pelo caminho. Isso é verdade para pacientes com câncer, é verdade para atletas olímpicos, e é verdade para executivos e empreendedores na sala de reunião”, afirma Dean Becker num artigo de 2002 da Harvard Business Review. Resiliência, portanto, é a habilidade de controlar sua resposta a situações física ou mentalmente estressantes. A ciência mostra que quanto mais resiliente o indivíduo é mais longe ele irá na sua vida pessoal e profissional. Faz sentido. Sucesso é a o reflexo de inúmeras quedas e derrotas que foram encaradas como oportunidades de aprendizado e crescimento.

Na minha experiência convivendo e trabalhando com indivíduos extremamente talentosos – em Harvard, na Nestlé, na McKinsey, na Fullbridge e pelo mundo – fica claro que os mais interessantes são aqueles que passaram por adversidades as vezes pesadas e tiveram força para se reerguer ainda maiores. Eles tem uma energia interna contagiante, empatia e humanidade ao mesmo tempo que demonstram força e determinação certeira. Exemplo? Liz Kwo, minha colega e co-coach no programa que recentemente concluímos em Shanghai pela Fullbridge: nascida em Taipei de mãe solteira, pobre, imigrou ilegalmente aos Estados Unidos com a mãe e a irmã quando ainda bebê. Em San Francisco, onde chegaram de navio, moravam numa garagem enquanto a mãe suava em empregos simples para trazer comida pra “casa”. Ela tinha tudo pra dar errado na vida, mas hoje suas paredes ilustram diplomas da Stanford, Harvard Medical School e Harvard Business School, simplesmente as melhores instituições de educação do mundo. Como? Porque ela sabia que sua única chance seria através da educação e mérito, o qual ela demonstrou sempre sendo a aluna mais engajada, curiosa e determinada. Escutando ela falar fica claro que sua jornada não foi fácil ou romântica, mas ela diz “toda vez que eu me sentia como uma perdedora, alguém marcado para falir, viver na pobreza e ser uma vítima de um mundo injusto e cruel eu fechava os olhos e lembrava que o esforço da minha mãe tinha que valer a pena, e aí eu liberava a fera dentro de mim”. É inspirador escutar isso dela, ainda mais porque suas palavras saem sem dor ou rancor; ela conta sua história com orgulho, suavidade, humanidade ilustrada com vulnerabilidade e determinação para continuar em frente. 

Claramente, o indivíduo resiliente não é aquele que evita stress de toda e qualquer forma, mas sim aquele que aprende como controlá-lo e transformá-lo em energia produtiva. A pessoa resiliente provavelmente entortará, mas não quebrará, quando confrontada com adversidade, traumas, tragédias e ameaças. Ela é, na maior parte do tempo, ativa e não passiva em relação ao o que acontece a seu redor e em sua vida, sempre acreditando ser autora do seu presente e futuro, e não uma vítima do seu passado.

Bom, mas felizmente muitos de nós não passaram por situações dramaticamente impactantes que balancem nossos valores e nos façam questionar nossa missão no mundo, o que frequentemente se ouve de gente extremamente resiliente (já ouviu a história de alguém que sobreviveu um grave acidente ou doença?). Então, o que fazer se sua vida é confortável e relativamente linear? Os cientistas Steven Southwick e Dennis Charney, da Yale University School of Medicine, recomendam 4 estratégias comprovadas cientificamente para dar um boost em sua resiliência:

Trabalhe com seu físico: fisiologicamente, atividade física moderada promove a liberação de endorfina e dos neurotransmissores dopamina e serotonina, os quais reduzem sintomas de depressão e melhoram o humor. Um experimento com animais mostrou que correr frequentemente diminui fobias diversas e aumenta a coragem para exploração de novos ambientes. O recomendado é uma hora e 15 minutos por semana de atividade aeróbica intensa como corrida e natação, ou duas horas e 30 minutos de atividades moderadas como caminhada, por exemplo.

Aceite desafios e saia da zona de conforto: dar uma passo além do que você normalmente faria, seja nas férias, no final de semana, ou no trabalho, estica sua zona de conforto e potencialmente aumenta sua segurança. Não há limites e cada um sabe o que isso significa para si, mas pode ser vencer um medo, fazer uma apresentação num idioma novo, explorar um outro país com poucos recursos e infraestrutura, ou começar a dizer não ao invés de sempre se moldar para agradar os outros.

Medite, e desenvolva uma visão positiva do mundo: meditar frequentemente pode lhe trazer clareza, foco e facilitar a priorização de onde investir sua energia. Meditar lhe conecta com o presente, evitando lamentações sobre o passado e preocupações excessivas com o futuro. Isso comprovadamente reduz o stress e lhe permite maior controle sobre sua vida e decisões, lhe tornando uma pessoa mais segura e determinada.

Amigos & relações humanas: finalmente, a última tática para aumentar resiliência o estimula a passar mais tempo com pessoas com as quais você demonstra aceitação, respeito e admiração mútua. Só funciona, no entanto, se você estiver realmente conectado aquela pessoa e poder contar com ela para conselhos, dicas ou apenas um ombro amigo. Ajuda se sua network for recheada de indivíduos que são exemplos de resiliência em pessoa, pois você terá role models a observar e seguir. Imitar comportamentos e práticas que deixam os outros mais fortes também pode ser de alto valor. Por exemplo, quando estiver desanimado e pronto pra desistir vale lembrar que existe uma “fera” dentro de cada um de nós, como diria minha colega Liz.

Finalmente, escrever sua história ciente de que você é autor e protagonista, de que você decide gastar mais tempo comemorando pequenas vitórias do que lamentando sobre como o mundo é injusto com você, aumenta sua motivação, determinação, produtividade e, ultimamente, felicidade. É por isso que as universidades e empresas mais concorridas do mundo esperam escutar histórias de superação e resiliência em seus processos seletivos. Dado tudo isso, eu pergunto a você, leitor, e também a mim mesmo: qual o próximo capítulo?

Alex Anton é MBA pela Harvard Business School e tem no seu currículo empresas como Nestlé e McKinsey & Company. Já morou e trabalhou no Canadá, Alemanha, Suíça, Indonésia, Estados Unidos e China. Além disso, é entusiasta da meditação, fotografia e corrida. Suas ideias podem ser conferidas no blog http://www.transforme.is
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domingo, 18 de agosto de 2013

Escolha convivências com as quais possa trocar energias positivas

Algumas pessoas surgem em nossa vida de forma desagradável. Trazem desconforto, irritação… E, por mais que desejemos nos livrar delas, permanecem de uma forma ou de outra. Está acontecendo com você? Tem feito o que sabe para reverter o processo, mas, como não conseguiu, acredita que precisa sujeitar-se a esse desgaste pelo resto da vida? Isso não é verdade: existe solução!
Há como desenvolver nossa atitude de forma a atrair deliberadamente figuras felizes, tranquilas, evoluídas, que tenham afinidade conosco. Assim, livramos nossa vida de indivíduos problemáticos, cuja ligação conosco já deu o que tinha que dar. Podemos, portanto, selecionar amizades. Escolher convivências com as quais podemos trocar energias positivas. Mas… o que fazer quando a criatura problemática está na nossa família, no nosso ambiente de trabalho?
Bem, você não tem como mudar a pessoa. Entretanto, pode mudar a sua maneira de lidar com ela. Se apesar de tudo o que já tentou a vida insiste em mantê-la ao seu redor, deve ser por um bom motivo: ou você tem como auxiliá-la ou pode aprender por meio dela. Viver reclamando, implicando, criticando, brigando, vigiando… Tudo isso é desgastante. Tira seu equilíbrio, acaba com sua saúde, faz mal. E só serve para acabar alimentando e mantendo viva a ligação.
O primeiro passo é aceitar o que não pode mudar, mas reconhecer que tem o direito de preservar sua integridade e manter seu bem-estar. Diante de um acontecimento grave, faça apenas o que for possível e entregue o restante nas mãos de Deus. Pense que essa pessoa está ligada a você por determinação divina e, sendo assim, tudo está certo. Afinal, Deus é nosso provedor, tem pleno poder e resolve tudo no devido tempo.
No mais, cuide do seu bem-estar. Não se deixe impressionar pelo que os outros dizem ou pensam nem se coloque no lugar de vítima. Perceba até que ponto tem se deixado levar pelo orgulho, agido de forma violenta, querendo que as coisas sejam feitas do seu jeito. Saia do drama e note se vem exagerando em suas exigências. Ignore o que já aconteceu e comece a imaginar que essa pessoa já é como você gostaria que ela fosse. Faça isso mesmo que não acredite que ela possa vir a ser assim, e a estará envolvendo em sugestões positivas, o que fará muito bem tanto a ela quanto a você. É uma forma de auxiliar alguém a encontrar novas ideias e começar a mudar a maneira de pensar.
Também procure aceitar as coisas com mais naturalidade e evite ficar todo o tempo pensando no assunto. Tudo que você pensa, fala, discute e mantém entra na sua vida. Para mudar aquilo que não gosta é preciso começar a pensar, falar, comentar, discutir apenas o que lhe faça bem. Pense que o mal é temporário e só o bem é real. Invista em coisas que lhe deem prazer, que a façam feliz, que a deixem de bem com a vida, motivada a seguir adiante apesar dos desafios do caminho. Então, poderá quebrar o vínculo com pessoas problemáticas de duas maneiras: ou elas acabarão se achegando e se tornando boas amigas, ou irão viver em outro lugar, onde se sentirão mais felizes. De um jeito ou de outro, todos estarão bem resolvidos, mais amadurecidos, experientes e equilibrados. Aprenderam as lições que vieram buscar. Agir assim requer determinação e esforço, mas vale a pena tentar. Experimente e verá!

Zíbia Gasparetto

http://universonatural.wordpress.com/2013/07/15/escolha-convivencias-com-as-quais-possa-trocar-energias-positivas/

EXERCÍCIO PARA DESBLOQUEAR OS LAÇOS COM AS PESSOAS

Muitas pessoas brigam com entes queridos ou amigos pelos mais variados motivos. Em algumas situações, parece que há uma barreira separando a ambos. Em outras situações, as pessoas simplesmente nos desligam de suas vidas, sem aviso prévio. Alguns passam a sofrer muito por conta da indiferença e dos conflitos que surgem entre as pessoas.

Qualquer que seja o motivo da desavença, há um experimento simples, que qualquer pessoa pode fazer, para amenizar os efeitos das confusões e liberar as energias negativas que ficaram presas entre as pessoas. Esse exercício deve ser feito apenas com o objetivo reconciliação, e jamais para se tentar alterar o comportamento de alguém.

Em primeiro lugar, você precisa estar sozinho e em silêncio, para poder se concentrar e se interiorizar. É um momento de se tranquilizar, silenciar seus pensamentos desordenados e entrar dentro de você.

Antes de iniciar a mentalização, faça uma oração e peça aos espíritos de luz que te envolvam e protejam durante este trabalho interior. A proteção dos guias espirituais é muito importante para que dê tudo certo e para que não haja qualquer influência externa.

Sente-se, faça algumas respirações profundas e relaxe. Faça uma mentalização e visualize a pessoa em questão a sua frente.

Procure dar nitidez e movimento a esta imagem. Depois que a imagem estiver nítida, coloque emoção nessa cena. Procure sentir a presença da pessoa e toda a emoção que essa presença evoca em você.

Quando você sentir que estabeleceu uma ligação espiritual com a pessoa, peça perdão a tudo o que você fez de errado a ela nesta vida e em vidas passadas. O perdão deve ser sincero, caso contrário ele não produz efeito. Não importa se você se recorda ou não do que aconteceu em vidas passadas, peça perdão pelas ações que você possa ter cometido e diga a ela que você a perdoa de qualquer ato prejudicial que porventura ela tenha praticado contra você. Em outras palavras, peça perdão e perdoe com toda a sinceridade e desapego.

Nesse momento podem aparecer espontaneamente algumas imagens, sensações e emoções de acontecimentos da vida atual, ou de vidas passadas. Se as cenas começarem a passar em sua mente, deixe elas correrem livres. Caso você sinta emoções e sensações diversas, deixe que fluam e libere tudo que esteja preso. Pode vir à tona choro e sentimentos diversos. Deixe tudo fluir. Pode se desenrolar uma história, como por intuição, do que ocorreu com vocês em vidas passadas. Deixe fluir o que aparecer, mas não estimule o desenrolar de outras cenas, pois o objetivo deste experimento não é a autorregressão, mas sim o perdão e o arrependimento para amenizar conflitos e bloqueios entre as pessoas.

Seja lá o que você tenha feito contra essa pessoa, peça perdão e diga que está arrependido(a). Diga também que você a perdoa de qualquer ato equivocado que ela tenha cometido contra você em vidas passadas. Diga que está tudo perdoado e sinta o amor fluir entre vocês, o amor que rompe todas as barreiras e restabelece o fluxo de energias. Quando sentir que está tudo bem, encerre a mentalização, abra os olhos, esqueça isso e vá realizar outras atividades.

Se você começar a sentir culpa por algo que fez, mesmo que seja uma culpa inconsciente, então o procedimento não deverá se restringir ao pedido de perdão e ao arrependimento: você deverá, principalmente, realizar o autoperdão. No caso de sentir-se culpado(a) por algo, dessa vida ou de vidas passadas, mesmo que não haja recordação consciente, realize o sincero autoperdão. O perdão de si mesmo, e a consciência de que podemos errar; a aceitação de nossas imperfeições, é o pivô da dissolução da culpa.

Caso essa pessoa diga alguma coisa a você durante a mentalização, responda sempre com amor, perdão e arrependimento.

Se tudo der certo, você provavelmente vai sentir um alívio emocional e vai se sentir mais livre e independente. Não é raro acontecer da pessoa em questão te procurar e do vínculo ser restabelecido. Em algumas situações, pode até mesmo acontecer da pessoa relatar que sentiu a sua presença e teve outras sensações. Tudo isso é o resultado de uma conexão espiritual que foi estabelecida entre você e a pessoa. Se houver suficiente desprendimento de sua parte, você terá amenizado os laços negativos que os unem. É preciso dizer que nem sempre esse experimento produzirá a reconciliação entre as pessoas. É possível que a relação entre ambos seja mais complexa, e demande mais tempo e mais ações até ser restaurada. É possível que em vidas futuras vocês precisem renascer juntos para que os laços sejam purificados. Mas mesmo que seja esse seu caso, se sua entrega for sincera, assim como seu perdão, arrependimento e autoperdão, isso já produzirá bons frutos que serão colhidos no futuro. É preciso alertar também que, em última instância, a pessoa possui o livre arbítrio para decidir o que fazer, e isso deve sempre ser respeitado. Aqueles que tentarem violar de alguma forma o livre arbítrio das pessoas gerarão um karma negativo considerável que atrasará muito seu desenvolvimento espiritual.

No caso de uma mãe ou pai fazer esse exercício para um filho, devem sempre lembrar que não se pode usar esse tipo de experimento para forçar a reconciliação ou obriga-lo a comportamentos que julgamos adequados para eles. Essa mentalização também não deve ser realizada para a reconciliação de terceiros, como por exemplo, uma amiga fazer a mentalização para dois amigos se entenderem e voltarem a se falar. A mentalização é individual e intransferível. No caso de existir um forte desejo de ajudar duas ou mais pessoas a se entenderem, a forma mais recomendável é a oração de intercessão.

O procedimento para desencarnados é um pouco diferente, e numa oportunidade futura descreveremos a forma correta de contatar um desencarnado e promover o perdão. De qualquer forma, para desencarnados cuja situação seja mais pesada, onde há ódio e desavenças mais sérias, é recomendável que se procure um centro especializado ou mesmo um profissional qualificado que realize a Terapia de Vidas Passadas.

Autor: Hugo Lapa

sábado, 17 de agosto de 2013

Observe

"Esteja presente como o observador da sua mente - de seus pensamentos e emoções, bem como suas reações em várias situações. Seja pelo menos tão interessado em suas reações como na situação ou pessoa que faz você reagir. 

Observe também quantas vezes sua atenção está no passado ou no futuro. Não julgue ou analise o que você observa. Assista o pensamento, a emoção, observe a reação. Não os torne um problema pessoal. 

Então você vai sentir algo mais poderoso do que qualquer uma dessas coisas que você observa: a presença observadora imóvel, por trás do conteúdo da sua mente, o observador silencioso."

- Eckhart Tolle

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

DESINTOXICANDO-SE DAS EMOÇÕES VENENOSAS


O psicólogo Marco Aurélio Bilibio fala sobre a função psicológica das emoções e seu papel na autorealização e no adoecimento psíquico a partir da abordagem budista. Emoções dão colorido à vida, mas tornam-se tóxicas quando se transformam em feridas afetivas de que não sabemos mais nos libertar. Emoções tóxicas estão na raiz de vidas insatisfatórias e de pouca realização. Quando se tornam epidemias sociais levam à desorganização familiar e comunitária. Na vida profissional podem gerar prejuízos grandes à carreira, levando à relações conflitivas e desmotivação. Além da compreensão da dinâmica emocional, Marco Aurélio focaliza também atitudes e posturas que podemos aprender para nos desintoxicarmos dessas fixações e recobrarmos o fluxo natural de emoções nutritivas, tanto na vida pessoal como na profissional.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Sendo um com a vida

Permita que a existência flua através de você.
Seja um com a existência.
Seja um instrumento através do qual Deus se manifesta e realiza a sua obra.
Para isso, se faz necessário remover o obstáculo, que é o eu, gerador dos pensamentos, e que cria turbulência na mente, impedindo que o fluxo divino se expresse através de você.
Para que você seja um canal do divino e para que a existência flua através de você, se faz necessário tranquilizar a mente. É assim que o coração se abre e a voz do silêncio se revela. A voz do silêncio é a voz da intuição. A voz de Deus. Que se manifesta quando você está na paz de Deus.
E a paz de Deus se manifesta quando você deixa de desejar.
Quando você aquieta o pensador, identificado com os resíduos dos objetos. A paz de Deus se revela quando você renuncia ao eu desejoso e apegado ao vício do pensar. Para isto, permita que o Eu Superior, o poder da presença se manifeste.
Sinta-se ocupando seu corpo. Sinta-se presente. Perceba a presença iluminando cada canto da sua mente. Ao surgir qualquer pensamento, pergunte com veemência: A quem surge?
Quem sou eu?
Mantendo assim a mente em sua origem e detendo o pensamento em sua fonte.
Mas se o pensamento atravessar a sua guarda de atenção, e você se vir seguindo o pensamento, imaginando, fantasiando, dialogando e julgando, atacando e defendendo, observe o teor desses pensamentos. Tome consciência da repetição. Foque e descubra qual o eu que se manifesta repetidamente.
Quais sentimentos ele promove: culpa, raiva, ressentimento, mágoa, medo. Perceba que ainda há resistência.
Se há resistência, é porque você ainda não perdoou. Então, perdoe.
Liberte-se do ressentimento.
Liberte-se do passado.
Se é ansiedade, se é medo, é porque você não perdoou.
Perdoe e liberte-se do futuro.
Aceite aquilo que é.
Entregue-se ao poder do momento presente.

sábado, 10 de agosto de 2013

Sintonia e vibração

Imaginemos alguém que, com um perfume muito forte, permanece determinado tempo em ambiente fechado. A fragrância do seu perfume irá se espalhar pelo ambiente, que ficará impregnado, durante algum tempo, com o odor característico. Da mesma forma, o resultado do que pensamos e sentimos, fica indelevelmente plasmado naqueles ambientes que mais costumamos frequentar. Assim, os nossos lares, os ambientes de trabalho, os locais onde se realizam cultos religiosos e de outros tipos, ficam com suas atmosferas marcadas pelas formas-sentimento e formas-pensamento que comumente ali são expressadas.
Quem penetrar em um desses ambientes, inconscientemente ou não, se sentirá inclinado a sintonizar-se psiquicamente com as vibrações ali caracterizadas, sejam agradáveis ou desagradáveis. Por outro lado, se alguém com um perfume muito forte nos abraça, inevitavelmente herdaremos o odor que dessa pessoa é emanado, seja ele prazeroso ou não. Da mesma forma que o perfume alheio nos invade a atmosfera pessoal, as vibrações espirituais de quem nos abraça também nos invadem a organização íntima, nem que essa troca energética se processe – e também se conclua – em poucos segundos, tempo necessário para que as defesas energéticas da aura administrem a invasão energética. Em resumo, estamos sempre marcando, com a “nossa fragrância espiritual”, as pessoas e os ambientes com os quais convivemos e, ao mesmo tempo, recebendo a suas influências.
Quando e se, as nossas defesas espirituais estiverem em boa forma, assimilaremos apenas o que nos for positivo e rechaçaremos o que não for. Esse processo é inconsciente, como também o é o da defesa orgânica que os anticorpos promovem em nosso corpo, sempre que necessário. É tudo tão rápido que o cérebro físico-transitório não dá conta, apesar de ser ele que administra todo o processo, como também o faz, a nossa mente espiritual, quando o caso se relaciona com as vibrações de terceiros que nos invadem o espírito.
É importante perceber que, uma simples troca de olhares, um aperto de mão, um abraço, uma relação sexual, por exemplo, são situações em que a troca energética acontece, independentemente de querermos ou não. Quando a nossa resultante de defesa vibratória é positiva – normalmente assim o é nas pessoas que tem bom ânimo, não se deixam entristecer pelos fatos, são disciplinados no campo da oração e/ou meditação etc. – pouco nos invade a energia alheia, se isto for nos servir de transtorno ao nosso equilíbrio energético.
Ao contrário, se estivermos em baixa condição de defesa energética, tal qual um prato de alimento estragado que inapelavelmente irá causar “estragos” no nosso organismo, a energia deletéria alheia nos desarmonizará durante pouco ou muito tempo, conforme for a nossa capacidade psíquica-espiritual em restabelecer o equilíbrio que nos caracteriza, seja ele de que nível for.
As crianças pequenas que sequer andam, normalmente tem energia passiva, e sofrem um bocado quando ficam “passando de braço em braço”, recebendo verdadeiras descargas energéticas que normalmente lhes causam desequilíbrios de toda ordem. Se os pais terrenos disso soubessem, outras seriam as suas posturas em relação a permitirem que seus filhos andem de “braço em braço”. Portanto, estamos a todo momento, trocando energia com as pessoas e com os ambientes que nos rodeiam. O equilíbrio – leia-se, saúde espiritual – de cada um, é o único antídoto a impedir que as vibrações negativas, alheias à nossa organização espiritual, penetrem no nosso íntimo. Saber conviver sem sintonizar com a energia de terceiros é postura que somente os mestres de si mesmos conseguem plasmar na difícil coexistência com os demais. Ao contrário, se a toda hora temos a sensibilidade pessoal invadida por problemas e influências de outras pessoas e/ou situações, ficamos sempre à mercê dos “outros nos deixarem” ficar em paz.
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Assim, a nossa paz íntima dependerá dos outros, jamais de nós próprios; o nosso controle será sempre refém do descontrole alheio; a nossa fragrância espiritual estará sempre mesclada com a dos outros; enfim, dificilmente conseguiremos ser donos de nossa própria vida. Se pretendemos ser os arquitetos e atores da nossa própria caminhada evolutiva é mister que cuidemos do nosso equilíbrio espiritual, escolhendo quando e como sintonizar com as vibrações alheias, seja em uma conversa, em um convívio mais íntimo, numa palestra, enfim, numa simples leitura, como é o caso que ora ocorre, pois, até o que lemos pode nos ser motivo de enriquecimento ou de desarmonia interior, já que é vibração que nos penetra a alma. Lembremo-nos de que: a soberania espiritual passa necessariamente pelo controle das emoções; a saúde do nosso corpo dependerá da qualidade do que nos alimentamos; o equilíbrio do nosso espírito depende e, em muito, do que nos permitimos sintonizar, através dos sentidos. Afinal, se a massa e energia são aspectos de um mesmo padrão existencial, sintonia e vibração formam o elo entre toda a massa e energia que existe, independente das formas transitórias que venham a assumir. Melhoremos a nossa vibração pessoal e eduquemos os nossos padrões de sintonia. Isto feito, estaremos despertando no nosso íntimo, a grande herança que recebemos do Pai Celestial.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Excesso de emoção risco à Economia (da vida)!

Qual estado emocional é o seu? Como você está se sentindo agora?

por Rosalia Schwark

Em que nível emocional você está hoje?

O fator que mais altera a percepção da realidade, são as emoções, são elas que produzem o nosso ESTADO DE ÂNIMO e definem se teremos vantagens competitivas ou perda de eficiência, se teremos facilidade para conquistar a atenção dos outros ou arruinar nossas relações pessoais.

Emoções como esperança, confiança, entusiasmo se associam a um aumento do fluxo sanguíneo na zona pré-frontal esquerda, enquanto os estados de ânimo marcados pela angústia, desesperança, frustração mostram uma diminuição do fluxo sanguíneo nesta mesma região. A zona pré-frontal esquerda é a chave para manter o equilíbrio pessoal e a estabilidade emocional.Graças a ela, podemos ver as coisas com maior perspectiva e claridade.

Nossas emoções nos "colocam" sem nos darmos conta disso, em determinados ANDARES, como se fossem espaços reservados para observarmos a realidade e tudo que experimentaremos dependerá da VISÃO que teremos a partir deste ponto. Por maior que seja nosso esforço, não conseguiremos obter resultados mais elevados, se estivermos em andares muito baixos e não importa o quanto fazemos ou o que fazemos, nada parece produzir o que queremos.

Aprender a dirigir o nosso cérebro para criar emoções poderosas é uma grande habilidade para se posicionar na vida em andares elevados e assim experimentar uma realidade mais ampla, mais fluída, onde as coisas acontecem com mais facilidade e elegância, onde viver passa ser uma aventura com movimentos que levam gradualmente e naturalmente a chegada dos nosso objetivos.

SUBA e PERMANEÇA o maior tempo possível em ANDARES elevados!

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Na literatura Espírita, constantemente demonstra o quanto os espíritos mais evoluídos, mais harmônicos conseguem perceber a realidade de forma mais ampla e lúcida, do contrário os espíritos menos evoluídos não conseguem sequer perceber a presença no ambiente dos espíritos mais elevados e sutis.