quarta-feira, 29 de maio de 2013

Um pouco sobre a bioenergia e a saúde integral

"ISTO É O HOMEM, UM SER DE ENERGIA NUMA GALÁXIA DE ENERGIAS, DINAMICAMENTE LIGADO A TODA A VIDA E ÀS FORÇAS DO UNIVERSO."

BIOENERGIA

A bioenergia é a energia primordial do todo. É o campo onde tudo acontece. É a vida.

Sempre o homem teve consciência da existência dessa energia e ao longo do tempo foi chamada de energia KI, energia vital, Prana, Mana, Munis, Magnale Magnum, Magnetismo animal, Força ódica, Raios-N, Força "X", Energia Orgoni, Aura, Éter, Psicossomática, Energia bioplasmatica, Energia Psicotronica, etc.

Desde os tempos primordiais se conhece essa energia que aparece como aureola na cabeça dos santos, está presente nas curas pela imposição das mãos, na benção dos velhos, pais e clérigos, na rabdoscopia, nos fenômenos psi-kapa, na telepatia, nas terapias alternativas como Do-In, acupuntura, Shiatsu, moscabustão , etc.

Hoje com a Kirleografia, fotografia do duplo etérico, podemos ver e estudar a Bioenergia e seus efeitos. Sabemos atualmente que está ligada diretamente com a saúde física e mental dos seres vivos, e que toda e qualquer enfermidade antes mesmo de aparecer no corpo já pode ser detectada através do fluxo da bioenergia nesse corpo.

Das doenças oriundas do desequilíbrio da Bioenergia, a mais freqüente é o CÂNCER (wilhem Reich - A biopatia do câncer).

Corrigindo e equilibrando esse fluxo, conseguimos evitar a manifestação da doença.

Divaldo Franco explica a dinâmica do fluxo vital, o que lhe interfere e as causas das doenças e mais, confira na entrevista a seguir:

terça-feira, 28 de maio de 2013

A LUZ HUMANA

25 de outubro de 2009

Disse-nos o Cristo: "brilhe vossa luz”. (1)
Cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão, atestam, conforme artigo publicado na revista científica Plos One, que o corpo humano, literalmente, brilha, especialmente, a área do cérebro (núcleo da vida mental), que emite luz visível em pequenas quantidades e que variam durante o dia. Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que o organismo emite luz visível, mil vezes menos intensa do que podemos perceber a olho nu.

Na realidade, praticamente, todos os seres vivos emitem uma luz muito fraca, que pode ser um subproduto de reações bioquímicas, dizem os estudiosos. Quando algumas reações químicas exotérmicas ocorrem, a parte da energia liberada se transforma em energia luminosa.


O emissor de luz se mantém frio, à temperatura do meio onde se encontra. Esse fenômeno é denominado luminescência química. Vejamos um exemplo: no Verão, na floresta, durante a noite, é possível ver um curioso inseto - o pirilampo (vaga-lume). O seu corpo irradia uma intensa luz esverdeada. Essa luminosidade não queima os dedos, se apanharmos um vaga-lume. A mancha luminosa que se encontra no dorso do pirilampo tem, praticamente, a mesma temperatura que o ar à sua volta. A propriedade de se iluminarem é encontrada, também, em outros organismos vivos, a exemplo das bactérias, dos insetos e muitos peixes, que existem a grandes profundidades, onde a luz solar não alcança. Em tempo de progresso sustentável do planeta, lamentavelmente, até agora, não foi possível construir emissores econômicos da luz, baseados nos princípios da luminescência química.

Há um grupo de pesquisadores brasileiros que conseguiu entender como determinadas enzimas podem adquirir bioluminescência, ou a emissão de luz visível por organismos vivos. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Photochemical & Photobiological Sciences, em artigo que traz informações inéditas sobre a estrutura e funções dessas enzimas luminescentes.

Sobre a luz humana, "descoberta" pelos japoneses, ela difere da radiação infravermelha (que é uma forma de luz invisível - que vem o calor do corpo). Os cientistas nipônicos trabalharam com câmeras muito sensíveis, capazes de detectar um único fóton (partícula elementar mediadora da força eletromagnética). Cinco voluntários sadios, do sexo masculino, foram colocados em frente às câmeras e em quartos, completamente, escuros. A exposição foi realizada de três em três horas, durante 20 minutos - das 10 às 22 horas - por três dias. No estudo, verificou-se o fato curioso, como dissemos acima: na região do cérebro, o brilho era mais intenso do que no resto do corpo.

Em verdade, o sistema nervoso, os núcleos glandulares e os plexos emitem luminescência particular, e, justapondo-se ao cérebro, a mente surge como esfera de luz característica e oferece, a cada pessoa, determinado potencial de radiação. O pensamento, que é força criativa, a exteriorizar-se, da criatura que o gera, por intermédio de ondas sutis, em circuitos de ação e reação no tempo, é tão mensurável como o fóton que, arrojado pelo fulcro luminescente que o produz, percorre o espaço com velocidade determinada, consoante explica o Espírito André Luiz. Os cientistas Niels Bohr, Max Planck e Albert Einstein erigiram novas e grandiosas concepções de irradiação da luz. O veículo carnal, a partir desses três expoentes da ciência, não é mais que um turbilhão eletrônico, regido pela consciência, ou seja, cada corpo tangível é um feixe de energia concentrada. A matéria é transformada em energia, e esta desaparece para dar lugar à matéria.

O tema nos remete a refletir sobre a aura humana que tem sido investigada, há muito tempo, por médicos, cientistas e investigadores psíquicos. No século XIX, o Barão Von Reichenback, químico austríaco, revelou pesquisas que o fizeram verificar a realidade da emanação de energia [que poderia ser chamada aura ou od], pelos ímãs, pelos cristais e pelos seres humanos. À época, o médico e cientista norte-americano, James Rhodes Buchanan, descobriu que havia emanação pelo corpo humano, através das mãos e condicionada pela mente, de uma aura nérvica e que todo o objecto que pegassem, de qualquer época, mesmo a mais remota, poderia ser, nele, identificada e interpretada. Tal fenômeno denominou-se de Psicometria. Em 1852, o médico inglês, Benjamin Richardson, proclamou a existência daquela atmosfera nérvica e que se irradiava à volta do corpo humano. 

Collongues, psiquista francês, inventou o Dinamoscópio, aparelho que se destinava a provar a existência de irradiações pelo corpo humano vivo em contraposição ao fenômeno do estado não vibratório da morte. Em 1872, criou o Bioscópio para provar a existência de uma irradiação vital pelo corpo humano. O Conde Albert de Rochas, de 1887 a 1896, publicou, em duas obras, o resultado de suas pesquisas, a que chamou "Exteriorização da sensibilidade e exteriorização da motricidade, pelo corpo do ser humano” (1891 - O Fluido dos Magnetizadores; 1895 - A Exteriorização da Motricidade).

“A. Fanny", físico suíço, deu, à irradiação em volta do corpo humano, o nome de Anthroproeux (do grego anthro - homem e phlus - fluir, emanar), isto é, emanação humana; Sydney Alrutz, médico sueco, comprovou a realidade da irradiação de fluido magnético pelo ser humano, principalmente, através das extermidades digitais. Semion e Valentina Kirlian, casal de cientistas da antiga União Soviética, por volta do ano 1939, idealizaram um aparelho para fotografar a irradiação da energia vital, expandida pelo ser humano - A Bioenergia - método que depois estendeu aos animais e vegetais, conhecido como Efeito Kirlian. No entanto, só em 1974 foi reconhecido seu invento e autorizada a patente pelo Presidium do Soviete Supremo."(4)

Todos os seres vivos, dos mais rudimentares aos mais complexos, revestem-se de um "halo energético" que lhes corresponde à natureza. É irradiação provinda da vitalidade dos tecidos vivos, tanto vegetais quanto animais. Este fato pode ser comprovado, cientificamente, pelos processos Kirlian, onde experiências realizadas, demonstram que a aura envolve corpos celulares de vegetais e animais, e que esta irradiação está diretamente ligada à atividade celular, forte e radiante em uma folha viva, por exemplo, e enfraquece e definha à medida que a atividade celular desta reduz.

Tendo como fonte as teses do Espírito André Luiz, cientificamos que, no homem, semelhante irradiação surge, profundamente, enriquecida e modificada pelos fatores do pensamento contínuo que, em se ajustando às emanações do campo celular, modelam-lhe, em derredor da personalidade, o conhecido corpo vital ou duplo etéreo de algumas escolas espiritualistas, duplicata mais ou menos radiante da criatura.

Na Aura humana, há determinada conjugação de forças físico-químicas e mentais peculiar a cada indivíduo, assemelhando a espelho sensível em que todos os estados da alma se estampam com sinais característicos e em que todas idéias se evidenciam, plasmando telas vivas.

Chamemos de fotosfera psíquica, entretecida em elementos dinâmicos e que atende à cromática variada, segundo a onda mental que emitimos, retratando-nos todos os pensamentos em cores e imagens que nos respondem aos objetivos e escolhas, enobrecedoras ou deprimentes.

Pelo exposto, observamos que cada um de nós exterioriza o próprio reflexo nos contatos do pensamento a pensamento, sem necessidade das palavras para as simpatias ou repulsões fundamentais. Por essa razão, os Espíritos, facilmente, identificam os valores da individualidade humana pelas irradiações luminosas que emitem, emanações essas que, invariavelmente, têm relação direta com a moralidade, o sentimento, a educação e o caráter claramente perceptíveis, através da aura que carregamos ao nosso redor. 

Jorge Hessen 
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net
Blog: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com

FONTES: 
(1) (Mt. 5:16)
(2) Um nanômetro equivale a 1,0 × 10 - 9 metros [ou um milionésimo de milímetro]. É uma unidade de comprimento do SI (Sistema Internacional de Unidades), comumente usada para medição de comprimentos de onda de luz visível (400 nm a 700 nm), radiação ultravioleta, radiação infravermelha e radiação gama, entre outras coisas.
(3) comparemos estes números com a faixa de 20 a 20.000 Hz do som audível para o ser humano. A luz do Sol, localizado a cerca de 150 milhões de quilômetros, atinge a Terra após viajar cerca de 8 minutos pelo vazio do espaço, a uma velocidade de 300.00 km/s.
(4) Disponível no site http://www.nervespiritismo.com/passe_magnetico_04.html
(5) Resumo de algumas teses de Andre Luiz através das suas obras.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Ser de luz, o que é?

A autora psicografista, Zíbia Gasparetto, mostra com esta linda história o exemplo do que é um ser de luz e dos verdadeiros valores que exercitados provocam esse efeito, a iluminação de nosso ser, a nossa evolução!
(...) inesperado jato de luz 
impediu-o de enxergar bem a criatura 
que se manifestava entre eles. Auxiliado 
por companheiros, aos poucos 
conseguiu acostumar-se à claridade e 
pôde perceber que a entidade como que 
se apagava para que ele pudesse vê-la (...)

O Caminho

No plano espiritual, contam que um homem, imbuído de profundo sentimento religioso, decidiu-se a procurar o caminho mais curto de chegar ao céu.

Depois de muito pensar sobre o que deveria fazer e estudar profundamente os compêndios religiosos mais importantes da época, decidiu-se a cuidar exclusivamente da sua salvação.

Entretanto, possuía família: esposa e três filhos, que lhe tomavam todo o tempo disponível, pois precisava trabalhar arduamente para mantê-los.

Meditando que Deus alimenta seus filhos e que Jesus ensinara que os pássaros do céu não trabalham nem amontoam em celeiros, resolveu afastar-se do lar a fim de dedicar-se exclusivamente ao seu aperfeiçoamento espiritual.

Surdo às rogativas da esposa aflita, cujos filhos ainda pequenos impediam de trabalhar, um dia juntou seus pertences, e alegando à mulher chorosa que Jesus ensinara que cada um deve segui-lo incondicionalmente, sem prender-se aos preconceitos de família, saiu de casa em busca da perfeição.

Caminhou em procura incessante durante longos anos, dedicando-se ao culto puro da religião, em contato com a solidão dos bosques e florestas ou isolado em templos, onde buscava a ligação através da oração com a divindade.

Fugia ao contato com os demais por achar que estava já acima do nível comum. Possuía no corpo a leveza dos constantes jejuns, mas o espírito ainda buscava incessantemente a paz e a serenidade almejadas.

O tempo foi passando, seu corpo envelhecendo, seus cabelos ficando brancos e as pernas cansadas, porém, ainda seu espírito procurava a ligação sonhada com a divindade. Embora com a mesma disposição anterior, a solidão já começava a pesar-lhe, e as saudades do lar enchiam-lhe o coração de profunda melancolia.

“O que terá sido  feito dos meus?", pensava muitas vezes.

Acreditando-se joguete da fraqueza, reagia, buscando fugir à depressão.

Com o tempo, sua sensibilidade emotiva o fazia ter visões, onde sempre era o objeto central, e nelas viase recebendo o prêmio de sua vida sacrificial de repúdio às paixões carnais comuns à humanidade.

Então, pensava ele, ajudaria a família, a esposa muito ignorante, que não conseguira compreender a superioridade das suas atitudes.

Quando a moléstia o acometeu, só e triste, não gozou do conforto acolhedor de carinho familiar e em triste situação de abandono sofreu penosa agonia. 

Desencarnou.

Ao despertar no plano espiritual, admirou-se com a tristeza da paisagem. 

Em zona ressequida e árida, onde o verde não existia, erguia-se grande templo cinzelado de ouro e pedras preciosas. Nosso amigo penetrou em seu interior e verificou que, apesar da riqueza da sua decoração, ali não existia calor, e tudo era extremamente inexpressivo. A um canto, longe um pouco do altar ricamente adornado, enorme biblioteca atraiu-lhe atenção, e com espanto, aproximando-se, reconheceu todas as obras que lera durante todos aqueles anos.

A primeira impressão foi de alegria, mas, depois, a solidão começou a incomodá-lo. Sabia que tinha passado pela morte, entretanto, onde a recompensa pela sua imensa luta?

O desassossego aumentava à medida que o tempo passava, e ele não conseguia sair do templo, apesar da vontade que tinha de fazê-lo.

Vozes começaram a escarnecê-lo, e ele não conseguia identificá-las. Diziamlhe:

- Tu não quer ser santo? Não querias saber tudo? Aí tens, pois, o teu ideal convertido em realidade. Convém reler os teus livros. Pode ser  que eles te revelem a maneira de saíres desta situação...

E a pobre criatura, para vencer o tédio e preservar a sanidade mental, começou então a reler os livros que dantes estudara.

Porém, com singular desapontamento, ao reler o Evangelho do Senhor notou que os caracteres já lhe pareciam diferentes, e começou então a duvidar, pela primeira vez, da eficácia da sua interpretação passada.

Dúvidas terríveis insuflaram-se em seu íntimo, e com lágrimas descendo pelas faces, não suportando mais o peso das suas resoluções passadas, orou ao Senhor implorando auxílio.

Atendido por entidades superiores, foi levado para uma sala repleta de anciãos respeitáveis, para expor suas necessidades.

Nosso amigo, em lágrimas copiosas, expôs seu caso e concluiu:

- Sinto que não andei bem quanto à minha maneira de agir na Terra. Pensei somente em minha salvação, sem me preocupar com os meus. Agora sei que esse dever eu não cumpri, e desejaria ajudá-los de alguma forma para poder sentir-me em paz.

O venerável ancião, olhando-o sereno, respondeu:

- Não há, por agora, necessidade de preocupação. Vossa esposa já está aqui e virá falar-vos. Admirado, ansioso, nosso amigo aguardou a presença da companheira. Entretanto, inesperado jato de luz impediu-o de enxergar bem a criatura que se manifestava entre eles. Auxiliado por companheiros, aos poucos conseguiu acostumar-se à claridade e pôde perceber que a entidade como que se apagava para que ele pudesse vê-la. Estupefato, reconheceu naquela criatura radiosa e belíssima a figura humilde e simples da esposa. Lágrimas emotivas corriam-lhe pelas faces e as palavras morreram-lhe na garganta. O belo espírito aproximou-se e carinhosamente acariciou-lhe os cabelos encanecidos. 

Mudos permaneceram envoltos por emoções intraduzíveis.O  ancião, tomando a palavra explicou: do espírito consiste em bem desempenhar na Terra a tarefa que por Deus lhe foi confiada. Enquanto teu espírito, alimentando ilusões, perdia-se no fanatismo religioso, na modificação dos textos Evangélicos, adaptando-os às tuas imperfeições, sem humildade para compreendê-los, abandonaste a família ao abandono,fugindo às obrigações mais prementes, negligenciando o burilamento dos teus 

- Meu amigo. A maior conquista sentimentos, negando-te a aprender na heterogeneidade do mundo a lição de fraternidade  do Senhor. Enquanto isso, tua mulher lutava sozinha na dura lição terrena para conseguir o sustento dos filhos que abandonaste, e embora lhe faltasse o tempo para leitura brilhante, teve ocasião de exemplificar no trabalho e na honradez, na tolerância e na bondade, na disciplina rígida a que se impôs pela necessidade, conseguindo educar os filhos na moral mais pura e no conceito mais elevado, encaminhandoos seguramente na senda da vida. E, se às vezes, quando a luta se exacerbava, procurava algumas linhas do Evangelho, encontrava nelas alimento e conforto, renovação e luz, porque as podia compreender na grandeza da sua simplicidade. Os sofrimentos dos seus, suas lutas, deram-lhe a noção exata da alheia necessidade. Assim, ajudou o quanto pôde, não com recursos financeiros, que nunca possuiu, mas com suas mãos doloridas e calejadas pelo trabalho difícil e rude de cada dia.

Olhando o espírito confuso e triste, que cabisbaixo não ousava interromper, continuou:

- Unidos na Terra, em vida pobre e difícil, tiveram ambos a oportunidade de avançar na conquista da evolução. 

Escolheste o caminho mais difícil, estéril e longo; ela soube encontrar o caminho mais curto e proveitoso. Por isso, é imprescindível que retornes  à Terra. 

Sozinho, agora com os conhecimentos didáticos adormecidos, serás analfabeto e trabalharás duramente para conseguir sustento. Aprenderás, assim, a lição da humildade, e talvez um dia chegues à altura da tua companheira em planos mais altos.

E rematou, notando a profunda tristeza de nosso amigo:

- Entretanto, aprende que, embora com maiores sofrimentos, todos os caminhos conduzem a Deus.”

Marcos Vinícius

Do livro: As Voltas que a Vida dá! 
De Zíbia Gasparetto.

domingo, 26 de maio de 2013

KIRLIANGRAFIA: a descoberta


Em 1939, um jovem pesquisador russo foi chamado para consertar certo equipamento de um instituto de pesquisas na região do Kuban, no Sul da Rússia. Aproveitou a oportunidade para assistir a uma demonstração com um novo aparelho de alta freqüência para uso em eletroterapia.

Semyon Davidovich Kirlian (este era o seu nome) observou que, quando o paciente recebeu o choque, apareceu um lampejo luminoso entre o eletrodo e a pele. Nesse mesmo momento, pensou que poderia conseguir fotografar aquela luz, colocando uma chapa fotográfica entre o eletrodo e a pele.

De volta ao seu laboratório, procurou executar seu intento. Providenciou as modificações necessárias, substituindo o tipo de eletrodo. Preparado o experimento, colocada a chapa no local planejado, ligou o aparelho por três segundos e, emocionado e esperançoso, apressou-se em revelar o filme. Constatou então que a chapa revelava estranha marca, uma espécie de luminescência. Acabava de surpreender importante fenômeno que, com certeza, abriria "uma janela para o desconhecido".

Juntamente com Valentine, sua mulher, aperfeiçoou um novo método de fotografia e construiu um aparelho óptico, a fim de observar diretamente o fenômeno em movimento.

O exame da própria mão mostrava milhares de focos luminescentes, como estrelas em noite sem lua; clarões multicolores cintilavam, num verdadeiro espetáculo pirotécnico de cor e luz. Algumas manchas escuras apareciam em algumas regiões.

Essa luminescência não é de natureza elétrica ou eletromagnética: é de natureza desconhecida, na opinião dos cientistas russos.

Certo dia, Kirlian aguardava a visita de dois cientistas de Moscou (visitas de pesquisadores eram constantes, dado o alto interesse despertado pela descoberta) preparava e testava seu equipamento, mas, curiosamente, não conseguia obter fotos de sua mão com a luminescência costumeira. Desmontou e montou o aparelho; repetiu o experimento várias vezes, sem resultado. Só conseguia revelar pontos e manchas escuras.

Ainda procurava solucionar o problema, quando se sentiu mal e perdeu os sentidos; sofria distúrbios vasculares que lhe causavam esse mal de tempos em tempos. Repouso era o remédio. Valentine pôs o marido na cama e providenciou o preparo do equipamento.

Mal terminara essas providências, chegaram os visitantes. Valentine realizou as demonstrações com pleno sucesso. As chapas ficaram excelentes.

Kirlian ficou intrigado. Assim que pôde,levantou-se cambaleante e foi verificar o que havia acontecido com os aparelhos. repetiu a experiência e novamente as fotos ficaram escuras, com pouca luminescência. A seguir, procedeu ao exame em Valentine e o resultado foi ótimo. Revezaram-se e os resultados se repetiram: as mãos da mulher apresentavam nitidamente os clarões característicos e as suas continuavam confusas, borradas, enegrecidas.

Concluíram que não havia defeito: a doença de Kirlian influenciara os resultados. O aparelho havia detectado o mal, antes de haver qualquer sintoma.

Posteriormente, o casal de cientistas verificou modificações evidentes no campo luminescente quando sob o estímulo do álcool, nas emoções, no cansaço e até com a variação do próprio pensamento.

Cientistas da Rússia que se dedicaram ao estudo da kirliangrafia ficaram convencidos que essa técnica revelara o lendário corpo energético, o nosso segundo corpo, isto é, o perispírito, segundo Allan Kardec.

Em 1968, comissão especial, composta por renomados cientistas da URSS, concluiu que realmente existe um corpo energético, a que chamaram corpo bioplasmático ou corpo bioplástico.

Os cépticos, fazendo coro com os materialistas, dirão que Kirlian fotografou o corpo bioenergético dos homens, animais e plantas, não havendo qualquer relação com o perispírito. Não reconhecerão que sua existência havia sido apontada há milênios por religiosos e comprovada pelos estudiosos dos fenômenos espíritas há mais de 14 anos.

Mais uma vez testemunhamos a veracidade do pensamento do cientista da NASA, Robert Jastrow: "O cientista escala a montanha da ignorância e, quando chega próximo à rocha mais alta, prestes a conquistar o cume, é saudado por teólogos que lá estavam sentados ha séculos".

Em concordância com o avanço da Ciência, a matéria a cada vez se torna mais sutil, se desmaterializa. Basta lembrar que há algumas décadas se definia matéria como tudo aquilo que ocupa lugar no espaço. Sabemos hoje que matéria é energia concentrada e que, no conceito atual dos estudiosos do microcosmo, procurar o lugar que um elétron ocupa no espaço é o mesmo que procurar o espaço que ocuparia a tristeza, a angústia ou a alegria.

Kardec dizia que, se algum dia a Ciência negasse, comprovadamente, suas afirmativas, os espíritas deveriam ficar com a Ciência. Já se passaram quase um século e meio e tal ainda não ocorreu; pelo contrário, com o progresso da Ciência e da Tecnologia, a cada dias as afirmativas dos Espíritos, apontadas nas obras da Codificação, se tornam mais evidentes e comprovadas.

http://www.ger.org.br/kirliangrafia.htm


Então se lembre que a Ciência constata, comprova, compreende os fenômenos naturais, contudo, é a lição de sabedoria que fica para nossa vivência. Portanto, fixe na memória e sinta a seguinte lição: O que  pensamos é o que somos! (tradução). Assista, clicando aqui.

sábado, 18 de maio de 2013

O 1º Encontro do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita-ESDE, que abordará o tema: “Mudanças no ESDE: necessárias e em tempo”

Prezado (a) Amigo (a) Dirigente de Casa Espírita, UDE ou ARE, Coordenador ou Monitor de ESDE, no Estado do Ceará

Bom dia

No dia 26 de abril foi-lhe enviado o e-mail abaixo. Você já fez sua inscrição? Com certeza, será muito importante sua participação nesse Encontro. O que vai ser discutido abrange o ensino da doutrina espírita como um todo, através do exame de outras opções de estudo, perfeitamente válidas, merecendo a atenção de todo aquele que deseja ver sua Casa Espírita crescer. Não se esqueça de que o Encontro será no próximo domingo, dia 19 de maio, das 08 h 00 às 13 h 00, na sede da FEEC e não terá nenhum custo para você. 

Cordialmente,

Orlando Mota Maia



Prezado (a) Amigo (a) Dirigente de Casa Espírita, UDE ou ARE, Coordenador ou Monitor de ESDE, no Estado do Ceará

Bom dia

O 1º Encontro do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita-ESDE, que abordará o tema: “Mudanças no ESDE: necessárias e em tempo”, previsto no calendário da FEEC para os dias 25 e 26 de maio, foi antecipado para o dia 19 de maio, no horário das 08 h 00 às 13 h 00, na sede da Federação Espírita do Estado do Ceará – FEEC, sita à Rua Princesa Isabel nº 255 - Centro. Esse 1º Encontro está sendo organizado com muito esmero pela equipe da Coordenação Federativa do ESDE, capitaneada por Socorro Sousa, que há muito vem dando sua valiosa contribuição a essa importante atividade do Movimento Espírita, em nosso Estado. O ESDE, ao completar 30 anos de sua implantação, pela Federação Espírita Brasileira – FEB, passará, dentre em breve, por muitas mudanças, em todo o Brasil, as quais já estão sendo discutidas nas regionais e nos Estados e, nesse próximo encontro, você, que é interessado no crescimento de sua Casa Espírita através do estudo, com certeza estará presente para tomar conhecimento dessas novidades. Ser-lhe-á informado, ainda, que estão sendo trabalhadas na FEB, com a participação das Federativas, várias opções de estudo nas Casas Espíritas, além do ESDE atual, as quais poderão ser oferecidas aos estudiosos da doutrina, pelos Centros Espíritas. Não haverá ônus para os participantes, que deverão entrar em contato com a FEEC pelo telefone: (85) 3212-1092, ou através do e-mail: fe_espirita@yahoo.com.br , para fazer suas inscrições. Como as vagas são limitadas, convém que se apresse, para não perder essa oportunidade de ficar sabendo, em primeira mão, do que está sendo planejado para o aprimoramento do ESDE e do estudo do Espiritismo, como um todo. Seguem, em anexo, três cartazes, dois do Encontro e um referente às comemorações dos 30 anos de ESDE, pela FEB.

Fraternalmente,

Orlando Mota Maia

Estamos trabalhando na FEB em várias opções de estudo na casa Espírita, além do ESDE atual.
Uma casa poderá oferecer várias opções .

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A Lei do Compartilhamento no Evangelho> Observai os pássaros do céu

A Terra produzirá o suficiente para alimentar a todos os seus habitantes, quando os homens souberem administrar, segundo as leis de justiça, de caridade e de amor ao próximo, os bens que ela dá. Quando a fraternidade reinar entre os povos, como entre as províncias de um mesmo império, o momentâneo supérfluo de um suprirá a momentânea insuficiência do outro; e cada um terá o necessário. O rico, então, considerar-se-á como um que possui grande quantidade de sementes; se as espalhar, elas produzirão pelo cêntuplo para si e para os outros; se, entretanto, comer sozinho as sementes, se as desperdiçar e deixar se perca o excedente do que haja comido, nada produzirão, e não haverá o bastante para todos.

Se as amontoar no seu celeiro, os vermes as devorarão. Daí o haver Jesus dito: “Não acumuleis tesouros na Terra, pois que são perecíveis; acumulai-os no céu, onde são eternos.” Em outros termos: não ligueis aos bens materiais mais importância do que aos espirituais e sabei sacrificar os primeiros aos segundos. (Cap. XVI, nº 7 e seguintes.)

A caridade e a fraternidade não se decretam em leis. Se uma e outra não estiverem no coração, o egoísmo aí sempre imperará. Cabe ao Espiritismo fazê-las penetrar nele.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXV, item 8.)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

CALENDÁRIO DE PALESTRAS JUNHO 2013


CENTRO ESPÍRITA CASA DO CAMINHO
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS ESPÍRITAS
CALENDÁRIO DE PALESTRAS
JUNHO 2013

4ª FEIRA: DE 19:15 AS 20:10 -  2ª E 6ª FEIRAS: DE 19:15 AS 19:40.





DATA
  ASSUNTO               
PALESTRANTE
03
2ª feira
Cap. XIII-9/20. NÃO SAIBA A VOSSA MÃO ESQUERDA O QUE DÊ A VOSSA MÃO DIREITA – A Caridade material e a moral; a beneficência; a piedade; os órfãos. Benefícios pagos com a ingratidão.
Eugênia Temporal
05
4ª feira
Comportamento Espírita
Campos
07
6ª feira
Lei do Progresso – LE Q776/802
Pessoa
10
2ª feira
Cap XIV-1/8- HONRAI A VOSSO PAI E  VOSSA MÃE-
Piedade filial. Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? A parentela corporal e a espiritual.
J. Augusto
12
4ª feira
Desgaste energético e suas Causas.
Andrade
14
6ª feira
Lei de Igualdade LE Q 803/824
Carmem
17
2ª feira
Cap XIV-9- HONRAI  VOSSO PAI E  VOSSA MÃE- A ingratidão dos filhos e os laços de família.
Paulo Salas
19
4ª feira
Tanatologia – A Eficácia das Intervenções em Luto
Luiz Coelho Neto
21
6ª feira
Lei de Liberdade   LE  Q 825/872
Haroldo Martins
24
2ª feira
Cap V-1/5- FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. O que precisa o espírito para ser salvo? Parábola do bom samaritano.
Susana
26
4ª feira
Como é Bom Perdoar
Edson Pinheiro
28
6ª feira
Lei de Justiça, de Amor e de Caridade  LE Q  873/892
Marcelo

A Lei da Compensação.

 "A Lei da Compensação"


Quem ajuda os outros é ajudado, talvez
amanhã, talvez daqui a mil anos, mas
será ajudado. A natureza precisa saldar a
dívida. É uma lei matemática e toda a vida é
matemática. G. L. Gurdjieff


A Lei da Compensação é a lei que nos ajuda a compreender a abundância e a lidar com questões financeiras. A Lei da Compensação é a Lei de Causa e Efeito aplicada às bênçãos que nos são concedidas. Enquanto a Lei de Causa e Efeito trata basicamente de acontecimentos, a Lei da Compensação trata dos ganhos materiais e espirituais que temos na vida. É na manifestação dessa lei que vemos os efeitos visíveis de nossos atos, em forma de dádivas, dinheiro, heranças, amizades e bênçãos.

Muitos de nós não recebem essas bênçãos por causa das crenças conscientes e subconscientes que dirigem os acontecimentos da vida de cada um. Para atingir a mestria em relação a essa lei e receber a abundância, é preciso interromper a consciência de pobreza que vem do condicionamento desta vida e de programações de vidas passadas.

É preciso abandonar as gravações dessas experiências e começar a ver o mundo como um lugar de abundância, onde há o bastante para todos.

É necessário superar a programação do passado, que era alimentada por afirmações como:
O dinheiro é a raiz de todos os males.
Os ricos não podem ser espirituais.
Ser espiritual significa renunciar ao dinheiro e às coisas da vida que nos dão prazer e conforto.

Para interromper a consciência de pobreza, é preciso reprogramar a maneira de pensar, para que a mente consciente e a subconsciente não sabotem o que nos é devido. Neste caso, as afirmações são uma ajuda valiosa.

Algumas pessoas são bem-sucedidas na vida porque fazem mais pelos outros e porque têm uma atitude que favorece o sucesso. Quem quer mais da vida deve dar mais e ter sempre as emoções, as palavras e os pensamentos corretos a esse respeito.

A aplicação dessa lei nem sempre significa que você vai receber exatamente o que deu. Às vezes, você dá de uma forma (como dinheiro) e recebe a compensação de outra forma, como um belo presente ou um almoço pago por um amigo. Além disso, a lei é ampliada pela Lei do Retorno Décuplo. O que você dá, volta em formas que têm dez vezes o valor de sua dádiva.

Há casos de acordos que modificam o uso dessa lei. Se você acha que deu mais do que recebeu, é possível que esteja pagando dívidas kármicas ou usando a lei como um plano de poupança.

Neste caso, é possível que tenha feito um acordo no sentido de receber bem depois — até mesmo em outra vida. Talvez você esteja começando um plano de poupança de karma bom que vai lhe valer no futuro.

Nunca perca a esperança em relação a essa lei, independentemente de como se sente. Mantenha a fé e saiba que ela é justa e verdadeira.

Não confunda a aplicação desta lei com os Testes de Iniciação. Às vezes, o que nos acontece parece ser uma punição, mas na realidade não é. Trata-se de um teste para fortalecer alguma fraqueza interior. O discernimento nos ensina a diferença entre essas duas coisas.

Observe: às vezes, o que parece ser o oposto de uma recompensa acaba se revelando como um incrível benefício, depois que a pessoa passa no teste e se torna melhor com a experiência. Paciência é a chave. Espere, e as dádivas serão reveladas.

A Lei da Compensação é uma extensão da Lei de Causa e Efeito, na medida em que reflete as “recompensas justas” ou “punições” que as pessoas recebem pelas sementes que semearam. É uma lei precisa, com as próprias variações, que atua para dar a cada um mais do que se pode imaginar Isso ocorre quando a alma se alinha com o Eu Superior a serviço dos outros.

A Lei da Compensação envolve os atos de dar e receber É a lei que garante que cada vontade seja atendida por Deus. É a manifestação da Ordem Divina em todas as coisas e a lei que concede liberdade às mentes que trabalham para dissolver a consciência de pobreza e as necessidades insaciáveis.

A lei é perfeita em seu desígnio. Diz, basicamente, que para tudo o que se dá haverá um retorno. Mas há uma particularidade dessa lei que nem todo mundo conhece. Essa particularidade é a Lei do Retorno Décuplo, segundo a qual, quando uma pessoa aprende a dar de coração, o universo retribui com uma dádiva dez vezes maior Isso apóia a premissa de que “é melhor dar do que receber”.

Eu transmito este conhecimento de coração, Meus Caros. E é de coração que pergunto: “O que mais posso oferecer a vocês neste momento?” Feito isso, como minha atitude, minha motivação e meu coração estão alinhados com a verdade, revelo a vocês agora que serei recompensado dez vezes por esse oferecimento.

Geralmente, a Lei do Retorno Décuplo só começa a funcionar quando a pessoa libera medos que enviam mensagens do tipo “o que tem não vai dar”. Outra condição que facilita a atualização dessa lei é a sintonia do campo áurico com as vibrações superiores de Luz.

Atingir uma frequência mais alta na Luz eleva automaticamente o corpo, a mente e o Espírito a uma dimensão superior liberando assim a antiga programação que aprisiona a pessoa.

Não dá para separar as leis de sua influência num universo de Unidade, em que tudo é Um. Assim, é bom enfatizar que a compensação é também o reflexo do pensamento multidimensional de cada um. É o que diz o Mais Radiante, ao explicar que o homem se transforma naquilo que pensa.

Essa norma afirma que o que é colhido é ajusta consequência de tudo que é semeado. A Lei da compensação garante que tudo é justo e está em alinhamento com o Divino, pois as leis não têm preconceitos, tratando de maneira imparcial e indiferente todas as almas. Cada alma é o próprio juiz no plano terreno, pois o livre-arbítrio estabelece as dádivas que serão concedidas a cada uma.

Outro fator que entra em justa compensação é o cumprimento de promessas e contratos feitos entre as vidas. Cada alma que vem à Terra recebeu uma missão de Deus, mesmo que não saiba disso. Os contratos são firmados no etérico e revistos periodicamente em estados de sonho, estabelecendo padrões e medidas de desempenho para a pessoa encarnada. Quando as promessas são cumpridas, a alma é recompensada dez vezes. É essa a marca dos que possuem o “Toque de Midas”.

Quando a palavra não é honrada, a frequência vibracional tende a diminuir favorecendo os chamados “desapontamentos” e “frustrações”, que não são prontamente entendidos no plano da Terra. Quando se entra em contato com a complexidade de todas as realidades dimensionais e frequências vibracionais que impactam a alma, é possível perceber que o alinhamento com a Luz do Eu Superior é a única maneira de sair da sujeição.

Tudo deve estar na verdade e na vibração mais alta para controlar o destino individual. A ligação com o Eu Superior e com a vontade de Deus garante paz, harmonia e uma vida realizada.

O livre-arbítrio é a dádiva de Deus à humanidade. Permite que todos escolham as próprias recompensas, com base na aplicação da integridade. A integridade é a chave que concede às almas que fazem a jornada espiritual as maiores dádivas e recompensas, tanto espirituais quanto materiais.

Quando a alma se sente incapaz de modificar os acontecimentos, evocar a Lei da Perpétua Transmutação de Energia Radiante (em cooperação com o Eu Superior) é a maneira de sanar a situação. Aplique essa lei e aguarde o retorno. Sua aplicação cria Ordem Divina, e a compensação que dai vem ultrapassa a compreensão.

Falando em compensação, outro aspecto importante dessa lei é o pagamento a si mesmo. Geralmente as pessoas dão aos outros e não a si mesmas, o que demonstra falta de amor por si mesmas e cria um desequilíbrio nos campos que sustentam o fluxo natural de energia.

Todos devem aprender PRIMEIRO a se amar e desse estado mental todo o resto flui. Quanto mais você amar a si mesmo, mais amor terá para dar aos outros: será como uma taça sempre cheia. A taça que transborda é a taça do amor divino que se derrama no universo, tocando as vestes de todos os outros.

Quem não trata a si mesmo com a mesma benevolência concedida aos outros, vai criar um ciclo de privação. Para manter constante o fluxo de energia, são necessários atitudes, palavras, ações e pensamentos positivos.

Os bloqueios criam iniquidades, embora da perspectiva universal as iniqüidades não sejam reais: são meras percepções. Todavia, tudo deve ser mantido em alinhamento com a harmonia e o amor e isso inclui o amor ao eu, contido no interior de cada um.

Compensar demais os outros é outro obstáculo ao delicado funcionamento desta lei. A psique humana é esperta e às vezes faz com que a pessoa acredite que quem dá mais tem mais valor Assim, dar passa a ser uma coisa boa e nobre na medida em que corrobora o autovalor.

Como já foi dito, dar, dar de coração, É uma coisa nobre e é A ação que garante a liberdade. Mas quando alguém dá pelo motivo errado, para compensar a falta de amor por exemplo, então as energias ficam bloqueadas. Para manter a energia equilibrada é preciso dar proporcionalmente a si mesmo e aos outros.

Equilíbrio! Equilíbrio! Equilíbrio! Esse é o único acesso para a mestria. Se é o equilíbrio é mantido em todos os momentos, juntamente com a verdade e a integridade, então a Lei da Compensação será realizada.

Em honra do Deus interior Eu, El Morya, termino esta transmissão para o Divino. Vão em paz.

Resumo
A Lei da Compensação é a Lei de Causa e Efeito aplicada a ganhos materiais e espirituais na vida. Seguem-se algumas características de sua aplicação:
Não percebemos a abundância por causa de crenças e programações segundo as quais não é possível ser espiritual e gozar da abundância. Isso muda quando passamos a dimensões mais altas da mente.

Recebemos dádivas e bênçãos de acordo com o grau de nossa capacidade de dar aos outros.

As dádivas aos outros são recompensadas com um retorno décuplo, desde que tenham sido feitas de coração. É preciso amar a si mesmo para conseguir dar aos outros. MCune e Milanovich.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Reconcilia-te



Reconcilia-te com teu Adversário enquando esta ao lado Dele.
Nery Porchia


“Reconcilia-te o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto todos estais a caminho, para que ele não vos entregue ao juiz, o juiz não vos entregue ao ministro da justiça e não sejais metido em prisão – Digo-vos, em verdade, que daí não saireis, enquanto não houver pago o último real. (Mateus, cap. V, vv. 25 e 26)

No Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec vamos encontrar essa passagem de Mateus no capítulo X, “Bem-aventurados os que são misericordiosos” no qual vamos encontrar as palavras doces sobre a misericórdia e o perdão, pois como está na Oração de São Francisco, “perdoando é que será perdoado”.

Primeiro busquemos o que é misericórdia...os dicionários mostram uma definição muito distante da verdadeira forma que Jesus nos trouxe para essa qualidade, a qualidade de ser misericordioso.

Lá é compaixão, piedade, perdão concedido unicamente por bondade e para nós Jesus nos mostra muito mais do que o simples ato de perdoar.

Sabemos que Jesus disse a Pedro que deveria perdoar setenta vezes sete, e ao perdoar esquecesse as ofensas recebidas.


Sem o esquecimento ainda restam o ódio e o rancor que são sintomas de alma sem compreensão, endurecida e sem a elevação espiritual tão necessária para o nosso aperfeiçoamento.

Segundo Kardec a misericórdia vem complementar o conceito de brandura como ensinou o Mestre, pois se não houver a misericórdia, não poderá também haver a brandura e a mansuetude.

Portanto, devemos estar sempre atentos e procurar cumprir a lição de “sede pacíficos”.

Mas devemos perdoar os nossos inimigos?

A lição de Mateus é muito abrangente, devemos não apenas perdoar, mas, principalmente, nos reconciliar com nossos adversários  ainda enquanto encarnados, pois engana-se aqueles que julgam que a morte do corpo vai redimir as ofensas e não será mais necessário perdoar e reconciliar-se.

As ofensas permanecem com o espírito desencarnado, e enquanto o perdão não for proferido do fundo do coração, traz empecilhos para a o desenvolvimento e evolução espiritual..

Mas o que diz Kardec?

Ele nos mostra que com a eternidade do espírito, este ato estará sempre preso a todos seus atos que vem cometendo nas sucessivas reencarnações e não resgatados segundo a Lei do Amor.

Os inimigos “vivos” continuarão inimigos em espírito se não houver o perdão e a reconciliação total, sem máguas e sem ressentimentos.

O provérbio “morto o animal, morto o veneno”, como cita Kardec, não se aplica nas relações entre o plano espiritual e o plano material.

O animal, ser irracional, não pensa, não age com inteligência... se é, por exemplo, uma cobra venenosa, morta a cobra acaba o veneno.

No caso de espíritos  vingativos, rancorosos, eles esperam que seu inimigo permaneça encarnado pois, menos livre, poderá ser presa fácil para ser atormentado, ser subjugado, ter sua vontade própria tolhida pela influências negativas.

Esses casos representam a maioria dos processos obsessivos, desde o de menor gravidade até o último grau, subjugação e/ou possessão.

As casas espíritas têm em seu histórico de trabalho e ajuda fraterna o atendimento de centenas de milhar de pessoas que passam por médicos, psicólogos, psiquiatras e continuam com os sintomas de pertubação mental que apresentaram.

E é em nossas casas que esses mortais, espíritos que trouxeram na encarnação desafetos e adversários vingativos, que os levam até à loucura...

O obsedado é via de regra vítima de vinganças oriundas do passado, e que no desencarne não foram resolvidas, isto é, não houve o perdão e a aceitação do arrependimento.

Por que perdoar também significa arrepender....e perdoar e se reconciliar é a prática da indulgência e da caridade.

Esse é o sentido da lição do Mestre pelas palavras de Mateus, “reconciliai-vos o mais depressa possível... enquanto todos estais a caminho...” que significa enquanto ambos espíritos caminham no invólucro carnal, pois um, com certeza, voltará à Pátria espiritual antes do outro, e aí vem o sentimento de vingança, de perseguição e de exploração da fragilidade espiritual do que permanece encarnado.

O que será que Jesus quis dizer com “daí não saireis enquanto não houverdes pago o último real..? “

O “daí” significa a prisão do espírito, mas não a prisão do encarnado no sentido da pena de exclusão da liberdade, mas da prisão do espírito aos seus deveres e compromissos...
enquanto o espírito não resgatar todas suas faltas ele fica aprisionado pela justiça de Deus.

Esta, sim, muito mais penosa do que a prisão material, que pode ter seu prazo e modalidade mudados pela interposição de recursos ou decorrer do tempo da pena.

A “prisão” do espírito será eterna enquanto dure a vingança, a raiva, o desamor...
enquanto permancerem esses sentimentos, o espírito estará curtindo a sua desdita de pecar contra a lei divina.

Lembremo-nos de Deus em Sua Infinita Bondade não vai permitir que aquele que perdoou seus inimigos, fique à mercê do seu verdugo, vai protegê-lo de qualquer forma de vingança ou perseguição.

Portanto, permaneçamos vigilantes, não deixemos nossos ofensores ou aqueles a quem ofendemos se eternizem como nossos inimigos, façamos como Jesus, perdoando e reconciliando-nos para que a vida futura seja plena de gozos e bem aventuranças.





Este exercício serve para todos nós, pois todos somos crianças espiritualmente falando.

O Exercício pode ser feito pelas crianças, pela família, pelos amigos, em grupos de estudo, no trabalho...  etc...   Pratiquemos...

Exercício Perdão


Prece Inicial


Primeiro momento:
fazer uma brincadeira (técnica) para que os evangelizandos percebam o que acontece quando guardamos mágoas, ressentimentos, quando não nos perdoamos por algo que fizemos de errado.



Técnica: pedir que usem a imaginação e façam o que o evangelizador pedir.



1 - Começar explicando aos evangelizandos que alguém atirou uma pedra neles e cada evangelizando resolveu ficar com a pedra para devolvê-la quando a pessoa aparecer.
Só que essa pedra não pode ser largada nunca.
Assim, todas as atividades que eles realizarem devem estar carregando a pedra em uma das mãos.



2 - O evangelizador deve levar pedras de acordo com o número de evangelizandos (não muito grande e nem muito pequenas) e distribuir uma pedra para cada.



3 - Com uma das mãos sempre segurando a pedra, realizar as seguintes atividades:

Bater palmas;

Fazer um círculo de mãos dadas;

Fazer de conta que estão tomando banho (lembrar que a pedra não é o sabonete);

Fazer de conta que estão jogando vídeo-game;

Levar uma bola e solicitar que passem um para o outro, lembrando sempre que não podem largar a pedra.



4 - O evangelizador deve perguntar após cada atividade se foi fácil ou se encontraram alguma dificuldade.
Também pode acontecer de a pedra cair durante alguma atividade. Mesmo que alguns digam que acharam fácil, deve ser ressaltada a dificuldade.


Segundo momento:
o evangelizador poderá propor a eles outros exemplos: passear, comer, correr, escrever, nadar, andar de bicicleta. Lembrando sempre que levam a pedra em uma das mãos em tudo que fizerem.
Após a técnica perguntar:

E se guardaram a pedra para devolver a pessoa que atirou e ela nunca mais apareceu? Adiantou guardar a pedra?


Terceiro momento:
solicitar que os evangelizandos imaginem que o que eles seguraram não foi uma pedra, mas uma ofensa, uma mágoa que não foi perdoada.



Será que uma mágoa, uma ofensa atrapalha a vida de quem a carrega?

Sim. Será um peso, como a pedra. Machuca como a pedra, impede quem a carrega de fazer uma porção de coisas boas.


Como perdoar?
Esquecendo a ofensa. Não ficar lembrando, não ficar contando o que aconteceu para todas as pessoas que encontrar, não desejar o mal. Se relembramos, sofremos de novo. Perdoar com o coração.


Quando perdoar?
Sempre. Lembrar da passagem em que Pedro se aproxima de Jesus e lhe pergunta: Senhor, quantas vezes perdoarei ao meu irmão quando pecar contra mim? Será até sete vezes? Jesus lhe respondeu: Não vos digo que apenas sete vezes e sim setenta vezes sete vezes (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. X, item 1 a 4).


O que Jesus quis dizer com essas palavras?
Que não há limites para o perdão. Jesus nos ensina a perdoar sempre.


O que acontece quando não perdoamos?
Fica um peso em nosso coração, causando tristezas, nos impedindo de fazer muitas coisas boas. É como se carregássemos uma pedra na mão sempre. É como se um veneninho fosse aos poucos entrando no nosso corpo, podendo nos causar doenças.

Lembrar da oração do Pai Nosso, a passagem em que diz:

Perdoa as nossas faltas e imperfeições, dá-nos o sublime sentimento do perdão para com aqueles que nos tem ofendido.

Lembrar que devemos agir com os outros da mesma maneira que queremos que os outros nos tratem.


Ressaltar que a pessoa que errou vai ter que reparar o erro, independente do nosso perdão.

Se erramos e nos arrependemos de verdade, devemos pedir perdão. Se o ofendido não nos perdoar, não é nossa responsabilidade, pois fizemos a nossa parte quando pedimos perdão com sinceridade.


A quem perdoar?
A todas as pessoas e quantas vezes for necessário. Devemos nos perdoar também (auto-perdão), pois todos nós erramos.


O que acontece com a gente quando perdoamos alguém?
Emitimos bons sentimentos. Tiramos um peso das costas (a pedra), sentimos um alívio, inclusive nossa saúde melhora.


Quarto momento:
repetir as atividades do primeiro momento (a técnica), sem a pedra na mão para que eles percebam a diferença. Salientar que o mesmo acontece quando perdoamos alguém ou nos perdoamos (ficamos mais leves, mais felizes).


Quinto momento:
distribuir a atividade abaixo e papéis coloridos contendo os sentimentos que inundam quem perdoa. Solicitar que os evangelizandos se desenhem e colem as palavras ao redor do desenho.

Sentimentos utilizados: AMOR, PERDÃO, FÉ, CARINHO, PAZ, COMPREENSÃO, ALEGRIA, RESPEITO, BONDADE.

O evangelizando poderá escrever outros exemplos como: SAÚDE, AMIZADE, etc.


Prece de encerramento

Fonte: http://www.veg11.com.br/site/mensagem/reconcilia-te

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Diversos temas com Zíbia Gasparetto

10/05/2013 | "Conversando com você", com Zibia GasparettoZíbia Gasparetto, renomada autora de sucesso e de prestígio nacional e internacional, abordará temas sobre a vida, o cotidiano e a espiritualidade, e responderá a perguntas pré-gravadas em vídeo, e também feitas por espectadores através de e-mail.

sábado, 11 de maio de 2013

Os 6 Passos para Implantação da Lei do Compartilhamento.

5 de março de 2013

Os 6 passos para a Implantação da Lei que regerá o Próximo Milênio - Livro A Lei do Compartilhamento:

*Primeiro Passo: Compartilhamento de Informação.

- Situação Atual.

*Segundo Passo: Compartilhamento de Ideias e Ideais.

- Troca de Informações e Conhecimento.

*Terceiro Passo: Compartilhamento de Valores.

- CrowdFunding 

- Social Value (Jobs)

- Fureia Kippu 

- Troca do Lastro Financeiro pelo Lastro Social.

- Valor Social Agregado.

- Valorização do Indivíduo e do Trabalho.

*Quarto Passo: Compartilhamento de Energia.

- Energia Livre

- Plataforma Holográfica ( Interlife )

- Bionergia como Fonte de Alimentação Social. 

- Troca da Matriz Energética.

- 5 Dimensão como realidade.

*Quinto Passo: O Sistema Doors

- Próximos 20 anos.

- Novo sistema de Gerenciamento 

- Windows para Doors – Janelas Bidimensionais para Portas Quindimensionais.

- Acesso a mundos interdimensionais.

- Junção da Ciência com a Espiritualidade. O Visível com o Invisível.

- Contato direto com seres não físicos, desencarnados e extradimensionais. Ets.

- Universalismo em franco crescimento.

- Perigo : Imposição de Chips Subcutâneos e Monitoramento Integral do Ser Humano e Imposição de um lei marcial contra a natalidade. Dependência parcial e até total da tecnologia para sobrevivência. O Homem robô.

*Sexto Passo: Compartilhamento Espiritual

- Próximos 100 anos.

- O Propósito Principal será a central de Comando -A Mônada. 

- Muitas pessoas terão plena Consciência do projeto divino sobre a Terra e sobre sua importância no todo.

- Seu papel como ser humano terá como foco a realização do sonho de Deus sobre a Terra.

- Aglutinação de consciências para criação de novos mundos.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Quando a fé faltar...



Quando a Fé Faltar... (Gênesis 12:10 - 13:41)


From the Series:
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Introdução

Intitulei esta mensagem “Quando a fé faltar...”, mas me pergunto se a maioria dos cristãos realmente crê que sua fé pode faltar. Um pouco de imaginação deve remover quaisquer dúvidas. O que é a preocupação, senão a falta de fé? A preocupação avalia as circunstâncias da perspectiva de alguém que encara o futuro como quem não crê num Deus soberano que também é um Pai amoroso.
O medo, parceiro da preocupação, também é falta de fé. A preocupação se interessa por coisas de um futuro distante e, muitas vezes, improvável. O medo encara o problema olho no olho. Os discípulos não estavam preocupados com as ondas da tormenta da Galiléia; eles estavam com medo da morte. E nosso Senhor os repreendeu pela desvelada falta de fé:
Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos? Como é que não tendes fé? (Marcos 4:40)
A fé realmente falha; pelo menos a minha, falha. Então, o que acontece quando ela falha? Perco minha salvação? O trabalho de Deus na minha vida enguiça, aguardando a volta da minha fé? O incidente na vida de Abrão descrito em Gênesis, de 12:10 a 13:4, nos dá uma palavra de encorajamento, aquela que é desesperadamente necessitada por aqueles cuja fé falhará.

Abrão Enfrenta a Fome
(12:10)

Fé verdadeira em Deus é uma fé que cresce. Tanto em Gênesis, quanto no plano de Deus para os homens hoje, a fé cresce na medida em que é testada. Para Abrão, o primeiro teste foi o da fome.
Havia fome naquela terra; desceu, pois, Abrão ao Egito, para aí ficar, porquanto era grande a fome na terra. (Gn. 12:10)
Desconfio que Abrão, como um santo imaturo, não tinha idéia de que o sofrimento e as provações faziam parte do currículo de Deus na escola da fé. Apesar de Abrão crer em Deus, ele O conhecia muito pouco. Ele pode ter pensado que o Deus que o chamou não fosse capaz de controlar a natureza. No panteão pagão os “deuses” tinham vários poderes limitados. Talvez o seu “deus” não fosse aquele para ser incomodado com assuntos como a chuva ou as colheitas. Parece não ter ocorrido a Abrão que Deus não somente era maior que a fome, mas também que era aquele que a dava, como um teste da fé.
O Egito parecia ser a solução lógica. Afinal, Deus mandara Abrão partir “sem saber aonde ia” (Hebreus 11:8). Talvez Deus desejasse que ele continuasse em direção ao sul até o Egito. Outro fator é que o Egito era menos suscetível à fome. O Egito era muito parecido com Ur. Ambos eram abençoados por um grande sistema fluvial de irrigação. Ambas as terras eram muito menos dependentes da chuva do que a terra de Canaã.
Porque a terra que passais a possuir não é como a terra do Egito, donde saístes, em que semeáveis a vossa semente e, com o pé, a regáveis como a uma horta; mas a terra que passais a possuir é terra de montes e de vales; da chuva dos céus beberá as águas; terra de que cuida o Senhor, vosso Deus; os olhos do Senhor, vosso Deus, estão sobre ela continuamente, desde o princípio até o fim do ano. (Deuteronômio 11: 10-12)
A agricultura em Canaã era muito mais uma questão de fé do que em Ur ou no Egito.
Em parte alguma Abrão é diretamente condenado por sua decisão de descer para o Egito, mas o desenrolar posterior da história deixa claro que suas ações não derivaram da fé.140 Abrão não consultou a Deus, mas agiu independentemente. Nenhum altar foi construído no Egito para nosso conhecimento, nem é dito que ali Abrão clamou pelo nome do Senhor. Seu pedido a Sarai também reflete sua condição espiritual. Então seria seguro dizer que a fé de Abrão falhou diante da fome.

Abrão Enfrenta Futuro
(12:10-13)

Parece que Abrão tomou sua decisão de ir para o Egito sem pensar nas conseqüências. Mal ele ultrapassou a fronteira do Egito e já começou a contemplar os perigos que estavam à sua frente.
Sarai era uma mulher muito bonita,141 e havia boas razões para temer o destino de um estrangeiro cuja esposa fosse tão atraente.142 O marido era facilmente descartável em tais circunstâncias. Abrão, então, suplicou à sua esposa que aceitasse sua solução para seu problema de segurança. Ele propôs que Sarai passasse por sua irmã, a fim de que não fosse morto.
Muitas coisas têm sido escritas a respeito do pedido de Abrão. Alguns pensam que Abrão estava disposto a ver sua esposa livre para que se casasse com algum egípcio, por sua segurança, e também pelo dote que lhe traria. Creio que isto passa dos limites. A explicação mais provável é a de Cassuto,143 que sugere que Abrão pediu à sua esposa para se passar por sua (conveniente) irmã, para que quando os homens da terra pedissem sua mão, ele pudesse morar ali tempo suficiente para deixarem a terra.
Foi realmente um plano engenhoso. Algum dos homens locais viria a Abrão pedir a mão de sua irmã em casamento. Abrão consentiria, mas insistiria num longo noivado (longo o suficiente para a fome chegar ao fim). Durante esse tempo Sarai permaneceria na casa de Abrão onde seu casamento poderia continuar secretamente e a segurança de Abrão estaria garantida. Parecia que os benefícios desse esquema eram muito grandes e as desvantagens, mínimas.
Tal plano foi maléfico por diversas razões. Antes de mais nada, tendia a ignorar a presença e o poder de Deus na vida de Abrão. Deus prometera os fins, mas, aparentemente, Ele era incapaz de fornecer os meios. Ele prometeu terra, descendência e bênção. Agora parecia que Abrão foi deixado por sua própria conta para alcançá-los.
Alguém deve se perguntar se havia traços da religião pagã dos Mesopotâmios por trás das atitudes de Abrão. Abrão supunha, como os pagãos, que cada nação tivesse seu próprio deus? Uma vez fora da terra que Deus lhe prometera, seu Deus não era mais capaz de cuidar dele e de protegê-lo? Tais pensamentos passariam por uma mente pagã.
O plano de Abrão foi errado porque colocou em perigo a pureza de sua esposa e a promessa de Deus. Deus prometera fazer de Abrão uma grande nação. Uma grande bênção para todas as nações, o Messias, viria de Abrão. Agora Abrão estava disposto a correr o risco de outro homem tomar Sarai como esposa. Como, então, ela poderia ser a mãe do descendente de Abrão?
Abrão estava errado também porque procurou a bênção em sua esposa, quando Deus prometera trazer bênção aos outros por meio de Abrão: “de ti farei uma grande nação, e te abençoarei e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gn. 12:12-13).
Abrão escondeu-se debaixo da saia de sua esposa para ser protegido e abençoado, ao invés de fazê-lo nas promessas de Deus.144
Finalmente, o plano de Abrão foi errado porque seus temores foram imaginários e seus princípios foram circunstanciais. Olhe cuidadosamente para os temores de Abrão - eram todos futuros. Ele ainda não entrara no Egito (12:11), e aquilo que temia foi tudo expresso do ponto de vista do futuro (Gn. 12:12-13).
Eis um caso bem definido de princípios circunstanciais. Os princípios circunstanciais antes de mais nada propõe um problema hipotético que não tem alternativas, exceto aquelas que são moralmente inaceitáveis. O menor dos males é então justificado em face das circunstâncias.
Abrão não estava errado em considerar a possibilidade de alguém se encantar com sua esposa como uma bela e desejável mulher para desposar. Nem mesmo estava errado ao supor que alguém pudesse matá-lo para desposá-la. Abrão estava errado em presumir que isso aconteceria e que a única forma de preveni-lo era mentindo. Em lugar algum a promessa e a proteção de Deus são consideradas. O engano pecaminoso é então iniciado antes mesmo de qualquer perigo verdadeiro ser experimentado.

Os Temores de Abrão são Concretizados
(12:14-16)

Alguém está certo ao protestar: “Mas os temores de Abrão não foram imaginários. Aconteceu justamente o que ele temera.” Não mesmo! Abrão não foi vítima daquilo que temia; ele foi a causa do que ocorreu. Seu medo do futuro e seu incrédulo plano de ação é que realmente causaram o problema que se seguiu. Muitas coisas que tememos são autoinfligidas.
É verdade que notaram que Sarai era uma bela mulher e isso foi informado a Faraó. Mas, o que foi mais crítico naquilo que se seguiu foi a afirmação de ambos, Abrão e Sarai, de que ela era sua irmã, sendo assim apta para o casamento. Enquanto podemos apenas conjecturar as atitudes de Faraó caso soubesse da verdade, ele se sentiu completamente livre para levar a irmã de Abrão para seu harém.
Deus trabalhou na vida de Abrão de maneira marcante. Abrão supunha que as possibilidades de escapar dos perigos do Egito fossem somente aquelas que imaginara. Ele tomou sua decisão na suposição de que pudesse prever as conseqüências de suas ações. Deus lhe ensinou a dolorosa lição de que as possibilidades para o futuro são mais numerosas do que podemos prever. E assim Abrão enfrenta um dilema que jamais levou em consideração.
Foi tudo muito bem pensado e planejado. Sarai se apresentaria como sua irmã, e Abrão protelaria qualquer casamento até que a fome passasse e eles fossem embora. Mas o plano de Abrão levava em consideração somente os homens do Egito: “Os egípcios, quando te virem, vão dizer: É a mulher dele e me matarão, deixando-te com vida.” (Gn. 12:12)
Jamais passara pela cabeça de Abrão que Faraó pudesse estar interessado em Sarai. Enquanto Abrão pudesse protelar os planos dos outros, Faraó não aceitaria um não como resposta. Ele a levou para seu palácio, aguardando o tempo para a consumação da união.
Não há nenhuma evidência de relacionamento físico entre Faraó e Sarai. Ainda que o período de preparação normalmente fosse na casa de Abrão, neste caso seria no palácio. Sarai provavelmente passaria um período relativamente longo de preparação para se apresentar a Faraó. Esse era o costume naquela época:
“Em chegando o prazo de cada moça vir ao rei Assuero, depois de tratada segundo as prescrições para as mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias de seu embelezamento, seis meses com óleo de mirra e seis meses com especiarias e com os perfumes e ungüentos em uso entre as mulheres), então, é que vinha a jovem ao rei; a ela se dava o que desejasse para levar consigo da casa das mulheres para a casa do rei. À tarde, entrava e, pela manhã, tornava à segunda casa das mulheres, sob as vistas de Saasgaz, eunuco do rei, guarda das concubinas; não tornava mais ao rei, salvo se o rei a desejasse, e ela fosse chamada pelo nome.” (Ester 2:12-14)
Você pode imaginar as agonizantes noites solitárias que Abrão deve ter passado, imaginando o que estava acontecendo no palácio? Abrão pedira a Sarai para mentir para que tudo corresse bem com ele (verso 13). E tudo correu bem. Faraó lhe mandou muitos presentes e o tratou regiamente. A única coisa que manteve Abrão longe de desfrutar desse tratamento foi a percepção do que aquilo significava. Faraó estava dando essas coisas a Abrão como dote. Tudo corria bem com Abrão, mas sem Sarai, sua esposa. A prosperidade jamais é uma bênção sem a paz que vem por ser reto diante de Deus.

A Libertação Divina e a Repreensão Real
(12:17-19)

Significativamente Deus ainda não fora mencionado neste acontecimento até o verso 17. Foi permitido a Abrão falhar e escorregar até que sua situação ficasse aparentemente sem esperanças. Não é dito que ele suplicou pelo auxílio de Deus.
Sem nenhum aviso, Deus interveio na vida de Abrão. Faraó e sua corte são feridos por alguma espécie de praga. Seus sintomas podem ter sido algo que sugerisse que a natureza da ofensa estivesse relacionada com sexo. Não temos aqui nenhum detalhe sobre a praga, nem do quanto foi compreendido de seu significado.145
Abrão foi confrontado por Faraó e bruscamente repreendido. Abrão não tinha nenhuma desculpa ou explicação. Daquilo que nos é dito, ele não proferiu uma palavra em sua defesa. Sem dúvida esta foi uma coisa sábia a fazer em vista da ofensa de Abrão. Faraó não era alguém para ser desafiado ou irritado desnecessariamente.
A ironia da situação é óbvia. Um pagão corrigindo um profeta (cf. 20:7). Era de uma repreensão real que Abrão dolorosamente se lembraria. Que triste, no entanto, que Abrão não pode falar, pois isto sem dúvida impediu qualquer testemunho de sua fé no Deus vivo que o chamara. A conduta cristã realmente afeta sua credibilidade.

A Restauração de Abrão
(12:20-13:4)

Que diferente a realidade era dos argumentos sem fé de Abrão. Enquanto no Egito, a pureza de Sarai foi protegida e a vida de Abrão foi preservada. Mais que isto, todas as suas posses foram mantidas intactas. E ainda por cima, Abrão e todos que estavam com ele, foram escoltados de volta à terra de Canaã.
E Faraó deu ordens aos seus homens a respeito dele; e acompanharam-no, a ele, a sua mulher e a tudo que possuía. Saiu, pois, Abrão do Egito para o Neguebe, ele e sua mulher e tudo o que tinha, e Ló com ele. Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro. (Gn. 12:20 - 13:2)
Que tolos os temores de Abrão devem parecer à luz da história. Para evitar a fome, Abrão foi forçado a enfrentar a Faraó. As forças do Egito não foram empregadas contra ele, mas foram ordenadas para garantir sua chegada em segurança em Canaã. De fato, Abrão partiu do Egito mais rico do que quando chegara. Mas nada disto foi conseqüência das incrédulas e desonestas atitudes de Abrão. Foi produto da graça e do cuidado providencial de Deus.
Os versos três e quatro reconstituem os passos de Abrão em ordem inversa. Primeiro ele chegou ao Neguebe, e então finalmente a Betel e Ai. E quando retornou ao altar que anteriormente construíra, uma vez mais ofereceu sacrifícios e invocou o nome do Senhor.

Conclusão

Cassuto ressalta o fato de que a permanência de Abrão no Egito notavelmente se compara à de Israel no futuro.146 Ainda que a época da presença de Israel no Egito possa não ter sido nobre, a proteção de Deus foi providenciada e no final das contas foram tirados de lá com grandes vantagens.
A fome continuaria a fazer parte da vida do povo de Deus na terra para onde iam. Mas eles deviam aprender que a fome vem de Deus como prova da fé. Se o povo de Deus não quisesse enfrentar a fome, devia enfrentar a Faraó. Não importa em quais situações possamos estar, Deus é maior que qualquer fome ou qualquer Faraó. A pureza do povo de Deus jamais devia ser colocada em risco, pois naquela época o Messias ainda estava por se revelar para a salvação de Seu povo.
Existem nesta passagem muitos princípios que devem fortalecer grandemente o crente de qualquer época. Sugeriremos diversos.
(1) Quando Deus promete os “fins”, Ele também providencia os meios. Abraão acreditava que Deus lhe daria terra, descendência e bênção. Mas na época de sua falta de fé ele supôs que Deus não providenciaria os meios. Deus sempre providencia o necessário para aquilo que Ele promete. Há uma canção secular que é intitulada “Trabalhando como o diabo, servindo ao Senhor”. Muitos cristãos parecem crer nisso. Esse não é o jeito de Deus.
(2) Nossa fé falha porque nosso Deus é muito pequeno. Sabemos que a fé de Abrão falhou. Também vimos que este fracasso não frustrou os planos de Deus para sua vida. Mas seria de grande ajuda entendermos por que a fé de Abrão falhou. Acho que a resposta é óbvia: a fé de Abrão falhou porque seu “deus” era muito pequeno.
Como sabem, alguns anos atrás J. B. Phillips escreveu um livro intitulado Seu Deus é Muito Pequeno. Pessoalmente, creio que Phillips aponta a razão pela qual nossa fé é tão falível. Atualmente a ênfase recai muito mais sobre nossa fé do que em seu objeto. Como alguém já disse, posso ter um pouquinho de fé num 747 e ser capaz de voar daqui para a Europa. Por outro lado, posso ter uma grande fé nalguma geringonça que construi em minha garagem e que não me fará cruzar o Atlântico, não importa quão grande possa ser minha fé.
Abrão não conhecia bem seu Deus. E isto era normal e natural. Ele parecia pensar que Deus não fosse maior que a fome, maior que Faraó. O que Abrão precisava não era de lições de como aumentar sua fé, mas de aumentar sua fé ao compreender a grandiosidade de seu Deus. Creio que muitos de nossos problemas de escassez de fé seriam resolvidos ao conhecermos o Deus a quem servimos mais intimamente. Abrão não tinha uma Bíblia para ajudá-lo, mas nós temos.
(3) Princípios circunstanciais são errados porque se recusam a crer na soberania de Deus. Os princípios circunstanciais pressupõem algum tipo de situação hipotética para a qual não há solução que seja moralmente correta. Mas a Palavra de Deus nos diz claramente que Ele nunca nos coloca numa situação em que precisemos pecar:
Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar. (I Coríntios 10:13)
O principal erro do circunstancialismo é que ele se recusa a aceitar um Deus soberano que é capaz de livrar Seu povo a despeito das circunstâncias. A libertação da escravidão do Egito de sob a mão cruel de Faraó era impossível, humanamente falando. Quando Israel ficou preso na armadilha entre o exército egípcio e o Mar Vermelho, não havia esperança aparente. Mas o Deus a Quem servimos é um Deus soberano. Ele é capaz de livrar Seu povo de situações que parecem exigir uma reação pecaminosa.
(4) Não há atalhos para a santidade. Abrão foi surpreendido pela fome, supondo que o caminho de Deus não incluísse a adversidade. Mas Abrão teve que aprender que Deus designa os testes da vida para desenvolver nossa fé, não para destruí-la.
Em minha opinião, deixar Canaã para ir para o Egito, foi uma tentativa de Abrão de encurtar o teste da fome. Como já dissemos anteriormente, Deus forçou Abrão a enfrentar Faraó em lugar da fome. Mas, além disso, precisamos ver que, no final, Abrão teve que voltar ao lugar de onde se afastou da palavra revelada de Deus. O último ato de fé e obediência de Abrão foi no altar que ele construiu entre Betel e Ai. O final de sua permanência em Bypath Meadow foi nesse mesmo altar entre Betel e Ai.
Você já pensou em se desviar do caminho para o qual Deus o chamou a andar? Você pode, é claro, mas o caminho nunca será fácil. O caminho do pecador nunca é fácil (Provérbios 13:15). E, no final das contas, precisamos retornar àquele que deixamos de lado. Você não pode destruir os propósitos e planos de Deus para sua vida, meu amigo. Na melhor das hipóteses, você só pode retardá-los. E mesmo isto é ilusão, pois muitas lições de fé são aprendidas com nossos erros.
(5) Enquanto a nossa fé falha... Deus não! Nossa fé, como a de Abrão, falhará. Mas a verdade abençoada da Palavra de Deus é que, enquanto nossa fé falha, Deus não. Abrão preferiu duvidar da presença e do poder de Deus diante da fome. Suas atitudes foram tais que mostraram que ele estava disposto a sacrificar seus princípios pela autopreservação. A despeito do fracasso da fé de Abrão, Deus o preservou e até o fez prosperar. Finalmente, Deus trouxe Abrão ao lugar onde ele deveria ficar.
Este princípio da fidelidade de Deus diante dos nossos fracassos também é aplicado a nós hoje: “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.” (II Timóteo 2:13)
Eis a beleza da eleição divina. Deus afinal nos escolheu para sermos Seus filhos. (Isto se aplica, é claro, apenas àqueles que crêem em Cristo para a salvação eterna). Da mesma forma que Ele nos salvou apesar de nós mesmos, da mesma forma Ele nos santifica, apesar de nós mesmos. Nossa segurança eterna, nossa santificação, repousam na Sua fidelidade, não na nossa. Eis um grande conforto para aqueles cuja fé falhará.
Mas alguém está certo ao apontar o verso anterior de II Tm. 2:13: “se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará.” (II Tm. 2:12)
Há uma grande diferença entre dúvida (falta de fé) e negação (rejeição). Abrão não rejeitou a Deus; em simplesmente falhou em crer que Deus fosse capaz ou estivesse disposto a agir em seu benefício. Sem dúvida Abrão pensava que Deus somente “ajudava a quem se ajudava”.
Meu entendimento é que os verdadeiros cristãos não podem e nunca poderão renunciar a Jesus Cristo como seu Salvador. Mas teremos épocas em que nossa fé sucumbirá à dúvida. Provações, sofrimentos e adversidades podem, momentaneamente, sobrepujar nossa fé e nos causar dúvidas, e nos fazer agir contra a vontade revelada de Deus. Esse, creio, foi o caso de Abrão.
Com isso não quero dizer para levarmos essa questão do fracasso levianamente. Quando os homens não agem de acordo com a vontade revelada de Deus propositadamente, os Seus propósitos não são demovidos. Deus age providencialmente para assegurar o cumprimento de Seus propósitos. Ainda que possamos nos encontrar exatamente onde Deus nos queria desde o princípio (providencialmente), nunca olharemos para os pecados e a falta de fé passados com um sorriso nos lábios. A desobediência jamais é um deleite para o cristão. O dote de Faraó não valia aquelas longas noites solitárias na casa de Abrão. O fracasso é sempre penoso, mas nunca demove os propósitos de Deus para Seus filhos.
Possa Deus usar esta verdade para nos afastar de um cristianismo negligente, tanto quanto para nos confortar quando experimentarmos o fracasso de nossa fé.

140 “A Bíblia não condena suas ações, mas as conseqüências, sim; assim devemos aprender com as relações de causa e efeito.” Harold Stigers, A Commentary on Genesis” (Grand Rapids: Zondervan, 1976), p. 143.
“No entanto, todas as indicações são de que Abrão não parou para perguntar, mas foi por iniciativa própria, levando qualquer coisa em conta, exceto a Deus. Suas considerações covardes e tortuosas são duplamente reveladas, tanto do caráter natural deste gigante espiritual (cf. Tg. 5:17a) quanto da repentina transição que pode ser feita do plano da fé para o do medo.” Derek Kidner, Genesis (Chicago: Inter-Varsity Press, 1967), p.116.
141 Está escrito que Abrão tinha 75 anos quando deixou Harã para ir para Canaã (12:4). Sabemos pelo verso 17:17 que Sarai era 10 anos mais nova que Abrão, tendo por volta de 65 anos na época desses acontecimentos. Como sua beleza poderia ser tão grande nessa idade? Sara morreu com 127 anos (23:1). Naquela época simplesmente ela estava no começo da meia-idade. Sua beleza era tão impressionante que ela aparentava ser bem mais jovem do que era. Pelo menos para mim, isto resolve a questão. Cf. Kidner, p. 117.
142 Neste ponto Stigers tem uma interessante nota de rodapé: “PABH, p. 55 afirma que um certo papiro declara que Faraó matara um marido para que pudesse ter sua linda esposa. A época atual não tem um “canto” qualquer com tais façanhas!” Stigers, Genesis, p. 141, nota de rodapé 10.
143 U. Cassuto, A commentary on the Book of Genesis(Jerusalém: The Magnes Press, 1964), II, pp. 348-352.
144 Também deveria ser feito um comentário a respeito da participação de Sarai nessa trama. Concordo com Leupold, que escreveu: “A aquiescência de Sarai, no entanto, parece extravasar a idéia de que realmente não havia um curso seguro a seguir. Nessa ocasião ela foi tão miseravelmente deficiente na fé quanto o próprio Abrão.” H. C. Leupold, Exposition of Genesis (Grand Rapids: Baker Book House, 1942), I, p. 425
145 Um relato semelhante deste pecado é encontrado no capítulo 20, e pode derramar alguma luz sobre o nosso texto do capítulo 12. Especialmente cf. 20:17-18.
146 Cassuto, Genesis, II, cf. 334 e seguintes.