terça-feira, 30 de abril de 2013

I ENCONTRO DE 2013 NA FEEC


Trailer Oficial do filme Pró-vida "Blood Money-Dinheiro de Sangue"


Amigos,
 
Peço repassar para seus contatos e peça para que eles repassem.
Esta ifnormaçaõ deverá círcular.
 
fraternalmente,
Margarida



 Assunto: Trailer Oficial do filme Pró-vida "Blood Money-Dinheiro de Sangue"



http://www.youtube.com/watch?v=e0f0Y8enolM

Queridos Defensores da VIDA,

Vida em Paz!

Com muita alegria apresento a vocês , em primeiríssima mão, o  trailler oficial para o Brasil do  "Blood Money- Dinheiro de sangue" ,  polêmico filme pró-vida americano, já lançado na Espanha e que estreará em nosso país em 13/09.

Por favor, divulguem este trailler em suas listas de amigos, pedindo também para que eles repassem para seus contatos . Assim formaremos uma "corrente do bem" para  apresentar esse filme que mostra a verdade sobre o aborto para os formadores de opinião brasileiros já que o momento é dramático quanto ao tema no Congresso Nacional (votação da Reforma do Código Penal- prevista para setembro próximo- que está recomendando o aborto até a 12 semana de gestação).

Abaixo, os Estados que terão a pré-estréia do filme com as respectivas datas assim como os Senadores titulares dessa Comissão Especial que vai decidir a legalização do aborto no Brasil.


Que Deus nos abençoe nesta tarefa!!!


Ps; Aos irmãos desses Estados que abaixo relacionamos e que serão nossos "cicerones", peço - por gentileza-  levantar os Senadores de seus  Estados que estão nessa comissão, desde já, para CONFIRMARMOS A PRESENÇA DELES. ISSO É FUNDAMENTAL PARA A NOSSA ESTRATÉGIA!!!!


RIO:                DIA 02/09

SP:                   DIA 03/09 (Sen. Eduardo Suplicy e Aloysio Nunes Ferreira)

BSB:                 DIA 04/09 

Curitiba:           DIA 05/09 (Sen. Sérgio Sousa)

Cuiabá:             DIA 06/09  (Sen. Pedro Taques/Relator e Jayme Campos )

VITÓRIA:            DIA 09/09  (Sen. Magno Malta, Ricardo Ferraço e Ana Rita)

João Pessoa:      DIA 09/09 * Equipe sem David Kyle. (Se. Cícero Lucena e Vital do Rêgo)

Belo Horizonte:  DIA 10/09 

Salvador:            DIA 11/09 (Sen. Lídice da Mata)

Recife:                DIA 12/09 * 
Equipe sem David Kyle. (Sen. Armando Monteiro)

Fortaleza:           DIA 12/09  (Sen. Eunício Oliveira/Presidente e  José Pimentel)


Pessoal, obviamente a imprensa será prioridade. Iremos procurar chegar no máximo até o começo da tarde em cada capital indicada para já começarmos a dar entrevistas (coleticvas ou não). Antes, a assessoria de imprensa local deverá articular tudo, soltando notas e releases sobre o filme e a situação no Congresso sobre essa importante votação e a importância dos Senadores daquele Estado para a causa  Pró-vida. Precisamos mobilizar os formadores de opinião da cidade e quem sabe: toda a população!!!



Vamos que vamos!

Luís Eduardo
YouTube - Vídeos desse e-mail

MARCAS DE NASCENÇA E VIDAS PASSADAS

Marcas de Nascença é o termo que define certos estigmas na pele de uma pessoa tendo sua origem além da vida atual. As marcas de nascimento são consideradas pelos estudiosos como uma das grandes evidências do renascimento sucessivo. Ian Stevenson estudou extensamente as marcas de nascença em crianças e chegou a resultados surpreendentes. Foi constatado que muitas das marcas, sinais, manchas, vermelhidão na pele ou algo do gênero eram um resquício de feridas em vidas passadas. São comuns marcas que se formam a partir de tiros, de facas, de lanças, de espadas, de golpes fortes, de cortes na pele, de queimaduras mais profundas, dentre outros.

Na TVP, a focalização da atenção nas marcas de nascença pode evocar espontaneamente emoções, sensações e imagens de como os traumas físicos foram produzidos em vidas passadas. Muitas vezes, pessoas em regressão revivem existências físicas que explicam o motivo de possuírem uma marca de nascença e só após o surgimento da memória dão-se conta da “coincidência” entre o que perceberam durante a regressão e a marca que possuem na pele.

Jim Tucker aborda sobre as características e aparência das marcas, ele diz que “algumas apresentam dimensões incomuns, proeminentes e não achatadas. Outras têm aparência bizarra”. Tucker acrescenta que “Outros exemplos incluem sinais em áreas inesperadas como o tornozelo e deformidades como ausência ou malformação de membros e dedos”. Nesse sentido, vemos uma correlação precisa entre a personalidade atual e a personalidade de vida passada através das marcas. A criança que se recorda da vida anterior pode reproduzir a causa da morte, por exemplo uma faca na barriga, conservando uma marca comprovadamente na mesma região que o falecido. Isso também acontece com as malformações.

Tendam afirma que as marcas de nascença ficam mais fortes em decorrência de traumas ou feridas de grande intensidade e pouco tempo antes da morte. As feridas, golpes, queimaduras ou qualquer outra causa das marcas fica gravada no corpo etérico e astral da vítima, tal é a profundidade da experiência e do choque emocional. Como o corpo astral é o chamado “modelo organizador biológico” ou MOB – além de ser reconhecido como o corpo das emoções – a intensidade emocional da experiência cria uma marca semelhante no corpo astral, que posteriormente é transmitida ao corpo etérico. Por sua vez, o corpo etérico leva a informação após a morte e mantém a marca numa encarnação seguinte. Para o Espiritismo, o perispírito, que sobrevive à morte grava essas informações e orienta a formação do corpo seguinte, dessa vez com a marca.

Por outro lado, tendo em vista que os corpos espirituais se dissolvem após a morte, tal como o corpo físico, as marcas de nascença não poderiam ficar neles gravadas, mas apenas a memória delas ficaria retida em nossos arquivos espirituais, ou seja, em nossos corpos superiores, tal como o corpo búdhico. A memória espiritual não se situa nos corpos inferiores, como o físico, o etérico e o astral, tal como a memória das encarnações passadas não se encontra alojada no cérebro físico, mas num reservatório de memória além do corpo, que costumamos chamar de memória extracerebral.

Dessa forma, a memória do que ocorre nos níveis inferiores é, após a morte do físico, do etérico, do astral e do mental, absorvida pelo corpo búdhico. No período que antecede o nascimento, quando os corpos mental, astral, etérico e físico vão sendo formados na descida da alma à matéria, as memórias vão orientando a formação dos corpos com as marcas e outras características peculiares e necessárias à encarnação. Em outras palavras, o corpo búdhico orienta a formação do corpo mental, que orienta do astral, que por sua vez, orienta a formação do corpo físico. Assim, é como se as feridas fossem formadas novamente, trazendo uma marca que é sua lembrança materializada no físico.

Além das marcas de nascença experimentais, também citadas nos verbetes desta obra, há um terceiro tipo: as marcas de nascença kármicas. Essas são marcas ou mal formações, mais conhecidas como defeitos congênitos, cuja causa encontra-se numa dinâmica psicológica de autoculpa. Na primeira situação, um homem matou sua filha numa outra encarnação com um golpe de marreta, usando para isso a força de seu braço. Numa vida futura, ele poderá sentir tanta culpa pelo feito que talvez venha a nascer com o braço que desferiu o golpe totalmente atrofiado. Tendam lembra ainda um quarto tipo de marcas. São as marcas temporárias: “Em regressões com fortes somatizações, podem aparecer estigmas temporários, por exemplo, uma pessoa que de repente tem listras vermelhas nas costas quando reexperimenta uma surra”.

Autor: Hugo Lapa (Terapia de Vidas Passadas)

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Mudar o mundo



O pior adoecimento é o conformismo, pois amortece a vontade, fragiliza a luta, mata a esperança. Seguir em um namoro requentado, persistir num péssimo emprego, emudecer diante de uma injustiça são alguns sintomas da resignação.

Entendo: o mundo é vasto, a sociedade é complexa, o sistema tem a sutileza de um trator, as flores são frágeis. Há desigualdade, desorganização, corrupção e maldade. Tem canalha com auréola de santo. Tem santo de pau oco. Há puxadores de tapetes, e arrivistas que se dão bem.

Mas mesmo o sórdido, o obscuro, o nefasto não são eternos. Eles não gozam do status de deuses. Nem está escrito em parte alguma que não possam ser enfrentados. Também sei que toda gente está cansada de promessas. Está farta de pagar sonhos de revoluções.

No entanto, um mar de dificuldades não quer dizer que os horizontes foram borrados. Há uma energia de transformação dentro da coletividade: escravos se rebelam, mulheres se emancipam, gays e lésbicas se assumem, pessoas com deficiência põem cara e pernas para fora.

Dentro de cada indivíduo existe criatividade e vontade de fazer o melhor. Esse sentimento começa na infância e, muitas vezes, é sufocado na medida em que os anos passam. Um tremendo prejuízo para todos. É triste que o inquieto de ontem seja o conformista de hoje.

Tenho para mim que não queremos, e nem devemos, aceitar a injustiça como normal, o malfeito como bem-feito, o pato como ganso, a vida como destino pré-escrito. Acho que existimos para fazer alguma diferença. Não acredito que tantos recursos sejam para nada.

Por exemplo, nascemos para tornar o mundo melhor. Para isso não é preciso pegar em armas, assaltar o poder, discursar para as massas, converter pessoas. Ninguém precisa ser um herói, um comandante, ou um chato, para transformar as coisas.

Basta que cada um, dentro da sua circunstância, encontre seu jeito de mudar o mundo. Fazendo trabalho de formiguinha, agindo no varejo. Pondo fé na sua própria importância. Um bom pedreiro faz mais bem ao mundo do que um médico ruim.

Imagem: Régine Ferrandis.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Fernando Fernandes fala de sua superação através do esporte


14/11/2012
O atleta também lê um trecho de seus cadernos, escritos logo após o acidente.




http://gnt.globo.com/viver-com-fe/videos/

A apresentadora Cissa Guimarães encontra pessoas que têm histórias interessantes relacionadas à fé no programa chamado "Viver com Fé", na GNT. Os personagens contam sobre suas experiências de fé e como isso está presente no seu dia a dia. Mais do que a religião, o que interessa a Cissa é a religiosidade que cada um carrega em si.

Perdão das Ofensas, do Evangelho Segundo o Espiritismo

SIMEÃO, Bordeaux, 1862

14 – Quantas vezes perdoarei ao meu irmão? Perdoá-lo-eis, não sete vezes, mas setenta vezes sete. Eis um desses ensinos de Jesus que devem calar em vossa inteligência e falar bem alto ao vosso coração. Comparai essas palavras misericordiosas com a oração tão simples, tão resumida, e ao mesmo tempo tão grande nas suas aspirações, que Jesus ensinou aos discípulos, e encontrareis sempre o mesmo pensamento. Jesus, o justo por excelência, responde a Pedro: Perdoarás, mas sem limites; perdoarás cada ofensa, tantas vezes quantas ela vos for feita; ensinarás a teus irmãos esse esquecimento de si mesmo, que nos torna invulneráveis às agressões, aos maus tratos e às injúrias, serás doce e humilde de coração, não medindo jamais a mansuetude; e farás, enfim, para os outros, o que desejas que o Pai celeste faça por ti. Não tem Ele de te perdoar sempre, e acaso conta o número de vezes que o seu perdão vem apagar as tuas faltas?

Ouvi, pois essa resposta de Jesus, e como Pedro, aplicai-a a vós mesmos. Perdoai, usai a indulgência, sede caridosos, generosos, e até mesmo pródigos no vosso amor. Daí, porque o Senhor vos dará; abaixai-vos, que o Senhor vos levantará; humilhai-vos, que o Senhor vos fará sentar à sua direita.

Ide, meus bem-amados, estudai e comentai essas palavras que vos dirijo, da parte daquele que, do alto dos esplendores celestes, tem sempre os olhos voltados para vós, e continua com amor a tarefa ingrata que começou há dezoito séculos. Perdoai, pois, os vossos irmãos, como tendes necessidade de ser perdoados. Se os seus atos vos prejudicaram pessoalmente, eis um motivo a mais para serdes indulgentes, porque o mérito do perdão é proporcional à gravidade do mal, e não haveria nenhum em passar por alto os erros de vossos irmãos, se estes apenas vos incomodassem de leve.

Espíritas, não vos olvideis de que, tanto em palavras como em atos, o perdão das injúrias nunca deve reduzir-se a uma expressão vazia. Se vos dizeis espíritas, sede-o de fato: esquecei o mal que vos tenham feito, e pensai apenas numa coisa: no bem que possais fazer. Aquele que entrou nesse caminho não deve afastar-se dele, nem mesmo em pensamento, pois sois responsáveis pelos vossos pensamentos, que Deus conhece. Fazei, pois, que eles sejam desprovidos de qualquer sentimento de rancor. Deus sabe o que existe no fundo do coração de cada um. Feliz aquele que pode dizer cada noite, ao dormir: Nada tenho contra o meu próximo.

*

PAULO, Apóstolo, Lyon, 1861

15 – Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo; perdoar aos amigos é dar prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar que se melhora. Perdoai, pois, meus amigos, para que Deus vos perdoe. Porque, se fordes duros, exigentes, inflexíveis, se guardardes até mesmo uma ligeira ofensa, como quereis que Deus esqueça que todos os dias tendes grande necessidade de indulgência? Oh, infeliz daquele que diz: Eu jamais perdoarei, porque pronuncia a sua própria condenação! Quem sabe se, mergulhando em vós mesmos, não descobrireis que fostes o agressor? Quem sabe se, nessa luta que começa por um simples aborrecimento e acaba pela desavença, não fostes vós a dar o primeiro golpe? Se não vos escapou uma palavra ferina? Se usaste de toda a moderação necessária? Sem dúvida o vosso adversário está errado ao se mostrar tão suscetível, mas essa é ainda uma razão para serdes indulgentes, e para não merecer ele a vossa reprovação. Admitamos que fosseis realmente o ofendido, em certa circunstância. Quem sabe se não envenenastes o caso com represálias, fazendo degenerar numa disputa grave aquilo que facilmente poderia cair no esquecimento? Se dependeu de vós impedir as conseqüências, e não o fizestes, sois realmente culpado. Admitamos ainda que nada tendes a reprovar na vossa conduta, e, nesse caso, maior o vosso mérito, se vos mostrardes clemente.

Mas há duas maneiras bem diferentes de perdoar: há o perdão dos lábios e o perdão do coração. Muitos dizem do adversário: “Eu o perdôo”, enquanto que, interiormente, experimentam um secreto prazer pelo mal que lhe acontece, dizendo-se a si mesmo que foi bem merecido. Quantos dizem: “Perdôo”, e acrescentam: “mas jamais me reconciliarei; não quero vê-lo pelo resto da vida”! É esse o perdão segundo o Evangelho? Não. O verdadeiro perdão, o perdão cristão, é aquele que lança um véu sobre o passado. É o único que vos será levado em conta, pois Deus não se contenta com as aparências: sonda o fundo dos corações e os mais secretos pensamentos, e não se satisfaz com palavras e simples fingimentos. O esquecimento completo e absoluto das ofensas é próprio das grandes almas; o rancor é sempre um sinal de baixeza e de inferioridade. Não esqueçais que o verdadeiro perdão se reconhece pelos atos, muito mais que pelas palavras.

http://evangelhoespirita.wordpress.com/capitulos-1-a-27/cap-10-bem-aventurados-os-misericordiosos/instrucoes-dos-espiritos/i-perdao-das-ofensas/

Sobre o perdão, para reflitir:

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Fluido cósmico (universal; primitivo; elementar) - Elemento universal - Plasma Divino


As respostas seguintes nos foram dadas pelo Espírito São Luís.
Muitos outros, depois, as confirmaram.

I. Será o fluido universal uma emanação da divindade?
"Não."
II. Será uma criação da divindade?
"Tudo é criado, exceto Deus."
III. O fluido universal será ao mesmo tempo o elemento universal?
"Sim, é o princípio elementar de todas as coisas."
IV. Alguma relação tem ele com o fluido elétrico, cujos efeitos conhecemos?
"É o seu elemento."
V. Em que estado o fluido universal se nos apresenta, na sua maior simplicidade?
"Para o encontrarmos na sua simplicidade absoluta, precisamos ascender aos Espíritos puros.
No vosso mundo, ele sempre se acha mais ou menos modificado, para formar a matéria compacta que vos cerca.
Entretanto, podeis dizer que o estado em que se encontra mais próximo daquela simplicidade é o do fluido a que chamais fluido magnético animal."
VI. Já disseram que o fluido universal é a fonte da vida.
Será ao mesmo tempo a fonte da inteligência?
"Não, esse fluido apenas anima a matéria."
VII. Pois que é desse fluido que se compõe o perispírito, parece que, neste, ele se acha num estado de condensação, que o aproxima, até certo ponto, da matéria propriamente dita?
"Até certo ponto, como dizes, porquanto não tem todas as propriedades da matéria. É mais ou menos condensado, conforme os mundos."
O fluido cósmico universal é, como já foi demonstrado, a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza.
Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos:
o de eterização ou imponderabilidade, que se pode considerar o primitivo estado normal e o de materialização ou de ponderabilidade, que é, de certa maneira, consecutivo àquele (mundo visível).
O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível.
Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados.
No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria tangível.
Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.
A matéria etérea e sutil que constitui esse fluido vos é imponderável. Nem por isso, entretanto, deixa de ser o princípio da vossa matéria pesada.
A matéria cósmica primitiva continha os elementos, materiais, fluídicos e vitais de todos os universos que estadeiam suas magnificências diante da eternidade.
Ela é a mãe fecunda de todas as coisas, a primeira avó e, sobretudo, a eterna geratriz.
Absolutamente não desapareceu essa substância donde provêm as esferas siderais; não morreu essa potência, pois que ainda, incessantemente, dá à luz novas criações e incessantemente recebe, reconstituídos, os princípios dos mundos que se apagam do livro eterno.
A substância etérea: mais ou menos rarefeita, que se difunde pelos espaços interplanetários; esse fluido cósmico que enche o mundo, mais ou menos rarefeito, nas regiões imensas, opulentas de aglomerações de estrelas; mais ou menos condensado onde o céu astral ainda não brilha; mais ou menos modificado por diversas combinações, de acordo com as localidades da extensão, nada mais é do que a substância primitiva onde residem as forças universais, donde a Natureza há tirado todas as coisas.

A GÊNESE -Os milagres e as predições segundo o Espiritismo- 36a. edição – Allan Kardec [capítulo XIV páginas 116, 273 e 274 itens 2,3, 17]
O LIVRO DOS ESPÍRITOS – 75a. ed. - Kardec [página 61 questão 29]

A gratidão e o amor!

Várias religiões dispersam muitas verdades. Devemos aprender com todas. O caráter científico do Espiritismo nos impulsiona a conhecer a todas e a saber nos posicionar para adquirir o conhecimento de diversas fontes e saber discernir e separar o joio do trigo. 

Esta palestra da Sei-cho-no-ie que aborda o amor e a gratidão traz explicações muito preciosas.


Estejamos de coração aberto para perceber a verdade, não apenas porque alguém que respeitamos e conhecemos fala que a conhece e a divulga, mas porque estamos sensíveis o suficiente, procurando ter muito contato com o nosso ser interior, que tudo sabe, para identificar a verdade, utilizando-nos também da razão pra isso.

domingo, 21 de abril de 2013

Suicídio Nunca!

Drama baseado em fatos reais onde uma jovem resolve suicidar-se com sua filha, mas forças sobrenaturais intercedem a seu favor. Sensacional!
Diretor: Allan Bispo. Elenco: Andréa Corrêa, Carlos Vereza, Monique Lafond, Othon Bastos. Ano: 2001. Duração: 15 minutos de filme + esclarecimentos e entrevistas.

sábado, 20 de abril de 2013

Elevação dos pensamentos...

por Amigos de Chico Xavier, com adaptação nossa

Forma simples e verdadeira, sob a luz da doutrina dos espíritos. Vamos elevar as nossas mentes irmãos, vamos mentalizar ao Cristo e aos servos de Deus, trabalhadores do bem e da Luz. Mantendo o nosso coração aberto, como um endereço certo para que possam os benfeitores pernoitar em nosso lar, harmonizando o coração dos companheiros de jornada e trazendo paz aos que necessitarem e passarem por quaisquer transtornos, que com certeza são passageiros. 








Existem amigos que nos ensinam a vencer às tentações e a iniquidade dos espíritos malévolos. Estes amigos se manifestam por nomes variados, como de ícones espíritas, tal qual Chico Xavier, que, só de ouvir, soam feito música que nos inspira e ajuda na auto-iluminação.

Vamos então irmãos pedir ajuda por meio da oração.

Relacionamento amoroso!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

As dez coisas que nós acreditamos que nos farão felizes, porém não fazem

"As dez coisas que nós acreditamos que nos farão felizes, porém não fazem" é um texto do famoso monge budista francês Matthieu Ricard – que, para quem não se lembra, já foi apresentado como “o homem mais feliz do mundo” e já foi palestrante do TED sobre felicidade. Se a gente olhar bem e for sincero, vamos perceber que todos buscamos algo que está nessa lista, estamos perseguindo algo que fatidicamente não nos tornará feliz – e muitos de nós estamos atrás de mais de um dos itens (e é um pouco assombroso pensarmos que podem existir pessoas perseguindo todos esses itens).

PhD em Genética Molecular no Instituto Pasteur, Matthieu Ricard não se dedica mais à vida acadêmica, é hoje tradutor francês do XIV Dalai Lama, membro do Mind & Life Institute, dedicado a pesquisas para a compreensão científica da mente, e é o principal coordenador da Associação Karuna-Shechen, dedicada à educação e serviços de cuidado para as pessoas mais velhas.

As dez coisas que nós acreditamos que nos farão felizes, mas que não fazem, segundo Matthieu Ricard, são:
  1. Ser rico, poderoso e famoso. 
  2. Tratar o universo como se fosse um catálogo de pedidos para os nossos caprichos e desejos 
  3. Desejar a “liberdade” para fazer tudo o que vem à mente. (Isto não é ser livre, mas escravos de nossos pensamentos). 
  4. Buscar constantemente nossas sensações prazerosas, uma após a outra. (as sensações de prazer rapidamente se desfazem e se tornam até chatas ou desconfortáveis). 
  5. Querer nos vingar de forma maldosa de qualquer pessoa que tenha nos ferido. (ao fazer isso nós nos tornamos tão ruins quanto eles, e envenenamos nossas mentes). 
  6. “Se eu tivesse tudo, certamente ficaria feliz”, ou “Se eu tiver isto ou aquilo, eu posso ser feliz.” (tais previsões não são geralmente corretas). 
  7. Querer sempre ser lisonjeado e nunca enfrentar qualquer tipo de crítica. (o que não nos ajudará a progredir). 
  8. Eliminar todos os seus inimigos. (A animosidade nunca nos trará a felicidade). 
  9. Nunca enfrentar as adversidades. (Isto nos faz fracos e vulneráveis). 
  10. Enfocar os nossos esforços em apenas cuidar de nós mesmos. (o amor altruísta e compaixão são as raízes da verdadeira felicidade). 
Sugestão para meditação/reflexão sobre a felicidade: 

terça-feira, 16 de abril de 2013

Oração, meditação e estados alterados de consciência


Benjamin de Aguiar,
pelo Espírito Eugênia.

(Benjamin de Aguiar) – Adorada Mãe, podemos conversar?

(Espírito Eugênia) – Devemos. Sei que já foi informado do assunto, previamente.

(BdA) – Sim, durante as meditações e orações matinais, fiquei sabendo que você gostaria de trazer a lume um tema específico, para esclarecer e dirimir as dúvidas de muita gente – questionamentos estes que considero de caráter sagrado.

(EE) – Então, comecemos.

(BdA) – Eugênia, as diversas tradições espirituais da humanidade têm um conjunto de regras que variam na forma, mas parecem manter uma linha diretriz basilar sobre o tema preces-meditação – estou certo?

(EE) – Sim.

(BdA) – As atividades de oração e meditação afiguram-se como muito distintas, sobremaneira para os menos afeitos à temática e, mais ainda, à sua prática.

(EE) – Exatamente.

(BdA) – Muitos reclamam de falhas de concentração, de não possuírem um método consistente, nem encontrarem tempo para orar, pois gostariam de fazer preces por mais tempo e de melhor qualidade. Os próprios Discípulos de Jesus pediram ao Mestre Supremo um ensino nesse particular, d’onde surgiu a “Oração Dominical”, mais conhecida como “Pai Nosso”.

(EE) – Correto.

(BdA) – Bem, bombardei-a com muitas questões. Não sei se agi de modo correto. Normalmente, abordamos subtema a subtema, para que não se “embolem” uns nos outros e nos façam perder a perspectiva de profundidade ou mesmo detalhes relacionados a cada um dos elementos constituintes do assunto ou ao conjunto da Temática Principal. Mas fui animado, por suas respostas lacônicas, a fazê-lo…

(EE) – Sim, filho. Desejara que assim fosse, para que lhe respondesse de uma só vez; e você pode me interpelar no meio de minha fala, pelo que lhe quero deixar à vontade para me interromper, quando lhe espocar uma outra área de indefinição e dúvida, sua ou de terceiros.

(BdA) – Certíssimo. Todo ouvidos.

(EE) – Primeiramente, oração é respiração da alma. Ninguém pode viver sem ela. Algumas pessoas supõem que passam pela existência sem vivenciar estados meditativos, e não notam, por exemplo, que fazem transes durante uma leitura, enquanto brincam de joguinhos eletrônicos ou assistem a telenovelas ou a filmes, no transcurso do conúbio sexual ou mesmo no ato de conversar, com profundidade e intensidade, com amigos e/ou familiares, perdendo a noção, amiúde, de espaço e tempo – o que bem caracteriza os “estados alterados de consciência” (usando agora um termo mais técnico), que constituem necessidade-impulso inerente ao ser humano. O cérebro é programado, genética ou neurofisiologicamente (como se prefira entender e dizer), para desenvolvê-los, e a deficiência em gerá-los indica graves distúrbios, como o de déficit de atenção para estudantes ou a distração em atividades profissionais – um drama que se complexificou, na era da multiatenção. Os indivíduos “fazem transes” quando estudam, ao se dedicarem ao trabalho, num momento de lazer, enquanto acompanham uma palestra de seu agrado.

(BdA) – Alguns deduzem, porém, com a descoberta de certas circunvoluções cerebrais mais associadas a estados místicos e religiosos, que tais práticas seriam uma mera função fisiológica de um órgão do corpo (o cérebro), sem grandes elementos de transcendência do material, como é aventado, em primeiro exame.

(EE) – Justamente a este ponto é que desejaríamos conduzir nosso diálogo. Fazer estados alterados de consciência (aqueles em que a atenção está modificada – nem que seja pelo sono, com ou sem sonhos, sejam estes bons ou maus) é um automatismo inarredável do psiquismo e mesmo da cerebração humanos. Entrementes, gerar estados “mais elevados” de consciência – eis o busílis da questão – exige certa ordem de métodos, esforço e disciplina, e é exatamente nesse campo de reflexões que entra nosso estudo mais aprofundado. A Neuroteologia tem razão ao falar que existe a fisiologia do cérebro relacionada à vivência espiritual, mas devemos recordar que há, da mesma forma, a neurofisiologia da visão ou da audição, sem que isso signifique que não exista no mundo externo o que esteja sendo visto ou ouvido (não importando como sejam esse objeto ou som, em “estado bruto” – ou seja: sem os filtros dos sentidos materiais). Existe a fisiologia da prece: o “The God’s Spot”, como denominado por Melvin Morse, o lóbulo temporal direito do cérebro, que seria responsável pela captação de “vozes espirituais”; assim como a glândula pineal, que funciona qual “antena psíquica” da mediunidade e do contato com outras inteligências (não necessariamente manifestadas em organismos de matéria densa), como tanto a literatura esotérica e espírita o afirma, alguns chamando-a de “o terceiro olho”. Sérgio Felipe, no Brasil, estudando a glândula pineal, descobriu como seu elemento constituinte um mineral específico, a apatita, que atrairia as ondas eletromagnéticas d’outras mentes (encarnadas ou desencarnadas), como também demonstrou que a epífise apresenta resíduos fisiológicos de um aparelho ótico, como se fora um olho atrofiado… O lóbulo parietal esquerdo, por sua vez, chegou a ser indicado, por estudiosos estrangeiros, como um centro de construção cognitiva do sentido do “eu”, que seria desativado, em momentos de meditação profunda ou comunhão com outras “faixas de consciência”, com isso “justificando” o sentido de consciência cósmica ou identidade com outras personalidades, característicos de tais práticas meditativo-oracionais. Mas, conforme o dissemos acima, o cérebro é um canal de comunicação com o mundo externo: há regiões mais especializadas para o paladar, o olfato, a visão, a audição, o tato. Existem também aquelas atinentes à percepção do que está fora do espectro direto de captação dos sentidos grosseiros do corpo, mas que pode ser apreendido pelas antenas sensíveis da mente, que precisam ser utilizadas e desenvolvidas, para que o indivíduo alcance o sentimento de realização pessoal, de plenitude.

(BdA) – Muito bem, acho que chegamos, então, às tais questões que lhe apresentei acima.

(EE) – Sim. Perdoe-me o introito mais longo, mas era necessário, para que se entenda o inexorável do processo: não se trata de uma escolha pessoal, para gente religiosa ou afeita ao assunto espiritual, por exemplo, como se costuma pensar a respeito da temática. E interessante notar que aludi a apenas um aspecto: o que concerne ao funcionamento do cérebro, em consórcio com a mente, durante esses “estados alterados de consciência”. Se cogitarmos, porém, na minha primeira sentença – “oração é respiração” –, e em torno dela fizermos circunvoluções de lucubração, começaremos a adentrar o campo de conjecturas que realmente nos agrada e importa aqui ventilar.

(BdA) – Pois não.

(EE) – Já foi dito, alhures e antanho – sobremaneira na obra psicografada de Chico Xavier, de modo lapidar –, que cada criatura vive na atmosfera psíquica que lhe diz respeito; nesse sentido, atraímos e somos atraídos por nossos semelhantes (encarnados ou desencarnados), em termos de gostos, interesses, valores, propósitos de vida, tanto para consequências construtivas quanto, lamentavelmente, para destrutivas também. Alimentamo-nos de energia mental e espiritual, se é que assim podemos nos exprimir. Sentimos saudade de alguém, porque, como disse Emmanuel, Guia Espiritual do Cândido Xavier, “sentimos falta do magnetismo” da pessoa. Almas santas ou iluminadas, encarnadas na Terra, padecem muito, destarte, tanto mais quanto maior for a disparidade entre seu padrão de onda psíquica e o da média coletiva. Por esta razão é que costumam se isolar em longas preces e meditações, transes mediúnicos ou estados místicos de consciência: de partilha e comunhão direta com seus iguais, albergados em planos mais altos de consciência, normalmente todos ou quase todos desencarnados. Para estas criaturas, pertencentes a uma humanidade do futuro, orar, meditar ou confabular “con il suo angelo buono” representa o prazer supremo, pois que, nesses instantes particulares, sentem-se compensadas em suas energias, amiúde depauperadas em contato com as mentes refratárias com que são dadas a conviver, para lhes estimular o processo evolucional.

(BdA) – Nessa permuta de forças, Eugênia, necessariamente alguém doa e outrem recebe?

(EE) – Isso comumente ocorre, mas não necessariamente precisa assim se dar; e, a rigor, não deve acontecer. Por exemplo: reúne-se um grupo de amigos sinceros – em sua amizade (risos): nem sempre sinceros n’outras facetas de suas personalidades e caracteres, lamentavelmente. Vamos imaginar, como “hipótese de trabalho”, para facilitar a compreensão da intrincada questão, que a maior parte deles estava se sentindo relativamente “baixo astral”, como se diz no vernáculo. Após uma ou duas horas de conversação fraterna, todos estão se sentindo “elétricos”, como se uma bobina de força mental os estivesse recarregando. Até quem estava se sentindo bem, antes do encontro, acaba por se sentir melhor ainda. É que o Amor é Fonte Fundamental de Vida!… Onde há genuína paridade psicológica, interesse e preocupação com o outro, simpatia e partilha de valores e bem-querer, há a canalização das Fontes Místicas da Existência. Esta é uma das razões simbólicas para que o Cristo dissesse: “Onde dois ou mais estiverem juntos em Meu Nome, Eu Me farei presente no meio deles.” Ou, n’outros termos, para esta ordem de exegese, sem desmerecer as outras formas de interpretação desse trecho bíblico (igualmente corretas): “Onde há Amor Verdadeiro, a Fonte da Vida se fará sentir entre os que estiverem partilhando do Fluxo d’Este Amor.”

Não raro, nessas assembleias, espocam intermitências ou mesmo cortes repentinos no “barato” que o agrupamento de amigos está sentindo, quando encarnados ou desencarnados caem em sintonias divergentes do diapasão do amor legítimo. Malícia, inveja, ciúme, desejo de obter poder sobre terceiros ou de mostrar-se superior, tudo isso “arrebenta” com o delicado equilíbrio que congrega os “irmãos em ideal”. Por esse mesmo motivo se diz, em “O Livro dos Espíritos”, que o gozo dos eleitos é estarem os Espíritos que se amam (verdadeiramente) em convívio uns com os outros.

(BdA) – Eugênia, tomando uma rota mais ativa e resolutiva, para problemas dessa ordem, a fim de não ficarmos passivos diante de tais “quedas energéticas” (que, como bem sabemos, na vida social, são não só inevitáveis, como constituem a regra), podemos nos posicionar frente à agremiação, com o foco de corrigir o padrão do ambiente, não é isso?

(EE) – Sim, pela sugestão, sutil ou explícita, de mudança na rota da conversação ou no ângulo de abordagem dos assuntos, bem como pela exalação sincera de vibrações no intento de refazer a harmonia momentaneamente rompida, uma espécie de súplica amorosa (não importando o tom com que seja vazada – até o humor pode ser utilizado para isso: por sinal, uma ferramenta muito eficaz, para que os egos sejam contornados), evitando-se (a não ser quando não possível d’outro modo) a crítica aberta ou a repreensão indireta, mas honestas e bem-intencionadas, se incontornáveis. E o interlocutor, por sua vez, se não estiver tomado pelo ego e suas defesas, também pode pressentir essa boa intenção e reagir positivamente – é o que se espera, por exemplo, de um aluno diante de seu professor que lhe aponta uma falha: algo natural, que não deve levá-lo a se sentir ofendido. Não é outra coisa que fazem os seres relativamente mais evoluídos encarnados no orbe. Eles são aqueles indivíduos sobre quem se diz, habitualmente: “É uma beleza estar em sua presença”. Costumam-se também vincular-lhes processos de curas, a começar do humor, chegando até as enfermidades psicológicas e físicas, ao contato tão só de suas energias. O toque – desde um afago singelo ao abraço, como o passe e a massagem – poderá ter efeito mais eficaz, por potencializar o fenômeno.

Mas não devemos explorar tais pessoas, ou elas (como também é comum) desencarnam precocemente e/ou vivem enfermas, paradoxalmente, porque absorvem os dramas alheios, por um lado, ou, doando generosamente, além do saudável para si mesmas, colapsam a homeostase de seus sistemas corporal-mentais. Remetem-nos ao Arquétipo-Mito do Centauro Quíron, “o curador ferido” (protetor simbólico de médicos e odontólogos), que apresenta uma chaga que nunca deixa de sangrar… a hemorragia d’alma dos espíritos muito amorosos… uma hemorragia “do coração ferido”, pelo desamor de muitos… Sorriem, são afáveis e bem-humorados até; “estão contentes, mas não felizes”, dão muito, recebem muito pouco, porquanto, ainda que alguém sinceramente se dispusesse a lhes oferecer algo, não saberia nem teria como fazê-lo. Seria o mesmo que (fazendo alusão aos casos extremos) uma criança, em período de alfabetização, resolvesse satisfazer a necessidade de conversação substancial de um catedrático erudito em Filosofia e Física avançadas. Imaginemos o equivalente em termos de sentimentos – que o há… e, dolorosamente, no globo.

(BdA) – Bernadette Soubirous desencarnou com 35 anos, gravemente enferma; Jacinta, a pastorinha de Fátima, com corpo incorrupto até hoje, como Bernadette, nem mesmo concluiu a infância. Mas alguns, indiscutivelmente santos, foram longevos, como Chico Xavier, Florence Nightingale e Catarina Labouré.

(EE) – As duas primeiras foram consideradas, para vastas massas, quase unanimemente, como almas santas, enquanto ainda estavam encarnadas; com isso, sofreram terrível assédio vampiresco, que lhes drenou as forças vitais, até a morte do corpo físico “antes da hora”. Quanto a Catarina Labourré, só se soube que vira Maria Santíssima, em Pessoa, após a sua morte de carne. Chico Xavier era atacado, em vida, pelo próprio movimento espírita, que o julgava (quando mais jovem), em expressivos segmentos, um vaidoso inveterado, a publicar, “sem necessidade”, sucessivos livros psicografados, ao passo que o restante do Brasil cristão o tinha como representante de forças diabólicas, por ser médium. Quando, nos anos finais de sua encarnação, foi quase santificado pela opinião popular, “estranhamente” também sofreu um trancafiamento numa espécie de semiclausura no lar, e só via a multidão, no máximo, uma vez na semana, passando longos períodos (algumas vezes, mais de ano) escondido de todos, recuperando-se de renitentes enfermidades corporais. Por fim, Nightingale, com sua severidade racional e militar, era vista como um gênio intelectual, e não como a alma virtuosíssima que era, tendo sido poupada dessa ordem de parasitismo deliberado, com o que pôde trabalhar em paz, no correr de décadas sucessivas, até completar nove decênios de existência material.

(BdA) – E quanto à concentração e métodos melhores de orar e meditar, Eugênia?

(EE) – Prática, disciplina e, para tanto, vontade, desejo sincero de desenvolver a habilidade de ligar-se ao Plano Sublime, sem depender de intermediários – o que é o correto, justo e digno de se fazer –, acessando-se o Alto por meio do próprio Self ou do Anjo latente em cada criatura, que precisa ser despertado, exatamente por estas práticas, paulatinamente. Quando se quer realmente atingir um objetivo, consegue-se. A questão é que há pessoas que declaram querer orar melhor ou mesmo arranjar tempo para suas preces (isso é quase risível: sempre sobra tempo para os programas de lazer ou para as compulsões e vícios mais variados), mas não estão muito determinadas, do fundo de suas almas (ou de seus inconscientes), em fazê-lo. Constroem impérios econômicos, diplomam-se, constituem famílias, conquistam parceiros sexuais – e nada disso é fácil –, mas sentem sono, tédio ou nem sequer conseguem manter o fio da atenção, quando oram.

(BdA) – Alguns, inclusive, utilizam a oração como sonífero, Eugênia: uma prática que várias pessoas já me declararam utilizar…

(EE) – Não só: o mesmo se dá em palestras de tom edificante para seus espíritos ou em reuniões mediúnicas, a não ser as em que “carregos interessantes apareçam no pedaço”, por lhes despertarem a curiosidade intelectual ou a malícia que lhes é própria. Não sendo assim, perdem o interesse e ficam sonolentas, um sono patológico muitas vezes sem nenhuma interferência de “obsessores hipnotizadores” (embora esse fenômeno também aconteça), mas provocado, simplesmente, pelo total descaso com que encaram o assunto. Seus egos, com seu sistema de defesa, “desligam” tais criaturas, para que elas não se modifiquem em seus hábitos e seu padrão de emoções e sensações mais próximas da instintualidade animal – não fazendo referência aqui somente a desmandos do sexo e a vícios de qualquer ordem, mas ao estalão psicológico da desconfiança e suspeita sistemáticas, da dúvida generalizada quanto ao caráter das pessoas, da pretensão cristalizada de ser superior aos outros, do impulso “irrefreável” de tentar levar vantagem em todas as situações e relações, para apenas citar alguns dos feixes de impulso em que muitos passam vidas inteiras, supondo-se dignos, decentes e até muito espirituais, para acordarem, pasmos, do Outro Lado da Vida, em péssimas condições. Esses indivíduos, quando começam a orar, desligam-se de obsessores ou, amiúde, tão somente de seus próprios pensamentos auto-obsidentes, geradores de estresse e tensão, e logo lhes vem o sono.

(BdA) – O inverso do que ocorre à outra categoria de almas a que você aludiu, no extremo espectro oposto da evolução, para os limites terrenos, não é isso, Eugênia?

(EE) – Sim, porque se alguém se sente descompensado e se encontra com os Amigos Verdadeiros – os que vibram em seu padrão de onda mental –, acontece o que se dá nas rodas de amigos comuns: todos se reabastecem psiquicamente. Assim, estes espíritos mais amadurecidos ficam “elétricos”, como outrossim o dissemos acima, e, se forem orar ou meditar um pouco mais longa ou intensamente, logo antes de dormir, perdem o sono, em vez de relaxarem. O que se lhes recomenda, então, é uma prece rápida de encomenda de suas almas a Deus, para que vão a um bom lugar ao saírem parcialmente do corpo de carne, mas que não se atenham a mantras ou orações mais demoradas: para eles, isso significa, inelutavelmente, insônia certa.

(BdA) – Querida Eugênia, há rodas de amigos mantidas em alto padrão, por influência de uma ou poucas pessoas, num diapasão melhor, que se doam largamente – estou certo nessa impressão íntima?

(EE) – Sim. E, se isso acontecer, todos saem se sentindo bem, e o doador (ou doadores, se em expressão numérica muito inferior) parte(m) do encontro – ainda que disfarce(m) – esgotado(s), podendo vir a enfermar, e, quiçá (o que não é raro), precipitar o seu desencarne, como falamos anteriormente. Não por acaso, os regimes de clausura, declarados ou não, foram instituídos em praticamente todas as Tradições Religiosas. Monastérios há tanto no Ocidente quanto no Oriente. Existe muito preconceito em relação à “vida de ermitão”, por ignorância do assunto espiritual, quando monastérios de almas legitimamente virtuosas cooperam eficazmente por elevar a vibração do orbe inteiro, evitando tragédias de expressão mundial, como conflagrações globais. Ninguém diz o mesmo do gênio de ciência ou tecnologia que se isola para criar uma inovação – mas o princípio em vigor, aqui, é o mesmo, apenas transferido para o âmbito da intelectualidade sublime.

(BdA) – Mais algo a declarar sobre o assunto, adorável Eugênia?

(EE) – Que cada um crie o seu próprio sistema de orações-meditações. Deitado, sentado ou em pé (para os dorminhocos – risos). Em voz alta, em discurso silencioso, em discurso escrito, sem discurso algum. Com visualizações ou sem. Com música ou não. Debaixo do chuveiro, em pé ou sentado. Cantando, dançando – sim, dançando: sacerdotisas místicas oravam e entravam em transe, em suaves e ritualísticas danças e músicas mântricas na Índia Antiga, por exemplo. Mas quem quiser orar, que ore. Não diga que não consegue, não tem tempo ou não possui poder de concentração para tanto, porque tais alegações constituem meras artimanhas (leia-se: “armadilhas”) do ego. Há sempre uma forma criativa de se desdobrar esse sacratíssimo hábito. E procure-se fazer preces principalmente pela manhã. Não que a maior parte vá perder o sono se orar à noite (risos – porque não será isso o mais comum), mas para que se comece o dia em uma melhor sintonia, e se possa, no transcurso das horas restantes, voltar, mais facilmente, a breves conexões de prece-meditação, de permeio a atividades e contatos profissionais, familiares ou sociais, durante todas as ocupações e contingências do dia.

(Diálogo travado com o Espírito Eugênia, em 22 de março de 2011.)

http://www.saltoquantico.com.br/2011/03/23/riquissimo-dialogo-sobre-oracao-meditacao-e-estados-alterados-de-consciencia-permeado-de-curiosidades-e-dicas-praticas-alem-de-curiosidades-sobre-alimentacao-energetico-espiritual-e-praticas-vampir/

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Neurocientista defende intuição como fenômeno real

Existem duas formas de significar uma intuição ou premonição. Uma delas é a intuição através do acúmulo de informações que prevê uma tendência futura e a outra é a manifestação de certo tipo de sentimento sem nenhum motivo aparente que acessa com precisão uma ocorrência no futuro.

A intuição pautada no acúmulo consciente de informações ou experiências de vida é algo comum e praticado pelos cientistas. Ao estudar um determinado evento é possível fazer certas previsões futuras intuindo possíveis tendências para um determinado evento. O estudo científico geralmente parte de uma sensação do cientista que através do método cientifico busca validar ou refutar sua intuição.

Nestes casos a intuição ocorre devido ao acesso consciente de um conjunto de dados que permite apontar para uma possível tendência de ocorrência futura. Por exemplo, intuir que alguém que dirige de forma imprudente sofrerá um acidente.

No entanto, o termo premonição ou intuição também é atribuído aos casos onde a pessoa é acometida por uma sensação sem possuir nenhuma informação aparente sobre um dado evento. Nestes casos o individuo sente um conjunto de sensações que precede um evento sem que existam pistas sobre o que irá ocorrer, acessando diretamente um evento no futuro.

Casos divulgados na imprensa como, por exemplo, alguém que intui um evento ruim horas antes de receber a noticia de um familiar acidentado sem motivo aparente, etc. É este tipo de intuição que a Neurocientista Julia Mossbridge da Universidade Northwestern, pesquisou e apresentou suas conclusões em 17 de outubro de 2012 na revista Frontiers of Perception.

Um dos testes aplicados pela cientista consistiu na apresentação de imagens aleatórias em conjunto com o monitoramento das reações do corpo, entre elas, batimento cardíaco, pressão arterial, etc.

Um resultado curioso é que segundos antes de aparecer imagens assustadoras como a foto de pessoas acidentadas ou cobras rastejando, os participantes apresentavam mudanças no comportamento do corpo. Tais mudanças ocorriam apenas e antes das imagens negativas aparecerem.

Na perspectiva desta neurocientista os corpos dos participantes perceberam que a sensação seria ruim segundos antes do evento ocorrer. A sensação antecedeu o evento acessando de alguma forma uma ocorrência no futuro.

A maioria dos cientistas olha com ceticismo para o estudo e conclusões apresentados por Julia Mossbridge. O mais provável afirmam estes cientistas, é que o cérebro dos participantes tenha encontrado um padrão de tempo para a apresentação das imagens e assim presumiram o que provavelmente iria aparecer.

A discordância entre os cientistas é que existe uma diferença entre apostar em uma possibilidade futura e prever o futuro. A intuição é entendida pela tradição como a percepção de uma possibilidade e não a certeza de uma ocorrência no futuro. Neste sentido não se prevê o futuro apenas se percebe uma tendência futura.

Outros cientistas apostam na possibilidade real de uma previsão onde o individuo acessa com precisão um evento no futuro. Esta perspectiva é polemica e considerada pela maioria dos cientistas como algo carente de fundamentação.

Para Julia Mossbridge o resultado do estudo não significa que existe algo sobrenatural, mas sinaliza que ainda existem coisas na natureza que desconhecemos e que é possível de alguma forma acessar um evento no futuro.

Para a tradição científica estas intuições não podem “ocorrer do nada” precisam necessariamente acessar algum dado presente – ainda que inconsciente – permitindo sinalizar uma possibilidade de evento futuro.

Julia Mossbridge não está sozinha na defesa da intuição com acesso ao futuro – um outro estudo também olhado com ceticismo pela tradição científica – defende que o coração percebe eventos antes do cérebro e envia para ele certos sinais.

Dr. Rollin McCraty do Instituto California’s HeartMath e Jeffrey Ardell, professor de Farmacologia e pesquisador no Quillen College of Medicine no Tennessee defendem que um grupo de neurônios existentes no coração possuem um complexo sistema de troca de informações com o cérebro. “Esses neurônios cardíacos estão dando ordens ao cérebro” afirmam estes cientistas.

Tradicionalmente este conjunto de neurônios existente no coração serve para gerar o pulso elétrico que proporciona o batimento cardíaco. A idéia de atribuir á função de cérebro cardíaco para estes neurônios é tida como polêmica.

Aqui também ocorre a mesma divergência sobre a intuição ou premonição. Para alguns cientistas o coração possui formas de acessar o futuro, para outros, o mecanismo seria no máximo capaz de coletar certos dados no presente que permitam sinalizar uma tendência futura.

É prudente esperar por novas confirmações e estudos antes de aceitar qualquer afirmação como verdadeira.

É aconselhável não esquecer que no caso destes cientistas não se trata de algo paranormal, mas de mecanismos naturais que ainda desconhecemos e a discordância é se existe a possibilidade de acessarmos o futuro ou se apenas apostamos ainda que inconsciente em uma possibilidade de ocorrência futura.

Para saber mais sobre estes assuntos leia sobre a intuição clicando aqui e uma matéria na superinteressante aqui. Sobre a relação entre cérebro e coração clique aqui.

Fonte: http://blogdojsilva.blogspot.com.br/2012/11/neurocientista-defende-intuicao-como.html

quinta-feira, 11 de abril de 2013

sexta-feira, 5 de abril de 2013

ARE 5 - Estudando o Projeto Manoel Philomeno de Miranda / Seminário Atendimento Fraterno

Prezado (a) Amigo (a)

Boa tarde

A Aliança Regional Espírita 5 – ARE 5, cujo campo de atuação localiza-se no Vale do Jaguaribe, tem procurado ampliar suas atividades doutrinárias, promovendo eventos, com o intuito de divulgar o Espiritismo.  Assim sendo, foram programados oito Seminários, durante os anos de 2013 e 2014, com base  nas obras de Manoel Philomeno de Miranda, dentro do Projeto Estudando, devendo o primeiro deles ter início no próximo dia 7 de abril, às 08 h 30, em Quixeré, o qual terá como tema central  O Atendimento Fraterno.  Mais explicações poderão ser vistas no cartaz anexo  e na mensagem abaixo, enviada pelo Presidente da ARE 5, Edi Carlos Rebouças de Oliveira. Participe, pois será recompensado com a gama de preciosas informações que lhe serão transmitidas.

Cordialmente,

Orlando Mota Maia

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A Federação Espírita do Estado do Ceará através da Aliança Regional Espírita 5 órgão unificador do Movimento Espírita no Vale do Jaguaribe, estará dando início no próximo dia 07 de abril de 2013 o Projeto “Estudando”.

De iniciativa da Aliança Regional Espírita 5, o Projeto “Estudando” tem como objetivo geral promover o estudo e a comunicação social de obras espíritas que venha a contribuir no desenvolvimento das atividades das Instituições da região.

As obras escolhidas para as primeiras ações dessa empreitada foram as obras do “Projeto Manoel Philomeno de Miranda” (Atendimento Fraterno, Terapia pelos Passes, Vivência Mediúnica, Qualidade na Prática Mediúnica, Consciência e Mediunidade, Reuniões Mediúnicas, Passes – Aprendendo com os Espíritos e Estudando o Livro dos Médiuns) que renderão no mínimo oito Seminários  ao longo de 2013 e 2014.

O primeiro destes será o Seminário “Atendimento Fraterno” no dia 07 de abril de 2013 sendo Quixeré a cidade sediante do evento. Com início previsto para as 8h30 da manhã contará com o expositor Expedito Soares Jr., orador espírita da cidade de Limoeiro do Norte/CE .

Local do evento:
Sociedade Espírita Nosso Lar
Rua Alexandre Xavier, 1005
Quixeré/CE

Para maiores informações ou contato acesse:
twitter: @ARE5ValedoJagua

Edí Carlos Rebouças de Oliveira
Presidente do Núcleo Espírita Casa da Paz
 e da Aliança Regional Espírita - ARE 5
           Biênio 2012 / 2013

Projeto Estudando o Projeto Manoel Philomeno de Miranda - Seminário Atendimento Fraterno.jpg
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Uma dica pra manter uma boa energia: "não se envolva, dissolva"



E sobre a felicidade? O que é? Como ser ou se manter feliz?! Assista:

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mito da caverna

O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.

A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.

Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de muito habituar-se com a nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).

Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Alguns esclarecimentos com a monja Coen:


A monja Coen fala sobre a sua vida, sobre o tratamento que se deveria dar à coletividade, sobre a vida e morte (ou, mais precisamente, "vida-morte")...

O budismo é uma corrente espiritualista muito mais antiga que o Espiritismo, com conhecimentos importantes também e que devem ser respeitados, além de igualmente considerados. 

Absorvamos o conhecimento e reflitamos, selecionando as informações pelo resultado do nosso discernimento! Amém.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Estamos encontrando pessoas ou personas*, em nós e nos outros?

[Kênia Rios de Lima, 09/02/2013] 
Li isso numa revista eletrônica há pouco:
"O corpo de meninas e meninos passa, desde muito cedo, por um processo de feminilização e masculinização, responsável por torná-los “mocinhas” ou “capetas”. Esse minucioso processo se repete até que a violência e a agressividade da menina desapareçam, até que ela comece a se comportar como uma “verdadeira” menina, delicada, organizada e quieta, reprimindo sua agressividade e ressaltando sua meiguice e obediência. Já para o menino, esse processo se dá ao contrário: na atribuição de tarefas dinâmicas e extrovertidas e, em especial, com a privação da afetividade, não lhe sendo permitido, por exemplo, expressar-se pelo choro. A masculinidade está calcada no trabalho, na perseverança, na competitividade e no sucesso, elementos entendidos como os mais importantes para sua constituição considerada hegemônica: a coragem, diretamente relacionada à força física, à energia, à ousadia, à virilidade." <http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/construcao_social_dos_sexos.html>
Essa diferenciação comportamental nos modelos femininos e masculinos me parece o primeiro papel que aprendemos a exercer, conforme os estímulos que os pais, irmãos, amigos... nos vão dando. Identificamo-nos com a persona masculina ou feminina. Ái de quem fugir desse protocolo! Porquanto será marginalizado. 

Fora qualquer conflito nessa seara. Muitas vezes esses papeis vem de modo mais diversificado ou sutis. A sociedade nos impõe a aderirmos, pelo menos aparentemente, determinados valores, crenças, gostos, preceitos... Porque a sociedade, entendendo essa como um conjunto de pessoas convivendo entre si e unidas por um mesmo exercício cultural, de forma ampla, desenvolveu-se, construiu-se em cima do que podia assimilar, ou seja, em cima de papéis. Pois como seria pro meu vizinho, que mal se conhece, mas acha que sim, lidar comigo, um estranho (a ele, primeiramente), enquanto eu estiver na expressão de meus valores, os quais ele considera (na visão dele, enfatize-se) desvalor? E vice-versa? 

Melhor que encontremos valores sociais comuns e demonstremos tê-los, ainda que não o tenhamos, para estarmos inseridos, para conseguirmos conviver sem gerar abominância, sem provocar retaliações, sem nos rebelarmos, nos conformarmos, nos adequarmos... nos escondermos, nos negarmos?! Será? 

Bom pra fazer essa reflexão melhor entendermos o que são realmente valores e nos conhecermos mais intimamente, sem nos negarmos. Isso porque não faz desaparecer-se uma verdade com uma mentira. O que existe, existe. Melhor lidarmos com o que é e não criarmos falsas premissas ou considerar apenas uma parte superficial delas. 

Porque ao reprimirmos algo que já existe no ser humano, em cada um, geramos os reais conflitos. Desta postura advém a violência, também e principalmente a autoviolência que se exterioriza na sociedade, o preconceito, o assassinato, a arrogância, a depressão, a corrupção, a exclusão... 

Precisamos então deixar de considerar e conviver apenas com uma parte medíocre da realidade. Pois, apesar de não a conhecermos em sua plenitude, devemos ter a consciência de que ela é bem maior do que ainda podemos compreender. Nesse passo, é importante acharmos os valores que apaziguem os naturais conflitos surgidos de tal ignorância e jamais nos apegarmos, ao contrário, aos valores (falsos) que os ampliam!

Para isso, tudo começa de nós mesmos. Conheça-mo-nos! O olhar interno nos torna fortes. Os outros passam a não mais nos ameaçar (com os seus "desvalores"), porque quando nos conhecemos bem, já nos capacitamos a lidar com conflitos. A convivência com o próximo e os possíveis desagrados que vierem serão como uma próxima fase de um jogo de vídeo-game. Por meio disso, ganharemos "mais escores", tornando-nos mais habilidosos e serenos diante de quaisquer adversidades. Seremos harmonia, ou, estaremos bem mais perto de ser.

"Só o AMOR conhece o que é verdade" Cor, 13 Paulo de Tarso

Esse texto vem imbuído de uma súplica: deixemos de querer ser alguém que não somos ou aparentarmos ser alguém pros outros que não somos, deixemos de nos rejeitar, aceitemo-nos, reconheçamo-nos, conheçamo-nos..., pois aprendemos a amar partindo de nós mesmos para conosco, o resto vem por consequência natural e lógica!

PS: a autora, toma-se, humildemente, como a primeira pessoa a necessitar do referido aprendizado!

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*=Persona significa máscara. A palavra vem do teatro grego, onde cada personagem utilizava uma máscara para construir seu personagem. A palavra personagem, por sua vez, surgiu da palavra persona. Em latim, per-sona que dizer através do som. 
A persona é como se fosse um papel para interpretarmos para sermos vistos pelos outros.
Jung percebeu que nós agimos de maneira diferente em cada ambiente social, de que precisamos ser aceitos para pertencer ao grupo, e temos que nos adaptar dependendo da circunstância.