domingo, 31 de março de 2013

Casa do Caminho - Fortaleza: Cap. 11 - Amar o Próximo como a si mesmo - ESE - I...

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Cap. 11 - Amar o Próximo como a si mesmo - ESE - Itens 1 a 10 - Inês Daher

Palestra no Grupo Espirita Vinha de Luz em 27.03.2013 Cap.27Eficácia da prece por Eugênia Temporal

http://www.4shared.com/music/0MKAQs42/Palestra_no_Grupo_Espirita_Vin.html

O que significa a Páscoa?



Nessa semana, costumamos ouvir e dizer: “Feliz Páscoa!“. 
O que estamos, de verdade, desejando quando escutamos e/ou dizemos essa expressão?


Pesach (que em hebraico significa “passagem”) é a festividade judaica que comemora durante 8 dias a libertação do cativeiro no Egito. Os judeus passaram da condição de escravos para a de pessoas livres e puderam assim se conduzir usufruindo daliberdade, rumo à Terra Prometida. No mundo atual, no aqui-agora da existência, que “passagem” precisamos viver?
Pesach, em português, é Páscoa - uma festividade judaica, com data móvel. Para calcular a Páscoa,  é observado o primeiro domingo de Lua cheia do Outono (no hemisfério Sul, que se dá entre 31 de Março e 25 de Abril). Assim, a Páscoa se “cristianizou” a partir de 325 D.C, quando a Igreja Católica Romana convencionou sua data no famoso e controvertido Concílio de Nicéia, sobretudo porque a aparição audível, visível e tangível de Jesus, três dias após a morte pela cruel crucificação, teria ocorrido exatamente no domingo em que os fiéis da tradição judaica comemoravam sua Páscoa. Há quem diga que a última ceia partilhada por Jesus com seus discípulos é considerada, geralmente, uma refeição-ritual que acompanha a festividade judaica do Pesach.
O fato é que, sob o comando de Moisés, os judeus fizeram sua passagem da abjeta escravidão para a bem-vinda liberdade física. 
Mil e quinhentos anos depois, Jesus, o Cristo, fez sua passagem da existência no campo físico para a comprovação da imortalidade do Espírito e sua comunicabilidade com seus discípulos – futuros propagadores de sua Mensagem de Amor que tem o poder de libertar despertando consciências, rumo à harmonia com a Fonte da Vida, desde que os seres se permitam despertar para os valores do Espírito.
Passados mais de 2 mil anos, após a experiência de Jesus, ainda encontramo-nos em diversos tipos de prisões: egolatria, medo, orgulho, separatividade etc. Para delas nos libertamos,mister se faz caminhar, movimentar-se, passar de um ponto para um novo, de um estado de aprisionamento para um outro onde haja mais liberdade. 
Todo dia é oportunidade de mudança interior, de transformação. Essa semana da Páscoa surge como mais uma possibilidade de fazermos algo de bom para nossa alma, que anseia Paz, Amor, Luz e Bem-estar.
Precisamos passar da ignorância para o conhecimento e a vivência das Leis Universais; da pequenez do nosso ego doentio e limitador para atingirmos com humildade a grandeza de nosso Eu (a parcela de Deus em nós, o Cristo interno), saudável e capaz de elastecer e ampliar nossa Consciência, nossa presença ativa no Planeta e cumprir o que nos comprometemos fazer, antes de assumirmos a atual personalidade terrena.
Reflitamos sobre os ensinamentos de Vida que Jesus nos deu durante sua existência na Terra, seja encarnado ou após seu ressurgimento, durante 40 dias. Se nem Jesus ficou preso à morte, por que haveríamos nós, seus admiradores, de fazê-lo, relembrando sofridamente na imaginação toda carga de dor que Ele se permitiu passar? Visualizemos a vitória de Sua missão, quando nos doou ensinamentos imortais que podem nos transformar – se assim o quisermos, de coração.
Estamos criando pontes para nos aproximarmos do outro ou preferimos nos fechar em nós mesmos, esquecidos do sentimento de Unidade que une?
Felizes dias de reflexões e que estas possam nos ajudar a dar a coragem de caminhar como passageiros conscientes do nosso papel na Terra!!!
Paz e Bem a todos nesta Semana de Páscoa! Escolhamos um setor da nossa alma que esteja precisando se mover e façamos uma feliz “passagem”! Paz e Bem!
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Excelente filme. Mui inspirador!
Excelente filme. Muito inspirador!
A propósito, assista a um dos melhores filmes sobre Jesus. Trata-se de “O quarto homem sábio”, baseado em conto de Henry Van Dyke (1852-1933), um diplomata, escritor e pastor norte-americano. Van Dyke escreveu o conto “The Fourth Wise Man“, da forma mais universalista possível, sem a pretensão de proselitismo. Inspiradíssimo, porque atinge beneficamente a todos espectadores seguidores ou não de religiões formais.
Em 1985, o conto foi transformado em filme produzido para a TV, com 72min de duração, com Martin Sheen no papel principal. Após assisti-lo, reflitamos sobre as seguintes questões:
O que é mais importante na Vida?
Qual o significado real da existência?
Passados mais de dois mil anos, que presentes o Cristo espera de nós?
Como podemos retribuir por tantos presentes, bênçãos que a Vida já nos deu?

FATALIDADE E DESTINO ALGUNS APONTAMENTOS ANTE A LEI DE AÇÃO E REAÇÃO



FATALIDADE E DESTINO ALGUNS APONTAMENTOS ANTE A LEI DE AÇÃO E REAÇÃO

Na vida humana, tudo tem uma razão de ser, nada ocorre por acaso, ainda mesmo quando as situações se nos afigurem trágicas. O recente acidente aéreo, ocorrido com o Airbus da TAM, que se chocou contra um prédio da empresa, ao lado do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, no dia 17 de julho de 2007, parece-nos um evidente episódio de resgate coletivo.

Muitos desses acertos de contas são demonstrados pelos Espíritos, em diversas obras da literatura espírita. André Luiz narra um desastre aéreo, em que o piloto, confuso pelo denso nevoeiro, não pôde evitar o choque da grande aeronave, espatifando-se contra a montanha. Neste caso, um instrutor espiritual comenta que "as vítimas certamente cometeram faltas em outras épocas, atirando irmãos indefesos da parte superior de torres altíssimas para que seus corpos se espatifassem no chão; suicidas que lançaram-se de altos picos ou edifícios, que por enquanto só encontraram recursos em tão angustiante episódio para transformarem a própria situação". (1)

Quanto aos parentes mais próximos das vítimas, como inseri-los no contexto dos fatos? Pela lógica da vida, eles (os parentes, sobretudo os pais), muitas vezes, foram cúmplices de delitos lamentáveis no passado, e, por isso, necessitam passar por essas penas, entronizando-se, aqui, a idéia de que o acaso não existe na concepção espírita.

Como entender a magnanimidade da Bondade de Deus e o ensinamento do Cristo, ante as mortes coletivas, ocorridas em l961, naquele patético incêndio do "Gran Circus Norte-Americano", em Niterói? Como compreender os óbitos registrados no terremoto que atingiu a cidade histórica de Bam, no Irã, no final de 2003?

Como explicar o acidente com o Boeing da Flash Airlines, que ocorreu no Egito, provocando a morte de 148 pessoas que estavam a bordo daquela aeronave, em 3 de janeiro de 2004? Qual o significado dos que foram tragados pelas águas do Tsunami, tragédia, cujas dimensões deixaram o mundo inteiro consternado? O que pensar, ainda, sobre o naufrágio do Titanic, transatlântico que transportava cerca de 2.200 pessoas? O que dizer das quase 3.000 vítimas decorrentes do ataque às Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, a 11 de setembro de 2001? Como interpretar esses destinos?

Para as tragédias coletivas, somente o Espiritismo tem as respostas lógicas, profundas e claras, que explicam, esclarecem e, por via de conseqüência, consolam os corações humanos, perante os ressaibos amargosos dessas situações. O fato é que nós criamos a culpa, e nós mesmos formatamos os processos para extinguir os efeitos. Ante as situações trágicas da Terra, o ser humano adquire mais experiência e mais energias iluminativas no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar cada instante de sua vida. Com as verdades reveladas pelo Espiritismo, compreende-se, hoje, a justiça das provações, entendendo-as como sendo uma amortização de débitos de vidas pregressas.

Autores espirituais explicam, a respeito desse assunto, que indivíduos envolvidos em crimes violentos, no passado e, também, no presente, a lei os traz de volta, por terem descuidado da ética evangélica. Retornam e se agrupam em determinado tempo e local, sofrendo mortes acidentais de várias naturezas, inclusive nas calamidades naturais. Assim, antes de reencarnarmos, sob o peso de débitos coletivos, somos informados, no além-túmulo, dos riscos a que estamos sujeitos, das formas pelas quais podemos quitar a dívida, porém, o fato, por si só, não é determinístico, até, porque, dependem de circunstâncias várias em nossas vidas a sua consumação , uma vez que a lei cármica admite flexibilidade, quando o amor rege a vida e "o amor cobre uma multidão de pecados." (2)

Nossos registros históricos pelas vias reencarnatórias, muitas vezes acusam o nosso envolvimento em tristes episódios, nos quais causamos dor e sofrimento ao nosso próximo. Muitas vezes, em nome do Cristo, ateamos fogo às pessoas, nos campos, nas embarcações e nas cidades, num processo cego de perseguição aos "infiéis". Com o tempo, ante os açoites da consciência, deparando-nos com o remorso, rogamos o retorno à Terra pelo renascimento físico, com prévia programação, para a desencarnação coletiva, em dolorosas experiências de incêndios, afogamentos e outras tantas situações traumáticas para aliviar o tormento que nos comprime a mente.

Ao reencarnarmos, atraídos por uma força magnética (sintonia vibratória), conseqüente dos crimes praticados coletivamente, reunimo-nos circunstancialmente e, por meio de situações drásticas, colhemos o mesmo mal que perpetramos contra nossas vítimas indefesas de antanho. Portanto, as faltas coletivamente cometidas pelas pessoas (que retornam à vida física) são expiadas solidariamente, em razão dos vínculos espirituais entre elas existentes. Destarte, explica Emmanuel:"na provação coletiva verifica-se a convocação dos Espíritos encarnados, participantes do mesmo débito, com referência ao passado delituoso e obscuro. O mecanismo da justiça, na lei das compensações, funciona então espontaneamente, através dos prepostos do Cristo, que convocam os comparsas na dívida do pretérito para os resgates em comum, razão por que, muitas vezes, intitulais – doloroso acaso - às circunstâncias que reúnem as criaturas mais díspares no mesmo acidente, que lhes ocasiona a morte do corpo físico ou as mais variadas mutilações, no quadro dos seus compromissos individuais." (3)

Embora muitos acidentes nos comovam profundamente, seriam as tragédias suficientes para o resgate de crimes cruéis praticados no pretérito remoto? Estamos convencidos de que não, muito embora as situações - como essa vivenciada no dia 17 de julho de 2007 – nos levam a questionar, como, por exemplo: Por que esses acontecimentos funestos que despertam tanta compaixão? Seria uma Fatalidade? Coisa do destino? Que conceitos estão nos desenhos semânticos dessas palavras?

Para o espírita "fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte" (4), pois, como disseram os Espíritos a Kardec : "quando é chegado o momento de retorno para o Plano Espiritual, nada "te livrará" e frequentemente o Espírito também sabe o gênero de morte por que partirá da terra", "pois isso lhe foi revelado quando fez a escolha desta ou daquela existência". (5)

Mais, ainda: "Graças à Lei de Ação e Reação e ao Livre-Arbítrio, o homem pode evitar acontecimentos que deveriam realizar-se, como também permitir outros que não estavam previstos". (6)

A fatalidade só existe como algo temporário, frente à nossa condição de imortais, com a finalidade de "retomada de rumo". Fatalidade e destino inflexível não se coadunam com os preceitos kardecianos. Quem crê ser "vítima da fatalidade", culpa somente o mundo exterior pelos seus erros e se recusa a admitir a conexão que existe entre eles.

O homem comum, nos seus interesses mesquinhos, não considera a dor senão como resgate e pagamento, desconhecendo o gozo de padecer por cooperar, sinceramente, na edificação do Reino do Cristo.

Aquele que se compraz na caminhada pelos atalhos do mal, a própria Lei se incumbirá de trazê-lo de retorno às vias do bem. O passado, muitas vezes, determina o presente que, por sua vez, determina o futuro. "Quem com ferro fere, com ferro será ferido" (7), disse o Mestre. Porém , cabe uma ressalva, nem todo sofrimento é expiação. No item 9, cap. V, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec assinala: "Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento porque se passa neste mundo seja, necessariamente, o indício de uma determinada falta: trata-se, freqüentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito para sua purificação, para acelerar o seu adiantamento".(8). São claras as palavras do Codificador.

Não estão corretos aqueles que generalizam e afirmam que todo sofrimento é resultado de erros praticados no passado. O desenvolvimento das potencialidades, a subida evolutiva, requer trabalho, esforço, superar desafios. Neste caso é a provação, e não, a expiação, ou seja, são as tarefas a que o Espírito se submete, a seu próprio pedido, com vistas ao seu progresso, à conquista de um futuro melhor.

Dentro do princípio de Causa e Efeito, quem, em conjunto com outras pessoas, agrediu o próximo não teria que ressarcir o débito em conjunto? É esse o chamado "carma coletivo". (9)

Toda ação que praticamos, boa ou má, recebemos de volta. Nosso passado determina nosso presente não existindo, pois, favoritismos, predestinações ou arbítrios divinos. A doutrina espírita não prega o fatalismo e nem o conformismo cego diante das tragédias da vida, mesmo das chamadas tragédias coletivas. O que o Espiritismo ensina é que a lei é uma só: para cada ação que praticamos, colheremos a reação.
O importante para os que ficam por aqui , na Terra, para que tenham o avanço espiritual devido, é não falir pela lamentação, pela revolta pois "as grandes provas são quase sempre um indício de um fim de sofrimento e de aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus".(10)

Diante do exposto, afirmamos que a função da dor é ampliar horizontes, para realmente vislumbrarmos os concretos caminhos amorosos do equilíbrio. Por isto, diante dos compromissos cármicos, em expiações coletivas ou individuais, lembremo-nos sempre de que a finalidade da Lei de Deus é a perfeição do Espírito, e que estamos, a cada dia, caminhando nesta destinação, onde o nosso esforço pessoal e a busca da paz estarão agindo a nosso favor, minimizando ao máximo o peso dos débitos do ontem.

J. Hessen



Referências bibliográficas:

(1) Xavier, Francisco Cândido. Ação e Reação, Cap. XVIII, RJ: Ed FEB, 2005
(2) Cf. Primeira Epístola de Pedro Cap. 4:8
(3) Xavier, Francisco Cândido. O Consolado, RJ: Ed FEB, 2002, Perg 250
(4) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979, pergs. 851 a 867
(5) Idem
(6) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979, perg
(7) Cf. JOÃO. 18:11
(8) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001, item 9, cap. V
(9) A palavra karma é oriunda da raiz sânscrita "kri", cujo significado é ação. Karma é portanto, Lei de Causa e Efeito, ou ainda, de acordo com a terceira lei de Newton, conhecida como o "princípio da ação-e-reação", que diz: "a toda ação corresponde uma reação, com mesma intensidade, mesma direção, mas de sentido contrário". E o Cristo, ao recolocar a orelha do centurião romano, decepada pela espada de Pedro, sentenciou: "Pedro, embainha tua espada, pois quem com ferro fere, com ferro será ferido". Podemos notar, aí, dois enunciados da mesma Lei de Ação e Reação: um, de maneira científica e, outro, de modo místico. O vulgo diz : "Quem semeia vento, colhe tempestade".
(10)Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed FEB, 1989, Cap.14

quarta-feira, 27 de março de 2013

Palestra Espírita - Milton Felipeli - A ação terapêutica da prece

Milton Felepeli toma como base nessa palestra as pesquisas que o Dr. Masaru Emoto fez com a água, submetendo-a ao pensamento humano. Segundo ele, palavras ou pensamentos fazem com que as moléculas de água se comportem de formas diferentes.

Após submetê-las ao experimento, a determinada temperatura, são tiradas fotografias microscópicas das moléculas da água. Essas proposições foram fortemente criticadas como pseudociência. Isso porque, evidente, a tendência é sempre criticar aquilo que ainda não se compreende.

Masaru Emoto tem um livro bastante conhecido sobre seus experimentos e ficou mundialmente famoso ao tê-los divulgados no filme de documentário "Quem Somos Nós".

Milton Felipeli (São Paulo, 1941) atua no Movimento Espírita desde 1957. Escritor, conferencista, especialista em pesquisas bibliográficas, radialista e apresentador de cursos. Criou o método de aprendizado Ler, Estudar, Memorizar. Membro da Associação dos Divulgadores do Espiritismo -- ADE de São Paulo. Integra a equipe dos programas Ação 2000 e Diálogos Espíritas da Rede Boa Nova de Rádio. Apresentador do programa Espiritismo Agora na Rádio Mundial.

O arquivo de áudio em formato MP3 está disponível em:


A Subconsciência, Augusto dos Anjos


A Subconsciência

Há, sim, a inconsciência prodigiosa
Que guarda pequeninas ocorrências
De todas as vividas existências
Do Espírito que sofre, luta e goza.
Ela é a registradora misteriosa
Do subjetivismo das essências,
Consciência de todas as consciências,
Fora de toda a sensação nervosa.
Câmara da memória independente,
Arquiva tudo rigorosamente
Sem massas cerebrais organizadas,
Que o neurônio oblitera por momentos,
Mas que é o conjunto dos conhecimentos
Das nossas vidas estratificadas.

[Augusto dos Anjos]

Sobre o autor do poema:

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu em 28 de abril de 1884, no Engenho do Pau d’Arco (PB).
Seus pais eram proprietários de engenhos, os quais seriam perdidos alguns anos mais tarde, em razão do fim da monarquia, da abolição e da implantação da república.
Foi educado pelo próprio pai até ao período antecedente à faculdade. Formou-se em Direito no Recife, contudo, nunca exerceu a profissão. Criado envolto aos livros da biblioteca do pai, era dedicado às letras desde muito cedo. Ainda adolescente, o poeta publicava poesias para o jornal “O Comércio”, as quais causavam muita polêmica, por causa dos poemas era tido como louco para alguns e era elogiado por outros. Na Paraíba, foi chamado de “Doutor Tristeza” por causa de suas temáticas poéticas.

Em 1910, casa-se com Ester Fialho, com quem tem três filhos. O primeiro filho morre prematuramente. Quando a situação financeira da família se agrava, com o advento da industrialização e a queda do preço da cana-de-açúcar, o autor muda-se para o Rio de Janeiro. Nesta cidade, enfrenta o desemprego até conseguir o cargo de professor substituto na Escola Normal e no Colégio Pedro II, complementando-o com a renda das aulas particulares.
Em 1914, transfere-se para Minas Gerais, por causa de uma nomeação como diretor do Grupo Escolar de Leopoldina, a qual conseguiu com ajuda de um cunhado. Após alguns meses da mudança, o poeta morre aos 12 de novembro do mesmo ano, vitimado por pneumonia. 
Augusto dos Anjos vivenciou a época do parnasianismo e simbolismo e das influências destas escolas literárias através de seus escritores, como: Olavo Bilac, Alberto de Oliveira, Cruz e Souza, Graça Aranha, dentre outros. Porém, o único livro do escritor, intitulado “Eu”, trouxe inovação no modo de escrever, com idéias modernas, termos científicos e temáticas influenciadas por sua multiplicidade intelectual. Pela divergência dos assuntos tratados pelo autor em seus poemas em relação aos dos autores da época, Augusto dos Anjos se encaixa na fase de transição para o modernismo, chamada de pré-modernismo. 
O poeta tinha como tema uma profunda obsessão pela morte e teve como base a ideia de negação da vida material e um estranho interesse pela decomposição do corpo e do papel do verme nesta questão. Por este motivo foi conhecido também como o “Poeta da morte”. 
Sua única obra marca a literatura brasileira pela linguagem e temática diferenciadas.
<http://www.brasilescola.com/literatura/augusto-dos-anjos-1.htm>

segunda-feira, 25 de março de 2013

Saúde metafísica, mensagem de Chico Xavier

Quantas vezes a humanidade sofre de males por desconhecimento das causas mais profundas que  levam a criar certas doenças, quer seja por influências obsessivas, quer seja por mágoas, não perdão, ódio a remoer a alma etc.

Todos os males físicos têm razão no desequilíbrio em vidas passadas ou na existência atual pelos muitos distúrbios agravados pela má alimentação, pelo consumo de substâncias tóxicas ao organismo, como bebidas alcoólicas, cigarros, drogas, pelo mau humor constante, pela raiva mal dirigida, pela revolta por não conseguir o que quer e por aí vai...

Outras doenças são provocadas por ações externas como o contato com vírus, bactérias, protozoários..., ou outros fatores desconhecidos, contudo, há que se ater que o que contrai  a doença é ser mais suscetível imunologicamente ou geneticamente sensível a isso, o que prova que nada é por acaso, podendo-se chegar a conclusão de que as diferenças comportam em si desafios ou lições para os indivíduos que as contém, em prol do que se pode chamar de evolução.

Nessa síntese de ideias, segue abaixo, um texto de Chico que explica, com a destacada lucidez que lhe é própria, a referida problemática:
Somos defrontados com frequência por aflitivo problema cuja solução reside em nós.
A ele debitamos longas fileiras de irmãos nossos que não apenas infelicitam o lar onde são chamados à sustentação do equilíbrio, mas igualmente enxameiam nos consultórios médicos e nas casas de saúde, tomando o lugar de necessitados autênticos.
Referimo-nos às criaturas menos vigilantes, sempre inclinadas ao exagero de quaisquer sintomas ou impressões e que se tornam doentes imaginários, vítimas que se fazem de si mesmas nos domínios das moléstias-fantasmas.
Experimentam, às vezes, leve intoxicação, superável sem maiores esforços, e, dramatizando em demasia pequeninos desajustes orgânicos, encharcam-se de drogas, respeitáveis quando necessárias, mas que funcionam a maneira de cargas elétricas inoportunas, sempre que impropriamente aplicadas.
Atingido esse ponto, semelhantes devotos da fantasia e do medo destrutivo caem fisicamente em processos de desgastes, cujas consequência ninguém pode prever, ou entram, modo imperceptíveis para eles, nas calamidades sutis da obsessão oculta, pelas quais desencarnados menos felizes lhes dilapidam as forças.
Depois disso, instalada a alteração do corpo ou da mente, é natural que o desequilíbrio real apareça e se consolide, trazendo até mesmo a desencarnação precoce, em agravo de responsabilidade daqueles que se entibiam diante da vida, sem coragem para trabalhar, sofrer e lutar.
Precatemo-nos contra esse perigo absolutamente dispensável.
Se uma dor aparece, auscultemos nossa conduta, verificando se não demos causa à benéfica advertência da Natureza.
Se surge a depressão nervosa, examinemos o teor das emoções a que estejamos entregando as energias do pensamento, de modo a saber se o cansaço não se resume a um aviso salutar da própria alma,para que venhamos a clarear a existência e o rumo.
Antes de lançar qualquer pedido angustiado de socorro, aprendamos a socorrer-nos através da auto-análise, criteriosa e consciente.
Ainda que não seja por nós, façamos isso pelos outros, aqueles outros que nos amam e que perdem, inconsequentemente, recurso e tempo valiosos, sofrendo em vão com a leviandade e a fraqueza de que fornecemos testemunhos.
Nós que nos esmeramos no trabalho desobssessivo, em Doutrina Espírita, consagremos a possível atenção a esse assunto, combatendo as doenças-fantasmas que são capazes de transformar-nos em focos de padecimentos injustificáveis a que nos conduzimos por fatores lamentáveis de auto-obsessão.

André Luiz - Francisco Cândido Xavier

http://www.redeamigoespirita.com.br/profiles/blog/show?id=2920723%3ABlogPost%3A551231&commentId=2920723%3AComment%3A552879&xg_source=activity 

Chamada de voluntários

Hoje a ong Risonhos está abrindo seleção para novos voluntários. Se você gosta de passar alegria e é de Fortaleza, Ceará, aproveite a oportunidade de fazer parte dessa história de um trabalho levado muito à sério, mas com bom-humor dobrado!


Contato:
Rebeca de Castro - Relações Públicas
Tel: 9720.6166(tim) / 8858.7658(oi)
E-mail: contato@risonhos.org
Twitter: @Risonhos

A ONG RISONHOS tem como objetivo transformar a realidade das instituições de saúde e tratamento, educacionais ou abrigos voltados ao atendimento de crianças e idosos através de atividades recreativas, educativas ou artísticas, utilizando a alegria como potente estimulante para a melhoria da qualidade de vida.

Usamos a figura lúdica do Palhaço na maior parte do tempo, tentando transformar as instituições que visitamos e dar ênfase à humanização no atendimento das pessoas.

Nosso trabalho principal acontece com crianças e idosos, mas sempre tentando atingir um público maior, como os funcionários dos hospitais e asilos, além dos adultos que acompanham ou visitam as crianças nos leitos dos hospitais, assim como ações que podem ter cunho educativo, de cidadania ou estímulo ao voluntariado.

Poder proporcionar alegria, esperança e solidariedade é algo que não tem preço. É satisfatório olhar cada rosto ornamentado com a felicidade gerada por visitas que por vezes são inesperadas, e por outras que são ansiosamente aguardadas.

Solidariedade é e será sempre a palavra de ordem, onde a felicidade dos que fazem a ONG Risonhos é ver alegria e esperança no semblante daqueles que podem não ter muito no que acreditar.

Nós somos palhaços, mas o nosso trabalho é sério.

Roupas engraçadas, brincadeiras, maquiagem, nariz de palhaço, piadas... Isso tudo não chega nem perto de traduzir o que é ser um Risonho.

Ser risonho talvez nem possa ser explicado, mas o que poderia chegar mais perto é: ter sempre em si algo bom, algo incrivelmente bom, algo capaz de nos fazer rir como bobos, sozinhos, enquanto pensamos em algo pra fazer no próximo ato, ou lembrarmos de atos passados.

Ser Risonho é mais ou menos isso: vibrar ao conseguir um sorriso resistente, é conseguir todos os meios possíveis para conciliar trabalho, estudo, família, amigos, para não faltar atos e reuniões. Ser Risonho é não querer ir embora ao ouvir um “Não vai, palhaço”. É querer aprender sempre. É literalmente trocar sorrisos. Ser Risonho é ouvir alguns “Desiste disso!” e outros “Isso não dá certo!” e, mesmo assim, em nome de tudo que ser Risonho significa pra nós,  insistir e agir. Mais ou menos, segundo Jean Cocteau, um “certo” dramaturgo francês, que um dia disse: “Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”.


História da ONG

A ONG RiSonhos é herdeiro do grupo Vagalumes Ceará, uma filial do grupo Vagalumes originado em São Paulo. O grupo foi trazido para Fortaleza através de Silvia Macário, primeira coordenadora do Projeto, em janeiro de 2008.

Esse primeiro ano ficou marcado não somente por ser o início, mas também pela aprendizagem dos voluntários com os erros e acertos das primeiras experiências. Entrada e saída de diversos membros, divisão de responsabilidades e fixação de uma agenda. Não houve curso ou livro de regras para os primeiros. Durante algum tempo, os voluntários aprendiam somente com as falhas e experiências. Ainda no primeiro ano, iniciou-se uma melhor organização do grupo. Passou-se a adotar políticas que já davam certo em outros grupos e também foram criadas regras próprias. Decidiu-se no primeiro semestre deste ano que os atos seriam quinzenais, revezando entre as instituições atendidas: Hospital Infantil Albert Sabin - HIAS, Instituto José Frota - IJF (enfermaria 14 - infantil) e Lar Torres de Melo.

A partir do segundo trimestre, houve um aumento no número de integrantes e a agenda de Atos foi ampliada para que todos pudessem participar. Porém, à medida que o Projeto foi se solidificando e exigindo maior disponibilidade dos integrantes, vários voluntários saíram. Felizmente, mesmo com a agenda maior, os que continuaram no grupo conseguiram cumprir com o que havia sido acordado previamente com as Instituições.

No segundo semestre, Silvia Macário deixa o Projeto e assumem a coordenação: Bruno Façanha (que deixaria o Projeto em dezembro), e Caio Neres (que coordenou até o final do primeiro semestre de 2009). O ano de 2009 começou com um breve recesso para os voluntários, que foi aproveitado para realizarmos um curso de aprimoramento das técnicas de clown, importante para qualificar ainda mais o trabalho realizado com as crianças. Este ano também foi marcado por diversas mudanças ocorridas no Projeto, entre elas o nome, que passou a ser Projeto Social Risonhos. Esta mudança foi necessária pela importância de buscar uma maior independência e por acreditar que, desta forma, o projeto teria seu crescimento realizado sobre uma base mais sólida.

No segundo semestre de 2009, optou-se por fazer visitas em asilos que não fossem tão bem assistidos por voluntários como o Lar Torres de Melo. Depois de algumas visitas em um grande número de asilos e abrigos, os membros do projeto optaram pelo Abrigo de Idosos, instituição pública que cuida de idosos abandonados nas ruas da cidade. Também, no segundo semestre de 2009, a entrada de novatos foi aprimorada, de modo que os interessados no projeto passaram por três etapas iniciais de treinamento para demonstrar quanta dedicação poderia desprender em nome do projeto. Após a entrada, o número de voluntários era superior a trinta, o que possibilita ao projeto tranqüilidade no cumprimento do calendário e a possibilidade de um maior número de atos em 2010, até mesmo em novas instituições, sem que os voluntários sejam prejudicados com uma rotina excessiva de atos.

O ano de 2011 foi marcada pela transformação do Projeto Social RiSonhos em ONG RiSonhos. Essa transformação foi necessária para aumentar ainda mais a seriedade do nosso trabalho, além de facilitar a obtenção de parceiros para que seja possível realizar o trabalho de humanização de forma contínua, com maior freqüência, e sempre na busca pela melhoria da qualidade dos atos.

No ano de 2011 também houveram mudanças em relação ao número de atos, partindo do pressuposto que o trabalho de humanização necessita ser constante, para que seja possível a criação de laços entre os voluntários da ONG, as instituições e seus funcionários, assim como as crianças e idosos atendidos. Por este motivo os RiSonhos decidiram visitar o abrigo de idosos duas vezes por mês, além de ampliar para pelo menos 5 atos mensais nas instituições hospitalares visitadas.


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domingo, 24 de março de 2013

Despertamento e Simbiose


Este texto se utiliza das anotações de Manoel Philomeno de Miranda, espírito, contidas no prefácio de seu livro Painéis da Obsessão, psicografado por Divaldo Pereira Franco e editado pela Livraria Espírita Alvorada Editora.

No porão da consciência o indivíduo retém matrizes que, dependendo dos estímulos atuais, se tornarão os agentes da perturbação. Como exemplo dos efeitos que essas matrizes possam produzir citamos: mau humor, pessimismo, revolta, ódio, ciúme, lubricidade e viciações de ordem geral. Portanto, complexos de culpa ainda por serem acertados. (Figura 01A).

Agora, voltemo-nos ao digno orientador espiritual que, referindo-se à questão das culpas, assim diz:
"A culpa, consciente ou inconscientemente instalada no domicílio mental, emite ondas que sintonizam com inteligências doentias, habilitando-se a intercâmbios mórbidos."
Explicita o autor que tais matrizes são poderosos e perigosos agentes a atraírem inteligências afins, que, em simbiose com o encarnado, se converterão em processos de mórbidas, isto é, doentias obsessões. Estes estados são desencadeados a partir, exatamente, da identificação das vibrações que a mente do indivíduo emite.

No dizer de Manoel, transcorre o seguinte, no campo astral do indivíduo: "No caso específico das obsessões entre encarnados e desencarnados, estes últimos, identificando a irradiação enfermiça do devedor, (...) iniciam o cerco ao adversário pretérito (...)"

Vejam como a situação é delicada. Pensar, todas as pessoas pensam. Os respectivos pensamentos são emitidos com a coloração oriunda dos sentimentos próprios de cada uma. (Ver estudo da Aura Humana - série Mediunidade - apostilas 18 à 20). Desta forma, a emissão mental pode ser comparada às impressões digitais contidas nas mãos dos indivíduos. Ou seja, são inconfundíveis e jamais se igualam as de uma com as de outra pessoa.

Pois bem, uma vez que do indivíduo suas particularíssimas matrizes, carregadas de negatividade, venham a se despertar, inicia-se sobre ele o assédio causado por inteligências que suas emissões mentais atraia. Uma identificação inconfundível, pois semelhante atrai semelhante.

Entretanto, uma peculiaridade que ocorre nessa atração é que ela inicia-se de forma imperceptível, daí o grande perigo que todos correm quando, embalados pelo ilusório das facilidades que o mundo oferece, imaginam que assim, sem nenhum comprometimento, prosseguirão por toda a vida. Grave ilusão. Mais tarde verificarão que sobre si há um distúrbio instalado. (Ver capítulo 111 do livro Pão Nosso, de autoria de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier e editado pela Federação Espírita Brasileira).

Referindo-se e esse episódio Manoel descreve: "De início, é uma vaga idéia que assoma, depois, que se repete com insistência, até insculpir no receptor o clichê perturbante que dá início ao desajuste grave.(...)".

A figura 02A ilustra um encarnado com a intenção de agredir uma pessoa. Por enquanto, como informa Manoel, de início é uma vaga idéia que assoma, que fica orbitando a mente da pessoa, mas que, com a repetitividade, vai tomando forma consistente. Essa forma consistente emite vibrações que atraem simpatizantes do astral. Os simpatizantes, por sua vez, emitirão suas vibrações negativas reforçando as do encarnado. E o que era, aparentemente, só uma vaga idéia, toma força.

E... "Quanto maior for a permanência do intercâmbio com o hospedeiro domiciliado no corpo, (...) mais profunda se tornará a indução obsessiva, (...)" 

(Grifo nosso). Possivelmente, daqui para frente, a pessoa não conseguirá controlar uma vontade contrária à idéia inicial que emitiu. É o que vemos na figura 02B.

Entidades, atraídas pelas vibrações, como acontece com despojos de animais que atraem os abutres, imantam-se ao campo astral daquela pessoa, e a vaga ideia toma forma consistente. Torna-se irresistível, e a pessoa cede ao impulso. No nosso exemplo, perpetra a agressão ideada.

Mas os processos de simbiose não se atem às ideias de agressão. Eles possuem outras facetas. Vejamos mais um pouco das orientações de Manoel Philomeno de Miranda: "A mente, (...) aturdida pelas ondas perturbadoras (...) perde o controle harmônico, automático sobre as células, facultando que as bactérias patológicas proliferem, dominadoras. Tal inarmonia propicia a degenerescência celular em forma de cânceres, tuberculose, hanseníase, (...)".

O quadro descrito acima, tomando como base a narração de Manoel, retrata como se desencadeia um tal envolvimento. Apesar da importância que as descrições acima trazem para nosso estudo, elas não foram inseridas no tema de O Inevitável Despertar com o intuito de tecer comentários sobre estados obsessivos.

As descrições de Manoel Philomeno de Miranda vêm para demonstrar que apesar da dor exterior/interior que tais processos desencadeiam, não podemos deixar de neles reconhecer que ali transcorre a etapa inicial do que chamamos de o despertar da consciência. Embora em que pese essa triste propagação de efeitos, trata-se do confronto com o desastroso mundo particular que a pessoa, em alguma época passada, para si criou.

Significam, essas associações de mórbidos acontecimentos, a consciência acordando para a realidade interior, às custas das duras penalizações que sofre em seu exterior. E isso se reveste de especial importância quando nos lembramos que os casos de distúrbios obsessivos, desestruturalmente, afetam tanto o indivíduo em si como a todos os seus circunstantes familiares.

Desta forma, dando o justo, e pertinente destaque ao significado de tais acontecimentos, além dos que veremos na continuidade do estudo, ao invés de ignorá-los, estaremos demonstrando que através deles uma pessoa também estará vivendo um despertamento consciencial.

Naturalmente que não podemos esquecer de informar que em tais situações dita pessoa só atingirá a desejada fase de calmaria e harmonia, quando, por completo, tiver passado a limpo, em corrigenda, todas as atitudes em desalinho que ainda estiverem arquivadas em seu porão da consciência. Enquanto isso não vier de acontecer, a sua consciência, a si mesma, inteiramente, não lhe pertence. Outros, dela ainda se apoderando, tornam-se hospedeiros.

Portanto, esses fatos evidenciais que se coligido em um dos trabalho assistencial do Espiritismo, que na linguagem dos estudos leva o nome de processo obsessivo, não se poderia deixar de os inserir neste estudo, numa forma de acrescentar razões esclarecedoras para os muitos fatores dentre os tantos que levam a produzir o despertamento.

A par disso, e se podemos oferecer alguma colaboração instrutiva de procedimento assistencial a ser dispensado aos que em tais situações procuram os núcleos espiritualistas, diremos o seguinte: O atendente deve se manter sempre atento. Procurar compreender, analisar, e tanto quanto lhe seja possível, mensurar a extensão daquela fase em que se encontra o visitante.

Para esse diagnóstico três pontos de referência podem ser ressaltados:

1 - Se o distúrbio é superficial e criado por fundo supersticioso: Pessoas que se preocupam com a opinião alheia em termos de crendices, tais como o chamado "olho gordo"; dificuldades de adaptação religiosa, em culto que seja diferente da religião que tradicionalmente pratica, ou praticou.

Lembrem-se que um despertamento consciencial levará a pessoa a outros níveis de visão cósmica e, por conseguinte, a outros enfoques de busca religiosa. A dificuldade de adaptação funcionará como severo bloqueio à harmonização. Isso se resume naquela observação feita por Christina Grof vista na apostila 01, quando disse de sua dor em ter que "abandonar a personalidade anterior e toda a sua corte".

2 - Se o distúrbio apresenta aspecto de associação mental: associação mental com entidades que embora não sejam maldosas são, contudo, melindrosas, preguiçosas, dadas aos estados de depressão e continuada insatisfação. Tipos de temperamento que nada lhes agrada.

3 - Se o distúrbio é de obsessão mórbida: Nestes casos o quadro que o visitante apresenta é o de, claramente, uma obsessão dominadora e vingativa. Situação em que a pessoa se mostra nas seguintes variantes: indecisa, mal-educada, abrutalhada, violenta.

Seja qual for a situação a se deparar devem ser prestados sólidos esclarecimentos dentro do binômio respeitosa atenção e firmeza, para fazer o visitante ver que a superação dessa angustiante fase depende basicamente de sua força de vontade. Por isso a necessidade de sólidos esclarecimentos. Obviamente quando ele assim possa raciocinar com alguma coerência.

Os esclarecimentos a serem prestados deverão ter por base a razão transformadora dos sentimentos. Isto é, fazer o indivíduo ver nos salutares esclarecimentos que recebe a fórmula para vencer seu passado lutando por vencer sua obstinada tendência de repetir as situações desastrosas do ontem. Não relutar tanto em "abandonar a personalidade anterior e toda a sua corte", para, por certo, encontrar o caminho que o levará à pacificação espiritual.

Delineando essa luz que começará a brilhar em seu interior, terá paz consigo mesmo. Daí para frente muito promissores serão os fatores que o seu despertar da consciência o levarão a confrontar.

Bibliografia:
André Luiz/Francisco Cândido Xavier - Evolução em Dois Mundos - página 39 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier - No Mundo Maior - páginas 45, 54 e 58 - Federação Espírita Brasileira
Edith Fiore - Possessão Espiritual - Editora Pensamento
Eliezer C. Mendes - Psicotranse - Editora Pensamento
Emmanuel/Francisco Cândido Xavier - Pão Nosso - capítulo 111 - Federação Espírita Brasileira
Itzhak Bentov - À Espreita do Pêndulo Cósmico - Editora Cultrix
Manoel Ph. Miranda/Divaldo P Franco - Painéis da Obsessão - Prefácio - Livraria Espírita Alvorada Editora
Roberto Assagioli - Psicossíntese - Editora Cultrix
Stanislav Grof e Christina Grof - Emergência Espiritual - Editora Cultrix
Vivências - Apostila 13 da série Reconstrução e 37 e 52 da série Mediunidade

Apostila escrita por
LUIZ ANTONIO BRASIL
Julho de 1997
Revisão em Novembro de 2005
http://www.vivenciasespiritualismo.net/inevt_despertar/apostila2/apostila2.htm

sábado, 23 de março de 2013

Boa conversa com Happé


Robert Happé

Robert Happé nasceu em Amsterdã, Holanda. Estudou religiões e filosofias na Europa e dedicou-se desde então a descobrir o significado da vida.

Estudou também Vedanta, Budismo e Taoísmo no Oriente durante 14 anos, tendo vivido e trabalhado com nativos de diferentes culturas de cada região onde esteve - Índia, Tibet, Camboja e Taiwan.

Em seu retorno à Europa, sentiu necessidade de compartilhar o conhecimento adquirido e suas experiências de consciência. A partir daí, trabalhou em várias universidades, e tem trabalhado continuamente com grupos de pessoas interessadas em autoconhecimento e desenvolvimento de seus próprios potenciais como seres criadores.

Desde 1987 vem compartilhando informações em forma de seminários e workshops em países da Europa, na África do Sul, nos EUA, na Austrália, e no Brasil.

Seu trabalho é independente, estando desvinculado, sob todo e qualquer aspecto, de organizações religiosas, seitas, cultos e outros grupos.

Assista também: http://youtu.be/lfCHBNeYUMM.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Desobsessão

A Obsessão nada mais é do que uma ligação mental negativa entre dois seres. Pode ocorrer de desencarnado para encarnado, de encarnado para desencarnado, de encarnado para encarnado ou desencarnado para desencarnado.

Ela nasce de uma ideia fixa que dois ou mais seres possam ter entre si e pode ser causada por algum hábito, vício ou desejo em comum.

Ex: Um espírito desencarnado que era alcoólatra e que não sabe que desencarnou, sente necessidade do efeito do álcool, aproxima-se de uma pessoa que tenha predisposição à bebida e a induz a beber mais, podendo assim atrapalhar os caminhos de sua vida.

Pode ocorrer também entre familiares.

Uma mãe que desencarna, por exemplo, trazendo consigo uma grande preocupação a respeito de seu filho, pode iniciar um processo de simbiose espiritual através dessa preocupação, sem ter idéia do que está fazendo.

Desafetos de vidas passadas também podem evoluir para um processo de obsessão através de sentimentos de vingança, rancor e antipatia.

Algumas sensações que podem caracterizar a obsessão são, entre muitas outras: desânimo, depressão, pessimismo, irritação e atritos frequentes com familiares, companheiros de trabalho ou até mesmo amigos.

É importante lembrar que nem sempre estes sintomas podem representar um quadro obsessivo.
O TRATAMENTO DE DESOBSESSÃO

A obsessão não deve ser tratada com misticismo, ela nada mais é do que uma doença espiritual que deve ser tratada. O tratamento espiritual não prescinde em circunstância alguma do tratamento dos médicos encarnados que, em caso de necessidade, deve ser feito paralelamente.

O tratamento de desobsessão é dedicado tanto ao obsessor quanto ao obsediado.

O obsessor é levado para a câmara de desobsessão, onde os médiuns e mentores espirituais presentes irão orientá-lo (muitas vezes o obsessor sequer sabe que desencarnou) sobre as leis que regem esse novo mundo que ele agora habita e sobre os caminhos que deve percorrer.

A participação do obsediado é fundamental. É muito importante que ele vigie seus pensamentos, pois são eles que formam o elo entre os dois. Muitas vezes começamos com uma pequena irritação, algo sem tanta importância e acabamos desencadeando uma bola de neve. Sem percebermos, perdemos o controle sobre nós mesmos.

No começo essa tarefa não é fácil! Mas deve haver persistência. Tudo é uma questão de vigilância. Ao conseguirmos, percebemos como é simples melhorar nossas vidas.

Caso o obsediado não consiga desviar estes pensamentos, deve fazer uma prece espontânea vinda do coração (evitando orações decoradas) e/ou leituras edificantes (pode comprar um livro ou se desejar, pegá-lo emprestado na biblioteca circulante do CEC).

Estes são alguns passos fundamentais para o tratamento da desobsessão. Entretanto, é muito importante lembrar que a reforma íntima, a mudança de seus pensamentos e de suas atitudes para com o próximo e consigo mesmo é fundamental.

Em muitos casos, ao final do tratamento, os obsessores evoluem e em gratidão ao auxílio que tiveram (graças a atitude do obsidiado de procurar ajuda para ambos) tornam-se grandes amigos, ou até mesmo grandes protetores do ex-obsediado. Portanto, é muito importante que o obsessor não seja tratado como um inimigo, mas sim como um irmão que necessita de auxílio.

http://lw1346597419504375.hospedagemdesites.ws/desobsessao/

quinta-feira, 21 de março de 2013

Florêncio Anton













Florêncio Anton

Nome completo: Florêncio Reverendo Anton Neto

Nascimento: 18 de novembro de 1973 (39 anos)

Ocupação: Pedagogo, psicólogo, enfermeiro,terapeuta

Florêncio Reverendo Anton Neto (18 de novembro de 1973) é um pedagogo,psicólogo, enfermeiro e terapeuta em regressão de memória brasileiro. Destacou-se pela sua capacidade de psicopictografia.

Biografia

Desde a infância identificou a sua capacidade de comunicação com os espíritos. Principiou a pintar mediunicamente em casa de Manoel Messias Canuto Oliveira, espírita, engenheiro e pesquisador dos fenômenos paranormais a 21 de dezembro de 1990.
Desde então produziu quase duas dezenas de milhares de obras, assinadas por um grupo de cerca de 70 pintores desencarnados. Participou de demonstrações públicas em vários estados do país e no exterior, onde se apresentou na Itália, Suíça, Espanha ePortugal.

Com recursos oriundos da venda de obras, fundou em 1999, em Salvador, na Bahia, o Grupo Espírita Scheilla, que além da divulgação da doutrina espírita, mantém atividades de assistência social aos menos favorecidos da comunidade de Mussurunga, bairro popular de Salvador onde se situa.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Simbiose espiritual

SUSTENTO DO PRINCIPIO INTELIGENTE _ O princípio inteligente, que exercitara a projeção de impulsos mentais fragmentários para nutrir-se durante largas eras, alçado ao Plano Espiritual, na condição de consciência humana desencarnada, começa a plasmar novos meios de exteriorização, em favor do sustento próprio. 

No mundo das plantas, com o parênquima clorofiliano, aprendeu a decifrar os segredos da fotossíntese, absorvendo energia luminosa para elaborar as matérias orgânicas, e lançando de si os gases essenciais que contribuem para o equilíbrio da atmosfera. 

No domínio de certas bactérias, inteirou-se dos processos da quimiossíntese, aproveitando a energia química haurida na oxidação de corpos minerais. 

Entre os seres superiores, consagrou-se à biossíntese, em novo câmbio de substâncias nos vários períodos da experiência física, para garantir a segurança própria, sob o ponto de vista material e energético.

Habituado aos fenômenos do anabolismo, na incorporação dos elementos de que se nutre, e do catabolismo, na desassimilação respectiva, automatiza-se-Ihe a existência, em metamorfose contínua das forças que lhe alcançam a máquina fisiológica, através dos alimentos necessários à restauração constante das células e ao equilíbrio dos reguladores orgânicos.

Comentários - Já arrimado da condição de mentalizar, mesmo que primariamente, encontramos o Espírito, quando desenfeixado da vestimenta física, buscando novos meios de se exteriorizar, para com isso melhorar seu sustento.

No físico, as experiências acumuladas pelo Princípio Inteligente (P.I.) ao longo das várias etapas percorridas, particularmente a partir do reino vegetal, culminaram com a propriedade de absorver energia solar, a qual, depois de aproveitada, metaboliza e expele, de si, gases que participarão do equilíbrio atmosférico _ bom ar. Tudo isso, sem deslembrar o aprendizado proporcionado pela apropriação da oxidação mineral, por parte de certas bactérias.

Evoluindo agora, já humano, o P.I. haure energias oriundas de alimentos (anabolismo), transformando-as em substâncias orgânicas em si mesmo. É assim que é garantida a permanente renovação celular (crescimento, do bebê ao adulto). Em processo subseqüente, ocorre a desassimilação (catabolismo) dos líquidos, sólidos e gasosos degradados, inaproveitáveis ou supérfluos.

INICIO DA MENTOSSÍNTESE _ Erguido, porém, à geração do pensamento ininterrupto, altera-se-lhe, na individualidade, o modo particular de ser.

O princípio inteligente inicia-se, desde então, nas operações que classificaremos como sendo de mentossíntese, porque baseadas na troca de fluidos mentais multiformes, através dos quais emite as próprias idéias e radiações, assimilando as radiações e idéias alheias.

O impulso que lhe surgia na mente embrionária, por interesse acidental de posse, ante a necessidade de alimento esporádico, é agora desejo consciente. E, sobretudo, o anseio genésico instintivo que se lhe sobrepunha à vida normal, em períodos certos, converteu-se em atração afetiva constante.

Aparece, assim, a sede de satisfação invariável como estímulo à experiência e prefigura-se-lhe nalma a excelsitude do amor encravado no egoísmo, como o diamante em formação no carbono obscuro.

A morte física interrompe-lhe as construções no terreno da propriedade e do afeto e a criatura humana, a iniciar-se no pensamento contínuo, sente-se quebrada e aflita, cada vez que se desvencilha do corpo carnal adulto.

A liberação da veste densa impõe-lhe novas condições vibratórias, como que obrigando-o à ocultação temporária entre os seus para que se lhe revitalizem as experiências, qual ocorre à planta necessitada de poda para exaltar-se em renovação do próprio valor.

Épocas numerosas são empregadas para que o homem senhoreie o corpo espiritual, nos círculos da consciência mais ampla, porque, como deve compreender por si o caminho em que se conduzirá para a Glória Divina, cabe-lhe também debitar a si mesmo os bens e os males e as alegrias e as dores da caminhada.

Arrebatado aos que mais ama e ainda incapaz de entender a transformação da paisagem doméstica de que foi alijado, revolta-se comumente contra as novas lições da vida a que é convocado, em plano diferente, e permanece fluidicamente algemado aos que se lhe afinam com o sangue e com os desejos, comungando-lhes a experiência vulgar.

Nesse sentido, será, pois, razoável recordar que em seu recuado pretérito aprendeu, automaticamente, a respirar e a viver, justaposto ao hausto e ao calor alheios.

Comentários - Detentor do pensamento contínuo inicia-se o que o Autor espiritual denomina _mentossíntese_, ou seja, troca (emissão e recepção) de fluidos de várias gradações energéticas, geradoras de radiações e idéias.

Como resultante, brota-lhe a sublimidade do amor _ o que antes era anseio sexual com desejo de posse agora se afigura como busca de vivência afetiva constante.

A morte física expõe ao Espírito que qualquer posse material é-lhe e sempre será transitória, bem como se interrompe a presença do objeto humano afetivo. As vidas sucessivas causam-lhe revolta pela _perda_ dos afins, aos quais busca fixar-se (eis aí um dos quadros da obsessão). Custará, mas um dia entenderá que essa sublime engenharia é a mesma que regula a poda das plantas, com isso proporcionando-lhes abençoada renovação...

SIMBIOSE ÚTIL _ Revisemos, assim, a simbiose entre os vegetais, como, por exemplo, a que existe entre o cogumelo e a alga, na esfera dos liquens, em que as hifas ou filamentos dos cogumelos se intrometem nas gonídias ou células das algas e projetam-lhes no interior certos apêndices, equivalendo a complicados haustórios, efetuando a sucção das matérias orgânicas que a alga elabora por intermédio da fotossíntese.

O cogumelo empalma-lhe a existência, todavia, em compensação, a alga se revela protegida por ele contra a perda de água, e dele recolhe, por absorção permanente, água e sais minerais, gás carbônico e elementos azotados, motivo pelo qual os liquens conseguem superar as maiores dificuldades do meio.

Entretanto, o processo de semelhante associação pode estender-se em ocorrências completamente novas. É que se dois liquens, estruturados por diferentes cogumelos, se encontram, podem viver, um ao lado do outro, com talo comum, pelo fenômeno da parabiose ou união natural de indivíduos vivos.

Dessa maneira, a mesma alga pode produzir liquens diversos com cogumelos variados, podendo também suceder que um líquen se transfigure de aspecto, quando uma espécie micológica se sucede à outra.

Julgava-se antigamente, na botânica terrestre, que os liquens participassem do grupo das criptogâmicas, mas Schwendener incumbiu-se de salientar-lhes a existência complexa, e Bonnier e Bornet, mais tarde, chamaram a si a obrigação de positivar-lhes a simbiose, experimentando a cultura independente de ambos os elementos integrantes, cultura essa que, iniciada no século findo, somente nos tempos últimos logrou pleno êxito, evidenciando, porém, que a vida desses mesmos componentes, sem o ajuste da simbiose, é indiscutivelmente frágil e precária.

Outro exemplo de agregação da mesma natureza vamos encontrar em certas plantas leguminosas que guardam os seus tubérculos nas raízes, cujas nodosidades albergam determinadas bactérias do solo que realizam a assimilação do azoto atmosférico, processo esse pelo qual essas plantas se fazem preciosas à gleba, devolvendo-lhe o azoto despendido em serviço.

Comentários - Na simbiose dois seres de diferentes espécies se associam, influenciando-se reciprocamente, resultando bênçãos ou problemas, para ambos ou apenas para um deles. Vejamos simbioses _boas_:

-  nos vegetais, o exemplo é a simbiose do cogumelo e da alga: aquele a esconde e protege contra perda de água, daí originando--se alguns liquens (vegetais); em contrapartida, quando a alga elabora a fotossíntese e elementos nutritivos, estes serão apropriados pelo cogumelo.

- em outras circunstâncias naturais, dois liquens formados por diferentes cogumelos poderão coabitar talo comum, no fenômeno denominado parabiose (união natural e permanente de indivíduos vivos _ caso, por exemplo, dos gêmeos xifópagos).

- a mesma alga poderá produzir liquens diversos, com vários cogumelos. No caso dos cogumelos sofrerem sucessão poderá ocorrer mudança de aspecto dos respectivos líquens.

- há simbiose próspera também entre algumas leguminosas e certas bactérias, as quais se fixam nas raízes, com isso fixando o nitrogênio no solo, a benefício da gleba.

SIMBIOSE EXPLORADORA _ Contudo, além desses fenômenos em que a simbiose é simples e útil, temos as ocorrências desagradáveis, como sejam as micorrizas das orquidáceas, em que o cogumelo comparece como sendo invasor da raiz da planta, caso esse em que a planta assume atitude anormal para adaptar-se, de algum modo, às disposições do assaltante, encontrando, por vezes, a morte, quando persiste esse ou aquele excesso no conflito para a combinação necessária.

Nesse acontecimento, como assinalou Caullery, com justeza de conceituação, tal simbiose deve ser capitulada na patologia comum, por enquadrar-se perfeitamente ao parasitismo.

Identificaremos, ainda, a simbiose entre algas e animais, em que as algas se alojam no plasma das células que atacam, como acontece a protozoários e esponjas, turbelários e moluscos, nos quais se implantam, seguras.

Comentários - Vejamos agora aquelas simbioses que podemos considerar _danosas_...

- orquídeas podem se parasitar ou morrer se suas raízes se associarem a cogumelos invasores;

- há associações entre algas e animais, com aquelas se alojando no plasma (massa formadora e essencial de um órgão) das

células que atacam. É o caso de protozoários (animais unicelulares) e esponjas (animais marinhos ou de água doce); turbelários e moluscos (lesmas, ostras, caramujos, etc.). 

ELUCIDAÇÃO DE TERMOS USADOS PELO AUTOR ESPIRITUAL

anabolismo - fase regenerativa do processo metabólico, em que se dá a regeneração dos compostos que foram degradados (por catabolismo), partindo de substâncias mais simples

biossíntese - síntese (formação) de substâncias orgânicas nos seres vivos

catabolismo - fase destrutiva (degradação de compostos) do processo metabólico, em que se dá a formação pelos organismos, de substâncias simples, a partir de outras, mais complexas, com a oxidação e liberação de energia

clorofila - designação dos pigmentos de cor verde que contém magnésio e que estão presentes nas células das plantas capazes de realizar fotossíntese

criptogâmica - referente ao vegetal que não se reproduz por meio de flores e que tem órgãos reprodutivos imperceptíveis a olho nu. Compreende as algas, os fungos, as ervas rasteiras e as samambaias

esponja - animal marinho ou de água doce, cujo corpo é provido de numerosos poros, câmaras e canais pelos quais entre e sai a água

fotossíntese - processo básico de alimentação dos vegetais, através da síntese (formação) de substâncias orgânicas, com a fixação do gás carbônico mediante a ação da luz solar e a participação da clorofila

gonídia - designação das células verdes que formam, nas algas e nos líquens, uma camada contínua, na qual parece residir todo o poder vegetativo dessas plantas

haustório - ramificação pela qual certos begetais absorvem o alimento

hifa - filamento de um talo de fungo (cogumelo)

mentossíntese - espécie de metabolismo operado com base na troca de fluidos mentais, tomada a fotossíntese como analogia

micológica - relativa a cogumelos

micorriza - associação simbiótica da raiz de uma planta com os filamentos do talo de determinados fungos

molusco - animal de corpo mole e mucoso, coberto por um manto que em geral segrega uma concha; não tem segmentação perceptível nem apêndices articulados. São as lesmas, as ostras, os caramujos, etc

nodosidade - saliência, proeminência, com aparência de nó

parabiose - união permanente de organismos vivos, como a de gêmeos xifópagos (ligados um ao outro)

parênquima - tecido constituído de células do mesmo diâmetro, que se relaciona sobretudo com a armazenagem e distribuição de substâncias nutritivas

protozoário - designação dos animais unicelulares, que constituem um grande sub-reino, tendo como exemplo a ameba

quimiossíntese - síntese (formação) de substâncias orgânicas, a partir de inorgânicas, realizada por bactérias sem o concurso da luz solar, mas com luso da energia resultante de um processo químico

simbiose - associação de dois seres de espécie distinta, com influência de um sobre o outro, ou de ambos entre si, podendo, essas relações, ser úteis ou prejudiciais às duas partes, favoráveis ou nocivas para uma delas apenas

turbelário - espécime dos turbelários, cujo corpo é revestido de epiderme ciliada com muitas glândulas mucosas, e que têm tubo digestivo incompleto e boca ventral; podem ser terrestres, de água doce ou marinhos, e geralmente de vida livre. São comumente representados pelas lesmas ou planárias

(extraído do livro "Elucidário de evolução em dois mundos", de José Marques Mesquita, edição da USEERJ - União das Sociedades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro)

XIV
Simbiose espiritual 
(final)

SIMBIOSE DAS MENTES _ Semelhantes processos de associação aparecem largamente empregados pela mente desencarnada, ainda tateante, na existência além-túmulo. 

Amedrontada perante o desconhecido, que não consegue arrostar de pronto, vale-se da receptividade dos que lhe choram a perda e demora-se colada aos que mais ama. 

E qual cogumelo que projeta para dentro dos tecidos da alga dominadores apêndices, com os quais lhe suga grande parte dos elementos orgânicos por ela própria assimilados, o Espírito desenfaixado da veste física lança habitualmente, para a intimidade dos tecidos fisiopsicossomáticos daqueles que o asilam, as emanações do seu corpo espiritual, como radículas alongadas ou sutis alavancas de força, subtraindo-lhes a vitalidade, elaborada por eles nos processos da biossíntese, sustentando-se, por vezes, largo tempo, nessa permuta viva de forças. 

Qual se verifica entre a alga e o cogumelo, a mente encarnada entrega-se, inconscientemente, ao desencarnado que lhe controla a existência, sofrendo-lhe temporariamente o domínio até certo ponto, mas, em troca, à face da sensibilidade excessiva de que se reveste, passa a viver, enquanto perdure semelhante influência, necessariamente protegida contra o assalto de forças ocultas ainda mais deprimentes. Por esse motivo, ainda agora, em plena atualidade, encontramos os problemas da mediunidade evidente, ou da irreconhecida, destacando, a cada passo, inteligências nobres intimamente aprisionadas a cultos estranhos, em matéria de fé, as quais padecem a intromissão de idéias de terror, ante a perspectiva de se afastarem das entidades familiares que lhes dominam a mente através de palavras ou símbolos mágicos, com vistas a falaciosas vantagens materiais. Essas inteligências fogem deliberadamente ao estudo que as libertaria do cativeiro interior, quando não se mostram apáticas, em perigosos processos de fanatismo, inofensivas e humildes, mas arredadas do progresso que lhes garantiria a renovação. 

Comentários: OBS: Precisamente aqui, na minha opinião, o Espiritismo se viu brindado com a abençoada e minuciosa explicação de como se processam os meandros da obsessão.

Pedagogicamente o autor expôs as simbioses acima e agora apropria os mesmos fundamentos ao caso das mentes, de desencarnados, inseguros, por desconhecedores da própria situação.

Tendo por apoio o choro dos encarnados que lamentam sua passagem, sobre eles lançam radículas perispirituais, sugando energia vital deles, ás vezes por longo tempo...

A mente do encarnado, qual a alga, entrega-se de boamente à do desencarnado, aqui representando o papel do cogumelo. Dessa triste associação, em que o desencarnado não projetou mas realiza domínio sobre o encarnado, ambos se bastam, com o encarnado, quase sempre desconhecendo que já está sendo _assaltado_ por forças desconhecidas. Essa ignorância mútua merece nossa compaixão, eis que ambos inauguram processo obsessivo inconsciente, à guisa de um equivocado sentimento: _amor recíproco_...

Temos aqui, à mão, característico, o caso de mediunidade destrambelhada: o encarnado fazendo de tudo para cada vez mais fortalecer os grilhões que ele próprio permitiu lhe fossem atados e o desencarnado, com pavor de perder a fonte da qual se supre.

Ambos fogem da reflexão, da prece, dos estudos que os libertariam.

HISTERIA E PSICONEUROSE _ Entretanto, as simbioses dessa espécie, em que tantas existências respiram em reciprocidade de furto psíquico, não se limitam aos fenômenos desse teor, nos quais Espíritos desencarnados, estanques em determinadas concepções religiosas, anestesiam ou infantilizam temporariamente consciências menos aptas ao autocontrole, porquanto se expressam igualmente nas moléstias nervosas complexas, como a hístero-epilepsia, em que o paciente sofre o espasmo tônico em opistótono, acompanhado de convulsões clônicas de feição múltipla, às vezes sem qualquer perda de consciência, equivalendo a transe mediúnico autêntico, no qual a personalidade invisível se aproveita dos estados emotivos mais intensos para acentuar a própria influenciação. 

E, na mesma trilha de ajustamento simbiótico, somos defrontados na Terra, aqui e ali, pela presença de psiconeuróticos da mais extensa classificação, com diagnose extremamente difícil, entregues aos mais obscuros quadros mentais, sem se arrojarem à loucura completa. 

Tais entidades, imanizadas ao painel fisiológico e agregadas a ele sem o corpo de matéria mais densa, vivem assim, quase sempre por tempo longo, entrosadas psiquicamente aos seus hospedadores, porquanto o Espírito humano desencarnado, erguido a novo estado de consciência, começa a elaborar recursos magnéticos diferenciados, condizentes com os impositivos da própria sustentação, tanto quanto, no corpo terrestre, aprendeu a criar, por automatismo, as enzimas e os hormônios que lhe asseguravam o equilíbrio biológico, e, impressionando o paciente que explora, muita vez com a melhor intenção, subjuga-lhe o campo mental, impondo-lhe ao centro coronário a substância dos próprios pensamentos, que a vítima passa a acolher qual se fossem os seus próprios. Assim, em perfeita simbiose, refletem-se mutuamente, estacionários ambos no tempo, até que as leis da vida lhes reclamem, pela dificuldade ou pela dor, a alteração imprescindível. 

Comentários: Em simbioses como a acima não ocorrem apenas _proteção_ do desencarnado ao encarnado contra outras influências maléficas: surgem doenças nervosas, complexas, tais como a histero-epilepsia (espasmos convulsivos, em que o encarnado permanece consciente). Esse é um quadro efetivo de mediunidade, ocorrendo quase sempre quando o desencarnado se vale dos instantes de emoção violenta do encarnado, que com isso, se desguarnece por inteiro.

Na Terra são incontáveis os indivíduos psiconeuróticos, cujos quadros são difíceis de serem diagnosticados e que se aproximam da loucura completa, contudo, sem instalação.

Dispensado detalhar o futuro dessas simbioses: longa duração, fanatismo, atraso evolutivo, quando então, por Bondade Divina, a Lei do Progresso aciona dispositivos para mudança de rota, de ambos: entram em ação as dificuldades, sofrimentos diversos ou a própria dor, como remédio derradeiro, mas infalível...

OUTROS PROCESSOS SIMBIÓTICOS _ De outras vezes, o desencarnado que teme as experiências do Mundo Espiritual ou que insiste em prender-se por egoísmo aos que jazem na retaguarda, se possui inteligência mais vasta que a do hospedeiro, inspira-lhe atividade progressiva que resulta em benefício do meio a que se vincula, tal como sucede com a bactéria nitrificadora na raiz da leguminosa. 

Noutras circunstâncias, porém, efetua-se a simbiose em condições infelizes, nas quais o desencarnado permanece eivado de ódio ou perversidade enfermiça ao pé das próprias vítimas, inoculando-Ihes fluidos letais, seja copiando a ação do cogumelo que se faz verdugo da orquídea, impulsionando-a a situações anormais, quando não lhe impõe lentamente a morte, seja reproduzindo a atitude das algas invasoras no corpo dos anelídeos, conduzindo-os a longas perturbações, fenômenos esses, no entanto, que capitularemos, com apontamentos breves, em torno do vampirismo, como responsável por vários distúrbios do corpo espiritual a se estamparem no corpo físico. 

Comentários: No quadro das simbioses enfocadas neste capítulo surge o espantoso caso daquelas nas quais o desencarnado, mais sábio do que o encarnado que subjuga mentalmente e do qual furta energias, por temor ou inadaptação ao Mundo Espiritual, e mais por egoísmo, repassa idéias que proporcionarão melhoria deste (algo como _adubo intelectual_, se assim posso me expressar). 

Mas pode ocorrer o contrário, sempre calcado em tal equivocada união: o desencarnado que cristaliza na mente o ódio ou

maldade contra a vítima (encarnada) inocula nesta fluidos letais (caso do cogumelo contra a orquídea). Resultado: condições físicas anormais, quando não o vampirismo, passível de levar até à morte.

ANCIANIDADE DA SIMBIOSE ESPIRITUAL - Justo, assim, registrar que a simbiose espiritual permanece entre os homens, desde as eras mais remotas, em multifários processos de mediunismo consciente ou inconsciente, através dos quais os chamados _mortos_, traumatizados ou ignorantes, fracos ou indecisos, se aglutinam, em grande parte, ao _habitat_ dos chamados _vivos_, partilhando-Ihes a existência, a absorver-lhes parcialmente a vitalidade, até que os próprios Espíritos encarnados, com a força do seu próprio trabalho, no estudo edificante e nas virtudes vividas, lhes ofereçam material para mais amplas meditações, pelas quais se habilitem à necessária transformação com que se adaptem a novos caminhos e aceitem encargos novos, à frente da evolução deles mesmos, no rumo de esferas mais elevadas.

Pedro Leopoldo, 16/3/58.

Comentários: Simbiose humana tem registro antigo na humanidade, caracterizando que os chamados _mortos_ se acoplam aos _vivos_, com eles mantendo coabitação, naturalmente sugando-lhes a energia vital.

O processo tipifica claramente mediunidade, consciente ou inconsciente. Quando um dos dois, mas principalmente o encarnado se propõe ao estudo edificante, do que resulta vivência das virtudes, obtém a chave que o liberta de tais algemas, que ele próprio auto-implantou, via de regra desconhecendo que o fazia.

OBS: Tal libertação é como sublime alvorada que visita a alma tanto de um quanto do outro, pois como registra o dito popular _a palavra convence, mas o exemplo arrasta_. Ribeirão Preto/SP Verão/2006 

ELUCIDAÇÃO DE TERMOS USADOS PELO AUTOR ESPIRITUAL

bactéria nitrificadora - agente de nitrificação, isto é, da transformação, no solo, do amoníaco (combinação do nitrogênio e hidrogênio) em substâncias de ação fertilizante

biossíntese - síntese (formação) de substâncias orgânicas nos seres vivos

enzima - denominação das substâncias protéicas que atuam no organismo como agentes catalisadores (desencadeiam reações) nos processos metabólicos, transformando a energia de ativação necessária para cada reação, tornando-a mais rápida

espasmo - contração involuntária e convulsiva dos músculos

espasmo tônico - espasmo caracterizado por uma tensão contínua

fisiopsicossomático - que pertence, simultaneamente, aos domínios do corpo físico e do psicossoma (corpo espiritual ou perispírito)

hístero-epilepsia - histeria com características epiléticas, em que ocorrem espasmos e convulsões

hormônio - substância produzida pela atividade das glândulas de secreção interna (endócrinas) ou pela atividade de tecidos de secreção interna. É lançado, em parte, no sangue ou na linfa, e, em parte, nos tecidos. Atua sobre as funções orgânicas como excitante ou como regularizador

opistótono - contração espasmódica em que a cabeça e os calcanhares se voltam para trás, enquanto o tronco se dobra para a frente, assumindo o corpo uma postura em forma de arco

psiconeurose - transtorno funcional, que se manifesta mediante perturbações orgânicas (respiratórias, digestivas, excretoras, genitais) e desequilíbrios psíquicos

simbiose - associação de dois seres de espécie distinta, com influência de um sobre o outro, ou de ambos entre si, podendo, essas relações, ser úteis ou prejudiciais às duas partes, favoráveis ou nocivas para uma delas apenas

(extraído do livro "Elucidário de evolução em dois mundos", de José Marques Mesquita, edição da USEERJ -
União das Sociedades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro)

Muita paz a todos e bom estudo 

Equipe CVDEE
Sala André Luiz
http://www.cvdee.org.br/contato.asp

Procedência do estudo: Sala de Estudos André Luiz, Livro em estudo: Evolução em dois mundos (Editora FEB), Autor: Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, Primeira parte - Capítulo XIV - Simbiose espiritual (parte I).

Comentários: Eurípides Kühl