quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

PALESTRA: MINHA PAZ VOS DEIXO E MINHA PAZ VOS DOU



Prezado (a) Amigo (a)

Bom dia

Amanhã, dia 01 de março, às 19 h 30, será realizada no auditório da Federação Espírita do Estado do Ceará- FEEC e do Centro Espírita Cearense-CEC, sito à Rua Princesa Isabel nº 255, Centro, Fortaleza-CE, uma palestra pública, em que o insigne confrade Luciano Klein, Presidente da FEEC e orador espírita consagrado, discorrerá sobre o tema: MINHA PAZ VOS DEIXO E MINHA PAZ VOS DOU. Participe e prestigie esse nosso irmão que tanto tem feito, através de sua palavra abalizada, pela divulgação do Movimento Espírita de nosso Estado.

Fraternalmente,

Orlando Mota Maia   

Seminário sobre regras e dicas de uso de fan page na Federação Espírita do Estado do Ceará - FEEC em 23.02.2013








A fantástica experiência de Sheila Walsh




"Já experimentei meus próprios momentos de péssimo mágico (fazendo referência à estória do Mágico de Oz). Não conheço sua história ou quais eventos a levaram à situação em que você se encontra agora, mas será que já não se sentiu assim também? Será que você deu tanto duro para manter funcionando toda a fumaça e os espelhos, todos os pratos girando no ar, tentando ser mais do que consegue e, então, de repente, tudo caiu no chão à sua frente? Acredito que esses momentos são dádivas de Deus se estivermos dispostos a ver a mão dele.
Eles podem ser o começo de uma nova maneira de viver se deixarmos as máscaras caírem. Já escrevi extensivamente sobre minha experiência com depressão clínica em meu livro Honestly [Honestamente] e também abordei isso em The Heartache No One Sees [A dor que ninguém vê], então não vou me alongar aqui. Mas, se somos novas amigas, deixe-me dar uma breve noção de como Deus me transformou de uma péssima mágica, uma Mulher-Maravilha exausta, em uma mulher muito grata que finalmente entendeu que foi feita maravilhosamente.
Estava morando em Virginia Beach há cinco anos e estava feliz por morar perto do oceano novamente. Tinha crescido perto da praia e acho que ela pode ser pacífica e confortante até mesmo quando não estou em paz por dentro. Tinha aprendido a evitar a praia principal, mais popular, e encontrei meu cantinho sossegado longe da multidão. Sentei-me na praia uma noite e olhei para as ondas quebrando na areia. Elas pareciam simbolizar o que estava acontecendo na minha vida. Tudo com que já tinha contado para construir minha identidade estava acabando.
Amanhã de manhã seria a co-anfitriã de minha última edição do The 700 Club [O Clube dos 700], e então dirigiria até Washington, D.C., e me internaria em um hospital psiquiátrico. Era o meu maior medo se concretizando. Se fosse diagnosticada com alguma coisa física, poderia facilmente compartilhar isso com os outros, receber apoio e perseverado.
Um diagnóstico de depressão clínica aguda, entretanto, não era algo para se compartilhar. Estava muito envergonhada.
Por anos havia baseado minha identidade na tentativa de ser a mulher cristã perfeita. Dava duro, tentava ajudar todas as pessoas que pudesse, nunca me atrasava para nada e nem reclamava de excesso de trabalho. Até tinha ajuda com minha máscara. Todas as manhãs eu me sentava na sala de maquiagem e Debbie fazia o melhor que podia para disfarçar minhas olheiras. Quando terminava, ela fazia meu cabelo. Aileen trazia meu terno passado, pendurando-o ao lado dos sapatos e jóias certos.
Dei uma última olhada no espelho e caminhei pelo corredor até o camarim de Pat Robinson, onde orávamos com os produtores antes do show a cada manhã. Desempenhava meu papel por fora, mas por dentro estava me enfiando mais e mais em um buraco negro.
Tinha tentado me salvar, mas não pude. Tinha jejuado e orado, me energizado, e tomado vitaminas suficientes para uma horda de búfalos doentes. Desesperada, falei com meu amigo, Dr. Henry Cloud, e Henry disse que eu precisava conseguir ajuda, e bem rápido. Ele me pôs em contato com o médico e o hospital certos, conseguindo que fosse admitida na noite seguinte.
Não me lembro muito daquele último programa, mas me lembro de uma conversa final. Uma de minhas amigas que fazia parte do programa há muitos anos e era uma pessoas respeitada e querida da equipe me pediu para reconsiderar:
- Se você fizer isso, Sheila, ninguém vai confiar em você novamente.
Vai vazar a informação de que esteve em uma ala psiquiátrica e isso vai persegui-la pelo resto da vida.
Sabia que ela estava certa, mas não tinha escolha. Estava sentindo tanta dor e incômodo que decidi que o que quer que acontecesse não podia ser pior que viver assim. Depois do programa, vesti uma calça jeans, um suéter e saí pelos portões da Christian Brodcasting Network [rede de televisão cristã] em meu carro. Estava dando adeus a tudo que considerava importante. Tinha um emprego que adorava e no qual era muito boa. Meus colegas confiavam em mim e me respeitavam. Não fazia idéia do que o futuro reservaria para mim ou se ao menos teria um.
Para aquelas de vocês que não estão familiarizadas com esta doença, a depressão não é ter pena de si mesma ou ter uns poucos dias ruins.
É uma doença muito real que ocorre no cérebro quando algumas substâncias necessárias ao bom funcionamento dele estão faltando. É uma doença totalmente tratável, mas, infelizmente, muitas pessoas não procuram ajuda porque, como eu, têm vergonha de admitir que precisam de ajuda. É uma doença que afeta a família inteira - o que sofre e aqueles ao redor, pois freqüentemente não entendem ou não sabem o que fazer para ajudar.
Tenho muitas memórias do mês que passei no hospital, mas há duas que se destacam para mim em especial.
Não dormi bem naquela primeira noite. Eu me sentia doente, com medo e sozinha. Mais ou menos às sete da manhã, vesti o roupão de banho por cima do pijama e vaguei pelo corredor até o hall dos pacientes. Havia seis ou sete pacientes lá, conversando e bebendo café descafeinado.
Quando entrei, eles ficaram em silêncio. Cada um parou o que estava fazendo e me olhou fixamente. A princípio, não fazia idéia por que estavam me encarando, então, de repente, dei conta que, estando em uma unidade administrada por médicos cristãos, era bem provável que eles assistissem The 700 Club. Não tinha pensado nessa possibilidade até invadir o espaço deles, e a dinâmica da sala mudou. Não sabia o que dizer, então não disse nada.
Finalmente um homem quebrou o silêncio.
- Você é Sheila Walsh?
- Sim.
- A da televisão?
- Sim.
- Nós assistimos a você aqui. Você deveria estar nos ajudando.
Nunca me esquecerei daquele momento. Naquele milésimo de segundo em que minha máscara caiu, o fracasso era um convite de Deus para começar uma vida nova, e eu o aceitei. Tudo o que eu consegui dizer foi:
- Sinto muito, eu também preciso de ajuda.
Eu também preciso de ajuda - cinco palavras, apenas cinco palavrinhas que pareciam ter o poder de cortar o fardo que vinha carregando por tanto tempo e deixei espatifar no chão. Naquele momento em que reconheci publicamente que não era a Mulher-Maravilha ou o Grande Oz, descobri que é o suficiente ser humana. Deus não se sente diminuído por nossa humanidade e ninguém ganha nada fingindo ser uma deidade também.
Houve outro momento que me impactou profundamente e me mostrou o que Deus fará se tirarmos nossas máscaras.
Eu estava no hospital havia quase duas semanas, progredindo bastante na busca dentro do meu armário interno por tudo que tinha escondido lá por anos. Eu me sentia como uma criança levando suas bonecas àquele que podia consertá-las. Uma noite, depois do jantar, fui à sala das enfermeiras para pegar meu secador de cabelo. Qualquer coisa que seja potencialmente perigosa aos pacientes é mantida trancada na caixa dos "pontiagudos", mas pode ser retirada por um breve período de tempo.
Quando me aproximava da mesa, vi que eles estavam recebendo uma nova paciente que estava muito nervosa, então decidi voltar mais tarde. Quando saía, as duas filhas da nova paciente me reconheceram e começaram a chorar. Instintivamente, me aproximei delas. Quando a mãe delas levantou os olhos e me viu, jogou os braços em volta do meu pescoço e me abraçou forte. Ela era uma espectadora fiel de The 700 Club que precisava de ajuda desesperadamente, mas estava com muita vergonha de sua necessidade. Deus a pôs ali na mesma hora que eu para que soubesse que não estava sozinha e que não há problema algum em buscar ajuda.
Aprendi aquela noite que, quando tiramos as máscaras, podemos reconhecer a dor uns dos outros. Quando estamos dispostos a mostrar nossa fragilidade e deixar a luz de Cristo entrar em nós, a boa nova é pregada aos pobres de espírito, os cegos podem ver a verdade, e os aleijados e feridos podem andar de novo.
Não sei que máscaras você está usando. Não sei por que você acha que precisa delas. O que sei é que, se pela graça de Deus conseguir tirá-las, nunca as usará novamente. Pode ser que lhe seja custoso; foi para mim, mas valeu a pena. Houve alguns momentos em que as pessoas me disseram que estavam desapontadas comigo, particularmente porque ainda tomo medicação para depressão. Mas entendo isso e está tudo bem. Não preciso da aprovação de todo mundo que conheço. Tenho o amor poderoso do meu Pai e a companhia de outros que estão tendo o tecido de sua vida restaurado com amor pelo Mestre dos Alfaiates.
Mas se você já realizou mudanças significativas em sua vida, entende que quando mudamos, tudo à nossa volta muda também e, o mais significativo de tudo, nossos relacionamentos."

Sheila Wash trabalha nos EUA como cantora, escritora, apresentadora e palestrante. Sempre aborda assuntos ligados à fé. <http://www.sheilawalsh.com/>

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

BAZAR DA CASA DO CAMINHO: Dia 02 de março, sábado - 08h às 16



**  BAZAR DA CASA DO CAMINHO: Dia 02 de março, sábado - 08h às 16h.
Nas noites de  28/02 e 01/03 o bazar já estará funcionando. Sendo que, no dia 28/02, o funcionamento será  até às 19h por causa dos trabalhos do A.T.E.;

SEMINÁRIO ESPÍRITA: “Doenças da alma*” com o médium espírita João Berbel


SEMINÁRIO ESPÍRITA

Seminário espírita: “Doenças da alma*” com o médium espírita João Berbel.

Dia 01 de março de 2013 (sexta-feira).
Horário: 20h às 21h e 30min.
Local: Grupo Espírita Ana Amélia (GEAME).
Av. Dos Expedicionários, nº 9399 – Itaperi – Fortaleza/CE.
Ingresso: R$ 25,00 com direito a um livro do João Berbel.
Venda de ingresso: FEEC – Rua princesa Isabel, nº 255 – fone: 3212-1092 ou 3212-4268
Maiores Informações: 8703-4949 ou 96169954

*depressão, insônia, angústia, síndrome do pânico e outros.

Foto
INFORMAÇÕES PRESTADAS POR RAIMUNDO SANTOS

O poder do pensamento por Louise Hay




Biografia de Louise HaySeu primeiro livro, “Cure seu corpo ”, foi publicado em 1976, bem antes da discussão sobre a conexão entre o corpo e a mente ter se tornado moda. Revisto e expandido em 1988, este best-seller introduziu o conceito de Louise para pessoas de 33 diferentes países e está sendo traduzido para outros 25 idiomas mundo afora. 
A mensagem de cura de Louise tem sido o assunto de muitos artigos em jornais e revistas. Ela tem aparecido na televisão por todo o mundo e sua coluna mensal “Dear Louise” é exibida em mais de 50 publicações nos EUA, Canadá, Austrália, Espanha e Argentina.

Texto traduzido por Ronaud Pereira www.ronaud.com, retirado de www.louisehay.com - <http://somostodosum.ig.com.br/blog/blog.asp?id=9742>

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Faleceu hoje, dia 25.02.2013, em São Paulo o ator e diretor teatral Luiz Baccelli



Faleceu hoje, dia 25/02/2013, em São Paulo o ator e diretor teatral Luiz Baccelli, que recentemente atuou no filme "E A Vida Continua...", no papel principal como Ernesto Fantini.

Baccelli sofreu uma parada cardíaca em decorrência de complicações renais que vinha enfrentando nos últimos meses.

O ator e dramaturgo Luiz Baccelli era professor, historiador e diretor do grupo teatral Ação Entre Amigos. Iniciou sua carreira profissional com Antunes Filho em 1968, participando de espetáculos que percorreram vários países. Ganhou o Prêmio Molière de melhor ator por Xica da Silva. Durante 10 anos fez parte do grupo Tapa/Cia.

Participou de novelas na Rede Globo, no SBT, na Band e na Record. Entre outros, esteve em Sangue do Meu Sangue, Pérola Negra, Laços de Família, Amor e Ódio, A Escrava Isaura, Amazônia - de Galvez a Chico Mendes, A Favorita, Caminho das Índias e Araguaia.

Nos cinemas em 2012, atuou no filme "E A Vida Continua...", baseado em livro ditado pelo espírito André Luiz e psicografado por Chico Xavier, com direção de Paulo Figueiredo. Trabalhou também nos filmes Ação entre Amigos (1998), Mater Dei (2000) e Os 12 Trabalhos (2006).

Nós, produtores, atores e o diretor do filme "E A Vida Continua...", rogamos as bênçãos de Jesus para o retorno à Pátria Espiritual do nosso querido amigo Luiz Baccelli.

16 SEMEICE


CURSO NA FEEC PARA TRABALHADORES DO ATENDIMENTO ESPIRITUAL (AE ou TE)



Prezado (a) Amigo (a)

Bom dia

A Coordenadora Federativa do Atendimento Espiritual-AE, Ercília Maria Braga de Olinda, enviou o convite abaixo, que trata de um Curso Básico de Formação de Trabalhadores do AE, que será realizado no dia 10 de março, das 08 h 00 às 17 h 30, na FEEC, para o qual convida dois representantes por Casa Espírita, que já estejam atuando nessa atividade. Considerando que o AE é a porta de entrada na Casa Espírita, e tratando, naturalmente, esse aspecto, como de suma importância para  o bom acolhimento daqueles que procuram o Espiritismo, muitas vezes, como último recurso para alguns dos problemas que os afligem, no seu cotidiano, seria de bom alvitre que nossos trabalhadores fossem muito bem treinados, para desempenhar essa tarefa com a maestria que se faz necessária.    

Cordialmente,

Orlando Mota Maia



MENSAGEM DA COORDENADORA DO AE DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DO CEARÁ - FEEC 

Dirigimo-nos aos envolvidos(as) com as atividades do Atendimento Espiritual (AE) das Casas Espíritas de Fortaleza e da Região Metropolitana, a fim de convidá-los(as) para o Curso Básico Formação de Trabalhadores do AE – Passo- a - passo, a realizar-se no dia 10 de março de 2013, na sede da Federação Espírita do Estado do Ceará (FEEC), das 8h às 17:30h

O objetivo deste primeiro curso de 2013 é orientar a implantação e o aprimoramento do Atendimento Espiritual nos Centros Espíritas, com base na tríade – acolher, consolar e esclarecer. A importância do AE e os ideais de unificação do Movimento Espírita apontam para a necessidade de grandes investimentos na formação dos(as) trabalhadores(as) que já atuam neste
setor e da preparação de novos quadros. Tentando unificar sem padronizar, a equipe coordenadora do AE da FEEC organizou o referido curso pensando em impulsionar um amplo movimento de formação nas Casas Espíritas.

Reservamos duas (02) vagas para cada instituição, solicitando que os(as) trabalhadores(as) indicados(as) tenham experiência no AE e facilidade para, posteriormente, multiplicar o curso na sua própria Casa Espírita.

Os nomes dos(as) representantes devem ser enviados até o dia 06 de março para o e.mailbragadeolinda@yahoo.com.br ou para o telefone: 86236001.

Informar se almoçarão na FEEC. O pagamento do almoço será de R$ 6,00. Haverá uma taxa de R$ 4,00, referente às cópias do material instrucional que será distribuído no local e no dia do curso. O pagamento poderá ser feito no dia 10 de março.

HORA

ATIVIDADE

RESPONSÁVEL

8:00 – 8:20
 preceGrupo Musical

Luciano Klein

Centro Espírita Lar dos Humildes (CELH)

08:20 – 8:40
 Apresentação geral do curso Apresentação do Plano de Trabalho da Coordenação do AE (2012-2013)

Ercília Braga

8:40 - 9:10
 Atividade de Recepção

Tânia Maria

9:10 - 9:40
 Reunião de orientação inicial

Cristhian Silva

9:40 - 11:40

 diálogo fraterno

Tom Trajano

11:40 -12:00
 síntese e avaliação da manhã

Coordenação do AE

12:00 - 13:30
 almoço

Elzo

13:30 - 14:30
 explanação e estudo do Evangelho em grupo

Beth e Vinícios

Ercília e Sandro

Cris e Tânia

Olavo e Elzo

14:30 - 15:00
 Debate sobre o estudo realizado

Todos

15:00 - 15: 10
 Intervalo

15:10 - 16:40
Atendimento pelo passe Irradiação Atendimento de emergência

Alcides Lopes

16:40 - 17:10
 O Evangelho no Lar

Sandro Silveira

17:10 - 17:30
 Síntese da tarde e avaliação da tarde


Coordenação do AE

Pensamentos e Fluidos

Autor: Allan Kardec

“Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas* deletérios corrompem o ar respirável” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16). 
*= miasma s. m.Emanação morbífica, proveniente de substâncias orgânicas em decomposição. (Mais usado no plural.)
Vimos que o pensamento exerce uma poderosa influência nos fluidos espirituais, modificando suas características básicas. Os pensamentos bons impõem-lhes luminosidade e vibrações elevadas que causam conforto e sensação de bem estar às pessoas sob sua influência. Os pensamentos maus provocam alterações vibratórias contrárias às citadas acima. Os fluidos ficam escuros e sua ação provoca mal estar físico e psíquico. 

Pode-se concluir assim, que em torno de uma pessoa, de uma família, de uma cidade, de uma nação ou planeta, existe uma atmosfera espiritual fluídica, que varia vibratoriamente, segundo a natureza moral dos Espíritos envolvidos. 

À atmosfera fluídica associam-se seres desencarnados com tendências morais e vibratórias semelhantes. Por esta razão, os Espíritos superiores recomendam que nossa conduta, nas relações com a vida, seja a mais elevada possível. Uma criatura que vive entregue ao pessimismo e aos maus pensamentos, tem em volta de si uma atmosfera espiritual escura, da qual aproximam-se Espíritos doentios. A angústia, a tristeza e a desesperança aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente, que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos morais de Jesus. 

“A ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais tem conseqüências de importância direta e capital para os encarnados. Desde o instante em que tais fluidos são o veículo do pensamento; que o pensamento lhes pode modificar as propriedades, é evidente que eles devem estar impregnados das qualidades boas ou más, dos pensamentos que os colocam em vibração, modificados pela pureza ou impureza dos sentimentos” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16). 

À medida que cresce através do conhecimento, o homem percebe que suas mazelas, tanto físicas quanto espirituais, é diretamente proporcional ao seu grau evolutivo e que ele pode mudar esse estado de coisas, modificando-se moralmente. Aliando-se a boas companhias espirituais através de seus bons pensamentos, poderá estabelecer uma melhor atmosfera fluídica em torno de si e, consequentemente, do ambiente em que vive. Resumindo, todos somos responsáveis pelo estado de dificuldades morais que vive o planeta atualmente. 

“Melhorando-se, a humanidade verá depurar-se a atmosfera fluídica em cujo meio vive, porque não lhe enviará senão bons fluidos, e estes oporão uma barreira à invasão dos maus. Se um dia a Terra chegar a não ser povoada senão por homens que, entre si, praticam as leis divinas do amor e da caridade, ninguém duvida que não se encontrem em condições de higiene física e moral completamente outras que as hoje existentes” - (Allan Kardec - Revista Espírita, Maio, 1867).


Fonte: http://www.oespiritismo.com.br/textos/ver.php?id1=107 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Hoje na TV Mundi Programa Terceira Visão.


DOAÇÃO DE LIVROS


DOAÇÃO DE LIVROS
Estou muito animada em relação a  ideia de montar uma Biblioteca Espírita,
estou vendo como uma coisa muito importante que vou colocar na minha
cidade de interior. Vou amar receber muitos livros em doação, já comecei a receber.

Tanto posso ir buscar, com o posso receber na Rua Maria Tomásia 1390, esquina com a
Frei Mansueto ou no Catarina, como for mais fácil.

Agradeço,

Remédios
cel: (85)  86393301/  (85) 96686559
Centro Espírita Catarina de Lebouré

domingo, 24 de fevereiro de 2013

"Rompe as algemas que te atam ao pessimismo..."

Esta frase vem do texto "Não desistas do bem" da nossa querida irmã espiritual Scheilla. No contexto, vem trazendo diversas frases com caráter otimista, muito bem representada em frases como "Pensa no bem e esquece o mal", "Fracasso também é lição". Realmente, a sabedoria dos espíritos mais sublimes são inimitáveis. Um trabalho de auxílio com muito afã e amor, firmado em bases firmes e seguras, confiando na misericórdia de Deus e na fraternidade Cristã. E nós, devemos cumprir a nossa parte para com Deus e para com a nossa consciência. A diferença nossa com aqueles que se comunicam conosco, é que nós estamos em um plano restrito de atuação e eles em outro bem mais amplo. Mas este fator não nos impede de fazer um esforço diário para modificar-nos. Tornar-nos seres mais limpos, sem resquícios de chagas do passado. Este é o intuito dos nossos irmãos que estão em outra dimensão. Eles esperam a recompensa de nossa parte. A recompensa do Amor e da Fraternidade. Aguardam pacientemente que nós busquemos amparo e iluminação. Mas a partir do momento, que nós damos início ao bem, nos voltando para a luz. Aí sim, a espiritualidade se encarregará de andar lado a lado conosco e cuidar dos nosso passos, em prol da evolução e compreensão das leis divinas. 
O trabalho de amor ao próximo não se restringe a um Grupo Espírita, a uma ONG ou templo religioso. Esse é um conceito amplo, que se encontra até mesmo em um - Bom Dia - que você oferece a um conhecido ou não conhecido que cruza o seu caminho. Apresentar o amor que tem transbordando em seu coração ao outro, não está somente restrito ao companheiro de boa caminhada terrena, e sim a todos que necessitam de um aperto de mão, de um abraço caloroso, de um olhar severo mas que dá certeza de segurança e zelo. 
O estopim para tentarmos alcançar condição melhor e partir em rumo à luz, é romper as algemas que nos atam ao pessimismo. Pois o pessimismo é a causa de muitos efeitos que até mesmo a saúde do nosso corpo sente. É o negativo colocado na frente dos nossos atos e trabalhos, que se transforma em pedra que nada serve para a edificação. 
Irmãos, devemos colocar sempre, o positivo na frente de todas as coisas. Se almejamos um lar com harmonia, o primeiro passo é mentalizar a Deus e um lar sereno. Se desejamos encontrar uma pessoa que nos transmita amor, devemos começar pelo positivismo, que nos dará forças para nos arrumarmos melhor, respirarmos melhor, porque é através da visão e compreensão de que o mundo é grande e que nele há todos os recursos que nos favorecem na evolução, é que um amor entrará em nosso coração.
Antes de qualquer decisão, basta colocar Deus na frente, Jesus no coração e todos os nossos amigos que se encontram na espiritualidade zelando por nós. 
Até mesmo, para rogar a Jesus, Maria, André Luiz, Scheilla, Irmão Bezerra, temos que estar sintonizados com o bem e com a luz. E o Pessimismo é uma barreira que nos impede a caminhada junto às melhores companhias que poderíamos ter. 
Abraços Meus irmãos, desejo a todos uma ótima noite de descanso. A partir de já, começaremos o exercício do POSITIVISMO, que se faz antes de dormir, quando agradecemos a Deus e aos amigos de luz por Amparo e Iluminação. 
Luz A todos Os Meus amigos! 
Com muito carinho, do fundo do nosso coração. Amigos de Chico Xavier.

SOB A DEVASSIDÃO DAS DROGAS, É IMPERIOSO FORÇA DE VONTADE E FÉ EM DEUS

Jorge Hessen
http://aluznamente.com.br

Os impulsos irresistíveis, o receio, o contentamento que surgem com cada dia sem ajoelhar-se às drogas, têm inspirado a criação de páginas virtuais pelos “escravos químicos”. Há viciados conectados a redes com dezenas de blogueiros que explanam seus dramas para inúmeras pessoas que sofrem das mesmas agruras. Os históricos gravados nos espaços cibernéticos expõem o progresso de alguns e o desfalecimento de outros. Uma súbita interrupção de comentários na página pelo criador do blog, por exemplo, é explicada como recaída ao vício.
Abonam os especialistas que quando os dependentes químicos compartilham experiências, na web por exemplo, guardam conexão com as mesmas terapias de grupos existentes nos Narcóticos Anônimos (NA) e Alcoólicos Anônimos (AA). (1) Na verdade, há viciados portadores da ansiedade social, fobia social ou sociofobia (aversão social), razão pela qual não conseguem se expressar em grupo de autoajuda. Por isso os blogs podem amparar dependentes químicos que não conseguem dividir experiências em público. Nesses ciberespaços são comentadas as experiências e as angústias de uns e o triunfo de outros (ex-dependentes).
Muitos blogs igualmente são construídos pelos “codependentes” (expressão empregada para mencionar parentes e familiares que passam a (con)viver em função dos viciados). Os parentes dos adictos, habitualmente adoecem. Há uma pressão psicológica muito intensa sobre a família, que sobrevive sob constrangimento. Nesse caso, expressar relatos nos blogs pode ajudá-los a desvendar que não são os únicos a passar por esse tipo de situação. Compreenderão que outras famílias convivem com dificuldades semelhadas.
Aproveitando o importante debate sobre o desempenho dos blogs para confabulações entre os dependentes químicos, é oportuno salientar, no contexto, que é mais fácil evitar a instalação do vício do que lutar posteriormente pela sua supressão (como proferem os membros dos AA’s: não há ex-alcoólatra). A questão assenta raízes profundas na sociedade, animando medidas curadoras e profiláticas nos círculos religiosos, médicos, psicológicos e psiquiátricos, necessitando de imperiosa assistência de todos os segmentos sociais para (talvez) minimizar seus efeitos calamitosos. Assim, faz-se cogente assentar a questão da dependência química (principalmente a alcoofilia) no foco dos debates públicos. Até porque o problema da consumação das drogas lícitas e/ou ilícitas precisa ser atacado sem trégua, a fim de que sejam encontradas soluções para a complexa epidemia da químio-dependência.
Óbvio que é importante a utilização de um espaço virtual para desabafos sobre as aflitivas lutas contra o vício. Por falar em terapêuticas, existem várias maneiras paralelas de ajuda aos que dependem da droga: tratamento médico, terapias cognitivas e comportamentais, psicoterapias, grupos de autoajuda (Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos etc.). Na opinião dos especialistas da área, o tratamento do dependente de drogas não requer internação, na grande maioria dos casos, pois as respostas não têm sido favoráveis a que eles apresentem melhora nessas condições de isolamento, distantes do convívio familiar. Muito pelo contrário, constatam a ineficiência do tratamento nessas condições, com um significativo aumento do consumo a que os dependentes se lançam após saírem da clínica.
Para todo dependente químico existe um tratamento específico. Quando a dependência é única e exclusivamente física, esta é anunciada nas crises de abstinência com reações de menor expressão, e a cura é relativamente fácil. Porém, quando a dependência é psicológica, as reações são bem mais agressivas e a cura requer muito mais tempo. Daí a necessidade da compaixão, da renúncia e do irrestrito afeto familiar.
Apresentando ao tema uma abordagem espírita, compreendemos que muitos que desencarnam sob o guante da dependência química permanecem presos ao vício nas deprimidas regiões do além-tumba. Normalmente tais infelizes seres acoplam-se aos seus afins (os usuários de drogas encarnados), imantando-se aos seus perispíritos a fim de sugar as emanações perniciosas derivadas do consumo das drogas.
As energias deletérias dos viciados do além podem, em longo prazo, causar nos viciados encarnados distúrbios orgânicos graves, tais como: câncer de pulmão, problemas no fígado, no aparelho circulatório, no sangue, no sistema respiratório, no cérebro e nas células, principalmente as neuronais (2), devido ao enfraquecimento dos centros vitais do viciado, ainda encarnado. Portanto, os efeitos destruidores dessa subjugação são tão intensos que extrapolam os limites do organismo físico da vítima de “cá”, alcançando e danificando substancialmente o equilíbrio e a própria funcionalidade do seu perispírito.
Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec indagou à Espiritualidade se o homem poderia, pelos seus próprios esforços, vencer suas inclinações más. Os Espíritos, de maneira objetiva, responderam afirmativamente, esclarecendo que “o que falta nos homens [sobretudo os dependentes químicos] é a força de vontade e a legítima fé em Deus.”(3)
Pelo exposto, sugerimos a todos os sobrepujados pelos vícios (de “cá” e do “além”) o estudo e o exercício do bem, tendo como roteiro os códigos do Evangelho de Jesus. Rememoremos que Ele mesmo disse: “vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (4)



Referencias bibliográficas:

2 Os neurônios guardam relação íntima com o perispírito, segundo André Luiz em "Mecanismos da Mediunidade”.
3• Kardec Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1977.
4 Mateus 11:28-30

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Dez grandes ferramentas para melhorar a vibração psico-energética

"Pare um minuto!", leia o evangelho, medite, ore, ouça uma música relaxante, contemple algo bonito, lembre-se de momentos alegres, exercite os bons pensamentos, respire conscientemente, exercite contribuições gentis ou eleve os seus pensamentos inspirando-se em pessoas notáveis.


  • Leia o evangelho:

Evangelho no GEAL 


  • Medite



  • Ore: pense em Deus ou no Seu amor


  • Ouça uma música relaxante: vale a que você gosta, mas segue uma sugestão



  • Contemple algo bonito: uma paisagem; uma foto de seu filho feliz, sorrindo; uma obra de arte...




  • Lembre-se de momentos alegres: reviva-os com plenitude


  • Exercite os bons pensamentos, uma dica é reservar um caderno pra por próximo à cama e em cada dia responder escrevendo, ao acordar e ao ir dormir: "Qual o melhor pensamento que posso ter agora?".


  • Respire conscientemente:


  • Exercite contribuições gentis: ainda que pequenos, os gestos de generosidade são capazes de efetuar progressivas mudanças positivas! 




  • Eleve os seus pensamentos, inspirando-se em pessoas notáveis: quando notar que algo lhe abaixa a frequência, estude um pouco sobre a vida de pessoas que superaram grandes desafios, encontre frases de grandes pensadores...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Percepções, sensações e sofrimentos dos Espíritos

237 A alma, quando está no mundo dos Espíritos, ainda possui as percepções que possuía em sua vida física?
– Sim. Tem também outras que não possuía, porque o seu corpo era como um véu que as dificultava e obscurecia. A inteligência é um dos atributos do Espírito que se manifesta mais livremente quando não tem entraves.
238 As percepções e os conhecimentos dos Espíritos são ilimitados; numa palavra, eles sabem todas as coisas?
– Quanto mais se aproximam da perfeição, mais sabem. Se são Espíritos Superiores, sabem muito. Os Espíritos inferiores são mais ou menos ignorantes sobre todas as coisas.
239 Os Espíritos conhecem o princípio das coisas?
– Conhecem de acordo com sua elevação e pureza. Os Espíritos inferiores não sabem mais que os homens.
240 Os Espíritos compreendem o tempo como nós?
– Não. É por isso que vós também não nos compreendeis quando se trata de fixar datas ou épocas.
 A idéia e a ação do tempo para os Espíritos não são como nós os compreendemos. O tempo, para eles, é nulo, por assim dizer, e os séculos, tão longos para nós, são, a seus olhos, apenas instantes que se perdem na eternidade, como o relevo do solo se apaga e desaparece para quem o vê de longe quando se eleva no espaço.
241 Os Espíritos têm uma idéia do presente mais precisa e exata do que nós?
– Do mesmo modo que aquele que vê claramente as coisas tem uma idéia mais exata do que um cego. Os Espíritos vêem o que não vedes; logo, julgam de modo diferente de vós. Mas lembramos mais uma vez: isso depende da elevação de cada um.
242 Como é que os Espíritos têm conhecimento do passado? Para eles, esse conhecimento é ilimitado?
– O passado, quando nos ocupamos dele, é o presente, torna-se vivo, exatamente como lembrais do que vos impressionou fortemente durante um período, ou numa viagem a um lugar longínquo e estranho. Como Espíritos, já não temos mais o véu material a nos obscurecer a inteligência, eis por que nos lembramos das coisas que estão apagadas para vós. Mas os Espíritos não conhecem tudo, a começar pela sua própria criação.
243 Os Espíritos conhecem o futuro?
– Isso também depende da sua elevação. Muitas vezes apenas o entrevêem, mas nem sempre lhes é permitido revelá-lo. Quando o vêem, parece-lhes presente. O Espírito adquire a visão do futuro mais claramente à medida que se aproxima de Deus. Após desencarnar, a alma vê e abrange num piscar de olhos suas migrações passadas, mas não pode ver o que Deus lhe reserva. Para isso é preciso que esteja integrada a Deus, após muitas e muitas existências.
243 a Os Espíritos que atingem a perfeição absoluta têm conhecimento completo do futuro?
– Completo não é bem a palavra. Só Deus é o Soberano Senhor e ninguém pode se igualar a Ele.
244 Os Espíritos vêem Deus?
– Só os Espíritos Superiores O vêem e O compreendem. Os Espíritos inferiores O sentem e O pressentem física, moral e espiritualmente.
244 a Quando um Espírito inferior diz que Deus lhe proíbe ou lhe permite uma coisa, como sabe que isso vem de Deus?
– Ele não vê a Deus, mas sente Sua soberania e, quando uma coisa não pode ser feita, ou uma palavra não pode ser dita, sente como intuição, uma advertência invisível que o proíbe de fazê-lo. Vós mesmos não tendes pressentimentos que são como advertências secretas, para fazer ou não isso ou aquilo? O mesmo ocorre conosco, apenas num grau superior. Deveis compreender que a essência dos Espíritos, sendo mais sutil que a vossa, lhes dá a possibilidade de melhor receber as advertências divinas.
244 b A ordem é transmitida por Deus ou por intermédio de outros Espíritos?
– Ela não vem diretamente de Deus. Para se comunicar com Deus, preciso é ser digno disso. Deus transmite Suas ordens por Espíritos que se encontram muito elevados em perfeição e instrução.
245 O dom da visão, nos Espíritos, é limitado e localizado, como nos seres corporais?
– Não; a visão está neles como um todo.
246 Os Espíritos têm necessidade da luz para ver?
– Vêem por si mesmos e não têm necessidade da luz exterior. Para eles, não há trevas, a não ser aquelas em que podem se encontrar por expiação.
247 Os Espíritos têm necessidade de se transportar para ver em dois lugares diferentes? Eles podem, por exemplo, ver simultaneamente os dois hemisférios do globo?
– Como o Espírito se transporta com a rapidez do pensamento, pode-se dizer que vê tudo de uma só vez, em todos os lugares. Seu pensamento pode irradiar e se dirigir, ao mesmo tempo, a vários pontos diferentes, mas essa qualidade depende de sua pureza. Quanto menos for depurado, mais sua visão estará limitada. Só Espíritos Superiores podem ter uma visão do conjunto.
 O dom de ver, nos Espíritos, é uma propriedade inerente à sua natureza e irradia em todo o seu ser, como a luz se irradia de todas as partes de um corpo luminoso. É uma espécie de lucidez universal que se estende a tudo, envolve num só lance o espaço, os tempos e as coisas e para a qual não há trevas ou obstáculos materiais. Compreende-se que deva ser assim. No homem, a visão funciona por meio de um órgão impressionado pela luz e, sem luz, fica na obscuridade. No Espírito, como o dom da visão é um atributo próprio, sendo desnecessário qualquer agente exterior, a visão não depende de luz. (Veja “Ubiqüidade”, questão 92.)
248 O Espírito vê as coisas tão distintamente quanto nós?
– Mais distintamente, porque a sua visão penetra no que não podeis penetrar. Nada a obscurece.
249 O Espírito percebe os sons?
– Sim. Percebe até os que vossos rudes sentidos não podem perceber.
249 a O dom, a capacidade de ouvir, está em todo o seu ser, assim como a de ver?
– Todas as percepções são atributos do Espírito e fazem parte do seu ser. Quando está revestido de um corpo material, as percepções do exterior apenas lhe chegam pelo canal dos órgãos correspondentes. Porém, no estado de liberdade, essas percepções deixam de estar localizadas.
250 Sendo as percepções atributos próprios do Espírito, pode deixar de usá-las?
– O Espírito só vê e ouve o que quer. Isso de uma maneira geral e, sobretudo, para os Espíritos elevados. Já em relação aos que são imperfeitos, queiram ou não, ouvem e vêem freqüentemente aquilo que pode ser útil a seu adiantamento.
251 Os Espíritos são sensíveis à música?
– Quereis falar de vossa música? O que é ela perante a música celeste cuja harmonia nada na Terra vos pode dar uma idéia? Uma está para a outra como o canto de um selvagem está para uma suave melodia. Entretanto, Espíritos vulgares podem sentir um certo prazer ao ouvir vossa música, porque ainda não são capazes de compreender uma mais sublime. A música tem para os Espíritos encantos infinitos, em razão de suas qualidades sensitivas bastante desenvolvidas. A música celeste é tudo o que a imaginação espiritual pode conceber de mais belo e mais suave.
252 Os Espíritos são sensíveis às belezas da natureza?
– As belezas naturais dos globos são tão diferentes que se está longe de as conhecer; mas os Espíritos são sensíveis, sim, a essas belezas, sensíveis conforme sua aptidão em apreciá-las e compreendê-las. Para os Espíritos elevados há belezas de conjunto diante das quais desaparecem, por assim dizer, as belezas de detalhes.
253 Os Espíritos sentem nossas necessidades e sofrimentos físicos?
– Eles os conhecem, porque os sofreram, passaram por eles; mas não os sentem como vós, materialmente, porque são Espíritos.
254 Os Espíritos sentem cansaço e a necessidade do repouso?
– Não podem sentir o cansaço como o entendeis; conseqüentemente, não têm necessidade de repouso corporal como o vosso, uma vez que não possuem órgãos cujas forças devam ser reparadas. Mas o Espírito repousa, no sentido de que não tem uma atividade constante, embora não atue de uma maneira material. Sua ação é toda intelectual e seu repouso, inteiramente moral; ou seja, há momentos em que seu pensamento deixa de ser tão ativo e não mais se fixa num objetivo determinado. Esse instante é um verdadeiro repouso, mas não é comparável ao do corpo. O cansaço que podem sentir os Espíritos está em razão de sua inferioridade, visto que, quanto mais elevados, menos o repouso lhes é necessário.
255 Quando um Espírito diz que sofre, que sofrimento sente?
– Angústias morais, que o torturam mais dolorosamente do que os sofrimentos físicos.
256 Como é que alguns Espíritos se queixam de sofrer de frio e de calor?
– Lembrança do que tinham sofrido durante a vida, muitas vezes mais aflitiva que a realidade. É freqüentemente uma comparação com que, na falta de coisa melhor, exprimem sua situação. Quando se lembram do seu corpo, experimentam uma espécie de impressão, como quando se tira um casaco e se tem a sensação, por um tempo, que ainda se está vestido.

Ensaio teórico sobre a sensação nos Espíritos

257 O corpo é o instrumento da dor. Se não é sua causa primária, é, pelo menos, a causa imediata. A alma tem a percepção da dor: essa percepção é o efeito. A lembrança que a alma conserva disso pode ser de muito sofrimento, mas não pode provocar ação física. De fato, nem o frio, nem o calor podem desorganizar os tecidos da alma. Ela não pode congelar-se, nem queimar-se. Não vemos todos os dias a lembrança ou a preocupação com um mal físico produzir os efeitos desse mal, até mesmo ocasionar a morte? Todo mundo sabe que as pessoas que tiveram membros amputados sentem dor no membro que não existe mais. Certamente, não é nesse membro que está a sede ou o ponto de partida da dor, mas no cérebro, que conservou a impressão da dor. Podem-se admitir, portanto, reações semelhantes nos sofrimentos do Espírito após a morte. Um estudo mais aprofundado do perispírito, que desempenha um papel tão importante em todos os fenômenos espíritas como nas aparições vaporosas ou tangíveis, como na circunstância por que o Espírito passa no momento da morte; na idéia tão freqüente de que ainda está vivo, no quadro tão comovente dos suicidas e dos que foram martirizados, nos que se deixaram absorver pelos prazeres materiais e em tantos outros fatos, vieram lançar luz sobre a questão e deram lugar a explicações que resumimos a seguir.
O perispírito é o laço que une o Espírito à matéria do corpo. O Espírito é quem o forma, tirando elementos do meio ambiente e do fluido universal. Ele é formado ao mesmo tempo de eletricidade, fluido magnético e até de alguma quantidade de matéria inerte. Pode-se dizer que é a matéria puríssima, o princípio da vida orgânica, mas não da vida intelectual. A vida intelectual está no Espírito. É, além disso, o agente das sensações exteriores. No corpo, essas sensações se localizam nos órgãos próprios que servem de canais condutores. Destruído o corpo, as sensações se tornam generalizadas. É por isso que o Espírito não diz sofrer mais da cabeça do que dos pés. É preciso precaução para não confundir as sensações do perispírito, que se tornou independente, com as do corpo: podemos tomar essas sensações apenas como comparação, e não como analogia. Liberto do corpo, o Espírito pode sofrer. Mas esse sofrimento não é corporal, embora não seja exclusivamente moral, como o remorso, porque se queixa de frio e calor. Apesar disso, não sofre mais no inverno que no verão: nós o temos visto atravessar as chamas sem sofrer nada, nenhuma dor, o fogo não lhe causa nenhuma impressão. A dor que sente não é física propriamente dita, é um vago sentimento íntimo que o próprio Espírito nem sempre entende, precisamente porque a dor não está localizada e não é produzida por agentes externos: é mais uma lembrança do que uma realidade, mas é uma recordação também dolorosa. Há, entretanto, algumas vezes, mais que uma lembrança, como iremos ver.
A experiência nos ensina que no momento da morte o perispírito se desprende mais ou menos lentamente do corpo. Nos primeiros instantes seguidos ao desencarne, o Espírito não entende a sua situação: não acredita estar morto, sente-se vivo, vê seu corpo de um lado, sabe que é seu e não entende por que está separado dele. Essa situação persiste enquanto o laço entre o corpo e o perispírito não se romper por completo. Um suicida nos disse: “Não, não estou morto”, e acrescentava:“E, entretanto, sinto os vermes que me roem”. Porém, seguramente, os vermes não roíam o seu perispírito, e muito menos o Espírito; roíam-lhe apenas o corpo. Mas como a separação do corpo e do perispírito não estava concluída, disso se originava uma espécie de repercussão moral que lhe transmitia a sensação do que se passava no seu corpo. Repercussão não é bem a palavra que dê a idéia exata do que ocorre, porque pode fazer supor um efeito muito material. Era antes e de fato a visão do que se passava no cadáver, que ainda estava ligado ao seu perispírito, produzindo nele essa sensação que tomava como real, como autêntica. Desse modo, não era uma lembrança, uma vez que durante sua vida nunca tinha sido roído por vermes; era uma sensação nova e atual. Vemos, assim, que deduções se podem tirar dos fatos, quando observados atentamente.
Durante a vida, o corpo recebe as impressões exteriores e as transmite ao Espírito por intermédio do perispírito, que constitui, provavelmente, o que se chama de fluido nervoso. Estando o corpo morto, não sente mais nada, porque não possui mais Espírito, nem perispírito. O perispírito, desprendido do corpo, experimenta a sensação, mas como ela não lhe chega mais por um canal limitado, próprio, torna-se geral. Portanto, como o perispírito é na realidade um agente de transmissão das sensações que se produzem do corpo para o Espírito, porque é no Espírito que está a consciência, disso se deduz que, se pudesse existir perispírito sem Espírito, ele não sentiria mais do que sente um corpo morto. Da mesma forma, se o Espírito não tivesse perispírito, seria inacessível a qualquer sensação dolorosa, como ocorre com os Espíritos completamente purificados. Sabemos que, quanto mais o Espírito se purifica, mais a essência do perispírito se torna etérea, do que se conclui que a influência material diminui à medida que o Espírito progride e, por conseqüência, o próprio perispírito torna-se menos grosseiro.
Mas, dirão, as sensações agradáveis são transmitidas ao Espírito por meio do perispírito, da mesma forma que as sensações desagradáveis; sendo o Espírito puro inacessível a umas, deve ser igualmente inacessível a outras. Sim, sem dúvida, assim é de fato para as sensações que provêm unicamente da influência da matéria que conhecemos, por exemplo: o som de nossos instrumentos e o perfume de nossas flores não lhes causam nenhuma impressão. Porém, o Espírito têm sensações íntimas de um encanto indefinível, das quais não podemos fazer nenhuma idéia, por sermos, a esse respeito, como cegos de nascença perante a luz: sabemos que elas existem, mas por que meio se produzem não o sabemos. Termina aí nossa ciência. Sabemos que o Espírito têm percepção, sensação, audição, visão; que essas faculdades são generalizadas por todo o ser, e não, como no homem, só em uma parte do seu ser. Mas de que modo ele as tem? É o que não sabemos. Os próprios Espíritos não podem nos dar idéia precisa, porque a nossa linguagem não pode exprimir idéias que não conhecemos, da mesma forma que para os selvagens não há termos para exprimir nossas artes, ciências e doutrinas filosóficas.
Ao dizer que os Espíritos são inacessíveis às impressões de nossa matéria, estamos nos referindo aos Espíritos muito elevados, cujo envoltório etéreo não tem nada de semelhante ao que conhecemos aqui na Terra. O mesmo não ocorre com os de perispírito mais denso: estes percebem nossos sons e odores, mas não por uma parte limitada de sua individualidade, como quando encarnados. Pode-se dizer que neles as vibrações moleculares se fazem sentir em todo seu ser e chegam assim ao seu sensoriumcommune2, que é o próprio Espírito, embora de um modo diferente, o que produz uma modificação na percepção. Eles ouvem o som de nossa voz e, no entanto, nos compreendem sem necessidade da palavra, apenas pela transmissão do pensamento; isso vem em apoio ao que dissemos: a percepção dessas vibrações é tão mais fácil quanto mais desmaterializado está o Espírito. Quanto à visão, é independente de nossa luz. O dom da visão é um atributo essencial da alma, para ela não há obscuridade; mas é mais ampla e penetrante para os que estão mais purificados. A alma ou o Espírito tem nela mesma todos os dons e recursos de todas as percepções. Na vida corporal são limitados pela grosseria dos órgãos físicos; na vida extracorporal são cada vez menos limitados, à medida que menos denso se torna o envoltório semimaterial.
Esse envoltório, o perispírito, tirado do meio ambiente, varia de acordo com a natureza dos mundos. Ao passar de um mundo para outro, os Espíritos mudam de envoltório, assim como mudamos de roupa quando passamos do inverno para o verão, ou de um pólo para o Equador. Os Espíritos mais elevados, quando vêm nos visitar, se revestem do perispírito terrestre e, assim, suas percepções são como as dos Espíritos do lugar onde estão. Porém, todos, tanto inferiores quanto superiores, apenas ouvem e sentem o que querem ouvir ou sentir. Tendo em vista que não possuem os órgãos sensitivos, podem tornar, à vontade, suas percepções ativas ou nulas; há apenas uma situação a que são obrigados: a de ouvir os conselhos dos bons Espíritos. A visão é sempre ativa, mas podem reciprocamente se tornar invisíveis uns aos outros. De acordo com a posição que ocupam, podem se ocultar dos que lhes são inferiores, mas não dos superiores. Nos primeiros momentos que se seguem ao desencarne, a visão do Espírito é sempre perturbada e confusa; porém, vai se aclarando à medida que se liberta do corpo físico e pode adquirir nitidez igual à que tinha durante a vida terrena, além de contar com a possibilidade de poder ver através dos corpos que são opacos para nós. Quanto a poder alcançar a visão do espaço infinito, do futuro e do passado, depende do grau de pureza e da elevação do Espírito.
Toda essa teoria, alegarão alguns, não é nada tranqüilizadora. Pensávamos que uma vez livres do corpo, instrumento de nossas dores, não sofreríamos mais. Agora nos dizeis que ainda sofreremos, desta ou daquela forma, mas que será sempre sofrimento. Ah, sim! Podemos ainda sofrer, e muito, por um longo tempo, mas podemos também parar de sofrer, já desde o instante em que deixarmos a vida corporal.
Os sofrimentos aqui da Terra, algumas vezes, independem de nós, mas muitos são as conseqüências da nossa vontade, e se buscarmos as origens constataremos que, em sua maior parte, resultam de causas que poderíamos evitar. Quantos males, quantas enfermidades o homem não deve aos seus excessos, à sua ambição, às suas paixões? O homem que sempre tivesse vivido sobriamente, que não tivesse cometido abusos, que sempre tivesse sido simples em seus gostos, modesto em seus desejos, se pouparia de muitos sofrimentos. O mesmo acontece com o Espírito: as angústias que enfrenta são a conseqüência da maneira como viveu na Terra. Sem dúvida, não terá mais artrite nem reumatismo, mas terá outros sofrimentos que não são menores. Temos visto que os sofrimentos que sente são causados pelos laços que ainda existem entre ele e a matéria e, quanto mais se desmaterializa, menos tem sensações dolorosas. Portanto, depende do homem querer libertar-se dessa influência já em vida; tem seu livre-arbítrio e, conseqüentemente, a escolha entre fazer e não fazer. Que ele dome suas paixões brutais, não tenha ódio, inveja, ciúme, nem orgulho; que purifique sua alma pelos bons sentimentos; que faça o bem; que dê às coisas deste mundo a importância que merecem; então, ainda no corpo físico, já estará purificado, desprendido da matéria, e quando o deixar não sofrerá mais sua influência. Os sofrimentos físicos que experimentou não deixarão nenhuma lembrança dolorosa; não restará nenhuma impressão desagradável, porque afetou apenas o corpo e não o Espírito. Ficará feliz por estar livre delas, e a calma de sua consciência o livrará de todo sofrimento moral.
Interrogamos milhares de Espíritos que haviam pertencido a todas as classes da sociedade e a todas as posições sociais, quando na Terra. Nós os estudamos em todos os períodos de sua vida espírita, desde o instante em que deixaram o corpo; nós os seguimos passo a passo na vida após a morte para observar as mudanças que se operavam neles, nas idéias, nas sensações. E sob esse aspecto, os homens mais simples foram os que nos forneceram materiais de estudo mais preciosos, porque notamos sempre que os sofrimentos estão relacionados à conduta que tiveram na vida corpórea da qual sofrem as conseqüências, e que essa nova existência é fonte de uma felicidade indescritível para aqueles que seguiram o bom caminho. Deduz-se que sofrem porque merecem e só podem queixar-se de si mesmos, tanto neste quanto no outro mundo.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

CAMPANHA DO CHOCOLATE PARA AS CRIANÇAS DA CASA DO CAMINHO

CAMPANHA DO CHOCOLATE PARA AS CRIANÇAS DA CASA DO CAMINHO:

AMIGOS, 
NO DIA 09 DE MARÇO SERÁ O SOPÃO DOS IDOSOS E NESTE DIA SERÃO ENTREGUES ÀS CRIANÇAS DA EVANGELIZAÇÃO, CHOCOLATES, DOCES, PIPOCAS, ETC POR ANTECIPAÇÃO À PÁSCOA. É UM AGRADO PARA ELAS!

POR ISSO, QUEM PUDER DOAR ALGUM TIPO DOS DOCES QUE CITEI ACIMA, SERÁ BEM-VINDO!

ENTREGA NA RECEPÇÃO.

PODE SER:

CAIXA DE BOMBONS, SACOS DE BALAS, PIPOCAS, OVOS DE PÁSCOA, BARRAS DE CHOCOLATE, CAIXA DE BIS, BOMBONS AVULSOS E POR AÍ VAI. QUALQUER UM DESSES.

PRÓXIMOS EVENTOS DA CASA DO CAMINHO FORTALEZA

PRÓXIMOS EVENTOS DA CASA:

** BAZAR DA CASA DO CAMINHO: Dia 02 de março, sábado - 08h às 16h. 
Nas noites de 28/02 e 01/03 o bazar já estará funcionando. Sendo que, no dia 28/02, o funcionamento será até às 19h por causa dos trabalhos do A.T.E.;

** SOPÃO DOS IDOSOS - Dia 09 de março, sábado - a partir de 08h;

** REUNIÃO DE PASSISTAS (PARA TODOS OS PASSISTAS DA CASA) - Dia 16 de março, sábado - às 09h. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sobre Joanna de Ângelis

Hoje, 20 de fevereiro de 2013, fazem exatos 191 anos do desencarne de Joanna de Angelis - Sóror Joana Angélica de Jesus, uma das vivências de Joanna de Ângelis. Joanna Angélica encarnou em Salvador, Bahia, em 12 de dezembro de 1761, filha de José Tavares de Almeida e sua esposa, Catarina Maria da Silva. Eram uma família bastante abastada, e os pais de Joanna acolheram muito bem a opção dela em viver a vida como freira.

Joanna de Angelis - Sóror Joana Angélica de Jesus

Foi irmã, escrivã e vigária, quando, em 1815, tornou-se Abadessa e, no dia 20 de fevereiro de 1822, defendendo corajosamente o Convento, a casa do Cristo, assim como a honra das jovens que ali moravam, foi assassinada por soldados que lutavam contra a Independência do Brasil. Nos planos divinos, já havia uma programação para esta sua vida no Brasil, desde antes, quando reencarnara no México como Sóror Juana Inés de La Cruz. Daí, sua facilidade estrema para aprender português. É que, nas terras brasileiras, estavam reencarnados, e reencarnariam brevemente, Espíritos ligados a ela, almas comprometidas com a Lei Divina, que faziam parte de sua família espiritual e aos quais desejava auxiliar.

O Espírito Joanna de Ângelis, através da mediunidade de Divaldo Pereira Franco, tem escrito livros ricos de ensinamentos, verdadeiros tratados de saúde mental, com uma terapia baseada no Evangelho de Jesus e na Codificação Kardequiana. Vale a pena lembrar que são de sua autoria as mensagens contidas em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Capítulo IX, item 7: "A Paciência.", Havre-1862; e Capítulo XVIII, itens 13 a 15: "Dar-se-á àquele que tem.", Bordeaux-1862, ambas recebidas de "Um Espírito Amigo".

Joanna de Ângelis, em uma de suas encarnações, foi Joana de Cuza, uma das piedosas mulheres do Evangelho. Era esposa de Cuza, procurador de Herodes, o Tetrarca - governador de uma tetrarquia, ou seja, uma das partes de um estado ou província dividida em quatro governos. Joana foi curada por Jesus (Lucas VIII, 2 e 3), com Maria Madalena, Suzana e muitas outras mulheres, às quais lhes prestava assistência com os seus bens. Em Lucas 24:10, é mencionada entre as mulheres que, na manhã de Páscoa, tendo ido ao sepulcro de Jesus, o encontraram vazio.

Em Roma, no dia de 27 de agosto do ano 68, foi sacrificada numa fogueira no Coliseu, por não renunciar à fé em Jesus. Desencarnou perdoando seus carrascos.

Em outra de suas encarnações, dessa vez bem menos distante de nossos dias, nasceu no México, em San Miguel Neplanta, no ano de 1651. Foi Juana de Asbajey Ramirez de Santillana, filha de D. Manuel Asbaje, espanhol, e de Isabel Ramirez de Santillana, indígena.

Foi uma criança precoce. Começou a fazer versos aos cinco anos. Aos doze, aprendeu latim em vinte aulas; e português, aprendeu sozinha. Falava a língua indígena "nauatle", dos "nauas", geralmente chamados de astecas. Na Corte, o vice-rei de Espanha, o Marquês de Mancera, querendo fazer brilhar ainda mais sua Corte, tal como na tradição européia, convidou a menina - prodígio de treze anos - para dama de companhia de sua mulher.

Encantou a todos com sua beleza, inteligência e graciosidades. Seus poemas de amor são até hoje citados, e suas peças, representadas em programas de rádio e televisão.

Mas sua sede de saber era maior que a ilusão de prosseguir brilhando na Corte. Aos dezesseis anos, ingressou para o Convento das Carmelitas Descalças e depois foi para a Ordem de São Gerônimo da Conceição, tomando o nome de Soror Juana Inês de la Cruz, ficando conhecida, pelos seus hábitos de estudo, como "Monja da Biblioteca".

Em 1690, dizia da necessidade do conhecimento geral para melhor entendimento e serviço a Deus, defendendo o direito da mulher de se dedicar às atividades intelectuais. Esse ponto de vista, consubstanciado em um documento, é considerado a "carta magna" da liberdade intelectual da mulher americana.

Mulher de letras e ciências, foi a porta-voz das escravizadas do seu tempo. É citada num artigo da revista "Seleções do Reader's Digest", edição de julho de 1972: "Soror Juana Inês de la Cruz: A Primeira Feminista do Novo Mundo."

Dizia que é pela compreensão que o homem é superior aos animais.

Trabalhando na cozinha do Convento, descobre muitos segredos naturais e, curiosamente, conclui que, se Aristóteles tivesse cozinhado, muito mais teria escrito.

Como se vê, trata-se de um vulto muito importante para o México e para a Humanidade. Tanto assim, que a cédula de mil pesos tem a sua efígie.

Em 1695, houve uma epidemia de peste na região. Juana, socorrendo os doentes, desencarna em decorrência da mesma peste aos 44 anos.

Na Bahia, foi Soror Joana Angélica, religiosa da Ordem das Reformadas de Nossa Senhora da Conceição e Heroína da Independência do Brasil. Joana Angélica nasceu em Salvador-BA, em 11 de dezembro de 1761.

Entrou para o noviciado no Convento de Nossa Senhora da Lapa em 1782, pronunciando os votos um ano depois.

Entre 1798 e 1801, exerceu diversos cargos burocráticos na comunidade, assumindo as funções de vigária. Conduzida ao posto de conselheira em 1809, retornou ao vicariato em 1811. Eleita abadessa em 1814, esteve à frente do Convento até 1817, sendo reeleita três anos depois.

Como registro histórico de conhecimento geral, sabe-se que, em 07 de setembro de 1822, no Ipiranga-SP, D. Pedro I proclamou a Independência do Brasil, separando-o de Portugal. Porém, na Bahia, as tropas portuguesas comandadas pelo Brigadeiro Inácio Luis Madeira de Malo (1775-1833), resistiram tenazmente às forças aliadas a D. Pedro I. Somente em 02 de julho de 1823 Madeira de Malo abandonou a Bahia, embarcando para Portugal com suas tropa.

As tropas brasileiras eram comandadas pelo militar francês Pierre Labatut (1768-1849) e pelo tenente Luís Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias. Vale lembrar que Maria Quitéria de Jesus Medeiros, a primeira mulher-soldado, sagra-se heroína, sendo condecorada por D. Pedro I.

Durante as lutas pela Independência, os soldados portugueses invadiram o Convento de Nossa Senhora da Lapa em 19 de fevereiro de 1823. Soror Joana Angélica sai à porta do Convento, intimando-os, com a cruz alçada, a não profanarem o abrigo de suas protegidas. Resistiu valentemente, sendo atacada a golpes de baioneta.

Com o seu martírio, deu tempo às internas de escaparem, refugiando-se no Convento da Soledade. Soror Joana Angélica recebeu socorros, porém vivendo por poucas horas e desencarnando no dia seguinte.

Tombando numa luta pelos ideais de liberdade, Soror Joana Angélica tornou-se Mártir da Independência do Brasil.

Como Joanna de Ângelis, prossegue no mundo espiritual como verdadeira Amiga e Benfeitora - como um Espírito Amigo -, salientando sempre as mensagens do Evangelho Segundo o Espiritismo e orientando as criaturas através dos séculos, em diversas existências, para Jesus e para o Bem.

Fontes: http://www.nossolar.net/biografias_joanna_de_angelis.html
http://www.redeamigoespirita.com.br/video/as-vidas-de-joanna-de-angelis-soror-joana-ang-lica-de-jesus