quarta-feira, 31 de outubro de 2012

História de Istambul

A nova novela das oito: "São Jorge" traz o nome de um dos santos mais conhecidos do catolicismo no Brasil e o enredo terá muita ligação com a devoção a esse santo. Revela portanto, como marca da sua autora, Glória Perez, fortes conteúdos de cultura religiosa.

Quando começou a falar sobre seu novo projeto a Escritora tentou explicar o enredo da novela em seu Twitter: “A fé nele [São Jorge] existe e vamos mostrar: a fé na força que temos para vencer os dragões que a vida nos reserva”.

Mas o enfoque da atração que vai estrear no horário nobre não é fé, e sim assuntos como tráfico de pessoas, tendo como ambiente o morro do Alemão, no Rio de Janeiro, e na Turquia (principalmente em Istambul e na Capadócia, onde São Jorge nasceu). Como se vê, a Novelista traz como um dos cenários de fundo dos acontecimentos fictícios a cidade de Istambul, uma cidade de rica herança histórica mundial, porquanto se trata da antiga Bizâncio e Constantinopla. 

O Brasil nos próximos meses, então, através da novela, tomará contato com a cultura desse local, de alguma maneira. É interessante lembrar que a Cidade desempenhou influência gigantesca sobre o Cristianismo em determinado período, principalmente nos séculos seguidos à morte de Jesus. Mas sem adentrar a este tema, cabe conhecer um pouco da história de Istambul, a fim de aumentarmos o nosso conhecimento diante de elementos integradores do Cristianismo tal qual o conhecemos:


História de Istambul


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Istambul é uma cidade situada na encruzilhada de dois continentes, capital do Império Romano do Oriente, deBizâncio, capital do Império Otomano, e ponte entre duas culturas. Na história desta cidade se entrecruzam as civilizações e religiões e misturam-se feitos muito diversos que mostram a importância deste enclave urbano ao longo da história.


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[editar]Situação geográfica
Ver artigo principal: Bósforo

Quiçá o lugar onde assenta Istambul seja o mais privilegiado da história tal como passou inclusive a época contemporânea. É um ponto crucial: a divisória natural entre Europa e Ásia, oriente e ocidente, que ademais é o lugar de passagem entre o norte e o sul, o Mar Negro e o Mediterrâneo. Era quase obrigatório que aqui existisse sempre uma cidade importante.

Pela ciência há restos verdadeiros de povoamento tão antigos como o homem em ambas as orlas do estreito do Bósforo. Ademais, à encruzilhada vem-se a somar o chamado Corno de Ouro, uma enseada, magnífico porto natural, entrada de água na parte europeia desde o Bósforo, que deixa uma península dominando o acesso a aquele desde o Mar de Mármara o pôr sul. De facto, no lugar existia desde o século XIII a.C. um assentamento trácio, Ligos.
Corno de Ouro em primeiro plano; Mar de Mármara ao fundo; ambos a ponta onde se assentou Bizâncio; à esquerda corre o Bósforo, perdendo-se ao norte o Mar Negro; na outra orla, Ásia.
[editar]Bizâncio
Bizâncio em cor mais escura.

Essa excelente situação não foi aproveitada pelos colonos de Megara ao fundar sua primeira colónia, Calcedônia, na orla contrária. Mas no 667 a.C. seu reiBizas não duvidou em fundar Bizâncio no cume do extremo da península.

Rodeada de uma muralha de um quilómetro, vinha a coincidir em extensão aproximadamente com a do atual PPalácio de Topkapı. Dominando a cidade, a tradicional acrópole com os templos, sendo Hera a deusa tutelar, e sob o porto, na entrada recolhida do Corno de Ouro.

O enclave converteu-se cedo em um posto comercial estratégico e a cujo objecto ambicionado por qualquer que fosse a potência dominante da região durante os seguintes seis séculos: persas, atenienses, espartanos, jônios, macedônios, gálatas e trácios disputaram o lugar.

Os romanos colocaram a cidade no seu império a partir do século I a.C. e voltou a florescer no tempo dos antoninos (século II d.C.). No entanto, no ano 196a cidade com suas muralhas foi destruída por Septímio Severo em represália por dar refúgio aos partidários de seu rival.

O seu sucesso deu-se por conta da importância do lugar e mandou reconstruir a cidade aumentando o tamanho (dobrando a superfície dentro de novas muralhas) e tornando-a mais bela com novas construções (deu início ao Hipódromo de Constantinopla). A cidade recebeu o nome de Augusta Antonina.[1]Prosperou de novo; contava com teatro e anfiteatro sob a acrópole fortificada para o estreito; um stadion ou circo (kynegion) ao norte cara o Corno onde também estava o strategion ou campo militar junto a muralha à altura da actual ponte. Asemade tinha uma ágora (Tetrastoon, quatro stoas) entre a acrópole e o hipódromo, onde também se situavam os telefonemas Agarras de Zeuxipo, o único que subsiste hoje em dia.
[editar]Nova Roma: Constantinopla
Ver artigo principal: Constantinopla

Em 324, a guerra civil entre Licínio e Constantino arrematou com a derrota do primeiro na Batalha de Crisópolis e uma nova destruição das muralhas da cidade. Constantino I, o Grande investiu-se como único imperador e se veio na necessidade de resituar a capitalidade do Império (Roma estava bem longe de oriente, montão de epidemias e intrigas). Bizancio era a melhor localização. Por outra parte, é preciso ter em conta que desde o Edicto de Milão em 313, o cristianismo era religião oficial no império.

O plano da nova cidade (330 d.C.), que chamou Nova Roma, sobrepunha-se à de Septímio Severo em seu centro representativo, o final do Hipódromo,[2] um grande fórum, o Augustaion, no lugar do Tetrastoon; e unindo ambos espaços públicos o Grande Pazo Imperial, com sua porta ceremonial (Chalke) para o fórum e o palco real (Kathisma) ao hipódromo. Ao norte do Augusteon, entre este e os templos pagáns da antiga acrópole mandou construir as primeiras igrejas (primitivas Santa Irene e Santa Sofia o pões seu sucessor Constantino II, 360).
Muralhas de Constantinopla.

Para a cidade em si, quadruplicou sua superfície para o oeste e a fechou com novas muralhas.[3] A extensão começava numa esquina do fórum com o chamado Milion, marco de começo de todas as rotas do império. Daí arrancava a via principal da cidade, Mese, que em seu percurso porticado inclusive as muralhas ia encontrando vários fóruns:[4] primeiro, o circular Fórum de Constantino, depois o Fórum Taurino o de Teodósio,[5] o Fórum Taurino abaixo, no vale do Licos, e finalmente o Fórum de Arcádio. Depois do fórum de Teodósio a Mese duplicava-se com um ramal para o noroeste, onde mandou construir a fundacional (do tipo central em cruz grega com cinco cúpulas Miniatura bizantina representando a Igreja dos Santos Apóstoles) igreja dos Santos Apóstoles sobre do que era um templo pagán. Ali foi enterrado quando morreu. O conjunto urbano ainda estava em construção e foram seus sucessores os que o foram completando . A cidade recebeu então o nome de Constantinopla (Constantinópolis).

Nos começos do século V, Constantinopla tinha desbordado seus muros, pelo que baixo Teodósio II se empreendeu a construção de uma nova cintura de maralhas exteriores (408-413). Eram 5 630 metros de soberba fortificação entre o Mar de Mármara e o subúrbio de Blanquerna no Corno de Ouro (onde se fixou uma pequena ampliação num século depois) para acolher uma crescente população (300 000 habitantes). A entrada ceremonial da cidade era a do sul, a magnífica Porta Áurea Artigo sobre as muralhas de Constantinopla em língua alemã. Ademais estavam os 16 km de muralha do mar. Resistiu os ataques bárbaros e islâmicos e a cidade foi inexpugnável inclusive 1204.
[editar]Justiniano
Centro monumental de Constantinopla ao redor do Grande Palácio.

O zênite deste primeiro esplendor da capital foi conseguido com o governo de Justiniano I (527-65), onde Constantinopla já era a maior cidade do mundo (500 000 habitantes).

Depois da revolta Niká em 532, que resultou no incêndio de grande parte da cidade, o imperador deu início a um vasto programa construtor. A primeira Santa Sofia tinha ardido já num distúrbios no ano 404; reconstruída, a segunda basílica foi queimada durante a revolta Niká. Justiniano chamou a Antemio de Tralles e a Isidoro de Mileto para construir o maior templo jamais erigido até então. Claro que o conseguiram. Basílica de Santa Sofia é um desenho único e original, enorme, com um interior grandioso e abundante decoración. A culminación era uma grande cúpula que colapsou num terramoto em 558. De imediato foi reconstruída por Isidoro o Novo com materiais mais ligeiros e uma maior frecha (6,25 mpara uma altura total de 60 m).

Santa Sofia somente foi o estandarte de um grupo de igrejas fundamentais na história da cidade: aos mesmos arquitectos, Justiniano encarregou-lhes a erecção de um templo maior dos Santos Apóstolos (salvando o Mausoleo de Constantino) onde seria enterrado ele e os seguintes imperadores inclusive o medievo; ademais São Polieucto e Santos Sergio e Baco, que poderia ser um precedente para Santa Sofia; e uma nova Santa Irene, já que a primitiva também tinha sido incendiada na revolta.
Basílica Cisterna.

Depois vieram séculos de decadência ante a puxanza árabe, com a controvérsia iconoclasta de por médio (s.VIII-IX, tantas estátuas e tesouros artísticos que decoravam a cidade foram destruídos) onde somente são salientáveis pequenas igrejas de conventos (Constantino Lips, Salvador de Cora).

No civil, cabe destacar as singulares obras para assegurar o abastecimento de água a cidade, um ponto no que o promontório onde se assenta é desvantajoso. Já nos tempos do imperador Valente (368) se arrematou um aqueduto que ainda continua em pé. Justiniano mandou construir a Basílica Cisterna e a Cisterna de Filoxeno, obras subterrâneas em abóbada de tijolo realmente assombrosas.

Desde o século V]no que Teodósio II erigiu uma fortaleza, teve um suburbio na orla contrária do Corno de Ouro: Gálata ou Pera. E desde o século XIIIfoi lugar de asentamento de comerciantes genoveses e no 1348 foi erguida a Torre de Gálata em sua muralha defensiva.Miniatura de Constantinopla no século XVkulesi.jpg Imagem da Torre Gálata.

Em conjunto, um organismo urbano que permaneceria no essencial intacto quase que mil anos.
[editar]Tempo das cruzadas: decadência
Plano da Constantinopla bizantina.

Com os Comnenos no século XII, Constantinopla viveu seu quanto do cisne. Voltou a recuperar puxanza económica, política e artística. De novo foi brevemente a cidade maior do mundo.Monumentos de Bizancio, visita virtual Ainda que as obras de arte mais notáveis do período sejam as musivarias é de destacar o Pazo das Blanchernas (Tekfur) junto a muralha exterior e o Corno de Ouro Recreación virtual do Pazo de Tekfur.

Mas em 1204 o debilitamento do império era evidente e uma promessa incumprida foi a desculpa para que os exércitos da Quarta Cruzada tomassem e saqueassem a cidade impondo o efémero Império Latino. A população tinha decrecido drasticamente de 500.000 a menos de 100.000 habitantes e ainda fá-lo-ia mais (30.000) até que o avanço turco pólo este tinha terminado com o assédio e queda de Constantinopla, e com ela, o de um moribundoImpério Bizantino.
[editar]Império Otomano: Istambul
Mapa de Constantinopla (1422), pelo cartógrado florentino Cristóforo Buondelmonte.
Sultão Mehmed II.

O 29 de maio de 1453, Constantinopla por fim caiu, e a história deu um giro, para ocidente. O comércio de Europa com oriente e Ásia declinó o que forçou a procurar novas rotas pólo atlântico. Era-a das descobertas, a Idade Moderna, dava começo.

O primeiro facto para a cidade foi a radical mudança religiosa-cultural: no mesmo dia da conquista, o sultão Mehmed II o Conquistador foi a rezar a Santa Sofia com a cabeça olhando Meca. As igrejas foram de imediato convertidas em mesquitas.

Não correu essa sorte a dos Santos Apóstoles. Por sua significação como lugar de enterro dos imperadores bizantinos, Mehmed quis levantar em seu lugar a primeira mesquita imperial da notícia capital do Império Otomano: a Mesquita Fatih (r. 1463-1470), derrubada por um tremor em 1766), bem mais que uma mesquita, é todo um complexo (kulliie) que reúne também madrasa (escola coránica) e tumba numa disposição de ordem e proporcions clássicas.[6] Também Mehmed II deu início as primeiras construções de um palácio imperial acomodado (o bizantino estava em ruínas). Elegeu o lugar da primitiva acrópole grega e com os séculos completar-se-ia como o Topkapi. Asemade, para fornecer o comércio, ordenou a construção do Grande Bazar (muito aumentado no século XVI) nas cercanias do antigo fórum de Teodósio.

Mas o desafio para a nova capital foi a de conseguir repovoá-la. Não foi senão pela força que Istambul recuperou seu ânimo de grande cidade (em 1500 atingiu os 200 000 habitantes).
[editar]Solimão e Sinan
Nicolas de Fer: Vista de Constantinopla, Paris 1696.
Palácio de Topkapi desde o Bósforo.

Depois do sinal deixado na cidade do "Conquistador" (Fatih), a cada sultão quis deixar sua impressão com alguma grande obra. Assim a Mesquita de Beyazid junto ao bazar (1491-1506). Mas o esplendor da capital otomana viria da mão de Solimão, o Magnífico e seu arquitecto Sinan (a altura do contemporâneo Miguel ângelo). Com ele a arquitectura otomana atingiria o clasicismo, conjugando suas antigas raizames persas com a influenza bizantina exemplificada no modelo de Santa Sofia. A primeira obra mestre será a Mesquita Şehzade (1543) junto ao aqueduto de Valente. Nela consegue a integração e clareza espacial que serão canónicas nos interiores das mesquitas otomanas, mediante uma cúpula central rodeada de quatro semicúpulas. A culminación conseguiu-a com a Mesquita Süleymaniye (1557), onde voltará à valoração de um eixo longitudinal como em Santa Sofia eliminando duas cúpulas laterais. Seu monumentalidade dominando o Corno de Ouro com os característicos minaretes otomanos resulta impressionante.

Após Sinan, seguindo seu m>, erixíronse muitas mais mesquitas, entre as que cabe destacar a célebre Mesquita Azul (1609-16) que se alça junto ao Hipódromo e Sta. Sofia na ponta da península, compondo um quadro urbano único. A cidade voltaba a ser a maior do mundo.
[editar]Século XIX

Mas com a decadência do Império Otomano, Istambul também perdeu ânimo. Os séculos XVIII e XIX supuseram os de um adormecimiento no que o organismo urbano do passado bastava para conter a cidade presente.o.uk/m07/e020.jpg Plano de Constantinopla no século XIX Só cabe destacar alguma obra singular como o Palácio de Dolmabahçe ao lado do Bósforo.

Desde a metade do século o centro da cidade moderna desloca-se progressivamente para o norte do corno, para além dos bairros de Gálata e Pera (Beyoglu), com a rua Istiklal como eixo e a Praça Taksim como foco Plano de ConstantinoplaLocalização do bairro Beyoglu. Para tal desenvolvimento precisavam-se pontes sobre do corno e, pela primeira vez em sua longa história (tinha tido projectos do sultão Bayezid no XVI inclusive com Leonardo da Vinci), duas tenderam-se em sucessivas estruturas ao longo do XIX.

[editar]Istambul contemporânea
Praça Taksim.

A proclamacão em 1923 por Kemal Atatürk da República de Turquia com capital em Ancara supôs a puntilla para sua decadência, ainda que nunca deixou de ser o centro económico, financeiro, industrial, comercial e cultural da região. Nas décadas de 1950 e 1960 a cidade sufríu uma grande mudança estrutural quando a antanho numerosa e próspera comunidade grega, procedente da população antiga, se viu mermada por consequência doPogrom de Istambul de 1955, que provocou que a maioria dos gregos de Turquia fugisse para Grécia. Durante esta época, o governo de Adnan Menderes tentou desenvolver o país em seu conjunto e construiu novas estradas e fábricas na cidade. Graças a isto, Istambul se dotou de boulevards modernos e de praças públicas amplas, ainda que a expensas da demolição de edifícios históricos.

Durante a década de 1970 a população começou a crescer rapidamente com a chegada de imigrantes da Anatolia na busca de trabalho nas novas fábricas. Este aumento repentino provocou a construção apressada de edifícios de moradias de qualidade e aparência pobres, ao mesmo tempo em que a metrópole estendia-se pô-los bairros. Da mão de sua privilegiada posição geográfica e uma possível futura integração de Turquia na União Europeia, a metrópole na que se converteu tienta encontrar seu lugar como cidade global. Primeiro foi a união física de Europa e Ásia através do Bósforo com a construção de duas grandes pontes. Isso permitiu a integração da parte asiática como zoa de expansão do área metropolitana. O desenvolvimento de um bairro de negócios com arranha-céus também parecia obrigado e se está a erigir em Beksitas, ao norte de Beyoglu.
Referências

Mapa de Constantinopla no século V. www.ideasapiens.com. Arquivado do original [ligação inativa] em 13 de janeiro de 2007.
Reconstrução virtual do Hipódromo de Constantinopla. www.byzantium1200.com. Página visitada em 4 de abril de 2012.
Mapa da Constantinopla bizantina. Página visitada em 4 de abril de 2012.
Constantinopla. Página visitada em 4 de abril de 2012.
Reconstrução virtual do Fórum de Teodósio. www.byzantium1200.com. Página visitada em 4 de abril de 2012.
Planta da da Mesquita de Fatih (em inglês). Archnet.org.


domingo, 28 de outubro de 2012

Saber Ouvir - Emmanuel/André Luiz


Saber Ouvir

por Emmanuel e André Luiz

Tumulto e vozerio, nos atritos humanos, pedem um tipo raro de beneficência: a caridade de saber ouvir.
São muitos os que cambaleiam, desorientados, a mingua de tolerância que os ouça.
Convém, no entanto, frisar que palavras não lhe escasseiam. Falta-lhes o silêncio de um coração amigo, com bastante amor para ungir-lhes a alma, no bálsamo da compreensão; e, por esse motivo, desfalecem na luta, à feição do motor que se desajusta sem óleo.
Desdobras a mesa, ergues abrigo seguro, repartes a veste, esvazias a bolsa, atendendo aos que necessitam... cede também o donativo da atenção aos angustiados, para que se lhes descongestione o trânsito das idéias infelizes, nas veredas da alma.
Para que lhes prestes, entanto, o amparo devido, não mostres o ar distante dos que não querem se incomodar e nem digas a frase clássica: "pior aconteceu comigo", com a qual, muitas vezes, a pretexto de ajudar, apenas alardeamos egocentrismo, à frente dos outros, sem perceber que estamos a esmagá-los.
É possível que os teus problemas sejam realmente maiores, entretanto, na Terra, ninguém possui medida conveniente para determinar a extensão dos sofrimentos alheios. Desce, pois, do alto nível de tuas dores, minorando aquelas que te pareçam mais simples.
Deixa que o próximo te relacione os próprios desgostos. Se tiveres pressa ou cansaço, não pronuncies respostas tocadas de superioridade ou aspereza, qual se morasses numa cátedra de heroísmo, faze pausa, mesmo breve, e gasta um minuto de gentileza.
Todavia, sempre que possas, ouve calmamente, diminuindo a aflição que lavra no mundo.
No instante em que te caiba configurar a palavra, dize a frase que esclareça sem ferir ou que reanime sem enganar.
Se a circunstâncias te impelem às referências de ordem pessoal, seleciona aquelas que sirvam aos outros, na condição de escora e esperança.
Sobretudo, em ouvindo, não interrompas quem fala com a vara do reproche.
Geralmente, os que te procuram o entendimento para descarregar as agonias da alma, conhecem de sobra o calibre da cruz que eles mesmos colocaram nos ombros. Rogam-te apenas alguma pequenina parcela de energia que lhes assegurem mais alguns passos, caminho adiante.
Aprendamos a ouvir para auxiliar, sem a presunção de resolver.
O próprio Cristo consolando e abençoando, esclarecendo e servindo, não prometeu a supressão imediata das provações de quantos o cercavam, mas, sim, apelava, sincero: "Vinde a mim, que eu vos aliviarei."
Obra: “Opinião Espírita” - Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
Espíritos Emmanuel e André Luiz - Cap. VII - Item 1

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DICAS:
A Regra de Ouro do Bom Ouvinte:Seja receptivo ao que chega aos seus ouvidos!
  • Deixe seu corpo e mente soltos e abertos para o que vem.
  • Faça contato visual, volte seu corpo e mente para quem lhe fala!
  • Demonstre atenção ao que está sendo verbalizado e demonstre também sua atenção com o seu corpo: vire seu corpo na direção de quem está falando.
Você, sintonizado e sintonizando estes aspectos, percebendo os outros, melhora tanto o seu ouvir, quanto o seu dizer!
Exercite a empatia, procure entender o que o outro fala, e também como ele sente. Não interprete, não julgue, não coloque seus filtros internos em ação, nem sua experiência e nem tampouco seu conhecimento prévio.
Relaxe, e apenas ouça o que a pessoa diz.

Há também algumas regras que podem ser utilizadas para treinar o ato de ouvir:
  1. Parafraseie as principais afirmações. Utilize-se dasmesmas palavras de quem você está ouvindo, demonstrando que você recebeu a comunicação verbalizada.
  2. Esclareça dúvidas ou pontos com mais de uma interpretação.Faça perguntas abertas a quem está falando. Para saber o que são perguntas abertas, veja nosso Boletim Eletrônico Semanal 1 Folha + 1 Pergunta, 5X.
  3. Verifique a validade das suas percepções. Através de perguntas abertas verifique, junto a quem está falando, se a sua interpretação do que está sendo dito bate com o que o interlocutor está dizendo
  4. Sintetize. Através de pequenos resumos verifique a sua compreensão do que está sendo dito. Isto tanto ajuda a você esclarecer as informações recebidas como demonstrar seu interesse e sua compreensão.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012


Video de lançamento do 15o. Congresso Espirita do Estado do Ceara (CONECE), que acontecerá de 19 a 21 de outubro de 2012 no Centro de Convenções de Fortaleza