sábado, 31 de março de 2012

A Parábola de Lázaro e o Homem Rico

Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.
Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele;
E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.
E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.
E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio.
E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.
E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.
E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai
Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.
Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.
E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam.
Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite. 
Lucas 16:19-31

HORA DO PLANETA

O QUE É?

A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.

QUANDO?

Sábado, dia 31 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes e participe da Hora do Planeta 2012.
ONDE?

No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa... Em 2011, mais de um bilhão de pessoas em todo mundo apagaram as luzes durante a Hora do Planeta.


CAMPANHA: PLANTE UMA ÁRVORE. SEMEIE ESTA IDEIA!

Lançada campanha para tornar Fortaleza Capital mais arborizada
29.02.2012

Para arquiteta, há incompreensão da importância do espaço verde na Cidade
RAFA ELEUTÉRIO
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Especialistas acreditam que é essencial o reforço de ações educativas como esta em diferentes níveis da sociedade

Uma ocupação do espaço urbano intensa e aliada a uma malha viária pensada somente no tráfego de veículos individuais. Esses fatores contribuíram e continuam a favorecer a retirada gradativa da cobertura vegetal de Fortaleza e a transformar o tráfego de pedestres em um verdadeiro suplício, tendo em vista, ainda, as altas temperaturas da Capital e a falta de sombras.

Para mudar este cenário e transformar Fortaleza em uma cidade mais arborizada, o Grupo Edson Queiroz lançou a campanha "Plante uma árvore. Semeie esta ideia!".

Para a arquiteta e urbanista Fernanda Rocha, faz-se imperativo reforçar ações educativas como essa em diferentes níveis, em conjunto com a cobrança de iniciativas planejadas e efetivas dos poderes constituídos na implementação de melhorias significativas do ambiente urbano.

"E, para isso, não é preciso ir longe, devemos voltar nossos olhos para o que temos de significativo, nossa flora e fauna. Só através do seu conhecimento, poderemos valorizá-la e preservá-la e, assim, desfrutar um ambiente mais saudável", explica.

Ela destaca que a deterioração constante das condições ambientais e paisagísticas de Fortaleza, seja em face da falta de planejamento da cidade, pela incompreensão da importância dos espaços verdes, pelo desconhecimento das implicações que resultam deste descaso, ou mesmo pela falta de vontade política em alterar o estado geral das coisas, resulta na cidade em que vivemos.

Áreas permeáveis

Fernanda Rocha explica que, quando falamos de áreas verdes, estamos necessariamente discutindo as áreas permeáveis, enquanto os espaços verdes podem incluir vias pavimentadas e arborizadas.

"E, em se tratando do meio urbano, onde a apropriação dos espaços pela população possui um papel relevante, não podemos deixar de considerá-los. O fundamental é se adotar um enfoque abrangente quando pensamos em ambiente urbano, considerando aspectos biológicos, psicológicos, econômicos, entre outros", ressalta.

Fernanda aponta o Pau Branco (Cordia oncocalyx), árvore da caatinga e bem adequada à arborização viária, e de porte médio, como uma ótima espécie para ser cultivada na Capital.

Cidade não possui órgão para tratar da área verde

O engenheiro agrônomo e especialista em Botânica Antônio Sérgio Farias Castro explica que a carência de um departamento de praças e jardins, de um órgão encarregado da arborização da cidade, ou seja, da questão de mudas, plantio, acompanhamento e podas é um dos grandes problemas da Cidade.

"Isso resulta em uma Fortaleza com a pior arborização do País. Capitais como Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, as grandes cidades de maneira geral, possuem algum órgão que trata da sua área verde. Isso se reflete na própria população cearense, que acaba não dando o devido valor a sua flora", opina Castro.

Ações como a derrubada de árvores por qualquer motivo, para ele, acabam sendo uma questão cultural, ou seja, falta de conhecimento, "pois acham que as árvores sujam as calçadas, que elas vão quebrá-las, quando, na verdade, os benefícios de uma árvore são muito maiores", diz.

"Caso existisse esse órgão, nós saberíamos quais espécies temos em Fortaleza, Não há nenhum levantamento sobre isso, o primeiro começou neste ano. O uso de plantas nativas é muito reduzido na Capital, não se conhece nada sobre a vegetação de nossa cidade. Para se ter uma ideia, nós temos fragmentos de serrado, ali, na região da Avenida Oliveira Paiva, e a população em geral desconhece e não sabe o seu valor", analisa.

Para ele, são mil e um problemas que a Capital vive nesse sentido. "Muitas vezes, cortam uma árvore só porque ela está alta, falta orientação para população sobre que tipo espécie plantar em sua região, o melhor espaço, ou seja, não há planejamento e muitos menos acompanhamento do plantio", acredita.

"Esses exemplos podem comprovar que não há conhecimento, não há planejamento, não há técnica, as coisas são feitas como há 400 anos. Entregam literalmente um facão a uma pessoa sem orientação e mandam cortar", critica.

Plante uma árvore, semeie essa ideia


Benefícios


Ele explica que uma cidade arborizada tem seu clima reduzido em vários graus. "Como exemplo, podemos citar a sombra de uma mangueira, em uma cidade onde a média climática é de 32 graus, embaixo da sombra de uma mangueira essa temperatura cai para 27 graus, isso é um conforto térmico proporcionado pela planta".



Além disso, Antônio aponta a questão do efeito psicológico, "a cidade traz muito estresse por muito fatores, dentre eles, as construções, o trânsito, a poluição. As árvores têm um papel fundamental na sensação de paz nessas pessoas, conforto visual e psicológico, elas filtram a poeira, filtram o barulho, ou seja, diminuem a poluição sonora. Porém, Fortaleza é uma cidade que prioriza o asfalto".



Inventário



A coordenadora do Inventário Arbóreo da Capital, Lúcia Brito, informou que a pesquisa teve início em janeiro de 2012 e deve durar cerca de oito meses. "O estudo será qualitativo e norteará o plano diretor de arborização da Cidade", explicou Lúcia.



Segundo a coordenadora, o inventário será um mapa das regiões verdes da Capital e de suas espécies, o que possibilitará saber as áreas onde se deve investir em arborização e quais espécies plantar.



Para o arquiteto e urbanista Euler Sobreira Muniz, essa iniciativa já era necessária há muito tempo. "O mundo segue a vertente da sustentabilidade, em que o verde é importante e a responsabilidade é de todos".



Importância



27 graus é a temperatura embaixo da sombra de uma mangueira em uma cidade onde a média climática é de 32 graus, segundo o especialista em Botânica Antônio Sérgio Castro



8 meses é a duração prevista do Inventário Arbóreo da Capital, que norteará o plano diretor de arborização da cidade, de acordo com a coordenadora do projeto


Dez traços próprios de quem pratica cidadania orgânica:

01 - A cidadania orgânica expressa-se nas pessoas que dialogam com o mundo, interagem com os acontecimentos globais, mas sentem-se bem com pequenas conquistas de prazer ético e estético, como a alegria de ter plantado uma árvore, publicado na internet um novo ângulo que capturou com o celular da paisagem urbana ou saber que vingou sua dica de um bom espetáculo.

02 - Fortuna para essas pessoas é um estado de contentamento, algo que se confunde com felicidade e não com aquisição de bens e haveres. Sente que ser uma pessoa de valor é mais importante do que ser rico, famoso, popular e depender de qualquer performance de sucesso acadêmico, artístico, sexual, caritativo ou profissional.

03 - Os cidadãos e as cidadãs orgânicas não querem apenas satisfazer necessidades, por isso não se subordinam à economia como o paradigma da organização social. A perturbação da ambição material cede nessas pessoas lugar ao paciente aprimoramento do ser. Elas não vão esperar pela tragédia ecoplanetária para se reumanizarem.

04 - Quem pratica cidadania orgânica se movimenta pro crença na subjetividade e não por medo do fim, porque sabe que não existe fim... Já no século XVIII, embora motivado para provar que a química não era alquimia, o cientista francês Antoine Lavoisier (1743 - 1794) "filosofou", ao declarar que "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

05 - No lugar de dogmas, cultiva a liberdade de ser flexível e experiencia de modo próprio e convicção íntima as sabedorias de distintos pensamentos, visões e saberes. O vigor da sua universalidade está na associação mútua que faz entre o seu futuro e o futuro do planeta e o valor da cidadania está na sua gratidão à vida.

06 - Impulsionadas pela indignação, pela esperança e por se sentirem parte do todo, essas pessoas são do lugar onde suas vidas acontecem. Não precisam se restringir a territórios, partidos, classes, categorias, gênero, etnias, enfim, defender ideologias de grupos específicos para atuar na vida social, cultural e política. Nem precisam ser intelectuais, como Gramsci desenvolveu em sua teoria política.

07 - Atua em um plano político onde a política vigente, marcada pela degeneração dos princípios republicanos e pela profissionalização de candidatos, normalmente não consegue mais transitar: o interesse social.

08 - O cidadão orgânico e a cidadã orgânica não negam as instituições; procuram fortalecê-las, mas sabem que, como o avanço na melhoria institucional não depende só de votar, procuram combater os vícios e exaltar as virtudes sociais, tomando partido pelo todo.

09 - Na cidadania orgânica as pessoas falam com as demais e dão ouvidos à natureza, por meio do seu jeito de ser... Vivem seu tempo e interferem na vida social, cultural e política, sem precisarem sacrificar seus laços familiares, as amizades e sem apagar seus dias de infância.

10 - A narrativa que dará suporte à ordem mundial pós-hipermodernidade vem sendo exercitada mais fortemente nas periferias. Existe uma sutil memória coletiva reprimida pela racionalidade moderna, que está nos contingentes mantidos fora das abordagens tradicionais do desenvolvimento, que já não tem vergonha de se expressar.


DESCONFORTO
Falta de árvores causa ilhas de calor na Capital

23.03.2012


O movimento Pró-Árvore realiza, neste domingo, às 15h, o terceiro encontro do grupo no Centro de Referência Ambiental do Parque do Cocó. Durante o evento, será ministrada a palestra com o tema 'Cidadania Orgânica'
FOTO: TUNO VIEIRA

Bairros das SERs III, IV e V são os mais atingidos, principalmente Damas e Henrique Jorge; falta de vento é outro problema

O aumento das superfícies impermeáveis e a redução da vegetação e das águas superficiais (lagoas, lagos e rios) são algumas das principais causas da formação das ilhas de calor. Em Fortaleza, esses pontos estão localizados nas Secretarias Executivas Regionais (SERs) III, IV e V, tendo maior incidência nos bairros Damas e Henrique Jorge.

Os dados preliminares do estudo "Ilhas Térmicas de Fortaleza", coordenado por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), apontam uma ocupação de espaços desastrosa, o que resulta um maior desconforto térmico em partes da Cidade.

Uma das orientadoras da pesquisa, Marta Celina Linhares Sales, explica que a falta de arborização e a especulação imobiliária contribuem para o crescimento dessas ilhas.

"Esse estudo nos mostrou a total carência de políticas públicas destinadas à preservação das áreas verdes da cidade. Podemos notar que, em áreas mais carentes, há uma ocupação desastrosa do espaço público, uma extrema massa edificada que não permite que o calor se dissipe", explicou Marta.

Com o objetivo de melhorar este cenário, o Grupo Edson Queiroz lançou "Plante uma árvore. Semeie esta ideia!".

Surpresa

A orientadora conta que o resultado da pesquisa foi surpreendente, pois os estudiosos pensavam que, pelo maior adensamento habitacional, regiões asfálticas maiores, como Aldeota, Meireles e Centro, teriam as maiores zonas de desconforto térmico. Porém, ela informa que foi identificada, nesses locais, uma diminuição dos ventos devido à verticalização das moradias.

"Essa verticalização contribui para o sombreamento da região e, assim, temos zonas de frescor. Mas, na contramão, vem a redução dos ventos, e, como consequência, o aumento da temperatura", detalhou Marta.

Para diminuir essas zonas de desconforto térmico, o engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), Pedro Neto, informou que, juntamente com a Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb), os órgãos têm intensificado ações de arborização. "Foram realizados diversos plantios de árvores de sombra, como as árvores de 1,80m plantadas no Lago Nossa Senhora da Glória, no Barroso, atendendo aos próprios moradores", pontua Neto.

Com relação à especulação imobiliária, a assessoria do órgão acrescentou que, para a minimização dos impactos ambientais causados pelas obras da construção civil, os artigos 582 a 587 da Lei do Código de Obras e Posturas do Município de Fortaleza exige o plantio de mudas de acordo com a área edificada.

Para edificações residenciais ou de uso misto (residência e comércio), a cada 150m² de área construída, deve haver o plantio de uma árvore; para outros usos, varia de uma árvore a cada 80m² e uma árvore a cada 60m².

Se não for possível plantar todas as árvores no terreno da edificação, o construtor deve plantar o mínimo de 20% do número de árvores, e o restante tem de ser doado em dobro para o Horto Municipal.

Grupo discute preservação

Com o objetivo de discutir ações para a preservação das árvores em Fortaleza, o movimento Pró-Árvore realiza o terceiro encontro do grupo, neste domingo (25.03.12), às 15h, no Centro de Referência Ambiental do Parque do Cocó.

Um dos representantes do projeto, o botânico e engenheiro agrônomo Sérgio Castro relata que Fortaleza tem a cultura de cortar as árvores sem pensar nos malefícios que tal atitude causa. "Não precisa ficar podando as árvores e nem as retirando. Cada vez que se faz isso sentimos o impacto no clima", diz.

Durante o evento, o jornalista Flávio Paiva irá ministrar palestra com a temática "Cidadania Orgânica".

Um ato frequente em Fortaleza, de acordo com Sérgio, é o corte da árvore que impede a visualização de placas de trânsito. "Eles não podiam simplesmente mudar o local da sinalização?", questiona.

Cortes

O botânico explica que já existem tecnologias voltadas para evitar, em muitos casos, os corte de árvores. "Por exemplo, se existe um poste em que a fiação passa perto de uma copa de árvore, não é mais necessário fazer a poda ou a sua retirada, basta reforçar, com material adequado, o cabo próximo à planta".

O engenheiro relata que o foco dos fortalezenses é o concreto, e as árvores são sempre colocadas em segundo plano. "Deveríamos pensar em uma arquitetura bioclimática, ou seja, nos adaptarmos à natureza. Assim, conseguiríamos ter mais sombras e ventilação", enfatiza.

Sérgio Castro destaca, ainda, que alguns moradores pedem para que as árvores sejam retiradas sob alegação de que as mesmas estariam servindo de esconderijo para bandidos. "Esse fato passa a ser um problema social, sendo necessário ser debatido por todos", ressalta.

Árvores nativas, como jenipapo bravo, burra leiteira, pau de ferro, foram plantadas pelo movimento na Praça do Centro de Ciências da Universidade Federal do Ceará (UFC). "Algumas espécies são conhecidas por poucas pessoas. Por isso, queremos que sejam feitas mudas delas para serem replantadas e, assim, não se percam", comenta.

THAYS LAVOR
REPÓRTER

(Fonte: Jornal Diário do Nordeste)

quinta-feira, 29 de março de 2012

Dica de filme: The Fountain (Fonte da Vida)

Dica do amigo Michel Fernandes.

Dirigido por: Darren Aronofsky
Com: Hugh Jackman, Rachel Weisz, Ellen Burstyn mais
Gênero: Fantasia, Drama
Nacionalidade: EUA

Sinopse e detalhes: Na Espanha do século 16, o navegador Tomas Creo parte para o Novo Mundo em busca da lendária árvore da vida. Nos tempos atuais a mulher do pesquisador Tommy Creo está morrendo de câncer, mas ele busca desesperadamente a cura que pode salvá-la. Uma terceira história une as duas primeiras: no século 26, o astronauta Tom finalmente consegue a resposta para as questões fundamentais da existência.

- Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora.

Trailers e vídeos Fonte da Vida


Fonte da Vida Trailer Original


Elenco:

Hugh Jackman

Personagem: Tom Verde



Rachel Weisz

Personagem: Izzi



Ellen Burstyn

Personagem: Lilian


Mark Margolis

Personagem: Father Avila

(Fonte: http://www.adorocinema.com/)

O filme completo (em inglês, sem legenda1h 36min):

Uma dica de mídia espírita

Boa dica da casaminhense, Fabíola Maciel:

http://serespirita.com.br/
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A Metade da Laranja 


Editorial - Todos sabem: relacionamentos amorosos trazem inúmeros desafios. Desde o momento do primeiro encontro até a hora em que a união é concretizada – seja com o tradicional casamento, seja apenas com a decisão do casal – várias dúvidas aparecem. Será que estou me relacionando com a pessoa mais adequada para mim? Como melhorar o relacionamento? Existe uma “pessoa ideal”? Existe a chamada “alma gêmea”?

Depois, com a decisão tomada de, finalmente, unir as ‘escovas de dentes’, aparece a outra dúvida: o que fazer para celebrar este momento? Será que preciso celebrá-lo mesmo? Como? Para os espíritas, as dúvidas são ainda maiores, já que para a Doutrina Espírita não há cerimônias. Após a união, então, surgem os desafios do dia a dia, que se tornam ainda mais intensos quando se vive junto com outra pessoa. 

A SER Espírita traz na sua primeira edição de 2012 uma reportagem de Capa sobre relacionamentos afetivos. A reportagem sobre “almas gêmeas”, que está apresentada na seção Contextualização dessa edição, tenta responder aos leitores um pouco sobre as indagações que frequentemente são feitas sobre esse conceito, também questionado pela Doutrina Espírita.

Em todos os relacionamentos, ambas as partes devem estar atentas à satisfação do outro. Abrir mão de vez em quando em busca da satisfação de seu companheiro, portanto, não é tão difícil quanto se imagina. Deixar de lado as críticas destrutivas, lembrar ao outro o que há nele de mais positivo, buscar melhorar comportamentos, ser mais paciente, ser menos orgulhoso em relação às suas pretensões e, sobretudo, deixar o amor tomar conta do relacionamento são dicas preciosas para quem pretende manter uma união equilibrada e que possa contribuir com o aprendizado da dupla e também de quem está em volta.

Na Entrevista desta edição da SER Espírita, a importância de deixar a passividade de lado, em todos os setores da sociedade, é o assunto tratado pelo ex-presidente da Associação dos Divulgadores do Espiritismo (Abrade), Gezsler Carlos West.

Então, nesse ano que se inicia, a SER Espírita deixa um convite a você: vamos arregaçar as mangas e agir sempre com amor em tudo que fizermos? 

Leia também nesta edição - Artigos, crônica, mensagem do espírito Leocádio José Correia, dicas de filmes e audiobooks. Além, das questões respondidas sobre Deus e Jesus; envie suas perguntas para a gente ( faleconosco@serespirita.com.br ). 

Online - Acompanhe também as novidades em seu site (www.serespirita.com.br), confira os novos colunistas, textos inéditos e interações.  Neste espaço você também pode fazer assinatura, completar sua coleção de revistas SER Espírita e conhecer novos livros sobre a Doutrina e conhecimentos gerais.

Reunião ESDE I de 27 de março de 2012

Na terça, os estudantes do ESDE I se reuniram, como de costume, e o estudo da apostila ESDE tomo I se iniciou a partir da página 84 (2.2. O Livro dos Médiuns) até a página 89 (2.5. A Gênese). Nesta aula, continuou-se a apresentação das obras Básicas de Kardec.

Fora a leitura, os assuntos que ganharam destaque, foram: o que acontece após a morte; complexidade da influência dos espíritos nos encarnados; consciência; necessidade do esforço pessoal para a evolução; manutenção da boa sintonia no trânsito na cidade; como é o umbral/céu - se existe uma ambiente externo ou se está tudo na mente individual; e a população de desencarnados que acompanham muitas vezes as atividades dos encarnados, inclusive frenquentando o curso ESDE.

Foi uma aula cheia de perguntas, bem participativa, mostrando a vontade sincera em aprender! =]

Um pouco sobre Ermanence Dufoux

Ermance de La Jonchére Dufaux nasceu em 1841, na cidade de Fontainebleu, França.

Colaborou como médiun, no trabalho de Kardec, na elaboração da segunda edição de "O Livro dos Espíritos" em 1860. Seu guia espiritual deu grande incentivo à Kardec para publicar a "Revue Espírite" - Revista Espírita. Ermence, com seu pai, tornou-se sócia fundadora da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

Ainda como médium foi autora do livro " A Vida de Joana D'arc" contada por ela mesma.

Como autora espiritual tem prestado grande contribuição no plano da espiritualização e da educação nos roteiros do amor , com as obras psicografadas através do médium Wanderley Oliveira.

























quarta-feira, 28 de março de 2012

Citação sobre "A passagem", capítulo da obra "O Céu e o Inferno", de Allan Kardec


A Passagem

Jean Bazerque

Traduzido por Paulo A. Ferreira

O simples bom senso deveria ser suficiente para se compreender que, no organismo humano, o mau funcionamento de uma pequena engrenagem pode comprometer muitos sonhos. Mas escondemos a morte. Nós a temos sempre na mente porque ela se impõe independente de nós mesmos; mas nunca falamos dela. Outrora, fazia-se o sinal da cruz; hoje em dia, bate-se na madeira. Portanto, a despeito de se fazer isso ou não, quer o queiramos ou não, ela estará lá na sua hora. O homo-sapiens, diferentemente do animal, pensa, mas é tomado de cegueira quando se trata de ver o que é essencial; como se o essencial fosse justamente não pensar nisso! A que seria devida esta obstinação no desinteresse?

É calúnia pretender que com sua pompa fúnebre, suas missas, seu cerimonial, a religião católica tenha contribuído em grande parte para a tristeza da perspectiva da última viagem. Diz-se que no tempo do cristianismo primitivo os enterros se efetuavam com acompanhamentos de cantos alegres, em cortejos de jovens vestidos de branco agitando palmas. Seria essa angústia do mistério da vida de além-túmulo, que não tem podido comover as religiões, o que aperta os corações das testemunhas na partida para a viagem aparentemente sem retorno?

Não é essencial que o Espiritismo tenha trazido ao homem o conhecimento, pela intermediação dos médiuns, de uma parte das leis que regem a vida, a descrição do estado dos seres (entrantes e retirantes) após a grande partida?

O essencial é que o Espiritismo, procurando sob o véu, traz ao ser sofredor um clarão de esperança que dá a certeza da sobrevivência do ser querido.

NÃO! O ESSENCIAL NÃO ESTÁ NAQUILO QUE TU ÉS.

(conforme J.G.).

A confiança na vida futura não exclui as apreensões provocadas pelo desconhecimento da passagem de uma vida à outra. A ciência e a religião são mudas nesse assunto porque lhes falta, a uma e outra, o conhecimento das leis que regem as relações do espírito e da matéria; uma se detém no limiar da vida material e a outra em fazer artigo de fé. O Espiritismo dá alguns passos a mais; pelas manifestações mediúnicas daqueles que deixaram a vida terrestre, permite uma visão mais completa da questão.

A passagem para o lado de lá é diferente para cada indivíduo, em função de certas leis decorrentes das vidas anteriores e das leis da reencarnação, às quais os seres humanos estão submetidos. A grosso-modo as diversas situações tornaram-se conhecidas após a aurora do Espiritismo; é fácil tomar conhecimento do assunto nas obras de Allan Kardec, particularmente em "O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina" onde se encontram as descrições para toda sorte de situações.

Para facilitar a compreensão da passagem do estado de encarnado (a vida terrestre) ao estado de desencarnado (a vida no lado de lá), nós decompusemos aqui o movimento esquematicamente em quatro fases sucessivas (os quatro pontos cardinais do espaço) que têm apenas um valor didático, porque de fato essas fases são variáveis segundo o grau de evolução espiritual de cada um.
A primeira fase é a separação da alma do corpo físico.
A segunda fase é o estado de perturbação, de inconsciência, no qual a alma se encontra com muita freqüência, para não dizer sempre, após seu desligamento.
A terceira fase é o momento em que o espírito reconhece sua nova situação.
A quarta é o período mais penoso; freqüentemente o espírito tem uma visão exata do que se tinha imposto fazer ao longo de sua vida terrestre e do que fez em realidade. De uma maneira geral, este exame não lhe dá nenhuma satisfação, causando-lhe remorso e desejo de reparação.

Essas situações são perfeitamente conhecidas graças ao Espiritismo e aos livros de divulgação de Allan Kardec; pode-se dizer que a questão está ali perfeitamente tratada, assim não nos retardaremos a descrevê-las sobre o plano teórico, contentando-nos em publicar algumas manifestações espirituais relevantes no curso de nosso trabalho.

A primeira fase da desencarnação, isto é a separação do espírito do corpo físico, malgrado o aspecto dramático que freqüentemente possui, é a fase menos penosa. Assim quando uma pessoa morre subitamente, em seguida a uma embolia, por exemplo, ouvimos esta reflexão: «Ela teve uma boa morte» porque não sofreu. Atendo-nos aos fatos, lembramos que a mãe de um dos irmãos do Grupo morreu subitamente em seguida a uma embolia e ele foi procurar a Irmã Maria Munoz, nossa fundadora, que ao ver o corpo lhe disse: "Ela não está mais aí", a separação da alma e do corpo foi efetivamente constatada pela médium vidente.

Exemplos de visões da partida do espírito dos moribundos tem sido objeto de numerosas narrativas nos conhecidos livros espíritas de Ernesto Bozzano ou de Flammarion. Não acrescentaremos nada mais a isso.

Eis o ponto de vista de Allan Kardec em seu livro "O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina" para o que é a primeira fase:

"A extinção da vida orgânica leva à separação da alma e do corpo pela ruptura dos laços fluídicos que os une; mas esta separação não é nunca brusca; o fluido perispiritual se desliga pouco a pouco de todos os órgãos de modo que a separação não está completa e absoluta senão quando não reste mais um só átomo do perispírito unido a uma molécula do corpo. A situação dolorosa que a alma experimenta nesse momento é em razão da soma dos pontos de contato que existem entre o corpo e o perispírito e da maior ou menor dificuldade e lentidão que apresenta a separação. Não é preciso então se dizer que, segundo as circunstâncias, a morte pode ser mais ou menos penosa”.

Colocamos inicialmente, como princípio, as quatro circunstâncias seguintes, que podem ser observados como situações extremas, entre as quais há uma infinidade de nuances:
Se no momento da extinção da vida orgânica, o desligamento do perispírito estivesse completamente operado, a alma não sentiria absolutamente nada.
Se nesse momento a coesão dos dois elementos está em toda sua força.
Se a coesão for fraca, a separação é fácil e se opera sem abalo.
Se, após a cessação completa da vida orgânica, existisse ainda numerosos pontos de contato entre o corpo e o perispírito, a alma poderia sentir, até que os laços estivessem totalmente rompidos, os efeitos da decomposição do corpo e com mais forte razão as chamas em caso de incineração do corpo.

Do acima, resulta que o sofrimento que acompanha a morte está subordinado à força de aderência que une o corpo e o perispírito; que, para ajudar a diminuição dessa força e a rapidez do desligamento, tudo o que pode ser feito for operado sem nenhuma dificuldade, a alma não experimentará nenhuma sensação desagradável.

Na passagem da vida corporal à vida espiritual, produz-se ainda um outro fenômeno de importância capital; é o da perturbação.

Este ensinamento de Allan Kardec resulta de sua experiência mediúnica, das mensagens dos guias instrutores espirituais, de manifestações de espíritos no momento de seu desencarne e não, como o pretendiam certos detratores, de sua inteligência fértil. Temos a sublinhar que essas mensagens, como ele as teve, os grupos sérios continuam recebendo atualmente. A fonte não está seca.

Não poderia deixar de ser dito que, quanto mais o espírito é evoluído espiritualmente ou elevado no plano moral, menos ele tem laços com seu corpo carnal e a separação se faz mais facilmente, sem choques e sem sofrimento. O caso mais rápido que conhecemos é aquele da partida de nossa fundadora, a irmã Maria Munoz; ela estava sentada sobre sua poltrona onde, impotente, passava seus dias, e deixou seu corpo escrevendo: « Viva a liberdade ». Evidentemente, ela se referia à liberdade espiritual. No retorno do enterro do corpo, os irmãos do grupo estavam reunidos na sua pequena barraca, ela tomou o médium falante e deu uma mensagem censurando inicialmente os irmãos lacrimosos por não haverem compreendido nada dos ensinamentos, pois que se lamentavam enquanto ela estava toda alegre de ser liberada desta prisão carnal que era seu corpo fatigado, e de se encontrar entre os irmãos espirituais que a acolheram no espaço. Ela tinha seguido o cortejo fúnebre andando ao lado de seus companheiros humanos e estava sabendo de tudo.

Caso nos seja dado assistir à partida de irmãos no instante crucial, podemos ajudá-los dando passes fluídicos no corpo para facilitar o desligamento da alma. Uma prece, em tal momento, ajuda também a separação.

As preces podem ser encontradas no livro de Allan Kardec "O Evangelho segundo o Espiritismo" (cap. 28): ‘prevendo sua morte próxima’ (40), ‘por um agonizante’ (57), ‘por alguém que acaba de morrer’ (59 a 61). Nós as assinalamos não por convicção religiosa, mas por experiência. Conhecemos a força e a eficácia do pensamento. O defunto, mesmo estando invisível ainda que presente na câmara mortuária (os médiuns videntes o vêem inconscientes ou semiconscientes), na sua perturbação, capta os pensamentos das pessoas da assistência. Espíritos têm se comunicado dizendo ouvir os cantos da cerimônia religiosa ou as preces da missa, ainda que ignorem que são para eles.

Um filósofo disse que o sono é uma pequena morte.

É certo que durante o sono, abandonando o corpo em repouso, nosso espírito percorre o espaço para efetuar um certo trabalho durante um tempo mais ou menos longo. Geralmente não temos consciência disso. Algumas vezes, na hora de acordar, o sonhador pode guardar a lembrança de sua atividade espiritual; esse fenômeno é provocado por seu guia visando sua informação. Vários membros do Grupo têm vivenciado esta experiência. O fato de ver seu próprio corpo esticado, inerte, sobre a cama, produz um pequeno choque quando não se está habituado, porque pensamos que se trata da grande partida.

Eis aqui um exemplo:

Uma jovem médium estudante em meio católico se perguntava com certa angústia o que se pode sentir no momento da morte quando se tem medo desse evento. Seu guia espiritual provocou a seguinte experiência educativa, durante seu sono, que ela conta assim: "Estou estirada e experimento uma ânsia de vomitar em todas as partes de meu corpo: os cabelos, as unhas, os dedos, etc... e por três vezes alguma coisa me aspirou por toda parte. Na terceira aspiração alguma coisa se desligou e me encontrei de pé, meu corpo estando inerte diante de mim, aos meus pés. Penso: ”É isso a morte? A morte, não é ausência total de tudo“. Experimento a ânsia de partir e me volto para me afastar. Não vejo nada nem ninguém em torno de mim. Uma vontade superior à minha me ordena: "É preciso se reintegrar ao seu corpo". Recuso, mas esta vontade dominante se impõe. Sem saber como, encontro-me instantaneamente incorporada, com uma impressão muito forte de repugnância ao contato de meu corpo, desta carne. Recupero-me logo após."

Esta má impressão de repugnância continuou a ser sentida durante várias semanas após esta experiência.

De um outro ponto de vista, eis a descrição que fez uma testemunha espiritual da primeira fase de uma desencarnação à qual ele assistiu como espírito. A voz desconhecida que lhe deu explicações é a de seu guia espiritual. Esta narração é feita pela intermediação do médium falante em transe, irmão M.B.:

"Assisti um dia à partida de uma alma no momento em que ela deixava seu corpo. Ela formava um vapor claro que se desligava lentamente e que eu distinguia perfeitamente. Percebi em seguida algo como um gás, mais sombrio, menos nítido, quase invisível, que era atraído pelo vapor, mas que, entretanto, permanecia ligado ao corpo. À medida que o vapor se afastava do corpo, esse gás se esticava, se alongava, mantendo sempre contato com o corpo. O vapor, retido por esta espécie de laço elástico voltava então, depois tentava de novo se desligar. Cada vez que se afastava, o sujeito parecia sofrer. Percebia-se isso por suas crises e suas lágrimas. O vapor voltava então para o corpo endurecido, mas não podia retomar contato, separado dele pelo gás.

Observei esse fato com atenção perguntando-me o que isso significava até que o quadro mudou. O vapor, percebendo a presença de uma pessoa que ali se encontrava, se dilata, se desliga e por um fenômeno de condensação, toma a forma de um fantasma. Qual não foi minha surpresa ao reconhecer nela a mesma imagem daquela do corpo inanimado que permanecia estendido. O gás também estava se desunindo do corpo e envolvia agora o vapor saído do corpo inanimado que permanecia estendido com uma espécie de corda enlaçada.

Observei isso perplexo até que escutei uma voz desconhecida me dando a seguinte explicação:

"O vapor irá logo embora. O gás permanecerá enganchado durante algum tempo e depois desaparecerá por sua vez".

Efetivamente, pouco depois, o fantasma se afasta e desaparece, levando com ele o gás sombrio, e não resta mais que o corpo imóvel e sem vida.

Tinha guardado na minha memória a impressão da forma deste vapor. Ora, algum tempo após, veio a mim este mesmo vapor, sob o mesmo aspecto daquele sob o qual o havia visto. Reconheci-o imediatamente, e no mesmo instante percebo a matéria etérea que formava o gás se separar do vapor. Este se transforma aos nossos olhos, tomando logo a aparência de um homem que me dirige a palavra pela primeira vez nesses termos:

« Sinto-me atraído para você, não sei porque. Pode me indicar a razão? »

Eu mesmo ignorava esse fenômeno e sua causa, assim me era bem difícil dar-lhe a mínima explicação. Não sabendo o que responder, contei-lhe textualmente o que tinha visto quando ele deixou seu corpo material, omitindo todavia a repetição das palavras pronunciadas por não sei quem, que eu havia nitidamente percebido. Tive então a surpresa de ouví-lo me dar esta resposta:

« Enfim, sinto-me aliviado. Se bem que não tivesse visto ninguém, o som de sua voz me fez bem. Há longo tempo que vivo em isolamento completo. Queria, entretanto, que me dissesse porque sua voz me atraiu, e como posso ouvi-lo sem o ver. »

Estava desolado de não poder lhe dar a explicação desse fato que eu mesmo não compreendia. Queria lhe dar uma satisfação, a fim de apaziguar a tristeza que adivinhava nele, mas não sabia como me expressar. Escutei então a voz desconhecida me dizer:

« Faça um apelo à sua memória; lembre-se da cena que você assistiu enquanto deixava a existência. Faça uma comparação com o que você mesmo passou e poderá lhe dar a explicação que ele pede.

Não se deu conta da rapidez com a qual você se desloca? Como é que você pode fazer, quase que instantaneamente, tão longa viagem através o espaço? Jamais se fez esta pergunta? E acredita você que o som poderia atravessar o vazio, para além da atmosfera onde, entretanto, você consegue ir facilmente? Não! Além do mais o som não poderia te alcançar em seus deslocamentos vertiginosos. É então impossível à voz chegar até você, e se ouves pronunciar estas palavras, é uma falsa impressão. Em realidade, é o seu pensamento que percebe diretamente as radiações que um outro pensamento emite e você tem a impressão de ouvir. O pensamento é este vapor que você viu, é a alma mesmo, imaterial, imponderável, infinita, sem forma, que continua a viver e a trabalhar no espaço.

Quando ela deseja se manifestar a outros espíritos, ela se envolve de seu invólucro semimaterial e toma a forma que tinha no momento de sua desencarnação. A alma pode então, por intermédio de seu envelope perispiritual, emitir vibrações que traduzem seu pensamento e que outros espíritos poderão captar e compreender. É o porque de você ter visto por duas vezes o espírito que acabou de lhe falar tomando a forma humana; o fato havia lhe intrigado então, você agora conhece a razão.

Se a alma desejar se manifestar diretamente a um ser encarnado, ela se aproxima dele e atrai o pensamento desse ser; este, exteriorizando-se parcial ou totalmente, pode então captar as radiações do pensamento; ela tem então a sensação de ouvir uma voz, ainda que em realidade não haja nenhuma emissão de som. Durante esta exteriorização o corpo permanece animado por esse gás sombrio que você tem visto e que não o deixa. »

Foi assim que pude ter uma luz sobre os fatos que me haviam intrigado fortemente porque sempre tenho procurado raciocinar e compreender os fenômenos aos quais me é dado assistir.

Que a paz e o amor estejam sobre vocês meus irmãos!»

Os estados da alma no momento da passagem são muito diversos. São as manifestações mediúnicas provocadas pelos guias que nos fazem conhecê-los. Os críticos religiosos gostam de nos lembrar a Lei: "Deixai os mortos enterrarem os mortos"; A11an Kardec já respondeu a esta objeção; mas quando sabemos a eficácia da ajuda que levamos àqueles que nos deixam, quanto esta objeção nos parece pueril e a Lei mal compreendida e mal interpretada. Compreender a diferença que há entre «evocar » e «invocar » é então uma necessidade.

Edição eletrônica original:

Centre spirite Lyonnais Allan Kardec
23 rue Jeanne Collay
69500 BRON
04-78-41-19-03

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As diversas reencarnações de Chico Xavier

No livro “Chico, Diálogos e Recordações”, o autor Carlos Alberto Braga realiza um trabalho sério e dedicado por quatro anos com Arnaldo Rocha, que teve quase 50 anos de convivência com Chico Xavier. Arnaldo revelou uma série de reencarnações de si mesmo e de “Nossa Alma Querida”, como se refere a Chico. Arnaldo Rocha foi o doutrinador de um grupo de desobsessão que Chico Xavier participava. O nome era “Grupo Coração Aberto”, onde muitas revelações sobre vidas passadas na história planetária foram reveladas.

O resultado do trabalho pode ser parcialmente visto nos livros “Instruções Psicofônicas” e “Vozes do Grande Além”. Dentre várias encarnações de Francisco Cândido Xavier, algumas já foram elucidadas:

Hatshepsut (Egito) (aproximadamente de 1490 AC a 1450 AC)

Era uma farani – feminino de faraó – que herdou o trono egípcio em função da morte do irmão. A regência dela foi muito importante para o Egito, já que suspendeu os processos bélicos e de expansão territorial. Trouxe ao povo um pensamento intrínseco e mais religioso. Viveu numa época em que surgiram as escritas nos papiros, o livro dos mortos. Hatshepsut foi muito respeitada e admirada pelo povo egípcio. Obesa e diabética, com câncer nos ossos, desencarnou em torno dos 40 anos, por causa de uma infecção generalizada. Hatshepsut foi a primeira faraó (mulher) da história. Governou o Egito sozinha por 22 anos, na época o Estado era um dos mais ricos.

Chams (Egito) (por volta de 800 AC)

Rainha do Egito durante o império babilônico de Cemirames. Vários amigos de Chico Xavier também estavam encarnados na época, como Camilo Chaves, o próprio Arnaldo Rocha e Emmanuel, que era sacerdote e professor de Chams.

Sacerdotisa (Delphos-Grécia) (cerca de 600 AC)

Não se tem registros de qual o nome Chico Xavier recebeu nesta encarnação. Ela se tornou sacerdotisa por causa do tio (Emmanuel reencarnado), que a encaminhou para a sacerdotisação.

Lucina (Roma-Itália) (aproximadamente 60 AC)

Lucina era casada com o general romano chamado Tito Livonio (Arnaldo Rocha reencarnado), nos tempos da revolução de Catilina. Nesta jornada, Lucina teve como pai Publius Cornelius Lentulus Sura, senador romano, avô de Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel).

Flavia Cornélia (Roma-Itália) (de 26 DC a 79 DC)

Nesta encarnação, Chico Xavier era filha do senador romano Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel). Arnaldo Rocha confidenciou que quando Chico se lembrava da reencarnação de Flavia sentia muitas dores, porque ela teve hanseníase. Também se percebia um forte odor que se exalava.

Lívia (Ciprus, Massilia, Lugdunm e Neapolis) (de 233 DC a 256 DC)

Foi abandonada numa estrada e achada por um escravo, que trabalhava como afinador de instrumento, e tinha o nome de Basílio (Emmanuel reencarnado). Ele a adota e coloca o nome de Lívia – ler Ave Cristo. Nesta ocasião, Arnaldo Rocha era Taciano, um homem casado que tinha uma filha chamada Blandina (Meimei reencarnada).

Certa vez, os três se encontraram e Taciano chegou a propor uma relação conjugal com Lívia, que era casada com Marcelo Volusian.

Quando a proposta foi feita, Lívia alertou que todos tinham um compromisso assumido, tanto Taciano com sua esposa, quanto ela com o seu marido.

Na oportunidade, Lívia disse: “Além de tudo, nós temos que dar exemplo a essa criança. Imagina ela ter uma referência de pais que abandonam esses compromissos.

Confiemos na providência divina porque nos encontraremos em Blandina num futuro distante”, numa clara alusão ao primeiro encontro entre Arnaldo Rocha e Chico Xavier, na Rua Santos Dumont, em Belo Horizonte, em 1946, quando o médium revelou as mensagens de Meimei do Plano Espiritual.

Clara (França) (por volta de 1150 DC)

Chico Xavier, quando esteve na França, foi nas ruínas dos Cátaros e se lembrou quando, em nome da 1ª Cruzada, toda uma cidade foi às chamas. Essa lembrança foi dolorosa para Chico. No século seguinte, a 2ª Cruzada foi coordenada por Godofredo de Buillon (Rômulo Joviano encarnado – patrão de Chico Xavier na Fazenda Modelo em Pedro Leopoldo), que tinha um irmão chamado Luis de Buillon (Arnaldo Rocha reencarnado), casado com Cecile (Meimei ou Blandina reencarnada). Godofredo e Luis tinham mais um irmão, com o nome de Carlos, casado com Clara (Chico Xavier, reencarnado).

Meimei, no livro “Meimei Vida e Mensagem”, de Wallace Leal Rodrigues, descreve todos esses nomes, sem falar das reencarnações, e se refere a Chico como quem tem o afeto das mães, numa clara citação das várias encarnações femininas que teve o médium: “… Meu afeto ao Carlos, Dorothy, Lucilla, Cleone e a todos os que se encontram mencionados em nossa história, sem me esquecer do Chico, a quem peço continue velando por nós com o afeto das mães, cuja ternura é o orvalho bendito, alertando-nos para viver, lutar e redimir” (mensagem psicofônica de Meimei pelo médium Chico Xavier, em 13 de agosto de 1950).

Lucrezja di Colonna (Itália) (Século XIII)

Nesta encarnação, Chico Xavier nasceu na família de Colonna, assim como Arnaldo Rocha, que era Pepino de Colonna, e Clóvis Tavares, na época Pierino de Colonna. Os três viveram na época de Francisco de Assis e tiveram contatos, encarnados, com este espírito iluminado.

Joanne D’Arencourt (Arras-França) (Século XVIII)

Joanne D’Arencourt fugiu da perseguição durante a Revolução Francesa sob a proteção de Camile Desmoulins (Luciano dos Anjos, reencarnado). Veio desencarnar tuberculosa em Barcelona em 1789.

Joana de Castela (Espanha) (1479 a 1556)

Joana de Castela era filha de reis católicos – Fernando de Aragão (Rômulo Joviano, encarnado) e Isabel de Castela. Casou-se com Felipe El Hermoso, neto de Maximiliano I, da Áustria, da família dos Habsburgos. O casamento foi político, mas apressado pelo grande amor que existia. Desde criança, Joana via espíritos e, por viver numa sociedade católica, era considerada como louca. Com a desencarnação dos pais de Joana, o marido Felipe e, o pai dele, Felipe I (Arnaldo Rocha reencarnado) disputavam o trono.

Para evitar que Joana de Castela assumisse, acusaram ela de louca, porque via e falava com os espíritos. Depois que Felipe desencarnou, Joana foi enclausurada por 45 anos em Tordesilhas, na Espanha. A dor era muito grande, mas o que a consolava era o contato com os espíritos. A clausura tem muita relação com a vida de Chico Xavier. Foi uma espécie

de preparação para o que viria. Chico sempre foi muito popular, mas fazia questão de sair do foco para que a Doutrina Espírita fosse ressaltada.

Ruth Céline Japhet (Paris-França) Encarnação anterior à de Chico

Xavier (1837/1885)

Sua infância lembra os infortúnios de Chico Xavier, tal a luta que empreendeu pela saúde combalida. Era médium desde pequena, mas só por volta dos 12 anos começou a distinguir a realidade entre este mundo e o espiritual. Na infância, confundia os dois. Acamada por mais de dois anos, foi um magnetizador chamado Ricard quem constatou que ela era médium (sonâmbula, na designação da época), colocando-a em transe pela primeira vez. Filha de judeu, Ruth Céline Japhet contribuiu com Allan Kardec para trabalhar na revisão de “O Livro dos Espíritos” e do “Evangelho Segundo o Espiritismo”, durante as reuniões nas casas dos Srs. Roustan e Japhet. Isso pode explicar por que Chico sabia, desde pequeno, todo o Evangelho. Em palestra proferida em Niterói no dia 23 de abril, o médium Geraldo Lemos Neto citou este fato: “Desde quando ele tinha cinco anos de idade, Chico guardava integralmente na memória as páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. A história de Chico Xavier todos nós sabemos. Ele somente veio ter contato com a Doutrina Espírita aos 17 anos de idade”, finalizou.

Para contrariar o pressuposto de que Chico Xavier foi Allan Kardec, o próprio médium mineiro relatou a admiração pelo codificador em carta publicada no livro “Para Sempre Chico Xavier”, de Nena Galves: “Allan Kardec vive. Esta é uma afirmativa que eu quisera pronunciar com uma voz que no momento não tenho, mas com todo o meu coração repito: Deus engrandeça o nosso codificador, o codificador da nossa Doutrina. Que ele se sinta cada vez mais feliz em observar que as suas idéias e as suas lições permanecem acima do tempo, auxiliando-nos a viver. É o que eu pobremente posso dizer na saudação que Allan Kardec merece de todos nós.

Sei que cada um de nós, na intimidade doméstica, torná-lo á lembrado e cada vez mais honrado não só pelos espíritas do Brasil, mas de todo o mundo. Kardec vive”.

PUBLICADO NO JORNAL CORREIO ESPÍRITA EM JUNHO DE 2010: